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Desejo Sexual

O Desejo Sexual é visto como um fenómeno subjectivo e comportamental extremamente complexo. Existem diversos factores que constribuem para o Desejo Dexual:
  1. as fantasias;
  2. os sonhos sexuais;
  3. a iniciação à masturbação;
  4. a receptividade d@ companheir@;
  5. as sensações genitais;
  6. as respostas aos sinais eróticos no meio ambiente;
  7. etc.

O Desejo é o que dispõe a pessoa à actividade sexual e compõe-se de três atitudes:

  1. a motivação - é o efeito sexual causado por alguma coisa do ambiente sobre a pessoa, seja a cultura, seja outra pessoa;
  2. o estímulo sexual- se a motivação é a disponibilidade para o sexo, decidir com o quê, como, quando, onde e com quem fazer esse sexo é papel do estímulo sexual;
  3. o impulso sexual - é a parte do desejo que se experimenta no corpo e que estimula a actividade sexual imediata. Provavelmente é o resultado da activação das redes neuronais do sistema nervoso central e será percebido como uma inclinação para o sexo, vulgarmente definido pela palavra "tesão" ou "excitação" sexual.

Quando surge a excitação sexual podemos dizer que, basicamente, o organismo está preparado para uma actividade sexual.

Adapatado do original de Revista Psique Ed. 31

Outros textos sobre Desejo Sexual:

Menopausa - viver em pleno a sexualidade

Sexo: Curtir no Verão, procriar no Inverno

Viciado em sexo

Prazer no Feminino

Menopausa - Viver em pleno a sexualidade

O início da menopausa não afecta a sexualidade. "Desde que a mulher seja devidamente acompanhada e não tenha problemas médicos não se deve pensar que a menopausa pode afectar a sexualidade", explicou ao CM o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz, salientando que "não existe nenhuma razão para a mulher deixar de sentir desejo ou prazer".

O ginecologista/obstetra Mário de Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa da Menopausa, indica os sintomas que afectam 75 por cento das mulheres: "No período que antecede a menopausa e durante o processo as mulheres têm calores, suores, alterações de sono, alterações de humor que se traduzem em comportamentos depressivos e ansiosos e atrofia urovaginal que na prática é a secura da vagina. Todos estes factores são tratáveis."

Júlio Machado Vaz acredita que algumas mulheres se sentem inseguras com a chegada deste ciclo: "Ainda há mulheres que encaram a menopausa como mais do que o simples fim da capacidade reprodutiva e esses casos podem dar origem a depressões."

A menopausa acontece na maioria dos casos entre os 45 e os 55 anos. "Antes dos 40 consideramos uma menopausa precoce e nesses casos as mulheres correm riscos de osteoporose e de problemas cardiovasculares", sublinha Mário de Sousa.

Os especialistas são unânimes quando se fala de atrofia urovaginal: "A secura da vagina faz com que a penetração seja dolorosa, mas há terapias. Se a mulher não tiver contra-indicações toma hormonas [esterogéneos] de substituição ou faz uma terapia localizada", revela o porta-voz da Sociedade Portuguesa da Menopausa.

Quando a vida sexual no casal não é satisfatória ou não está bem resolvida, a entrada na menopausa pode agravar o conflito íntimo: "É evidente que se a sexualidade já não estava bem a menopausa vai agravar a situação, uma vez que a maioria das mulheres precisa de ser medicamente acompanhada", remata Mário de Sousa.


APONTAMENTOS

HÁBITOS SAUDÁVEIS
A partir dos 25 anos as mulheres devem promover hábitos de vida saudáveis para evitar menopausas precoces.

DIETA EQUILIBRADA
Entre cinco a dez por cento das mulheres engorda durante a menopausa, apresentando dificuldades em eliminar esses quilos. Os especialistas recomendam às mulheres com mais de 35 anos que vigiem o peso e não se deixem engordar.

TABACO E ÁLCOOL
As fumadoras e as mulheres que consomem álcool regularmente correm riscos acrescidos de sofrer uma menopausa precoce.

MÉTODO CONTRACEPTIVO
Durante a pré-menopausa as mulheres devem tomar um método contraceptivo pois correm o risco de engravidar.

