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MITOS - Os Homens fingem o orgasmo?


Se é dos que pensa que só as mulheres fingem o orgasmo
 está enganado!



O orgasmo é, essencialmente, um fenómeno cerebral caracterizado por uma intensa sensação de prazer erótico subjectivo. Pode ser vivido por ambos os sexos e corresponde à libertação da tensão acumulada durante o acto sexual, ou masturbação, através de diversas contracções dos órgãos que rodeiam os genitais e dura apenas poucos segundos.

Que algumas mulheres fingem o orgasmo, não é novidade! Agora que os homens também o fazem, nem todas as pessoas sabem, uma vez que existe a crença que quando ejaculam têm sempre orgasmo. Porém, num estudo realizado na Universidade de Kansas, cerca de 25% dos homens e 50% das mulheres disseram que já simularam um orgasmo pelo menos uma vez.

A maior motivação para fingir?

Querer que o sexo acabe sem ferir os sentimentos do/a parceiro/a: "Terminar uma relação sem orgasmo parece mal", esta é uma crença muito presente, nos casais, e que acaba por ter um forte impacto na sua saúde sexual.

Um dos grandes motivos para as pessoas fingirem o orgasmo é a pressão que sentem. Muitos casais estão tão presos a uma espécie de "guião/script sexual", do que tem que acontecer durante o sexo, que deixam passar a oportunidade de ter um orgasmo genuíno porque fingem o orgasmo no momento que "julgam ser perfeito”. Por exemplo, cerca de 20% das mulheres referem que simulam o orgasmo quando sentem que o parceiro está prestes a ter um orgasmo.

Quando o sexo é focado numa performance, e tem metas de desempenho – erecção, relação sexual, orgasmo – os casais ficam encurralados numa pressão enorme que não os ajuda a sentirem-se bem consigo mesmos.

Um homem pode ter orgasmo e não ejacular?

Na maioria dos mamíferos masculinos, o orgasmo é acompanhado pela ejaculação. Porém, na espécie humana, nem sempre isso acontece, pois a ejaculação é um processo fisiológico e o orgasmo é um processo sensitivo, portanto, pode haver orgasmo sem ejaculação e ejaculação sem orgasmo.

No Sexo Tântrico, por exemplo, pretende-se que o homem tenha orgasmos sem ejacular para aumentar a sua longevidade e não sentir a fadiga que se segue à ejaculação. Não é em vão que os franceses usam a expressão "la petite mort" - pequena morte - para a ejaculação, numa referência ao perigo para a vitalidade masculina. Isto justifica a falsa crença que os atletas de alta competição, tais como jogadores de futebol, não devem ter actividade sexual dias antes das competições.

Noutras situações, mais extremas, alguns homens submetidos a cirurgias oncológicas, principalmente na próstata e cólon, não apresentam ejaculação, existindo, em algumas situações, uma ejaculação retrógrada (ou seja vai para a bexiga em vez de ser expelida, pois não existe o encerramento do esfíncter ureteral interno.

Existem casos de doentes paraplégicos ou paraparésicos, com lesão Vertebro-Medular que, embora possam ter orgasmo, vêm os centros mecânico-medulares, que permitem a ejaculação, "desligados". Em termos gerais, nas lesões até D11, a ejaculação é possível, nas lesões entre D11-L1, a ejaculação é impossível, e nas lesões abaixo de L1 a ejaculação é precoce, quando a medula sagrada não se encontra afectada, e em forma de baba quando esta se apresenta lesionada.

Beneficios da masturbação...


Eis algumas das razões pelas quais o “auto-amor” pode ser mais benéfico do que ir ao ginásio:

1. Reduz o risco de cancro da próstata: este tipo de cancro é a segunda principal causa de morte por cancro e o mais comum nos homens. Um estudo recente descobriu que os homens que ejaculam 21, ou mais, vezes por mês correm menos risco de cancro da próstata. Este tipo de cancro é agravado em consequência da secreção da glândula prostática. As ejaculações frequentes eliminam estas secreções nocivas e também ajudam a proteger esta glândula.

2. Aumenta a imunidade e promove a longevidade: Ter um orgasmo liberta a hormona DHEA (dihidroepiandrosterona) e reforçar o sistema imunológico através da imunoglobulina A (IgA). Estas secreções não só aumentam o seu nível de imunidade geral do organismo (ajudando a evitar constipações e gripes), mas também funcionam como um anti-depressivo, podem ajudar a reparar tecidos, melhorar a actividade cognitiva e manter a pele uma saudável.

3. Alivia a dor e reduz o stress: Os orgasmos estão associados à libertação de altos níveis da Oxitocina, uma hormona associada ás endorfinas. Estas hormonas ajudam a aliviar uma grande variedade de problemas, tais como, dores de cabeça, dores de costas e artrite. A oxitocina também ajuda a reduzir a tensão e no alívio de stress.

