BDSM

"CLEAR" - Kelly Padrick

BDSM = Bondage, Disciplina, Sadismo e Masoquismo

O termo BDSM surgiu em meados do século XX para tentar agrupar numa sigla as tendências e práticas (ou pelo menos, as mais significativas) do “SadoMasoquismo”. Pelo que, de forma resumida, a sigla BDSM representa uma trilogia:

(B) Bondage - em termos muito simples, significa imobilização com cordas, correntes ou qualquer outro tipo de material ou instrumento, num contexto de sexualidade e erotismo; numa palavra, imobilização num contexto de prazer.

(D) Disciplina - ou seja, o disciplinar, treinar alguém que se submete.

(D/S) Dominação/Submissão - é uma relação onde existe alguém que domina e alguém que é dominado. Para algumas pessoas este tipo de relação não está incluída na sigla BDSM.

(SM) SadoMasoquismo - é uma relação onde o foco principal consiste na interacção resultante do prazer que alguém retira de infligir dor (o Sádico) e no prazer que alguém retira em que lhe seja infligida essa dor (o/a masoquista). Não devemos encarar o SM como algo muito violento já que, frequentemente, envolve mais actos de humilhação verbal ou abuso, vestir a roupa um do outro, amarração (bondage), espancamentos leves, do que propriamente provocação de dor (pelo menos física) muito forte.

Existem dois tipos de postura relativamente ao BDSM:

a) em 1º lugar, há quem o veja, sinta e pratique como jogo. Um jogo de índole erótica, num contexto de sexualidade, na busca de prazer. Um jogo onde um desempenha um papel Dominante (também denominado de Top); e outro, um papel de dominado, de submissão (também conhecido como Bottom). Um jogo com regras bem definidas à priori. Com limites pré-definidos e com uma safeword (palavra de segurança) como última garantia a usar pela parte submissa.

b) Em 2º lugar, há quem o veja, sinta e vivencie como algo mais que um jogo. Como algo que emana de uma natureza verdadeiramente Dominante e que se alimenta de uma natureza verdadeiramente submissa. Sem jogo (mas também com limites e safeword) mas apenas como concretização de uma necessidade: dominar e ser dominada como forma natural de ter e dar prazer.

Em ambas as posturas perante o BDSM, existe uma trilogia sagrada: o SSC:

(S) Seguro - pois a saúde física e mental do submisso não pode ser posta em risco. Os danos irreversiveis são proibidos.

(S) São - significa que tudo o que se faça no decorrer de uma relação deve ser saudável. Ter a capacidade e o discernimento de se distinguir entre a fantasia e a realidade.

(C) Consensual - o consenso é um dos elementos sagrados de uma relação BDSM, pois é ele que distingue o BDSM da violência e do abuso. Consensual, significa respeito pelos limites estabelecidos numa relação. Significa e pressupõe um acordo, um aceitar livre, adulto e esclarecido de tudo quanto se faça e pratique durante uma relação. O aspecto consensual de uma relação Bdsm prende-se, de imediato, com a questão dos limites dessa mesma relação. Limites são as “condições”, os parâmetros predefinidos de uma relação. Dentro dos limites existem os “hardlimits” (aqueles que a parte submissa considera insuperáveis, invioláveis); e os “softlimits", (aqueles que a parte submissa considera superáveis, susceptíveis de serem ultrapassados). Uns e outros balizam, delimitam e definem a relação. Ultrapassá-los e superá-los dependerá, evidentemente, dos parceiros dessa relação e da sua capacidade de entrega e de confiança recíprocas. Como última garantia existe a safeword (palavra ou gesto de segurança) que pode ser usada pelo submisso quando no decorrer de uma qualquer situação não se sinta bem, não suporte ou simplesmente não queira continuar. Significa um “basta!” um “pára!”. E que tem de ser acatado de forma imediata por quem domina, sob pena de se estar perante um violador e não um Dominador.

Para mais informações consulte:

Fórum BDSM: http://www.bdsmportugal.org/forum/index.php

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