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SEXO & DROGAS



A procura de formas para despertar o desejo, melhor a performance, ou exacerbar o prazer sexual, é uma história que se tem repetido ao longo dos anos nos “quatro cantos do mundo”. Desde rituais e oferendas a Deuses, passando por poções mágicas e supostas pílulas milagrosas, tem-se procurado encontrar algo que aumente miraculosamente o desejo, a excitação, a capacidade sexual e as sensações de prazer sexual.
O recurso a drogas, sintéticas ou naturais, não é exceção a este fenómeno, mas vejamos alguns exemplos e suas consequências.
Álcool
O recurso a bebidas alcoólicas é um dos desinibidores mais conhecidos. Enquanto usado em doses pequenas, o álcool pode ter um efeito psicológico positivo e por isso ser considerado um afrodisíaco, pois permite relaxar, atenuar as inibições e estimular a fantasia. Os problemas surgem quando se abusa cronicamente porque o álcool pode ser um travão da sexualidade diminuindo a capacidade de excitação e de prazer. Estas dificuldades manifestam-se através da Disfunção Erétil no homem e dificuldades de lubrificação na mulher. O excesso de álcool faz com que o sangue em vez de ir para os genitais, seja dirigido para o sistema gastrointestinal e para a cútis, que causa o conhecido ruborizado quando se bebe em excesso.

Heroína

As moléculas de opiáceos como a morfina, a metadona, mas sobretudo a heroína, ligam-se ao cérebro nos mesmos recetores que “as moléculas de bem-estar”, as endorfinas.
A heroína é muito mais potente que a endorfina natural e leva a uma diminuição dos recetores destas moléculas. Assim, não só se aumenta a dose de droga, mas também impede que as endorfinas naturais dêem prazer. Com o prolongar desta pratica, além do resto, os opiáceos inibem a produção de hormonas sexuais pelo próprio organismo. A heroína provoca ausência de Desejo Sexual a curto prazo, enquanto a longo prazo pode provocar Disfunção Eréctil, problemas de orgasmo, ejaculação e fertilidade.
Cocaína

A cocaína age, ao contrário, sobre uma outra “molécula do prazer”, a dopamina, um neuro-transmissor cujos efeitos são a promoção e depois a atuação do comportamento sexual. A dopamina desperta a procura de novidade, de novos estímulos e aventuras, e a cocaína acelera a sua utilização. Numa primeira fase, pode, portanto, ser um potente estimulante sexual mas, uma vez que a dopamina disponível foi consumida, dela nada resta. A cocaína pode provocar ejaculação ou orgasmo retardado. O consumo a longo prazo resulta, muitas vezes, em falta de interesse e de Desejo Sexual.

Alucinogénios

Os alucinogénios como o Lsd, agem sobre os mecanismos da fantasia. Durante uma relação sob o efeito do Lsd, não se está com o parceiro, mas com uma alucinação, um fantasma produzido pela mente.

Ecstasy

Um efeito semelhante é produzido pelo ecstasy que, afrouxando os mecanismos naturais de vigilância, pode levar a fazer coisas que não deseja fazer e das quais, infelizmente, talvez venha a arrepender-se. O ecstasy provoca sentimentos emocionais calorosos mas podem não se  traduzir em sentimentos sexuais.

Poppers

O nitrato de amilo (“Poppers”) é usado especificamente para realçar o momento do orgasmo, mas pode ser perigoso, especialmente para pessoas com problemas cardíacos.

Haxixe e Marijuana

O haxixe e marijuana podem amplificar as sensações proveniente do exterior e atingem, assim, um eco maior e não natural.  A cannabis realça o estado de espírito do consumidor. Caso se sinta excitado, fumar um charro poderá aumentar essa excitação, mas se estiver com sono, fica de rastos. O consumo a longo prazo diminui a produção de hormonas sexuais e, consequentemente, diminui as capacidades sexuais.

Concluindo

Todas as drogas artificiais acabam sempre por ter um forte impacto psicológico negativo: substituem-se ao interesse pelo sexo e ocupam o seu lugar no cérebro. É necessário que o nosso cérebro saiba produzir, sozinho, no momento oportuno, as drogas de que necessita. E não esqueçamos os sentimentos: o orgasmo é a nossa heroína, a curiosidade é a nossa cocaína, o namoro o nosso Lsd, a amizade a nossa ectasy e a paixão a nossa marijuana.

As substâncias mais aproximadas dos afrodisíacos, que têm a aprovação da classe médica, são alguns medicamentos como Viagra®; Levitra® e Cialis®, para os homens e a Testosterona para as mulheres, as quais deverão ser sempre tomadas sob vigilância médica.


Se gostou, veja também:
- Desejo Sexual
- Disfunção Eretil






Perguntas e Respostas - Sexo de olhos vendados


"Eyes Wide Shut - De Olhos Vendados"

 
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Olá,

em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns pelo Blog. Sou a XXXXX e tenho 26 anos. Considero que não tenho nenhum problema sexual em concreto, mas aproveito a oportunidade para colocar uma questão. Recentemente, ao falar com uma amiga ela disse-me que adora fazer sexo com os olhos vendados. Diz que isso a faz fica super-excitada! Será verdade?

 
Obrigada,

XXXX


A nossa resposta

Cara amiga,

a inibição da visão, durante a actividade sexual, pode, realmente, causar um aumento de excitação, associada a uma sensação de maior vulnerabilidade. Uma das principais vantagens do sexo, com os olhos vendados, é que isso poderá originar um aumento perceptivo dos outros sentidos (tacto, audição, olfacto e paladar). Quero com isto dizer que uma vez inibido um dos sentidos os outros procuram compensar a sua perda, aumentando as experiências vividas. Por exemplo, o toque do/a seu/sua parceiro/a ganhará uma dimensão completamente diferente ou o cheiro poderá ser vivido como mais intenso.  

Outra vantagem, desta prática, é que os espaços criados pela perda da visão poderão ser preenchidos com a imaginação. Ou seja, uma vez que, em principio, não saberá o que o/a seu/sua parceiro/a irá fazer em seguida, isto permiter-lhe-á criar uma série de pensamentos que poderão ser excitantes, aumentando a tensão sexual do momento. Sendo assim, é provavel que sinta uma acréscimo dos níveis de ansiedade e excitação.

Por outro lado, o/a seu/sua parceiro/a poderá ficar extremamente excitado/a por vê-la nua e de olhos vendados, já que isso lhe confere uma sensação de domínio e poder.

Talvez por tudo isto que lhe disse, fazer sexo com o olhos vendados, é das fantasias sexuais que os casais acabam por concretizar com maior frequência. Por vezes, esta prática, é complementada com a imobilização da pessoa vendada, permitindo um aumento das sensações descritas anteriormente.

Resta-me dizer que poderá tirar prazer das duas formas, sendo vendada ou vendando o/a parceiro/a e que para fazer esta prática deverá ter plena confiança na outra pessoa.


Obrigado pela sua questão,
Abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221

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Perguntas e Respostas - Falta de desejo



"Ele acha normal ter relações uma vez por mês"

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Boa Tarde,

Eu tenho 26 anos e estou casada há cerca de um ano, gostaria que me ajuda-se numa tentativa de perceber melhor o meu marido em relação a nossa actividade sexual.

Enquanto namoramos (não foi muito tempo) tudo corria bem, porque só estávamos juntos ao fim de semana e tínhamos relações sexuais.O problema é que desde que casamos temos relações com pouca frequência e tudo piorou quando eu comecei a querer saber o porque e a falar sobre o assunto.

Apercebi-me que vivíamos o sexo de maneira completamente diferente no passado (quando não nos conhecíamos)...

