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Liquido pré-ejaculatório



"Quando tenho uma ereção liberto um liquido viscoso, como se estivesse a ejacular. Isso é normal?"

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Caro leitor, pela sua descrição está a falar do fluido/líquido pré-ejaculatorio que é proveniente de duas glândulas que estão localizadas na zona da uretra, chamadas de glândulas de Cowper ou bulbouretrais. 

A principal função deste líquido é limpar e lubrificar o canal uretral para a passagem dos espermatozóides. Em termos gerais o que acontece é que a urina deixa a uretra com um pH ácido, que prejudica os espermatozóides no momento da ejaculação, e este liquido serve para neutralizar essa acidez. Caso contrário os espermatozóides morreriam quando ocorresse a ejaculação. 

Além disso, este líquido ajuda a lubrificar o pénis, pois evita o atrito entre a glande e o prepúcio. Este liquido é mais claro, não sai em jatos como ocorre na fase de ejaculação, e surge em alguns homens na fase de excitação. 

Em algumas situações este liquido surge nas ereções matinais e/ou nas ereções espontâneas não desejadas (por exemplo, as que ocorrem durante um exame, nas salas de aula). Em alguns homens nem é necessário haver ereção para que libertem este liquido. 

A quantidade de fluido libertada varia bastante de homem para homem e do ponto de excitação de cada um. Alguns homens libertam apenas uma pequena gota, antes de ocorrer a ejaculação, outros libertam grandes quantidades desde que ficam excitados. Esta variação depende do funcionamento de cada organismo e é absolutamente normal, mesmo que em abundância. 

Qualquer outro tipo fluidos, especialmente se tiverem uma tonalidade esverdeada ou semelhante a pus, devem ser avaliados pelo seu médico. Tenha em consideração que, apesar deste liquido não ser uma ejaculação propriamente dita, pode conter espermatozóides e, consequentemente, dar origem a uma gravidez.

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Psicólogo - Sexólogo Clínico
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Monogamia ou Monotonia?



Infidelidade  - sem ela, as novelas não teriam a menor graça – ou seriam muito menos apimentadas. Pense nos milhares de letras de tango e de bolero, nas canções cheias de dor de cotovelo ou de romantismo descabelado e crespo. Ela aparece em toneladas de filmes, romances, peças de teatro, poemas. Ocupa grande parte das conversas entre vizinhos, amigos e colegas de trabalho. E pode estar dentro de você.

Recentemente foi publicado, nos Estados Unidos, um livro do psicólogo David Barash e da psiquiatra Judith Eve Lipton onde se procura destruir o mito da monogamia. Escrito com enorme graça e fluência, The Myth of Monogamy: Fidelity and Infidelity in Animals and People (“O mito da monogamia: fidelidade e infidelidade em animais e pessoas”) é uma bordoada erudita na propalada ideia de que homens e mulheres seriam naturalmente predispostos a viver juntos até que a morte os separe. Barash e Lipton mostram que são outras coisas – bem distantes das coloridas certidões de casamento e de funestos atestados de óbito – que costumam unir ou desunir os casais.


Barash e Lipton afirmam que, entre os humanos, a monogamia é um misto de preceitos religiosos, pragmatismo económico (como a necessidade de regular o direito à propriedade privada), um toque de influência social (reconhecimento da prole), e uma dose de comodismo. “Nem todas as pessoas estão dispostas a frequentar o instável e arriscado mercado dos encontros”, explicam os autores. Mais: que, além desses fatores, a monogamia existiria única e exclusivamente devido ao empenho isolado e contínuo de cada casal. “O mais poderoso mito que envolve a monogamia é aquele que diz que, ao encontrarmos o amor das nossas vidas, nos dedicaríamos inteiramente a ele”, afirma Barash. “A biologia mostra que há um lado irracional e animal no comportamento humano.

A sociedade cria freios para tolher esse “lado irracional”, dizem Barash e Lipton. A condenação do adultério pelo sexto mandamento é um exemplo disso. No entanto, a Bíblia contém vários personagens que "pulavam a cerca". Consta que o rei Davi mantinha seis esposas e Salomão era notório pelas suas 700 esposas e mais de 300 concubinas. O imperativo da monogamia, mostram os autores, surge quando as sociedades passam por processos de normalização, como criação de propriedade privada e toda a legislação ligada ao direito de herança e sucessão. O que não quer dizer que isso tenha ocorrido em todas as culturas humanas. Muitas delas, ao contrário, parecem estimular a parceria múltipla.


Variedade é a palavra de ordem na natureza... 


E por que simplesmente as mulheres não se dedicam à prática monogâmica? Afinal, tratando-se de humanos, não dá para reduzir a discussão a critérios biológicos. Há entre nós fatores mais complexos, como o amor. “Mulheres preferem esperar e escolher”, explica Barash. Por isso é que às mulheres pode ser atribuída a tarefa de uma seleção mais rigorosa dos parceiros, o que depura a espécie e garante a plena sobrevivência de uma linhagem saudável.