4. Aumenta a circulação sanguínea e ajuda a manter os ossos e músculos fortes: Qualquer actividade que faça o seu coração bater mais rapidamente faz com que as células e órgãos recebam mais oxigénio e hormonas. Como o sangue usado é removido, os resíduos que provocam fadiga e doenças são removidas com ele. O aumento de Testosterona também ajudará a fortalecer os ossos e músculos mantendo-os mais fortes.

5. Ajuda a obter um sono repousante: diversas pesquisas têm mostrado que a oxitocina que é libertada durante o orgasmo não só dá uma sensação de alívio e ajuda a reduzir o stress, como também ajuda na capacidade para adormecer. Como é do conhecimento geral, um sono repousante tem sido associado a diversos benefícios, tais como manter um peso saudável e da pressão arterial.


Nota: Como é natural estes benefícios estão presentes na masturbação e numa relação a 2...



Ciclo de vida do Pénis


"As mudanças no tamanho do pénis,
aparência e função sexual do homem"

Não é segredo que com o avançar da idade existe um declínio da função sexual masculina. Associada à diminuição dos níveis de Testosterona está a necessidade de uma maior estimulação para a presença de uma erecção. O homem passa a necessitar de mais tempo para obter uma erecção e para atingir o orgasmo e, após o orgasmo, para ficar novamente excitado (ou seja, o chamado período refractário aumenta). Com a idade existe, ainda, uma queda acentuada do volume de sémen e da qualidade do esperma. Dos 40 aos 70 anos, a percentagem de homens com problemas de erecção sobe dos 30% para os 60%.

Os homens também podem experimentar um declínio gradual da função urinária. Diversos estudos mostram que, no homem, o fluxo de urina enfraquece ao longo do tempo, a causa está no enfraquecimento dos músculos da bexiga e, em muitos casos, no aumento da próstata.

Mas isto não é tudo...

O próprio pénis sofre alterações significativas com o envelhecimento. Eis alguns exemplos:


Aparência - estão presentes duas grandes mudanças. A glande (normalmente chamada de cabeça do pénis) perde gradualmente a sua cor púrpura devido à diminuição do fluxo sanguíneo. Poderá, também, haver uma perda de pêlos púbicos como que um retorno ao estádio pré-púbere, devido à diminuição dos níveis de Testosterona, tal como refere Irwin Goldstein, do The Journal of Sexual Medicine.
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O tamanho do pénis - com o avançar da idade existe a tendência para um aumento de peso no homem. Com o acumular de gordura no abdómen, existe uma mudança na aparência do tamanho do pénis. "A existência de gordura pré-púbica faz com que o pénis pareça mais curto", diz Ira Sharlip, urologista da Universidade da Califórnia. "Uma forma de motivar os meus pacientes obesos a perderem peso é dizer-lhes irá parecer que o seu pénis ganhou um centímetro", refere Ronald Tamler, da Men's Health Program Mount Sinai Hospital, em Nova York.

Para além desta aparente redução (que é reversível), o pénis tende a sofrer uma diminuição real de tamanho (e irreversível). A redução - tanto em comprimento como em espessura - normalmente não é dramática, mas pode ser notada. "Se o pénis erecto é de 15 centímetros de comprimento quando um homem tem cerca de 30 anos, pode diminuir para 14 ou 14,5 centímetros aos 60 ou 70 anos", diz Goldstein.

O que faz o pénis encolher?
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Existem, pelo menos dois mecanismos envolvidos. Um é a deposição lenta de substâncias gordurosas (placas) no interior das artérias penianas, o que prejudica o fluxo sanguíneo no pénis. Este processo, conhecido como arterosclerose, é o mesmo que contribui para os bloqueios dentro das artérias coronárias - uma das principais causas de ataque cardíaco. Goldstein explica que outro mecanismo envolve a acumulação gradual de colágenio.

Como muda o tamanho do pénis, assim como os testículos?

Segundo Goldstein "se por volta dos 30 anos os testículos podem ter cerca de três centímetros de diâmetro, aos 60 podem ter 2 centímetros". Na realidade depois dos 40 anos existe uma diminuição no tamanho testícular.

Curvatura -
poderá existir a presença da doença de Peyronie que leva a uma curvatura, por vezes bastante acentuada, do pénis. Esta situação pode ser causa de erecções dolorosas, sendo necessário, em algumas situações uma intervenção cirurgica

Sensibilidade - o
pénis torna-se menos sensível com o passar do tempo. Isso pode causar dificuldades de erecção e orgasmo.

Mas há esperança!

Todas estas mudanças não precisam de arruinar a sua vida erótica. Num estudo recente, com cerca de 2.213 homens do estado de Minnesota, verificou-se que embora estivessem presentes estas alterações significativas na função eréctil, na libido e na função ejaculatória - a satisfação sexual não teve grandes alterações.