Neste momento temos relações uma vez por mês, coisa que ele acha normal. Porém eu não só não o compreendo como tenho necessidade de ter uma vida sexual mais activa, mas sempre que tento conversar com ele sobre o assunto ele não acha normal e gera-se uma discussão. O nosso casamento corre bem a todos os outros níveis, porém esta situação faz com que eu não me sinta desejada, me sinta irritada e muitas vezes de mau humor.

Será que me poderia dar alguma sugestão?!



A nossa Resposta


Cara amiga,

ao
contrário do que muitas pessoas pensam, as questões associadas à Inibição do Desejo Sexual não são da exclusividade do sexo feminino. Na realidade, tenho acompanhado, cada vez mais, casais que se encontram nesta situação. Segundo o DSM-IV-TR, para que seja possível diagnosticar a presença de Inibição do Desejo Sexual deverão estar presentes os seguintes critérios:

  • Critério A – Desejo de actividade sexual e fantasias sexuais persistentemente ou recorrentemente deficientes (ou ausentes). Devem ser tidos em conta diversos factores que afectam o funcionamento sexual, como a idade e o contexto de vida da pessoa.
  • Critério B – A perturbação deve causar acentuado mal-estar ou dificuldade interpessoal.
  • Critério C- A disfunção não se explica melhor por outra perturbação do Eixo I (com excepção de outras disfunções sexuais), e não se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo, uma droga de abuso, uma medicação) ou a um estado físico geral.

O baixo desejo pode ser:

  • Global – e envolver todas as formas de expressão sexual
  • Situacional – e limitado a um parceiro ou a uma actividade sexual específica (exemplo, relações sexuais mas não masturbação)
Normalmente, os casais procuram ajuda, nestes casos, quando existe um desfasamento entre o desejo dos elementos do casal. Podem ser diversos os motivos para a diminuição do desejo:

  • conflito relacional ou distanciamento emocional
  • stress/cansaço
  • depressão
  • hormonais
  • Vergonha
  • problemas de excitação sexual
  • dificuldades no orgasmo
  • Fraqueza
  • Dor
  • Problemas com imagem corporal
  • Preocupações acerca da sobrevivência (exemplo: desemprego)
  • entre outros
- TRATAMENTO –

Embora o tratamento possa envolver alguma medicação, ou alteração da mesma se estiver a ser medicado, é fundamental o acompanhamento de uma intervenção psicoterapeutica especializada no casal.

É importante que procure falar com o seu parceiro sobre as dificuldades que está a sentir e, quem sabe, sugerir procurarem ajuda especializada para o vosso problema. Existem muitas alternativas que vos poderão ajudar a ultrapassar estas dificuldades. Falem abertamente e escolham a que vos fizer mais sentido.

Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Estarei disponível para vos ajudar sempre que considerem necessário. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Infidelidade Emocional (parte 2)

(continuação)




6 vulnerabilidades na relação que podem gerar infidelidade emocional

Na realidade, a maioria das pessoas não anda "à caça" de affairs emocionais. Pelo contrário, eles simplesmente acontecem, geralmente como um efeito bola de neve que tem início numa amizade e que se transforma em algo mais significativo.

Um erro comum é julgar-se que este tipo de situações apenas ocorre em relações infelizes. Na verdade, muitos homens e mulheres que têm affairs emocionais dizem estar muito felizes, nas suas relações, quando se envolveram com outras pessoas. Ao invés de procurarem amor (ou sexo), os parceiros infiéis gradualmente esbatem as fronteiras entre a amizade e a intimidade, durante um prolongado período de tempo.

Dito isto, há uma variedade de factores que podem predispor as pessoas para um affair emocional:

- conflitos conjugais ignorados ou não resolvidos;
- distanciamento do casal por períodos de tempo prolongados, muitas vezes devido a questões laborais ou outras obrigações;
- casamentos centrados nos filhos que geram negligência no relacionamento amoroso, pois dão pouco lugar às oportunidades de romance e de partilha de tempo no casal;
- frequência ou prazer sexual insatisfatório, muitas vezes devido a desejos sexuais diferentes ou preferências sexuais distintas;
- falta de interesses e de partilha de momentos agradáveis em conjunto;
- desequilíbrio de poder na relação, por exemplo, se um dos parceiros é responsável pela maior parte das tarefas domésticas, ou se tem e exclusividade nas decisões financeiras

Porque é que o local de trabalho é uma zona de risco para a infidelidade emocional?

Talvez o lugar mais arriscado para uma descoberta inesperada de “química” com outra pessoa seja no local de trabalho. Nos dias de hoje, as pessoas passam mais horas no local de trabalho do que em casa ou com o parceiro.

As pessoas passam diversas horas no local de trabalho, em prol de objectivos comuns, o que gera uma intimidade difícil de combater, inclusive para o próprio parceiro. Para além disso existem os almoços, happy hours, viagens de negócios, entre outros, que são um excelente rastilho para algo mais íntimo, se já existir algum tipo de atracção.

Segundo Shirley Glass, no seu livro “Not just friends”, 46% das mulheres e 62% dos homens já traiu o seu parceiro com alguém que conheceram no trabalho. Muitas pessoas sentem uma ligação que cresce lentamente e quase sem esforço no trabalho. Além disso, as desculpas profissionais justificam facilmente o tempo passado fora de casa e os telefonemas tardios.

Porque motivo a Internet é um risco para a infidelidade emocional?

Normalmente, existe uma idealização do outro numa amizade através de chat´s. A partilha de dados pessoais, e desejos, é muitas vezes mais fácil pela Internet do que cara a cara. Isto permite que se crie um intenso sentimento de intimidade entre duas pessoas que não se conhecem na realidade.

Desta forma, uma pessoa pode sentir que conhece melhor o amigo virtual do que o seu próprio parceiro. Em muitos casos existe um sentimento de liberdade para explorar outras partes de si, enquanto que na vida real (e numa relação amorosa concreta) pode existir um sentimento de sufoco. Esta sensação artificial de intimidade, aliada à parte excitante por ser um “segredo”, pode começar a consumir os pensamentos de uma pessoa.


(continua ...)

Adaptado do original de GoodInBed.com.

Ciclo de vida do Pénis


"As mudanças no tamanho do pénis,
aparência e função sexual do homem"

Não é segredo que com o avançar da idade existe um declínio da função sexual masculina. Associada à diminuição dos níveis de Testosterona está a necessidade de uma maior estimulação para a presença de uma erecção. O homem passa a necessitar de mais tempo para obter uma erecção e para atingir o orgasmo e, após o orgasmo, para ficar novamente excitado (ou seja, o chamado período refractário aumenta). Com a idade existe, ainda, uma queda acentuada do volume de sémen e da qualidade do esperma. Dos 40 aos 70 anos, a percentagem de homens com problemas de erecção sobe dos 30% para os 60%.

Os homens também podem experimentar um declínio gradual da função urinária. Diversos estudos mostram que, no homem, o fluxo de urina enfraquece ao longo do tempo, a causa está no enfraquecimento dos músculos da bexiga e, em muitos casos, no aumento da próstata.

Mas isto não é tudo...

O próprio pénis sofre alterações significativas com o envelhecimento. Eis alguns exemplos:


Aparência - estão presentes duas grandes mudanças. A glande (normalmente chamada de cabeça do pénis) perde gradualmente a sua cor púrpura devido à diminuição do fluxo sanguíneo. Poderá, também, haver uma perda de pêlos púbicos como que um retorno ao estádio pré-púbere, devido à diminuição dos níveis de Testosterona, tal como refere Irwin Goldstein, do The Journal of Sexual Medicine.
.
O tamanho do pénis - com o avançar da idade existe a tendência para um aumento de peso no homem. Com o acumular de gordura no abdómen, existe uma mudança na aparência do tamanho do pénis. "A existência de gordura pré-púbica faz com que o pénis pareça mais curto", diz Ira Sharlip, urologista da Universidade da Califórnia. "Uma forma de motivar os meus pacientes obesos a perderem peso é dizer-lhes irá parecer que o seu pénis ganhou um centímetro", refere Ronald Tamler, da Men's Health Program Mount Sinai Hospital, em Nova York.