Ao contrário dos homens, cuja estratégia evolutiva é dispersar o sémen pelo mundo fora, as mulheres optaram por ser "objeto" de disputa. Não é à toa que, no vasto mundo animal, é o macho que dispõe de “armas” (penas coloridas, grandes chifres, músculos cultivados em academia), todas surgidas da competição e dos rituais de corte entre machos e fêmeas.


O que nenhuma explicação científica parece dar conta é do componente fundamental das relações humanas: o amor. Sentimentalismos (e biologia) à parte, é o amor que sedimenta o envolvimento entre dois humanos que se gostam. O amor pode até ser uma invenção cultural – assim como a própria monogamia entre muitas sociedades –, mas o homo sapiens é formado por um feixe de elementos culturais.



Adaptado do original de Mega arquivo



Será que ele é gay?



"Como posso saber se ele é gay?"

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Namoro há dois meses com um rapaz, mas começo a pensar que ele é gay. Sempre que estamos com os meus amigos, não me liga nenhuma e parece estar sempre a seduzi-los. O que poderei fazer para ter a certeza?

P.G. - Abrantes


A nossa resposta

Cara leitora se espera uma resposta para saber se o seu namorado é heterossexual, gay, bissexual, ou outra coisa qualquer, não vai encontrar em livros ou revistas. No fundo, a única pessoa que consegue responder à sua questão é o seu namorado! 

Procure um momento, em que ambos estejam calmos e que não possam ser interrompidos, para ter uma conversa sincera com ele. Poucas pessoas conseguem ser honestas em situações que se sentem pressionadas, julgadas, atacadas ou até odiadas. 

Aceite que ele pode não ter uma resposta imediata para as suas perguntas. Algumas pessoas não conseguem definir claramente a sua própria orientação sexual. Nem todas sentem que se “encaixam” nos padrões da heterossexualidade ou homossexualidade exclusiva. 

Independentemente da orientação sexual do seu namorado, quando falar com ele, aborde a vossa relação como um todo e não apenas sobre esta questão em particular. Para isso, pense noutras situações da vossa vida (em separado e como casal). 

Por vezes podemos cair na armadilha de procurar um “bode expiatório” para justificar todas as nossas atitudes. As dúvidas que coloca não terão como propósito evitar confrontar-se com outras questões? 

Uma vez que esta questão pode ser emocionalmente complicada para ambos procurem a ajuda de um psicoterapeuta qualificado.

Obrigado pela sua questão


Psicólogo - Sexólogo Clínico
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Porque se diz "Ele tem tomates"?


Porque se diz que uma pessoa corajosa "Tem tomates"?

A relação entre coragem e testículos não é evidente, a priori. A maioria dos homens ja deve ter reparado que, em situação de fraqueza devido ao frio ou ao medo, os testículos encolhem e se recolhem no corpo.

Muito provavelmente a descoberta da castração ocorreu por acaso, na sequência de um acidente que teria castrado a vitima. É verdade que a castração é conhecida desde a Antiguidade. Não sei quem foi que teve a ideia de castrar um homem ou um touro. Seja como for, descobriu-se que um animal sem testículos era mais dócil, desenvolvia mais gordura e interessava-se menos pelo deboche, o que era prático, tanto para os animais de quinta como para os guardas de haréns.

Como é evidente, a endocrinologia não era conhecida. Serão necessários muitos séculos até a biologia demonstrar que os testículos produzem uma hormona masculina, a testosterona. Esta hormona actua sobre o corpo, contribuindo para produzir músculo, mas também sobre o cérebro e o pénis, por intermédio da sua acção na libido e na erecção. Estes efeitos são visíveis nos homens submetidos a castração por razões médicas: a libido diminui bruscamente devido à quebra da testosterona. Não obstante, este facto não permite deduzir a existência de uma relação simples entre a testosterona e a sexualidade.

É conhecido, por exemplo, o efeito de retroalimentação no circuito da testosterona: a testosterona aumenta a actividade sexual, mas também aumenta graças a esta última (os homens segregam mais testosterona enquanto vêem um filme pornográfico). É por isso que é difícil dizer se os engatatões vão para a cama mais vezes porque têm mais testosterona, ou se têm mais testosterona porque vão para a cama mais vezes.

Algumas investigações mostram que a testosterona induz uma certa forma de agressividade: aumentaria, por exemplo, imediatamente antes de uma competição desportiva. Mas esta associação entre a testosterona e o "ter tomates" pode levar a cometermos pelo menos 3 erros:

O primeiro consiste em fazer da coragem uma característica relacionada com a testosterona. É verdade que aumenta a libido e, talvez, em certa medida, a agressividade, mas nada tem que ver com o carácter. Um indivíduo pode ser corajoso sem ser megalómano ou maníaco do sexo, e, inversamente, o cobarde agressivo e libidinoso é uma realidade.