Tal como refere Goldstein, "O ingrediente mais importante para uma vida sexual satisfatória é a capacidade de satisfazer o parceiro, não sendo para tal necessário um pénis grande nem um desempenho sexual exagerado. Enquanto o homem sentir que o/a parceiro/a gosta de ter relações sexuais com ele, sente-se como um Deus."

Texto adaptado do original de David Freeman, WebMD


Veja ainda:

O PONTO G

Num estudo publicado, recentemente, em Londres, voltou à "tona" a polémica sobre a existência, ou não, do Ponto G feminino. A pesquisa envolveu 1804 mulheres gémeas, com idades compreendidas entre os 23 e os 83 anos. Para se confirmar a existência do Ponto G, colocou-se a hipótese, de que, se uma mulher disse-se que tinha o tal "botão do prazer", a irmã gémea deveria dar uma resposta semelhante, uma vez que têm configuração genética idêntica. No entanto, isso não se verificou.

O Ponto G, foi apresentado, em 1950 pelo ginecologista alemão Ernst Grafenberg. Neste sentido, todas as mulheres teriam uma espécie de caixa de Pandora para o prazer sexual, bastando para tal serem suficientemente estimuladas a cerca de dois terços, aproximadamente 5 a 8 cm, no interior da parede frontal da vagina.
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A inexistência do Ponto G foi quase sempre unânime entre a comunidade médica/científica, pelo menos da forma como tem sido apresentada e generalizada. Na realidade, algumas mulheres podem ser mais sensíveis onde se diz existir o afamado Ponto G, tal como umas podem ser mais sensíveis quando estimuladas atrás das orelhas, ou com determinados toques noutras partes do corpo. Na verdade, não podemos esquecer que a nossa pele é um enorme Ponto G.

Esta até pode ser uma boa notícia, muitos casais já se terão sentido frustrados pelas tentativas sucessivas em procurar algo como “verdade adquirida”que, afinal, pode não existir. A procura de um suposto "botão" para proporcionar prazer à mulher é demasiadamente redutora e tira algo que as mulheres, e as próprias relações intimas, têm de muito fascinante: a sua complexidade e a necessidade de uma variedade de estímulos para tirar prazer sexual. A existência do Ponto G, certamente, seria uma boa notícia no tipo de sociedade que temos hoje, em que vivemos com as horas contadas. Desta forma seria excelente se existisse “um botão” que permitisse ter orgasmos rapidamente.

Não podemos esquecer que o orgasmo não é necessariamente sinónimo de satisfação sexual, podemos ter orgasmos em todas as relações mas não nos sentirmos satisfeitos/as com a nossa vida sexual. Podemos ter a sensação que mesmo assim “falta algo” nesses momentos, não sentimos prazer na sua plenitude. Seria um pouco um prazer mais orgânico e não tanto psicológico/emocional. É como que comer algo “sem sabor … sem sal e pimenta”, ficamos de barriga cheia, mas não totalmente satisfeitos. Tenho receio que, em alguns casais, isso possa acontecer quando se sabe que daquela forma rapidamente têm um orgasmo… acabando por cair na rotina e esquecendo-se de muitas outras componentes tão importantes para a relação como a intimidade, a comunicação e a partilha de prazer mútuo.

Não podemos esquecer que a mulher possui o único órgão que serve unicamente para proporcionar prazer... o clítoris. É verdade! Ao contrário do pénis no homem, que também serve para urinar, a mulher tem o clítoris que tem como função exclusiva dar prazer... Pelo menos aí existe unanimidade na comunidade científica/médica. A estimulação do clítoris é a mais utilizada pelas mulheres para atingirem o orgasmo, e muitas delas só com a estimulação, do clítoris, directa conseguem ter orgasmos!

Nota: parte deste texto pertence a uma entrevista que dei à jornalista Ana Jerónimo e que foi publicada na Revista Nova Gente N.º 1741

Perguntas e Respostas - Sexo sem prazer

A penetração para mim é ... nada!!

Aqui fica mais um pedido de ajuda de uma leitora do BLOG. Aproveite e dê o seu apoio através de um comentário!

Estes testemunhos poderão ajudá-l@ a compreender que o seu problema não é único...
PARTILHE AS SUAS EXPERIÊNCIAS ... AJUDE OS OUTROS !!!


O meu nome é Rita(*),

tenho 37 anos, sou casada e até hoje nunca tive prazer sexual. Não sou realizada sexualmente, com a penetração nunca tive prazer, nunca cheguei ao orgasmo, iniciei a minha vida sexual com 20 anos e tanto prazer tive com 20 anos como hoje com 37.