Para além desta aparente redução (que é reversível), o pénis tende a sofrer uma diminuição real de tamanho (e irreversível). A redução - tanto em comprimento como em espessura - normalmente não é dramática, mas pode ser notada. "Se o pénis erecto é de 15 centímetros de comprimento quando um homem tem cerca de 30 anos, pode diminuir para 14 ou 14,5 centímetros aos 60 ou 70 anos", diz Goldstein.

O que faz o pénis encolher?
.
Existem, pelo menos dois mecanismos envolvidos. Um é a deposição lenta de substâncias gordurosas (placas) no interior das artérias penianas, o que prejudica o fluxo sanguíneo no pénis. Este processo, conhecido como arterosclerose, é o mesmo que contribui para os bloqueios dentro das artérias coronárias - uma das principais causas de ataque cardíaco. Goldstein explica que outro mecanismo envolve a acumulação gradual de colágenio.

Como muda o tamanho do pénis, assim como os testículos?

Segundo Goldstein "se por volta dos 30 anos os testículos podem ter cerca de três centímetros de diâmetro, aos 60 podem ter 2 centímetros". Na realidade depois dos 40 anos existe uma diminuição no tamanho testícular.

Curvatura -
poderá existir a presença da doença de Peyronie que leva a uma curvatura, por vezes bastante acentuada, do pénis. Esta situação pode ser causa de erecções dolorosas, sendo necessário, em algumas situações uma intervenção cirurgica

Sensibilidade - o
pénis torna-se menos sensível com o passar do tempo. Isso pode causar dificuldades de erecção e orgasmo.

Mas há esperança!

Todas estas mudanças não precisam de arruinar a sua vida erótica. Num estudo recente, com cerca de 2.213 homens do estado de Minnesota, verificou-se que embora estivessem presentes estas alterações significativas na função eréctil, na libido e na função ejaculatória - a satisfação sexual não teve grandes alterações.

Tal como refere Goldstein, "O ingrediente mais importante para uma vida sexual satisfatória é a capacidade de satisfazer o parceiro, não sendo para tal necessário um pénis grande nem um desempenho sexual exagerado. Enquanto o homem sentir que o/a parceiro/a gosta de ter relações sexuais com ele, sente-se como um Deus."

Texto adaptado do original de David Freeman, WebMD


Veja ainda:

Perguntas e Respostas - Não tenho desejo


"Quando fazemos é um espetáculo... mas fujo das situações..."

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Olá,

Aviso desde já que não sei bem como isto funcionará, mas espero que seja algo deste género.

Dr. Mesquita, deve ouvir isto muitas vezes, mas não é nada fácil para mim contactá-lo por esta via. O meu nome é XXXXXX, tenho 25 anos, sou médico XXXXX, exercendo há cerca de 2 anos e meio. Tenho uma relação estável com a minha namorada há cerca de 2 anos e vivemos juntos há aproximadamente um. A minha namorada tem a minha idade e está a acabar o seu curso. Entendemo-nos muito bem, e, com a devida ressalva de que muitas vezes os nossos planos saem ao lado, é com ela que quero partilhar o resto da minha vida. E ela é linda!

Não tenho problemas de saúde diagnosticados à excepção de algumas perturbações de ansiedade devido a uns projectos que tenho vindo a desenvolver nos últimos tempos.

Quando fazemos amor corre tudo bem, não tenho problemas fisiológicos, no entanto já de algum tempo para cá noto que o meu desejo sexual tem vindo a diminuir, ou seja quando fazemos é um espectáculo, mas muitas vezes “fujo” das situações, evito o desenrolar das situações, parece que qualquer coisa me bloqueia...

Ela já começou a notar e tem-se queixado (com razão) o que me parece tem vindo a agravar ainda mais a situação. Isto nunca me aconteceu já tive vários relacionamentos e sempre foi um rapaz sexualmente bastante activo.

Não sei muito bem como lidar com isto mas tenho que me resolver antes que isto nos afecte ainda mais.

Agradecia as suas orientações.

Sem mais assunto de momento, fico a aguardar a sua resposta e desde já o meu obrigado.

XXXXXX



A nossa Resposta

Caro amigo,

a falta de desejo é um problema que, cada vez mais, afecta muitos homens. As exigências do dia-a-dia, o stress, o cansaço, entre muitos outros factores, podem estar na origem do seu problema. Não devemos esquecer a possibilidade da existência de causas biológicas, como é o caso de um baixo nível de Testosterona (a hormona, por excelência, do Desejo Sexual).

O "evitar" por vezes também está associado a uma monotonia na iniciativa sexual, por exemplo, ser sempre no quarto, à noite, etc.. Procurem variar os vossos encontros sexuais e experimentem coisas novas, como por exemplo, posições, uso de instrumentos, criação de fantasias, etc...

Não podemos esquecer que quando a relação não está bem, (como é o caso de falta de confiança, diálogo, etc.) a diminuição do desejo é um dos primeiro sintomas a surgir, como que um grito de alerta para algo que não está a correr bem!

Importa, também, que avalie as seguintes situações:

  • Quando tem relações sexuais sente prazer e fica satisfeito com as mesmas? Por exemplo, é frequente homens que tenham Ejaculação Prematura, ou Disfunção Eréctil, passado algum tempo começarem a perder o Desejo, uma vez que as relações lhes causam alguma frustração/angustia.
  • Deseja realmente a sua parceira?
  • Sente desejo por outras pessoas?
  • Como vai a sua auto-estima?
  • Fale abertamente com a sua namorada, o facto de referir que "ela começa a notar", faz-me supor que ainda não falaram sobre este assunto. Lembre-se que, como não sabe, ela poderá começar a "criar fantasias" sobre as causas do seu afastamento que podem não corresponder à realidade e isso levar a um afastamento, cada vez mais progressivo entre vocês dois.
Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Estarei disponível para o ajudar sempre que necessário. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas e Respostas - Sexo uma vez por semana

"Uma vez por semana e ele teima que é normal..."

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Bom dia,
.
sou mulher e tenho 22 anos, mas o problema surge por parte do meu namorado que tem 24 anos. Durante o nosso primeiro ano de namoro estava tudo perfeito tínhamos relações todos os dias, e às vezes até embirrava por ser de mais, mas agora ele desde á três meses que começou a diminuir as vezes que tínhamos relações, recusa-me cada vez que eu tomo iniciativa, só chegamos a ter relações uma vez por semana e ele teima que é normal.
.
Como posso resolver este assunto explicar-lhe que não me sinto bem com isto?
.
Obrigada

A nossa Resposta
.

Cara amiga,

penso que será importante falar com o seu namorado sobre o porquê da diminuição da frequência da vossa actividade sexual. Infelizmente, os dados que nos apresenta são muito vagos, (por exemplo, vivem juntos? já falaram sobre estas dificuldades? se sim, qual o feedback que teve do seu namorado? houve alguma alteração na vossa relação? etc.).

Parece-me que no fundo até gostava da frequência de relações sexuais que tinham no início da relação (tal como refere "estava tudo perfeito") embora "embirra-se por ser demais"... Será que ele não diminuiu a frequência porque pensou que era isso que desejava?