Mesmo que a testosterona aumentasse a coragem, o segundo erro está em transformá-la numa característica exclusivamente masculina. Com efeito, as mulheres também produzem testosterona nos seus ovários - em menor quantidade que os homens nos seus testículos, mas produzem. Na mulher, de resto, é a subida da testosterona que aumenta o desejo quando a ovulação se aproxima.

E, em terceiro lugar, o poder da testosterona deve ser relativizado. Como demonstraram algumas investigações,a testosterona, para actuar, transforma-se, em certas situações, numa hormona feminina - o estradiol.

Acabámos de apresentar boas razões para repor no seu devido lugar o velho mito que situa as virtudes masculinas nos "penduricalhos". Homens e mulheres possuem hormonas masculinas e femininas simultâneamente, e é tempo de acabar com esse mito de uma dualidade psicológica baseada nas hormonas.

O mito gerou muitos absurdos, como o de alimentar a ideia de uma "força de carácter" instalada nos testículos. Apesar da sua popularidade, a expressão "ter tomates" é machista e infundada.

Adaptado do original de "A angústia do chato antes do coito", Antonio Fischetti

Testosterona vs Calvície


"Não quero perder o desejo sexual
mas também não quero ficar careca"

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Sempre tive uma vida sexual muito ativa. Acontece que agora aos 40 anos comecei a notar que estou com queda de cabelo. Os meus colegas dizem-me que é sinal que tenho excesso de testosterona. Será verdade? Não quero perder o desejo sexual mas também não quero ficar careca. O que posso fazer para evitar isso?
R.S. - Aveiro


A nossa resposta

Caro leitor a ideia de que os homens com mais testosterona têm maior queda de cabelo e que ficam carecas precocemente não passa de um mito. Essa ideia vem da expressão “é dos carecas que elas gostam mais”, já que o alto nível desta hormona está associada ao desempenho sexual. 

É verdade que o crescimento de pêlos, em algumas zonas do corpo, está diretamente ligado à produção de testosterona, tanto nos homens como nas mulheres. Por exemplo, é por volta dos 12 anos de idade que esta hormona começa a ser produzida e surgem os primeiros pêlos no rosto, tronco, nádegas, virilha e monte púbico. 

Porém, outras zonas do corpo como braços e pernas não são afetadas pela maior ou menor produção de testosterona, por isso denominam-se de pêlos independentes. 

No entanto, o que se relaciona com a queda de cabelo é a diidrotestosterona, que é uma transformação da testosterona. Essa é a hormona que aumenta a queda de cabelo nos homens e a sua produção depende de fatores locais do couro cabeludo, e não da quantidade de testosterona que circula no sangue. As pessoas calvas têm enzimas, no couro cabeludo, com uma maior capacidade de transformar a testosterona do sangue em diidrotestosterona para agir no folículo capilar. 

Existem vários fatores determinantes para a queda de cabelo, mas que devem ser avaliados de acordo com cada pessoa. A genética muitas vezes pode ser a causa da queda e, neste caso, poucas vezes há precaução, mas há vários tratamentos estéticos que revertem esta situação, pelo que deverá consultar um dermatologista.

Obrigado pela sua questão


Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Brinquedos para meninos e meninas



O Natal está à porta e a azafama das compras, principalmente para os mais pequenos, já começou.  Mas uma preocupação bastante frequente e que, na minha cabeça e de muita gente, não faz sentido é a relação dos brinquedos com a sexualidade da criança. Na melhor — ou pior? - linha de pensamento "azul é para os meninos e o rosa para as meninas", os pais acreditam que os filhos nem podem tocar numa boneca e não é permitido às meninas brincarem com carrinhos.
Calma, vamos tentar entender... 

Primeiro de tudo, rosa e azul nem sempre foram cores de meninos e meninas, respectivamente. Na década de 1910, por exemplo, o rosa era uma cor de macho. Isso mesmo. Na época as pessoas acreditavam que a dramaticidade e força do rosa eram a cara do homem.
Isto quer dizer que seu avô ou bisavô passou a infância vestido de cor de rosa. E isso mudou alguma coisa na forma dele se relacionar com o mundo ou em sua orientação sexual? Não! E, sim, existiam gays naqueles tempos.
A seguinte imagem, que discutia o assunto dos brinquedos, fez sucesso no Facebook. Olha só:


A explicação faz sentido e as imagens, de meninos e meninas a brincarem com o mesmo tipo de brinquedo, também. Infelizmente ainda há muitas escolas que não adotaram a postura de não reprimir a escolha das crianças na hora da brincarem e o resultado são crianças mais frustradas e inseguras.
Homens têm filhos, portanto não há problema em brincar com bonecas, assim como arrumam a casa, passam roupa, cozinham e levam o cão à rua. Por outro lado, as mulheres conduzem, consertam as coisas em casa e praticam desporto. Qual é o problema de "treinarem" tudo isso desde crianças?
Na Suécia, uma empresa criou um catálogo de brinquedos sem distinção de género. O mesmo ainda não acontece por cá, e talvez este seja o caminho para que serviços domésticos sejam divididos equitativamente e o respeito entre os géneros se fortaleça.