NEM TODOS OS HOMENS PASSAM PELA ANDROPAUSA

O hipogonadismo masculino tardio, vulgarmente designado por andropausa, pode surgir em homens a partir dos 50 anos, embora muitos não passem por esta fase: "Na andropausa existe uma diminuição da testosterona e há sintomas associados a este processo como a falta de apetite sexual, a falta de libido, a disfunção eréctil, a adiposidade e distúrbios osteomusculares", explicou ao CM o médico Manuel Mendes da Silva, da Associação Portuguesa de Urologia. Quando há sintomas é conveniente o homem realizar análises: "Muitas vezes os homens nem se apercebem de que estão na andropausa", afirma o especialista. E prossegue: "De uma maneira geral os homens são mais fechados do que as mulheres e têm pudor em falar abertamente sobre a andropausa."


ESPECIALISTA RECOMENDA BOM SENSO
Um estudo apresentado em Fevereiro nas V Jornadas de Urologia, em Coimbra, dá conta de que os homens de meia-idade se sentem insatisfeitos com a sua vida sexual e que desejavam ter mais relações sexuais. "É preciso ter bom senso. A partir de certa altura da vida, os homens sofrem diminuição da hormona testosterona. Podem não sentir nem passar pela andropausa, mas um homem com 60 anos não pode querer ter o vigor sexual que tinha aos 20, por exemplo", diz ao ‘CM’ o urologista Manuel Mendes da Silva. Outro inquérito europeu, realizado em 2005, revela que 80 por cento das mulheres entre os 50 e os 60 anos considera fundamental uma vida sexual satisfatória. As mulheres devem visitar o ginecologista com regularidade e reforçar essas visitas assim que tiverem algum dos sintomas que indicam o início do ciclo da menopausa.


NOVA FASE NÃO CONDICIONA SEXO
O psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz diz que não existe nenhuma relação entre a menopausa e a ausência de uma vida sexual plenamente satisfatória.

Sofia Rato, In Correio da Manhã Online, 18 Setembro 2008

Sexo: Curtir no Verão, procriar no Inverno


As relações sexuais aumentam com as férias e o calor, a julgar pelas vendas de preservativos e pílulas do dia seguinte, que atingem o pico em Agosto. Mas quando se trata de procriar, os portugueses preferem o quente do cobertor, nos meses mais frios do ano.

A ideia de que o Verão é mais propício para a actividade sexual não é um mito e até é nesta altura que os homens com disfunção eréctil conseguem mais desempenhos, segundo o director do serviço de Urologia do Hospital de São José, em Lisboa.

«Não há nenhum fundamento fisiológico para aumentar a apetência sexual no Verão, mas se as pessoas estão de férias, com menos stress e mais tempo para comunicar, é natural que tenham mais relações sexuais», explica Vítor Vaz Santos.

Em termos puramente fisiológicos, há variabilidade das hormonas ao longo do dia, no caso do homem - que atinge o pico da testosterona de manhã - e ao longo do mês, no caso da mulher, que tem maior apetência sexual entre o 14º e o 18º dia do ciclo menstrual, altura que coincide com o seu período mais fértil.

«Enquanto o homem é como uma máquina simples que funciona ligando-se no botão on, a mulher é como um amplificador complicadíssimo, cheio de botões que estão ligados uns aos outros. Não há um ciclo para o homem ter relações sexuais: desde que esteja fisiologicamente bem, está sempre disponível e com desejo. A mulher é que não», adianta o especialista em medicina sexual.

Mas, sublinha, ao contrário do que acontece com os animais, a sexualidade humana ultrapassa largamente as questões hormonais, sendo muitos e variados os factores que contribuem para a frequência das relações.

Certo é que nas férias de Verão disparam as vendas de preservativos: em Agosto do ano passado foram comercializadas cerca de 77 mil caixas, mais 15 mil do que a média dos restantes meses.

De acordo com dados da consultora IMS Health, divulgados à agência Lusa, também a pílula do dia seguinte regista um grande aumento no mesmo período, o tradicional mês de férias para a maioria dos portugueses, com cerca de 23 mil embalagens vendidas em Agosto de 2007, mais quatro mil do que a média.