Estarei disponível para vos ajudar se considerarem necessário,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221
.
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Perguntas e Respostas - Ele não tem Desejo Sexual



"Não me importo de tomar a iniciativa...
mas não me sinto bem sempre nesse papel, pois não me sinto desejada..."

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Boa Tarde!

Descobri o vosso site aquando de uma pesquisa que estava a fazer em relação à perda de desejo sexual no casal.

Tenho 24 anos e namoro há cerca de um ano com um rapaz de 22. Até há cerca de 4 meses atrás, a nossa vida sexual era extremamente activa e satisfatória. Posso até afirmar, que de todos os parceiros que tive, era com quem existia um entendimento mais completo a nível sexual. Ele também se sentia extremamente satisfeito e afirmava-o.

É natural que esse impulso do início da relação se vá esbatendo e tendo em conta que ambos temos um quotidiano bastante atarefado, que nem sempre exista a mesma disponibilidade para o sexo.

Assim, começaram a surgir com muita frequência situações em que eu me mostrava com vontade e ele não queria, alegando estar cansado ou stressado com algum assunto. Isso fez-me sentir rejeitada e preocupada, pois eu tenho bastante desejo sexual e nunca tinha vivido uma situação semelhante nas minhas anteriores relações.

Tivemos várias conversas e eu tentei não insistir quando ouvia um "não" para que ele também não se sentisse pressionado nem culpado por não querer ter relações. No entanto não conseguia deixar de demonstrar que aquilo me incomodava e me fazia sentir mal. Entretanto a situação arrastou-se, sempre com altos e baixos, com momentos em que desejo parecia estar igual ao do inicio e momentos em que o interesse por parte dele diminuía.

Tenho sentido que sou maioritariamente eu a iniciar a relação sexual ou a demonstrar que quero ter sexo. Não me importo de tomar a iniciativa...mas também não me sinto bem sempre nesse papel, pois não me sinto desejada.

Para além disso noto que o nível de excitação por parte dele durante a relação sexual também diminuiu. Não acontece todas as vezes, mas tem acontecido com muita frequência. A situação tornou-se muito desconfortável, pois começa a afectar seriamente a minha confiança e segurança em mim, e na relação. Faz-me sentir insegura com o meu corpo, humilhada por estar sempre a "pedir" e faz-me sentir rejeitada. Conversei com ele, disse-lhe que não me sentia satisfeita a nível sexual, que o sentia desligado e que tinha necessidade de me sentir desejada, de sentir mais intensidade nas caricias, que sentia que ele estava a perder o interesse e empenho nesse campo.

Ele admitiu que de facto sentia que o desejo em relação a mim tinha diminuído substancialmente. Ele continua a masturbar-se com a regularidade habitual e a ter impulso. Afirma que não é algo que se prenda com o meu desempenho ou com o meu corpo, e que também não quer terminar a relação, mas que não consegue ainda explicar o porquê da diminuição do desejo...se é algo que se prenda com a rotina, ou com o facto de ele se sentir um pouco deprimido. Disse também que o facto de eu mostrar com intensidade que quero ter relações, pode estar de certa forma a reprimi-lo.

Sinto-me muito perdida nesta situação e completamente impotente. Sei que é algo que se passa com ele a nível psicológico, mas não sei como tentar resolver nem como deixar de me sentir culpada...ou que falhei de alguma forma.
Não sei se isto será um sinal de que a relação está moribunda, apesar de praticamente não discutirmos e termos uma relação de cumplicidade e empatia enorme.
Gostava, caso seja possível, que me pudessem esclarecer em relação a este assunto e, eventualmente, darem-me algumas linhas de orientação, pois não sei mesmo como agir.

Quero mesmo tentar ultrapassar esta fase, comunicando com ele, sem pressão... não o quero forçar a nada. Não pretendo ter sexo desenfreado todos os dias, gostava apenas de voltar a sentir que ele me deseja.

Obrigado pelo tempo dispensado.



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Perguntas e Respostas - Desejo Sexual

Olá!

Eu gostaria de saber quais são as possiveis causas para a falta de desejo sexual. O meu caso é o seguinte, estou casada há cerca de 8 anos. Iniciei a minha actvidade sexual cedo, já que fui mãe aos 16 anos, mas nem por isso era muito activa.

Actualmente não sinto qualquer vontade ou falta de ter actividade sexual, chego mesmo a evitar contactos mais intimos para que não aconteça o acto sexual em si.

Foi-me diagnosticada uma depressão, ok, mas já estou medicada e sinto que realmente o tratamento está a fazer efeito. Sinto mais ânimo e vontade para fazer as coisas, com um humor mais estável.

Esta questão sexual é que não há meio de normalizar, será que há algo mais que me esteja a escapar? Não tenho qualquer tipo de pensamento em estar com outra pessoa e quando fazemos amor até gosto. Porém ultimamente tenho notado que não é como antes, não sinto tanto prazer.

Durante a minha gravidez, tive um período excelente em que tudo corria bem e era eu própria a procurar, com entusiasmo, o meu marido.

Poderão dar-me uma ajuda?!

XXXX -- Uma mãe muito feliz!!!

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Perguntas e Respostas - Falta de desejo sexual


Tenho 31 anos e estou casado três anos. Tenho um problema e gostaria que ajudassem. A situação é a seguinte:

A relação com a minha esposa sempre foi boa e sempre fomos de mentalidade aberta, mas nos últimos tempos, a frequência de relações sexuais diminuiu drasticamente. Chegámos ao ponto de termos relações sexuais apenas uma vez por semana e só ao fim de semana. Tenho que confessar que já não consigo aguentar muito mais tempo, pois para mim o amor não chega e esta renuncia para o sexo, por parte da minha esposa, está a deixar-me preocupado e maluco.

Por vezes penso e tenho esse desejo de arranjar uma segunda mulher, mas como adoro a minha esposa e tenho a certeza que ela também gosta de mim estou totalmente sem saber o que fazer. Vem-me ao pensamento constantemente a minha ex-namorada, em que ela e eu relativamente ao sexo éramos totalmente compatíveis, ambos adorávamos sexo.

Agora estou eu que adoro sexo e a minha esposa que só quer sexo quando tem vontade. NÃO COMPREENDO....

Por vezes tenho a certeza que ela faz amor só porque sabe que eu quero. Ela tem a noção que tem falta de vontade para fazer amor, mas continua e continua do mesmo modo.... Agora pergunto, e peço ajuda, o que será que está mal?! Serei eu que não saberei lidar com a situação?!

Agradeço uma vossa resposta. Obrigado

ABORRECIMENTO SEXUAL


Muitos casais após alguns anos têm uma sensação de aborrecimento que se traduz numa perda de interesse sexual pelo parceiro. Superar esta fase é a chave para salvar uma união que está em perigo por falta de entendimento. Convém começar por algo tão simples como cumunicar ao companheiro/a os nossos desejos e fantasias na cama; talvez não se recordem já como o sexo pode ser divertido. E lembrem-se que ninguém, nem sequer a pessoa mais próxima, tem a capacidade de adivinhar os seus pensamentos, gostos e preferências.


Prevenção

Se pensarem um pouco sobre os motivos que vos levaram a essa monotonia na relação sexual, surpreender-se-ão com tudo o que podem fazer para superá-la e descobrir novos incentivos.

  • Façam marcha atrás com a vossa memória. Quando se conheream com certeza que dedicavam mais tempo e intensidade ao preâmbulo amoroso. Os beijos, carícias e abraços são um agradável estímulo que nunca se deve esquecer, nem mesmo no final do acto, no momento em que um dos dois se volta para o lado e dá as boas noites. Regressem ao romantismo.

  • Procurem ser mais espontâneos. Se vos apetecer dizer ou fazer alguma coisa, não façam mil rodeios. Ponham de parte os esquemas preconcebidos: para fazer amor não existem horários.