Hoje, uma das maiores dificuldades apontadas pelas mulheres na hora de explicar por que perdem o toda aquela libido do namoro é a falta de divisão das tarefas domésticas. Que tal ajudarmos os nossos filhos a terem uma vida mais feliz e sem amarras?


Adaptado do original de Yahoo.mulher

Uma questão de tamanhos ... do pénis



Certamente que já reparou que, o seu “principezinho” tende a diminuir em diversas situações como por exemplo quando é exposto a baixas temperaturas, quando faz exercício físico, ou quando você apanha um valente susto. Isto acontece porque, nestes casos, existe uma contração da musculatura cavernosa que o preenche, tal como quando apanha bastante frio e os seus músculos se contraem para minimizar essa sensação. A grande diferença é que o corpo está estruturado por ossos que limitam o encolhimento da musculatura, enquanto que o seu “garotão” é, digamos, "invertebrado". Outra explicação para que isto aconteça é que, quando sente frio, a pele tende a reduzir a superfície para perder o mínimo de calor. Isso também acontece no resto do corpo, mas uma vez que a pele que cobre o pénis é bastante elástica, ela fica toda enrugada e a diminuição do “bilau” torna-se ainda mais evidente.

Efeito sanfona - O comprimento do pénis varia de pessoa para pessoa. Conheça os tamanhos médios:

Em ereção (duro)
Peso - 150 g
Diâmetro - 3 a 4 cm
Circunferência - 9,5 a 12,5 cm
Comprimento - 12 a 18 cm

Flácido (mole)
Peso - 75 g
Diâmetro - 2 a 2,5 cm
Circunferência - 6,5 a 8 cm
Comprimento - 5 a 10 cm

Micro pénis
O pénis mais pequeno registado pelo Instituto Kinsey, da Universidade de Indiana, media 4,8 cm ereto. São considerados pénis pequenos os que tiverem menos de 4 cm quando flácidos e menos de 6 cm em ereção.

Micropênis* - Menos de 6 cm
Muito pequeno - 6 a 10 cm
Pequeno - 10 a 12 cm
Médio - 12 a 18 cm
Grande - Mais de 18 cm

Mini-me
Com jeitinho, os pénis pequenos podem dar bastante prazer às mulheres, afinal as vaginas costumam ter apenas 8 centímetros de profundidade (da vulva ao colo do útero) e a zona de maior sensibilidade fica nos primeiros 4 centímetros.

Meio metro sexual

O maior pénis registado é do ator pornográfico americano Long Dong Silver: 47,5 centímetros em estado flácido. Este é um exemplo evidente de que tamanho "não é documento", uma vez que, afinal o membro de quase meio metro nunca ficou totalmente ereto. Um em cada 500 mil homens no mundo é ultra-avantajado, alcançando mais de 30 centímetros durante a ereção.

Diferença raciais
Segundo o estudo "Diferenças raciais no comportamento sexual", publicado no Journal of Research in Personality, o comprimento médio dos pénis orientais eretos varia de 10 a 13,9 cm, enquanto o dos negros fica entre 15,8 e 20,3. Os caucasianos ficam no meio-termo: 13,9 a 15,2.

Adaptado do original de: mundo estranho



Veja também:
- "Pénis pequeno e musculação"
- "Micropénis e pénis pequeno"
- "Mito: os dotados dão mais prazer"
- "Tamanho do pénis"
- "Fractura do pénis"
- "Ciclo de vida do pénis"
- "Curiosidades sobre o pénis"
- "Bizarrias sexuais"

Campanha contra o cancro


Esta será a campanha mais chocante, impressionante e inesperada que irá ver hoje

 
 
      ATENÇÃO: Poderá conter cenas eventualmente chocantes
 
Não leia o resto do texto antes de ver o vídeo!
 

 
 
Esta foi a forma como a MCAC (Male Cancer Awareness Campaign) procurou alertar os homens sobre o risco do cancro nos testículos. O recurso à beleza da modelo Rhian Sugden seguido do choque, provocado pela surpresa das imagens, consegue prender a atenção de qualquer pessoa e é genialmente aproveitado para, ao mesmo tempo, ensinar como o homem deve fazer o teste do toque nos testículos para identificar um possível problema.
 