«As mulheres sentem-se, em geral, fisicamente mais atractivas, o que tem mais a ver com o contexto do que com questões hormonais. Muitas planeiam as férias já com a expectativa de ter uma aventura e saem em excursões deliberadamente sozinhas ou com pequenos grupos de amigas, levando já a contracepção planeada», relata o sexólogo Júlio Machado Vaz.

Segundo o psiquiatra, há mulheres que não estão sexualmente activas nos períodos de trabalho, mas prevêem estar durante as férias, optando, por isso, por usar a pílula do dia seguinte, e não a pílula normal, a contar com uma «curte sem consequências».

«Não acontece entre os casais, mas por exemplo no caso dos engates de praia. Há uma maior possibilidade de relacionamento na época turística e o sexo surge inesperadamente», corrobora Santinho Martins, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica.

Mas se na cabeça de muitos o Verão é sinónimo de relações mais passageiras, já o Inverno é a altura escolhida pelos casais portugueses para pensar na família e conceber os filhos.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, relativos ao período entre 2003 e 2007, Setembro e Outubro foram os meses em que nasceram mais crianças, concebidas em Dezembro e Janeiro.

Abril é, pelo contrário, a altura em que nasceram menos bebés, o que significa que Julho é o mês mais «fraco» no que toca à procriação.

«Há muitos anos dizia-se que o sexo era a televisão dos pobres. No Inverno os dias são mais curtos, a temperatura baixa e os casais ficam mais tempo em casa e vão para a cama mais cedo. Se calhar não há tantas outras coisas para fazer...», sugere Júlio Machado Vaz.

In, Diário Digital, 17 Agosto 2008

Viciado em sexo



O actor David Duchovny, protagonista das séries televisivas «Ficheiros Secretos (X-Files)» e «Californication», foi internado numa clínica de reabilitação para tratar o seu «vício em sexo».

Duchovny conta com o apoio da sua mulher, a actriz Tea Leoni.

Ao longo dos seus 11 anos de casamento, nunca houve rumores de qualquer infidelidade por parte de Duchovny.
In Diário Digital, 30 Agosto 2008
MICHAEL DOUGLAS TAMBÉM ADMITE
A estrela Michael Douglas, protagonista de ‘Instinto Fatal’ ao lado de Sharon Stone, admitiu durante a década de 90 ser viciado em sexo, tendo inclusive estado internado numa clínica de reabilitação nos Estados Unidos. Devido ao passado do actor, Catherine Zeta-Jones, actual mulher, colocou uma cláusula pré-nupcial exigindo quase dois milhões de euros por cada infidelidade descoberta. Após Michael Douglas, Bill Murray, David Duchovny e Eric Benet admitiram o problema.

Veja mais na Página:
- 500 mil viciados em sexo

Prazer no Feminino


Com terapias e drogas que aumentam o desejo e estimulam o orgasmo, a ciência avança no campo até recentemente inexplorado da satisfação sexual das mulheres

O estudo da sexualidade da mulher, até recentemente restrito aos profissionais do divã, começa a avançar impulsionado pela medicina. A cada dia, pesquisadores descobrem novas causas orgânicas para os problemas femininos mais comuns quando o assunto é prazer: falta de desejo, ausência de orgasmo, dificuldade em chegar à excitação e dor durante o sexo convencional.

São queixas que atrapalham, em média, a vida sexual de 54% das mulheres. O que a medicina pode fazer por elas? No campo das promessas, muito, muitíssimo, mas é muito pouco, se a referência for o que a medicina já pode fazer pelos homens.

Tome-se o exemplo do Viagra que ajudou a melhorar a vida sexual de mais de 13 milhões de homens em todo o mundo. A pílula contra a Disfunção Eréctil recuperou casos médicos considerados perdidos, levantou a auto-estima de muitos homens, pôs um brilho nos olhos de idosos que já tinham desistido de certos prazeres da vida. As mulheres assistiram a essa reviravolta com uma ponta de inveja e um bocado de esperança.