  • Sejam sinceros com vocês próprios. São como são, com os vossos gostos e manias, não procurem ser o reflexo um do outro. Atrevam-se a mostrar os vosso próprios sentimentos.

  • Partilhem as vossas fantasias. O orgão sexual mais importante está na vossa mente!

  • Surpreendam-se com coisas novas. Se cada um proporcionar coisas diferentes, a relação readquirirá vida.

  • Digam como gostam de estimular e ser estimulados no vosso corpo, sem vergonhas nem preconceitos.

  • Apaguem da vossa mente o "não me apetece", mesmo que estejam aborrecidos ou tristes.

  • Melhorem o vosso ambiente. Procurem livros eróticos ou filmes mais sugestivos que vos transportem a ambientes eróticos e que ajudem a reencontrar o desejo perdido.

Adaptado do original de "O grande livro da saúde", Bartolome Beltran

Veja mais sobre desejo sexual aqui

FANTASIAS SEXUAIS



"O único e mais potente engenho que conduz o vosso desejo sexual é a vossa imaginação. As fantasias são o afrodisíaco natural armazenado para quando a vossa vida sexual começar a esmorecer."


As fantasias sexuais dos homens costumam assemelhar-se a filmes pornográficos - acção imediata, close-ups, detalhes gráficos e o físico como ponto central. Os homens têm a tendência a fantasiar com mulheres com as quais têm uma hipótese na vida real (embora apareça, ocasionalmente, uma celebridade a pedir para ser possuída). Quanto maior for a hipótese de probabilidade na vida real, mais excitados ficam.

As fantasias das mulheres baseiam-se mais em redor de uma situação: criam um cenário (um vendedor a bater à porta, etc.) e depois passam às brincadeiras sexuais específicas (com muito sexo oral à mistura).

Os homens tendem em pensar em coisas que já experimentaram, enquanto que as mulheres fantasiam sobretudo com coisas que nunca fizeram. Os homens idealizam-se a si mesmos e às partes do seu corpo (peitorais e pénis expandem-se até atingirem proporções enormes), as mulheres podem acrescentar alguns centímetros ao peito e tirar outros de outras partes, mas essencialmente idealizam a pessoa com quem estão a fantasiar.

Os homens tendem a fantasiar mais quando estão com falta de sexo, as mulheres fazem o contrário. Este facto sustenta uma teoria sobre a sexualidade feminina: sem estímulo, a libido feminina adormece ...

As 20 melhores fantasias masculinas
  1. Fantasias que antecipam o sexo com o parceiro actual;
  2. Sexo a três - geralmente, observar duas mulheres a terem sexo, e depois juntar-se a elas. Óptimo se forem irmãs, uma dádiva se forem gémeas;
  3. Sexo com uma mulher que não seja a parceira (a fantasia derradeira: sexo com uma celebridade na frente dos amigos);
  4. Sexo anónimo e espontâneo com uma desconhecida;
  5. Sexo em grupo com uma multidão de mulheres deslumbrantes em fila para lhe fazerem sexo oral;
  6. Sexo oral interminável dispensado por praticamente todas as mulheres com que entra em contacto;
  7. Sexo anal;
  8. Observar secretamente uma mulher a despir-se e a masturbar-se;
  9. Sexo num lugar público ou arriscado;
  10. Ser seduzido por uma mulher mais velha;
  11. Seduzir uma virgem;
  12. Espiar duas pessoas a terem sexo;
  13. Ter sexo com a amiga da parceira;
  14. SM - ser amarrado e espancado ou chicoteado;
  15. Sexo com pessoas proibidas - a mãe da namorada, a patroa;
  16. Sexo com uma profissional do sexo;
  17. Observar a parceira a ter sexo;
  18. Sexo com outro homem;
  19. Ser observado e aplaudido pela sua perícia sexual;
  20. Um cenário de violação "a fingir".

As 20 melhores fantasias femininas
  1. Fantasias que antecipam o sexo com o parceiro actual;
  2. Sexo com um homem que não o parceiro - seduzir um amigo ou o parceiro da amiga é a preferida;
  3. Sexo com uma mulher;
  4. Sexo com alguém no trabalho;
  5. Sexo a três - com dois homens que lutam pelo seu corpo;
  6. Sexo com uma celebridade;
  7. Receber sexo oral hábil por baixo da secretária no trabalho, ou por baixo da mesa num restaurante;
  8. Sexo com um desconhecido - sobretudo um vendedor quando está sozinha em casa;
  9. Sentir-se irresistível (com uma fila de modelos masculinos ao empurrões para chegarem a ela);
  10. Ser uma profissional do sexo (o derradeiro pecado da "menina bem comportada")
  11. Fantasias românticas - sexo escaldante num lugar mágico, como uma praia com areia branca;
  12. Ser desflorada como uma virgem sacrificial;
  13. Ser observada, com um voyeur desesperado para trocar de lugar com a pessoa com que está a ter sexo;
  14. Ser forçada a despir-se em frente de um grupo de homens;
  15. Fazer de Mrs. Robinson e desflorar um homem virgem;
  16. Ter um exército de homens fisicamente perfeitos como escravos sexuais;
  17. Ser "forçada" a ter sexo;
  18. Ser a estrela principal de um filme porno - e desejada;
  19. Ser seduzida por uma figura de autoridade;
  20. SM - ser amarrada e espancada ou chicoteada.

"Não censure o conteúdo das suas próprias fantasias num esforço por as tornar "normais". O propósito de uma fantasia é precisamente o de escapar à aceitabilidade social presa a regras, politicamente correcta, e destruidora de desejos"

Texto adaptado do livro "Supersexo escaldante" de Tracey Cox

Perguntas e Respostas


Bom dia Dr.,

Venho pedir-lhe ajuda para a resolução de uma situação. Não sei se hei-de caracterizá-la como um problema profundo ou não. Mas sinto-me bastante desconfertável e preocupada. Namoro há cerca de 5 anos, há 4 que tenho relações com essa pesoa, uma pessoa formidável e que sem dúvida me faz feliz. Temos uma relação óptima, com as nossas coisas boas e menos boas, mas temos uma grande cumplicidade.

Em relação à nossa sexualidade sempre houve uma realidade: o meu namorado tem mais apetite do que eu para o acto. Contudo, e como diz o ditado... Os homens estão mais despertos ao instinto sexual do que as mulheres (com excessões!). O que eu me deparo e o que me preocupa é que são mesmo raras as vezes em que me apetece. A maioria das vezes não tenho mesmo apetite sexual. Por vezes faço-o e com os perliminares fico um pouco mais excitada, contudo acabo por ceder pois quero dar prazer ao meu namorado. A maioria das vezes consigo ter o orgasmo, mas... sinto que está qualquer coisa a falhar. Não consigo explicar. Parece-me algo forçado da minha parte.

Eu posso dizer que por vezes quando estamos de férias... Só os dois, onde deveríamos aproveitar mais tempo para fazermos amor, eu continuo sem ter grande apetite. Ou nas vezes em que estou com desejo, após o primeiro orgasmo, o desejo deixou de existir e já não consigo continuar.

Já falamos sobre o assunto ele questiona-me se está a fazer algo errado, mas eu tenho a certeza que o problema da questão não é esse. É meramente da minha parte (aspecto psicológico, julgo eu). Tenho me apercebido que o que acontece também é que tenho dificuldade em concentrar-me. Não só penso se outras pessoas que possam estar por perto possam ouvir como penso noutras coisas. É uma sensação horrível quando estamos a começar e eu estou a pensar noutras coisas.