 
 

Veja também:
- Testículos - "As joias da coroa"
- "Tomates cheios"
- Porque é que os homens têm os testículos pendurados? 



Posições Sexuais para cada pénis

Posições que favorecem o prazer sexual

 segundo o tipo de pénis


É certo que cada pessoa tem as suas preferências relativamente às posições sexuais. Há quem goste de lado, de quatro, missionário, etc...  Mas sabia que existem posições que são mais adequadas de acordo com o pénis? Veja algumas das sugestões:

1. Pequeno

A melhor opção para os homens com pénis pequeno é investirem em posições que fiquem no "comando" e tenham espaço para inseri-lo até o fim. A dica é fazer de quatro, de lado ou frango assado - desta forma as pernas da mulher não o impedem de penetrar até o final.




2) Grande

Independentemente de ser fino ou grosso, o comprimento do pénis muitas vezes pode magoar a mulher. Então a melhor coisa a ser feita é ficar ela no comando, assim poderá controlar a profundidade e o ritmo da penetração. As melhores posições nestas situações é a mulher por cima, investindo em movimentos circulares até se acostumar com o tamanho.


3) Grosso
Muitas mulheres sentem desconforto na hora de ter relações sexuais com homens de pénis muito grosso. A dica, além de relaxar, é não ter vergonha de usar lubrificantes para facilitar a penetração. Em relação às posições, quanto mais abertas estiverem as suas pernas, menos doloroso será.

4) Fino

O grande problema de pénis finos é que no começo da relação sexual não faz muita diferença, mas conforme a vagina da mulher vai ficando lubrificada, ela vai dilatando e para de sentir prazer. A dica é usar e abusar de posições com as pernas fechadas, com isso a vagina fica mais apertada e o prazer é garantido.


5) Torto
Tome muito cuidado quando o pénis do homem for torto, seja ele para cima, para o lado ou para baixo, pois eles tendem a lesionar o interior da vagina se penetrados de forma errada. É sempre bom começar com calma e investir em posições em que a mulher fique inclinada para o lado da inclinação do pénis. 

Exercicios Kegel




Ter um sexo melhor e desfrutar de mais prazer é o desejo da maioria das pessoas. Os exercícios Kegel ajudam a tonificar os músculos pélvicos e, consequentemente, melhoraram a sensibilidade das penetrações e facilitam o orgasmo.

Tal como sucede com os restantes músculos do corpo, os músculos da região pélvica, localizados na parte interna da vagina, com o passar do tempo, se não forem exercitados, vão perdendo a tonicidade. A gravidez e o parto natural também podem levar a esta situação, o que faz com que a fricção provocada durante a penetração não seja tão intensa como costumava ser, podendo afetar o prazer sexual.

Como treinar os músculos pélvicos?

Primeiro terá que identificar o músculo pubococcígeo (PC) que é o que deverá exercitar. Para tal experimente parar e iniciar o fluxo urinário da próxima vez que for à casa de banho. Os músculos que utilizou serão os que deverá exercitar.

Exercício 1:
- Comece por comprimir e relaxar estes músculos 5 vezes, duas vezes por dia. Aumente 5 contracções por dia em cada exercício até fazer 70 contracções por dia (35 por sessão).

Exercício 2:
- Aguente a compressão dos músculos enquanto conta até 3 relaxando de seguida. Novamente, inicie com 10 contracções diárias (5 por sessão) e trabalhe até atingir 70 contracções por dia (35 por sessão).

Mantenha estes exercícios durante vários meses, salvo se sentir algum tipo de incomodo!


Benefícios dos exercícios Kegel, para as mulheres.


1) Ao tonificar os músculos vaginais, com os exercícios Kegel, vai favorecer a fricção durante a penetração e, consequentemente, facilitar os orgasmos durante o coito.

2) O método Kegel melhora a sensibilidade vaginal, facilitando o prazer não só durante o coito mas também com o uso de brinquedos sexuais e masturbação por penetração.

3) Tonificar os músculos da vagina previne a incontinência e o prolapso uterino, ou seja, a queda do útero na zona da vagina, devido à debilidade dos músculos e estruturas que o sustentam.

4) Incorporar os exercícios do método Kegel à sua rotina facilita a recuperação dos músculos vaginais pós parto. 

5) Ao mesmo tempo que a mulher consegue sentir mais prazer devido a uma maior fricção, durante a penetração, o parceiro também desfruta mais, pois ao ter os músculos vaginais tonificados a sensação durante a penetração é maior.

Os homens que exercitam os mesmos músculos referem sentir ereções mais fortes e controlar mais facilmente a ejaculação.


Gostou? Veja também:
- Ginástica Sexual
- Pompoar - Técnica da musculação sexual
 




Homens que não sabem amar


O que se passa na mente dos sedutores incapazes de manter uma relação?