É natural que se perguntem por que é que, afinal, ninguém ainda inventou um Viagra para elas. Como o efeito da droga e dos seus similares é, basicamente, aumentar o fluxo sanguíneo para o pénis – procedimento que resulta na erecção –, os "Viagras femininos" procuram seguir o mesmo padrão, intensificando o volume de sangue nos órgãos genitais da mulher. Desta forma, provocariam o intumescimento do clitóris e o aumento da lubrificação vaginal. No entanto, as mulheres têm menos dificuldades em atingir este estado naturalmente do que os homens de conseguir a erecção.

O que a maioria das mulheres quer é algo que:
1) as ajude a ter mais desejo e
2) facilite atingirem o orgasmo.

Para ajudá-las, a ciência tem de ser capaz de resolver mais do que o problema quase mecânico da lubrificação: precisa desvendar os meandros do complexo processo da sexualidade feminina, a começar pela orquestra hormonal que rege o prazer da mulher, muito mais intrincada e flutuante que a masculina. A maioria dos tratamentos pró-sexuais que já existem no mercado visa justamente nas alterações hormonais que podem comprometer a satisfação da mulher. A testosterona que dispara o gatilho do desejo, o estrogénio que prepara o corpo para o sexo – tudo isso, já se sabe, diminui na menopausa. É através da análise destes efeitos que a medicina tem procurado compensar os desequilíbrios hormonais, e os laboratórios têm desenvolvido métodos cada vez mais eficientes de repor o que falta. Os benefícios estendem-se às mulheres com disfunções nessa área em todas as faixas etárias.

Os problemas sexuais da mulher têm uma multiplicidade de causas. As dificuldades de irrigação sanguínea, as descompensações hormonais e outras disfunções fisiológicas têm como agravantes as barreiras psicológicas. Quase meio século depois da revolução de costumes que abriram as portas do prazer sexual à mulher, as "vozes" da repressão instaladas no fundo da psique feminina ainda emperram o caminho da satisfação. Isto sem contar, ainda, com alguns homens que, espantosamente, continuam ignorantes do bê-á-bá do orgasmo feminino.

Uma em cada duas mulheres tem algum tipo de queixa na área da satisfação sexual em determinada fase da vida. Três em cada dez desconhecem o orgasmo na relação sexual – proporção que aparentemente se manteve estável nas últimas décadas. O que mudou, segundo o diagnóstico traçado nos consultórios dos especialistas, foi a disposição feminina de procurar soluções. A diferença é que elas agora reclamam.

Por que é que eles têm mais facilidade em chegar ao prazer do que elas?

Para os especialistas, uma das respostas decorre do facto de que a maioria das mulheres ainda desconhece o seu próprio corpo – situação que, para os homens, ocorre menos vezes. Desde muito cedo, eles têm uma relação muito mais explícita com os seus genitais, já que podem vê-los, tocá-los e senti-los. As mulheres, em compensação, estão destinadas a conviver com uma sexualidade mais oculta sob uma conformação que esconde e dissimula. "Elas só vão saber que têm vagina lá pelos 8 anos, e que têm clitóris por volta dos 13. E, mesmo assim, se forem muito curiosas", afirma a psicóloga Aparecida Favoreto, directora do Instituto Paulista de Sexualidade.

O bombardeio de informações de conteúdo erótico, em vez de ajudar, pode até atrapalhar, especialmente os jovens com pouca ou nenhuma experiência sexual. As repetidas cenas de sexo mostradas no cinema e na televisão parecem o sonho do Ejaculador Prematuro: poucos ou nenhum preliminares e tudo numa questão de trinta segundos, com os dois a alcançarem o prazer. Jaqueline Brendler, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, costuma citar o filme Lendas de Paixão como exemplo crasso da deseducação sexual. No filme, a cunhada do personagem interpretado por Brad Pitt tem com ele a sua primeira relação sexual. Num celeiro, de pé, atinge o orgasmo. Diagnóstico da médica: tudo é completamente improvável. "O orgasmo na primeira relação já é uma ocorrência raríssima", afirma. Sem preliminares, sem estimulação do clitóris e em posição tão pouco confortável, fica praticamente inviável. Nem com Brad Pitt.