Não sei se a justificação será apenas a falta de desejo. Ou haverá outra causa para esta situação? Por incrivel que parece chego a pensar no momento se amigas minhas passarão pelo mesmo que eu, ou serei eu a única a ter esta dificuldade?

Ajude-me se a solução será meramente uma questão de tempo, uma terapia,...

Eu agradeço-lhe profundamente toda a sua disponibilidade em tentar resolver o meu problema.

Muito obrigada
Veja mais questões dos nossos leitores aqui

Um vibrador para a mente


As fantasias têm a alcunha de "vibradores para a mente" por uma boa razão: fantasiar durante o sexo pode fazer a diferença entre o sexo "OK" e o sexo "FANTABULÁSTICO".

Ter uma fantasia não é necessáriamente uma forma de planear algo com antecedência. Muitas vezes, uma fantasia não é nada mais do que um desejo caprichoso, sem a intenção de o pôr em prática.

Segundo as estatísticas, 95% das pessoas têm fantasias sexuais diárias e cerca de 85% fantasiam com terceiros durante o sexo com o parceiro. Um estudo concluiu que as pessoas que fantasiam durante o sexo sentem um maior nível de satisfação sexual e têm menos problemas sexuais, mesmo que a figura na fantasia não seja o parceiro (ou parceira). Longe de prejudicarem a vossa vida sexual, as fantasias que o parceiro tem com outras pessoas ajudam-na a permanecer activa.
Devemos, ou não, confessar as nossas fantasias?

É uma pergunta óbvia já que, se todos nós o fazemos, se é normal e até encorajador, por que razão não confessamos as nossas fantasias aos nossos parceiros?

As fantasias são privadas e às vezes giram à volta de pensamentos que esperamos com fervor e desespero que os nossos parceiros nunca adivinhem que estão a rodopiar na nossa cabeça. No entanto, em quase todos os casos, uma fantasia "estranha" não significa que se seja estranho na vida real. Quase todos nós nos sentimos atraídos pelo "lado obscuro" da sexualidade. Felizmente ainda ninguém descobriu como ler pensamentos.

As fantasias podem ser comuns entre os humanos, mas há outra coisa igualmente comum: o ciúme. Quer mesmo saber que o seu marido passa horas a sonhar com a colega de trabalho dele?
Por isso, algumas das fantasias podem e devem ser partilhadas, outras mais vale ficarem mesmo só nossas. Por exemplo, normalmente, as fantasias sobre celebridades geralmente não apresentam problemas, já que muitas vezes estas pessoas não estão acessiveis ao "comum dos mortais".
Sendo assim, há certas perguntas que não devemos fazer ao parceiro (ou parceira), porque, na maioria dos casos, serão "obrigados" a mentir. "Costumas ter fantasias com outra pessoa?" está no topo da lista.
Voltaremos a falar sobre este assunto em breve...

Texto adaptado do livro "Supersexo escaldante" de Tracey Cox

"VICIADOS EM SEXO!" (parte 2)


Existem dois conceitos distintos relativamente ao vício sexual:

  • Compulsão sexual - caracterizada por uma forte ansiedade que só "desaparece" quando se concretiza o acto sexual, geralmente seguido de sensação de culpa e desconforto. Esta compulsão pode estar associada a um Transtorno Obsessivo-Compulsivo, muitas vezes, desencadeada por causas genéticas. Este comportamento, na condição deste transtorno, também pode ser caracterizado por rituais. A pessoa estabelece uma espécie de roteiro. Se não for cumprido, age como se o acto tivesse sido inválido e procura repeti-lo até satisfazer a sua vontade, mesmo sabendo que tal atitude é inadequada.
  • Hiperssexualidade - marcada pela repetição da actividade sexual com o intuito de obter mais prazer. A hiperssexualdiade pode gerar uma compulsão desde que seja acompanhada por sintomas de dependência. Este termo também é conhecido como impulsividade e ainda como satiríase e/ou ninfomania, quando se refere a homens e mulheres, respectivamente. Se a pessoa não tem um parceiro com as mesmas características, poderá vir a procurar outras formas de suprir esta necessidade, recorrendo à masturbação, procura de outros parceiros e/ou de prostitut@s.
Os impactos na vida do compulsivo

A compulsão sexual provoca uma série de alterações na vida do dependente:
  • Transformação da obsessão e da fantasia sexual numa estratégia básica de satisfação. O sexo começa a ser o instrumento que regula a vida emocional da pessoa. Os dias são passados a planear, calcular, imaginar e a procurar oportunidades de ter relações sexuais. Conforme o tempo passa, o nível de actividade passa a ser insuficiente para o indivíduo, fazendo com que necessite de quantidades crescentes para manter o nível de alívio emocional e tenha um comportamento cada vez mais descontrolado. Mesmo que conscientes dos riscos a que estão expostas, estas pessoas, persistem neste registo de comportamento. A frequência, extensão e duração da relação sexual geralmente excedem a intenção da pessoa.
  • A incapacidade de autocontrole, bem como a vergonha de não ter uma vida dentro dos limites apropriados e de mentir por não se controlar são traços que compõem o perfil do dependente e intensificam o sofrimento que sente. Estas pessoas esforçam-se constantemente para parar ou, pelo menos, reduzir o hábito, mas se não conseguem aliviar a angústia com sexo, caiem no desespero. Por isso, dedicam a maior parte do tempo a procurar uma relação, negligenciando actividades sociais, ocupacionais ou recreativas importantes, como trabalhar e estar com a família e amigos. As suas decisões baseiam-se essencialmente no enfoque da sexualidade.
  • Os viciados em sexo estão sujeitos a outras consequências ainda mais severas, entre elas a contaminação de Infecções Sexualmente Transmissíveis, perda de emprego e problemas na relação/casamento. Embora estas pessoas tenham noção que correm perigo, o que lhes importa é satisfazer a sua compulsão, independentemente da situação, local ou com quem se envolvem.

Actualmente, um dos principais meios utilizados por dependentes para ter acesso a novos parceiros e praticar sexo tem sido a Internet. Um artigo publicado em 2005, na revista Sexual Addiction & Compulsivity, afirma que "aproximadamente 20% dos utilizadores da Internet envolve-se em pelo menos um tipo de actividade sexual na rede, incluindo ver informação sobre saúde sexual, relacionamentos por chat, observação de conteúdo pornográfico e marcar encontros cara a cara".


Procurar ajuda


O quadro da compulsão sexual instala-se, normalmente, numa pessoa entre os 15 e os 20 anos - época em que se formam os padrões de comportamento e expressão sexuais. No entanto, as consequências mais destrutivas só começam a ser percebidas, em média, entre os 40 e 45 anos, quando o indivíduo geralmente já possui uma família e uma carreira profissional consolidada.

Para o cônjuge de um dependente de sexo, a descoberta da existência de comportamentos compulsivos é um momento stressante e geralmente acompanhado de diversos sintomas, tais como ansiedade, depressão, irritação, raiva, pensamentos obsessivos e hipervigilância. Por outro lado, o viciado em sexo, normalmente, considera que o sexo que procura não é uma traição à sua relação/casamento.

O tratamento é feito a longo prazo e procura recuperar algumas áreas da vida que foram destruídas pela compulsão. Dependendo da situação, pode haver a necessidade de prescrição de medicamentos para diminuir o desejo de sexo, como antidepressivos ou antipsicóticos. Na maioria das situações é importante que o tratamento seja estendido ao casal.

"Viciados em SEXO" (parte 1)


Uma é pouco, duas é bom e três é demais?
Apesar de ser adoptado como critério que determina a qualidade de vida, pela Organização Mundial da Saúde, o sexo - quando praticado em excesso – pode ser sintoma de um outro problema: uma compulsão.