Na hora da conquista eles não medem esforços na sedução.
Mas, após conquistada desaparecem e deixam a dúvida: afinal o que aconteceu?


São cada vez mais as histórias de  mulheres que caíram na rede de homens que fazem de tudo para as conquistar e, depois simplesmente, desaparecem sem darem qualquer explicação. Segundo o especialista, norte americano, Steve Carter, alguns destes homens podem sofrer de fobia ao compromisso.

Mas, como podemos identificar, então, se com quem estamos tem boas intenções ou está pronto para fugir a qualquer momento? Existem diferentes padrões de comportamento nestas pessoas: há aquelas que desaparecem no dia seguinte, as que mudam de atitude em pouco tempo durante a relação (geralmente curta), as que transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e as que traem compulsivamente. Qualquer que seja a história, fica evidente a falta de compromisso com a relação.
Um homem com fobia ao compromisso é confuso e confunde as mulheres. Ele vive dividido entre a necessidade de amar e um medo incontrolável de se comprometer”, diz Carter no seu livro, "Homens que não conseguem amar". Carter define este perfil de homem com o que chama de “síndrome de perseguição/pânico”. “Isto quer dizer que ele empreende uma perseguição incansável até sentir que o amor e a reacção da mulher encurralaram-no na relação. No momento em que isso acontece, sente a relação como uma prisão que lhe provoca ansiedade; quando não, pânico total. Antes que a mulher saiba o que está a acontecer, o homem já começou a fugir do compromisso, dela e do amor.
Foi o que aconteceu com Luísa, 31 anos, que até hoje não sabe explicar porque motivo terminou a sua relação com Pedro, um homem dez anos mais velho, que ela conheceu na escola de inglês onde trabalhava. Charmoso e sedutor, Pedro foi insistente até convencê-la a sair com ele. Durante os três meses em que ficaram juntos, ele apresentou-a aos amigos e à avó, por quem tinha sido criado, quando criança, desde que os pais morreram. Pedro disse-lhe que ela era a primeira mulher que levava a conhecer a avó. Tudo parecia maravilhoso até à noite em que ele desapareceu. Tinham combinado que ele a iria buscar ao trabalho para jantar. Mas, o Pedro não apareceu! Inicialmente, a Luísa ficou preocupada. Tentou, várias vezes, contactá-lo pelo telemóvel e para o telefone de casa, mas nada! Esperou quatro horas até que, ainda confusa com a situação, decidiu apanhar um táxi e ir para casa. No dia seguinte, nada de notícias. A Luísa mandou diversos e-mails, mas nada! Pura e simplesmente, o Pedro deixou de atender o telefone e de dar sinais de vida.  

Duas semanas depois viu o Pedro, aos beijos, com uma colega de trabalho. Descobriu que estavam a sair já há uma semana e que ele também a tinha levado para conhecer a avó — com a mesma conversa de que era a primeira mulher que lá ia. Resolveu ligar, mais uma vez, para tentar entender o que tinha acontecido. Mas ele não atendeu nem ligou de volta. Poucos meses depois, a Luísa encontrou a tal colega de trabalho e soube que os dois já não estavam juntos. Ainda muito ferida, pela forma como aquele amor, que parecia tão especial tinha terminado, resolveu convidar a colega para um café. Reviu o filme da sua relação nas palavras daquela mulher. As mesmas histórias, as mesmas promessas, o mesmo comportamento de fuga. E, juntas, descobriram que não foram as primeiras a cair no charme de Pedro. E provavelmente não seriam as últimas.
Medo da intimidade 
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora de diversos livros, entre eles "Mentes perigosas — O psicopata mora ao lado", também reconhece neste tipo de homens que não consegue amar, um padrão de comportamento que prefere chamar de fobia afectiva. Neste cenário, o homem (ou mulher, uma vez que também há mulheres com este tipo de comportamentos), na realidade, tem um medo profundo de ser rejeitado. “Muitas vezes a pessoa quer aquela relação, mas não consegue lidar com a intimidade”, diz. Mas como é possível que um homem com esse grau de insegurança seja capaz de se apresentar tão confiante na fase da conquista? “Por serem profundamente inseguras, estas pessoas tendem a construir a sua auto estima com base numa personagem segura, bem-resolvida, sociável. Mas temem constantemente que, com a intimidade, a sua verdadeira identidade e/ou fraqueza seja descoberta e sejam rejeitadas. O que fazem, então, é terminar a relação antes de serem rejeitados como acreditam que serão”, afirma Ana Beatriz.