Jaqueline Brendler, analisou durante três anos 35 pacientes portadoras de anorgasmia primária, ou seja, que nunca tiveram um orgasmo – nem durante o acto sexual nem por masturbação. Concluiu que, fisiologicamente, nenhuma delas tinha nenhum problema. Em compensação, todas apresentavam um ponto em comum: "Cem por cento delas tinham registos de uma educação familiar opressiva, que vinculava sexo a pecado, dor, sofrimento ou perda do autocontrole", diz a médica.

Com os rapazes, ocorre o inverso. O tio pede ao sobrinho para "mostrar o documento". O pai "atiça" o filho quando vê uma rapariga bonita a passar. Tudo converge para uma espécie de salvo-conduto que permite aos homens exprimirem os seus desejos. Mesmo num ambiente mais liberal, é raríssimo, quase inexistente, que as meninas sejam estimuladas à experimentação sexual. Ao contrário, são alertadas para os riscos da gravidez indesejada, os perigos das doenças sexualmente transmissíveis e os problemas que a troca constante de parceiros pode causar.


PASSO-A-PASSO DE UM ORGASMO (caso de vida)
1. Aos 34 anos de idade, casada há cinco, S. nunca tinha tido um orgasmo. Proveniente de uma família de classe média alta, teve formação católica. "Em casa sempre ouvi os meus pais dizerem que a masturbação era pecado", conta. Casou-se com o primeiro namorado. "Sempre amei o meu marido, mas o sexo com ele era praticamente uma obrigação", conta.

2. O nascimento do primeiro filho desencadeou uma profunda depressão pós-parto. A falta de desejo transformou-se em aversão ao sexo. O casamento ficou tremido. "Eu achava que era anormal ou, então, que todas as minhas amigas eram mentirosas. Não entendia por que é que não conseguia sentir o que elas sentiam."

3. S. decidiu procurar ajuda. Consultou um ginecologista e um terapeuta sexual. O exame clínico revelou que, além de depressão, ela sofria de hipotiroidismo, disfunção que pode afectar o desejo sexual.

4. Juntamente com o tratamento de saúde, S. começou a fazer terapia sexual específica. Numa das primeiras consultas, o terapeuta pediu-lhe para que ela reservasse meia hora por dia, em casa, para observar o seu corpo através de um espelho, procurando identificar a vagina e o clitóris e o que lhe poderia dar prazer.

5. O marido de S. também entrou na terapia. Sempre que iam juntos ao consultório, saíam de lá com "tarefas de casa". Numa delas, deveriam preparar-se caprichosamente para um jantar durante o qual nenhum dos dois falaria de problemas. De regresso a casa, poderiam fazer o que quisessem no campo das carícias, com excepção do acto sexual em si.

6. Durante uma das sessões de terapia de casal, S. decidiu confessar que a obesidade do marido era uma das coisas que contribuíam para a sua falta de desejo. Generoso e compreensivo, o marido começou a fazer dieta.

7. O primeiro orgasmo ocorreu um mês depois do início do tratamento, pelo método mais eficiente. "Estava sozinha em casa a fazer os exercícios de toque. Não queria acreditar quando aconteceu, fiquei louca de alegria. Pensei: é isto o que eu quero."

8. O prazer com o marido ocorreu posteriormente. "Depois de conseguir sozinha, ganhei coragem e comecei a dizer-lhe o que era bom para mim e de que forma gostaria que ele me tocasse."

9. Hoje, S. está curada da depressão e continua a usar os medicamentos para controlar o hipotiroidismo. O marido já perdeu 20 quilos. A vida sexual, diz, melhorou cem por cento. "Mas ainda sou uma aprendiz. Dou graças a Deus por ter tido a coragem de procurar ajuda. Olho para as minhas primas e tias e tenho certeza de que elas estão a perder a mesma coisa que eu perdi durante tanto tempo. Sinto muita pena delas."

Adaptado do original de Thaís Oyama, revista Veja Edição 1 702 de 30Mai2001