Considera-se uma compulsão quando existe um impulso incontrolável para realizar um determinado acto. No caso da compulsão alimentar, por exemplo, o que a torna patológico não é o facto de se comer, já que é um acto saudável, mas sim quando se continua a comer mesmo sem se ter apetite. No caso da compulsão sexual, a pessoa relaciona-se com outra, mesmo quando não tem vontade. Neste caso, não é o número de relações sexuais que está em jogo, pois a resposta ou "apetite sexual", varia de indivíduo para indivíduo, mas sim o que o leva a ter determinado comportamento.

O que faz com que o sexo passe de uma manifestação de saúde e prazer
a um vício associado a sofrimento?

Existem algumas razões prováveis, entre elas, a tentativa de colmatar uma carência afectiva vinculada a uma baixa auto-estima. Neste caso, os compulsivos são pessoas extremamente carentes que necessitam de manifestações de afecto para acreditarem que são "gostáveis". Cada nova relação sexual é como que uma prova de que são aceites e desejados pelo outro. Mas este sentimento é efémero e faz com que procurem constantemente novas relações.

Esta compulsão, também pode estar associada à presença de uma situação em que a pessoa se sente impotente, como por exemplo, perder o emprego, recorrendo ao sexo como uma espécie de "bengala" para lidar com um cenário causador de angústia e fragilidade.
Também surgem situações de compulsão sexual quando a educação dada pelos pais, na infância, foi feita sem transmitir limites e/ou quando existiu pouco respeito entre os elementos da familia. Nestas situações, estas pessoas, não aprenderam a estabelecer uma fronteira na sua individualidade, enquanto crianças, passando a não saber respeitar o espaço delas e o dos outros, quando adultos. Este tipo de desenvolvimento causa alguma insensibilidade e faz com que, estas pessoas, comecem a procurar o afecto que não tiveram por parte dos pais através de emoções cada vez mais fortes.

Outra explicação é presença de adultos com compulsão sexual durante a infância destas pessoas. Neste caso, a excitação terá ficado associada à variedade e quantidade de cenas presenciadas, o que leva a que, quando adultos, comecem a erotizar e a repetir este padrão de comportamento.
A compulsão sexual poderá, ainda, ser uma forma dos compulsivos sexuais reafirmarem um abuso sexual vivido no passado uma vez que, frequentemente, se envolvem em situações de risco e de desprotecção.

Veja mais sobre este assunto em:
Adaptado do original em: psiquecienciaevida

Desejo Sexual Hipactivo afecta 10% de portuguesas

Cerca de 10 por cento das mulheres portuguesas têm disfunções do desejo sexual, enquanto cinco por cento têm disfunções do orgásmo e dores durante o acto sexual, segundo a Associação Portuguesa de Urologia (APU).

A disfunção sexual feminina vai estar em debate no Congresso Anual da Associação Portuguesa de Urologia, que irá decorrer de 5 a 6 de Junho de 2009, em Torres Vedras, e que reunirá 321 participantes médicos, disse à Lusa o presidente do Congresso, o urologista Vaz Santos.

Vaz Santos comentou que na década de 1950 as disfunções sexuais femininas se classificavam apenas com duas palavras: frigidez e ninfomania. Mas actualmente a realidade das disfunções sexuais femininas é bem mais complexa e dividem-se em desejo, aversão, excitação, orgasmo e dor. Segundo o urologista, a disfunção mais frequente na mulher é aquela que cientificamente é designada por “desejo sexual hipoactivo” (falta de desejo). A este problema acresce a redução dos estrogénios vaginais, capaz de provocar uma maior fragilidade da vagina e a ausência de lubrificação.
Para Vaz Santos, a disfunção sexual deve ser encarada como um problema do casal e não apenas do homem ou da mulher. No entanto, as terapêuticas para a mulher não tiveram ainda um avanço semelhante aos tratamentos dirigidos ao homem.
«O desconhecimento sobre a disfunção sexual feminina impera e a maior complexidade da sexualidade da mulher cria maiores limitações à investigação de fármacos eficazes no tratamento dos diversos tipos de disfunção sexual feminina», segundo a APU.

Outro dos temas que irá ser debatido no congresso é a incidência do cancro da próstata em Portugal, que é a forma mais comum de cancro no homem e a segunda maior causa de morte por cancro. Em Portugal, existem cerca de 1500 novos casos de cancro da próstata e 1800 mortes causadas por este tipo de carcinoma. O cancro da próstata afecta cerca de 30 por cento dos portugueses com idade superior a 50 anos, sendo que 50 a 60 por cento dos casos são diagnosticados demasiado tarde, segundo a APU.

«Apesar dos números apresentados, o número de mortes por este tipo de cancro está bastante abaixo do número de novos casos diagnosticados, o que significa que esta doença apresenta nos dias de hoje um panorama de tratamento favorável e existem cada vez mais meios que permitem proporcionar uma elevada qualidade de vida ao doente», acrescenta a associação.

In Diário Digital/Lusa, 04 de Junho de 2009

Sexo, Tédio e Casamento


O seu casamento entrou na monotonia?
Existe um consolo: quase todos passam pelo mesmo ...

A comédia da vida privada não costuma ter muita graça para os protagonistas. Domingo à tarde, por exemplo, ele senta-se frente à televisão para assistir ao futebol, e ela, amuada, não pode abrir a boca. O domingo é só o prefácio de mais uma semana que se segue... De segunda a sexta, o casal troca algumas frases burocráticas pela manhã, de preferência antes de ele agarrar o jornal para ler. À noite, ela vê a novela e ele ronca no sofá. O marido faz uma observação mesquinha sobre o serviço doméstico e a mulher recita a cantilena de que ele só sabe reclamar, que não a elogia, que sempre foi ausente e que desta forma não dá. Na hora de dormir, cada um vira-se para seu lado na cama e o “boa-noite” protocolar encerra mais um dia de matrimônio.

Quem nunca passou por algo semelhante? Na verdade: em questões de casamento, o inferno é sempre o outro.

Acontece nos melhores contos de fadas. Fatalmente chega um dia em que se descobre que a pessoa que dorme no travesseiro vizinho, por quem o coração batia forte, se transformou num hábito.

Quando os cônjuges são maduros, se admiram, respeitam e se sentem razoavelmente atraídos um pelo outro, conseguem entender que há compensações muito boas na estabilidade. “A crise é um estalo de intolerância. Mas, quando se gosta da pessoa, a tolerância é maior".

A frustração com o casamento surge porque este existe para fornecer rotina, uma base sólida para a criação dos filhos e a manutenção da família, e não para proporcionar aventura (excitação).

Quando os sentimentos mais profundos não são colocados em pratos limpos, quando não se discute a relação, as "picuices" do dia-a-dia assumem uma dimensão maior do que a desejável. Acabam por transformar-se num ritual que só reafirma o tédio ou alimenta o poço dos ressentimentos. Muitas pessoas sustentam um casamento mau durante anos a fio porque têm medo de falar sobre o que está realmente errado. Acham que, se discutirem os problemas de relacionamento, o casamento acaba.

Talvez as pessoas façam isso não por insensibilidade ou deficiência emocional — mas talvez porque reconhecem a importância do casamento na organização da sociedade e das suas próprias vidas. A relação estável, de preferência monogâmica, não é a única forma de convivência entre os sexos, mas está sacramentada como a mais conveniente. Leis, religiões e a moral convencional estimulam o casamento e punem o adultério.

Este arranjo, no entanto, tem um aspecto muito realista, como as dietas alimentares. O que faz bem à saúde é a combinação de grelhados com saladas e grãos integrais, mas sonha-se secretamente com a saciedade da feijoada e do chocolate.