Outra explicação possível, para este tipo de comportamentos, segundo a psiquiatra, é a dependência afectiva da paixão. É possivelmente onde se encaixam as histórias de homens infiéis, que trocam sucessivamente de parceiras. “Existem pessoas viciadas na paixão, naquela sensação do inicio de uma relação, na adrenalina. É quase como uma dependência em drogas ou álcool. Em geral, são aqueles que nunca toleraram a frustração, é como se a vida afectiva tivesse sempre que estar a 200 km/h. Quando a relação começa a entrar na fase madura, quando a paixão vira amor, surge o desinteresse”, diz a especialista. É aquele tipo de pessoa que, sempre que começa uma nova relação, acredita que, finalmente, encontrou o amor da sua vida. “Não fazem isso de forma consciente, não entram na vida de alguém para fazer mal. Apenas acabam por perder o interesse porque a chama virou brasa”, completa ela. 
A paixão, segundo algumas linhas de pesquisa, dura entre nove meses e dois anos. E as pessoas que vivem só de paixões são tipicamente imaturas. Mas isso, ao contrário do que muita gente pensa, não é um desvio de carácter e sim uma deficiência no desenvolvimento emocional e psicológico. É o correspondente masculino à mulher que vive em busca do homem perfeito, do príncipe encantando que não existe. Mas tanto este caso como o dos fóbicos ao compromisso podem ser “curados”. “Em geral, é difícil a pessoa ultrapassar a dificuldade sozinha. Mas como a base deste comportamento está relacionada com conflitos internos, uma vez resolvidas estas questões, geralmente com terapia, eles podem tornar-se homens prontos para o amor maduro”, diz a especialista.

Casos extremos: a psicopatia leve 
Pode não ser fácil, mas estes homens que não sabem amar podem aprender a fazê-lo, já que têm a noção de sentimentos. Entretanto, há casos extremos de homens que simplesmente são incapazes de amar. Podem até saber o significado da palavra amor, mas não conhecem a sensação que provoca — e isso não só nas relações amorosas. Eles simplesmente não conseguem estabelecer relações afectivas com a família, amigos, filhos, etc.
Nascem com um distúrbio, um erro no funcionamento mental que os torna incapazes de compreender sentimentos como empatia, culpa, remorso e amor. E a ausência desses sentimentos é o que caracteriza uma espécie bem mais nociva e perigosa de homens que não sabem amar: os psicopatas leves ou sociopatas. Parece uma terminologia exagerada, já que tendemos a associar psicopatia a casos de assassinos em série ou crimes passionais. Mas os primeiros capítulos do livro "Mentes perigosas" tratam precisamente de um tipo de psicopata menos conhecido e, possivelmente, mais comum do que os que chegam aos jornais. São pessoas que dificilmente teriam coragem de matar alguém, mas que, assim como os outros, agem friamente em benefício dos seus interesses sem se preocuparem nas consequências dos seus atos. “No campo das relações amorosas, um psicopata usa qualquer pessoa como um instrumento ou troféu que ele se orgulha em exibir”, diz Ana Beatriz. “São casos menos comuns do que os com outros tipos de deficiência afectiva, como a fobia ou a dependência afectiva da paixão, mas também são os mais nocivos.
Neste padrão de comportamento, o homem mostra-se bastante amoroso, carinhoso e atencioso até conseguir o que quer. Ele faz de tudo para alcançar o seu objectivo, que pode ser material ou a necessidade de posse (muitas vezes confundida com amor excessivo).
Todos os psicopatas agem num padrão de quatro etapas no processo de caça:
- Na primeira, ele estuda a vítima, conhece os seus gostos e fraquezas. Geralmente procura quem esteja fragilizado, porque é mais fácil de dominar. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saído de uma relação difícil, que tenha perdido um ente querido. No fundo, alguém que ele consiga manipular. 
- Depois de estudar a vítima, ele começa a fase da absorção na qual, sabendo o que a vítima quer, faz tudo para a satisfazer, ganhando, assim, a sua confiança e amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou do que quer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. 
- O próximo passo é a exploração, em que o psicopata absorve toda a energia psíquica e física da sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira segundo os seus interesses. É nessa etapa que a mulher sofre mais, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era quem parecia ser, mas ainda não sabe que está a dormir com o inimigo. Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. 
- A última fase é chamada revelação e horror, quando ele se revela. Em geral, ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então já tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando a sua crueldade não irá perdê-la — ou porque já tem um filho, ou por saber que ela depende dele financeiramente, ou ainda porque tem em mãos argumentos de chantagem.

Este tipo de pessoas não tem a noção do sentimento, de compaixão. 
É realmente alguém que não sabe o que é amor. E nunca saberá.



Como identificar um homem que não consegue assumir um compromisso
No inicio da relação ... 
• Ele investe exageradamente e parece estar mais interessado em você do que você nele

• Tem um histórico conturbado com mulheres, mas fá-la acreditar que com você será diferente
• Faz tudo o que pode para impressioná-la: se tem dinheiro, gasta; se tem algum talento, exibe-o; se é inteligente, mostra-o

• Age como se precisasse mais de você do que você dele
Pouco tempo depois ...
• As palavras e acções passam a ser cheias de mensagens ambíguas
• Deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família e trabalho, são “zonas proibidas” e exclui-a de algumas ou da maioria delas

• Foge dos eventos que incluam a sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém ali sabe alguma coisa negativa sobre ele 
• Pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo que está a sair com outra mulher

• Se estiver com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele (apesar de não demonstrar isso em gestos e atitudes)

• Apesar de tudo o que diz, nada muda: ele não deixa a relação avançar e recusa-se a falar sobre isso
 “Ele não sabe o que é o amor”
A estudante Camila, 23 anos, aborda até hoje nas suas sessões de terapia a sua experiência amorosa traumática com um homem que se encaixa no perfil de psicopatas leves. O namoro, de sete meses, tinha como marca registrada a manipulação, o interesse e a frieza.
Passei bastante tempo com uma baixa auto estima devido ao meu peso. Estava gorda e isso deixava-me insegura, carente e vulnerável. Quando o Marcos disse que me achava linda e que o meu peso não era importante, é claro que me conquistou. Ele não era bonito, mas era alto, forte, e tinha um porte interessante. Conhecemo-nos por meio de amigos em comum e éramos ambos extrovertidos, gostávamos de sair à noite, enfim, tínhamos afinidades. Eu sempre fui muito mais faladora, falava alto demais, chamo a atenção, mas ele dizia que achava esse o meu charme. A nossa primeira relação sexual foi óptima, combinamos muito no sexo, e isso é algo que valorizo bastante. Não que eu tivesse tido muitos namorados antes dele, mas gosto de sexo e dávamo-nos bem na cama; esse é o principal motivo pelo qual ficámos tanto tempo juntos, imagino. Além disso, todas as mulheres gostam de ser elogiadas e eu ainda mais, pois era muito insegura em relação ao meu corpo. 

Pouco tempo depois, os elogios desapareceram e passaram a defeitos. Todas as declarações de amor transformaram-se em discussões, ciúme excessivo, sentimento de posse e manipulação. Em seguida, vieram as implicações com os meus amigos. Além de pedir para me afastar de muita gente e das brigas sempre que alguém deixava um recado no Orkut — tinha crises de ciúme até do meu sobrinho de cinco anos —, queria-me a viver para ele, em tempo integral. Sabotou a minha alimentação levando-me a comer várias vezes ao McDonald’s "de surpresa, para me agradar", assim como os meus estudos fazendo-me faltar às aulas com chantagens emocionais. 

O Marcos acabou por perder o emprego e era eu quem pagava tudo: viagens, saídas, etc. Cheguei a levá-lo a diversas entrevistas de emprego que ele não mostrava o mínimo esforço para conseguir. Acho que esperava alguma ajuda do meu pai, parecia que achava que era nossa obrigação ajudá-lo — eu a pagar as contas e meu pai a procurar emprego para ele. Descobri que ele andava a mentir quando disse que tinha entrado na faculdade ... nem sequer tinha terminado a secundária. Mesmo assim, incentivei-o a completar os estudos, paguei a matrícula e ofereci-me para estudar com ele. 

Era quase um parasita que paralisava a minha vida, sugava as minhas energias, o meu amor, sem dar nada em troca. É claro que, na época, eu não percebia nada disso. Achava que ele me amava demais. Na verdade, imaginava que nenhum outro homem poderia amar-me tanto, tão baixa que era a minha auto estima. Até o dia em que me obrigou a ter sexo, mesmo sabendo que eu estava com uma infecção urinária fortíssima, que me causava dores, e o médico tinha recomendando não termos relações sexuais por algum tempo. 

Parece que comecei a perceber que o que eu achava que era machismo era, na verdade, sadismo. Não se preocupava com o meu bem-estar. A ficha foi caindo aos poucos... Tinha medo de ficar sozinha, sentia-me culpada de deixar um homem que me amava tanto. Mas parece que naquela noite em que me forçou a fazer sexo me fez perceber que tinha chegado ao limite. É claro que não foi fácil livrar-me dele. 

Quando terminei ele passou a ligar para a minha melhor amiga, para o meu cunhado e até para o meu pai como vitima. Mas um dia explodiu e ameaçou-me de morte. Disse que se não fosse dele, não seria de ninguém. Fiz queixa na policia e consegui uma ordem que o obrigava a manter-se afastado de mim no mínimo 200 metros. Meses depois, desapareceu. 

Hoje, olhando para trás, vejo que me sentia culpada de terminar a relação mesmo sabendo que me fazia mal. Sentia-me culpada de fazê-lo sofrer porque eu realmente o amava. Não sei dizer se o que ele sentia por mim também era amor. Não consigo saber até hoje o que era. Na verdade, acho que ele não sabe o que é amor.


Adaptado do original de Mayra Stachuck, publicado na revista Marie Claire