Só a experiência parece ser capaz de demonstrar que o casamento não é, nem pode ser, um eterno banquete. Muitas vezes em Terapia de Casal vemos que a maioria dos "pombinhos" apanham "um susto pós lua-de-mel". As pessoas pleneiam tudo nos mínimos detalhes até ao casamento e não se informam do que as aguarda depois.

Na tentativa de salvar as suas ilusões pré-matrimoniais, é comum que marido e mulher insistam em preservar uma imagem idealizada do parceiro, construída nos tempos de namoro. Essa imagem, acaba por se esmorecer ao longo da monotonia que vivem. Daí surge, muitas vezes, a desilusão.

Não podemos esperar que o casamento seja como a fase de namoro. As expectativas devem mudar com a convivência e a realidade. A volúptia do sexo electrizante, vivido nos primeiros tempos, está fadada a desaparecer da maioria dos casamentos. A boa notícia é que mesmo assim podemos continuar a viver.
Maridos e mulheres fiéis são aqueles que, colocados diante da opção, escolhem a estabilidade. Infiéis são os que, por falta de um elemento mais forte que os mantenha atados ao parceiro, cedem ao impulso da curiosidade.


Se a esta altura você já se pergunta se o seu casamento acabou, das duas, uma:
  1. ou ele já chegou ao fim, e você apenas está a adiar a hora de decretar a falência da instituição,

  2. ou então está na hora de encontrar uma maneira de salvá-lo.
Salvar o casamento é uma actividade de risco à qual se dedicam cada vez mais casais. Um casamento feliz é obra de "reengenharia" constante.

Os velhos truques sobre como manter “a chama acesa ” do sexo e da sedução andam fora de moda. Para fugir do tédio e manter o interesse pelo parceiro, devem-se fazer planos e renovar projectos comuns. Uma mudança na casa, uma viagem ao estrangeiro e até mesmo obrigar-se a sair regularmente com amigos são alguns dos conselhos dos Terapeutas de Casal.

Uma das grandes dificuldades do casamento é sincronizar as vontades. É um tormento quando um quer ir ao cinema e o outro quer ficar em casa; quando um quer ver televisão e o outro, ouvir música; quando um quer dormir e o outro quer fazer sexo".

Sincronizar as vontades exige que os dois aprendam a ceder, sem que isso configure uma derrota. O segredo é ser-se paciente e tolerante. Um bom casamento exige esforço, trabalho e empenho.

Um estudo realizado nos Estados Unidos, com 243 casais entre os 40 e os 13 anos de casados, relacionou as cinco estratégias mais utilizadas para manter uma união firme. São elas:
  1. "mimar" o parceiro, de vez em quando, com presentes inesperados;

  2. conversar sobre o relacionamento;

  3. dividir as tarefas domésticas;

  4. realizar actividades conjuntas;

  5. fazer planos para o futuro.


Corrida de obstáculos

As etapas do casamento que nem todos conguem - ou querem - superar:
1º ano - Os "pombinhos" contam as horas para voltar ao seu ninho, e a vida sexual é intensíssima. Para os casais mais jovens, no entando, essa face de encantamento costuma acabar por volta dos quatro meses de união. Como em geral ganham pouco e dependem dos pais para pagar parte das despesas, as contas mensais tornam-se motivo de ansiedade e discussão;
2º ano - Para muitos homens e mulheres que enfrentam problemas conjugais desde o início do casamento, completar um ano juntos é uma questão de honra. Sob os eflúvios das bodas de papel, eles vivem seis meses de calmaria, até que as desavenças voltam com toda a força. Ultrapassar o segundo ano de casamento pode ser um objetivo inatingível;
4º ano - Começam as maiores dificuldades porque, ao arrefecimento da paixão, somam-se o nascimento do primeiro filho, que "retira" o marido como centro das atenções da mulher, e a rotina desgastante. Surgem o que especialistas chamam de "ataques de individualidade". A frase mais ouvida nesse período é "Somos mesmo diferentes em tudo"
7º ano - A famosa crise dos sete anos é detonada pelos ressentimentos acumulados ao longo do tempo, que finalmente vêm à tona, e pela frustação das expectativas em relação ao parceiro. O tédio do dia-a-dia torna-se pesadíssimo para ambos. O terreno está fértil para que brote uma paixão extraconjugal
15º ano - É o momento em que marido e mulher fazem um balanço da vida a dois. Na passgem dos 40, eles olham o passado com a sensação de que desperdiçaram os seus melhores anos e vislumbram o futuro com angústia. A estrada comum pode encontrar uma bifurcação e cada um seguir para seu lado
25º ano - A meia-idade é um fardo, as perspectivas de mudança são praticamente nulas e os filhos já saíram de casa. Não é raro que o marido e a mulher se observem como dois estranhos. A frase que lhes vem à mente é: "Mas eu não me casei com esta pessoa". As picuices costumam crescer em progressão geométrica


As reclamações mais frequentes entre maridos e mulheres

Ele odeia quando ela:


  1. passa horas ao telefone
  2. quer ir ao cinema no domingo à tarde
  3. o obriga a ir ao supermercado
  4. demora a escolher a roupa para sair
  5. acha que o dinheiro dele é dos dois e o dela, só dela
  6. ataca a sua família porque ele brigou com a sogra
  7. grita com as crianças
  8. o acusa de ser um pai ausente
  9. quer discutir a relação
Ela odeia quando ele:
  1. deixa a toalha molhada em cima da cama
  2. acha que fez muito ao enxugar a louça do jantar
  3. passa a tarde de domingo a ver futebol
  4. reclama que ela está gastando demais
  5. banca o co-piloto quando ela está a conduzir
  6. convida alguém para jantar sem avisá-la
  7. quer resolver os problemas profissionais dela
  8. grita com as crianças
  9. não avisa onde está
  10. se recusa a discutir a relação


O fascínio e o risco da traição

Para os biólogos que estudam o assunto, a compulsão de trair, ou a negação da monogamia, é fruto do determinismo genético. Segundo estes pesquisadores, movidos pelo instinto de perpetuar a espécie, alimentado pela incontinência hormonal, os machos humanos teriam necessidade de distribuir os seus genes num grande número de parceiras. Já as fémeas, ao procurar outro macho teriam em vista encontrar um reprodutor de melhor qualidade. Pode até fazer sentido no laboratório, mas numa crise conjugal é prudente não sacar da cartola esta justificação ciêntífica.

Mais fácil é constatar que um casamento monótono, com déficit de felicidade e superávit de dificuldades, costuma ser a principal causa para a infidelidade, tanto de homens como de mulheres. É a velha história: eles querem mais sexo e elas, mais romance. Terapeutas Conjugais afirmam que, ao trair, homens e mulheres procuram acima de tudo experimentar fantasias difíceis de ser vividas nos arredores da relação conjugal.

Numa sondagem realizada nos Estados Unidos em 1994, 21% dos homens e 11% das mulheres admitiram ter traído o cônjuge pelo menos uma vez. Numa pesquisa recente sobre adultério, feita pela revista Newsweek, 70% das pessoas entrevistadas disseram que um caso extra-conjugal é sempre prejudicial ao casamento.

A infidelidade causa sempre dor quando revelada. Mas um casal bem estruturado pode assimilar uma escapadela eventual de um dos parceiros. Nesses casos, passado o susto, a parte traída faz um balanço do relacionamento antes de terminar, ou não, a relação.

É comum ouvir dizer que um affair extra-conjugal pode servir para "apimentar" um casamento morno. Trata-se de um argumento discutível, mas não há dúvida de que viver perigosamente é para muitas pessoas bastante excitante.


Adaptado do original de Mario Sabino, Revista Veja Reportagem, 23Out1996