Sempre me masturbei sozinha e continuo a fazê-lo, é a única forma de sentir algo de bom. Sinto-me triste e péssima como mulher. Não é culpa do meu marido, pois antes de casar tive outros namorados e nunca aconteceu nada de bom também. Eu e o meu marido fazemos sexo de varias maneiras, varias posições, sem tabus e não acontece nada para mim. Excito-me, sinto vontade e desejo sexual mas não me consigo realizar sexualmente.

Tenho passado estes anos todos a simular prazer para o meu marido não perceber. Ele pensa que para mim é tão bom como para ele. Eu sempre lhe disse que sentia muito prazer, pois tenho vergonha de dizer o contrario e agora passados tantos anos também já não consigo dizer-lhe pois ele agora não ia entender e nem ia perdoar eu ter mentido.

Por favor ajude-me , dê-me alguma esperança de poder sentir alguma coisa boa com o meu corpo. Eu só sinto prazer e consigo atingir o orgasmo com a minha própria mão e só no clítoris, pois se penetrar com o meu dedo também não sinto nada.

Só sinto na parte externa, nunca no interior. A penetração para mim é ….nada.

Ajude-me a ter uma solução positiva. O meu problema deve ser disfunção orgásmica, não está na minha cabeça pois eu já tentei de tudo, e estou sempre descontraída quando fazemos sexo. Vou morrer sem saber o que é bom no sexo. Pelo menos uma vez na vida gostava de sentir. Tenho dois filhotes e só me falta mesmo ter prazer sexual para ser feliz . Mas sem isso ando sempre chateada, pois não me consigo satisfazer.

Aguardo alguma notícia.

(*) por questões de confidencialidade o nome foi alterado.

Veja outras questões dos nossos leitores aqui.

Veja as respostas nos comentários e aproveite para deixar também a sua ajuda a esta leitora.

Orgasmo

A experiência do orgasmo varia de um modo tremendo entre os indivíduos mas acabamos todos por sofrer uma pressão enorme para o atingir. Tendo em conta que um orgasmo dura menos de dez segundos, na maior parte dos casos, e raramente dura mais de vinte segundos, parece estranha a importância que lhe é dado, e que se tenha tornado um dos principais objectivos dos casais dos tempos modernos.

Na realidade, parece fazer mais sentido o que é observado num dos "guias sexuais" mais famosos, o Kamasutra, datado de cerca do século I a.C., que dá maior ênfase ao lado espiritual do acto de fazer amor. Estes ensinamentos valorizam mais o caminho "percorrido" com o seu parceiro para chegar ao orgasmo e não necessariamente o orgasmo própriamente dito.

O orgasmo feminino

Cada vez mais a mensagem que "não importa a forma como se atinge o orgasmo desde que se tenha", está a ser difundida. Actualmente, as mulheres procuram ter orgasmos através de estimulação oral, manual ou na combinação de ambas e com o coito. Cerca de 70% dos casais recorre ao sexo oral para que a mulher tenha o orgasmo. No entanto, ainda cerca de 10 a 15% das mulheres referem que nunca atingiram o orgasmo.

A maior parte das mulheres afirma que chegar ao clímax pode ser gradual e suave ou surgir de um modo rápido. As sensações orgásmicas podem incluir uma sensação forte de ondas rítmicas que percorrem os seus genitais e outras zonas. Uma mulher pode muitas vezes experimentar diferentes sensações durante as várias experiências orgásmicas: por vezes, mais fracas ou mais suaves, outras mais intensas que podem literalmente tirar-lhes o fôlego.

A maior parte das mulheres necessita que o clítoris seja estimulado de alguma forma para que consiga ter um orgasmo. A maneira como o clítoris é estimulado pode variar de mulher para mulher. Algumas necessitam de uma estimulação directa no clítoris, outras basta um estímulo mais geral na zona púbica para que o clítoris apenas receba um estímulo indirecto. Assim que a mulher descobrir exactamente o tipo de estimulação que a leva a atingir o orgasmo, pode partilhar este conhecimento com o seu parceiro.


E quando os existem dificuldades?

Se sentir excitação e orgasmo durante a masturbação (isoladamente) mas tiver dificuldades em senti-lo com a(o) parceira(o), a causa pode ser do foro emocional, o que engloba muita coisa! Problemas na relação, tais como medo, rancor ou culpa, podem afectar as suas respostas sexuais (pondere sobre a possibilidade de consultar um sexólogo).

95% das mulheres dizem já ter simulado um orgasmo... contra 30% dos homens
Admirado(a) pelo facto de eles também "simularem"? Bem, os homens podem fingir pelas mesmas razões que as mulheres. Porque sentem que, por qualquer motivo, estão a perder a erecção ou estão demasiado cansados para continuar e não querem ferir os sentimentos da parceira. Os homens conseguem imitar os sons e movimentos de um orgasmo com a mesma facilidade que as mulheres! Como há lubrificação durante a penetração (principalmente se o homem usar preservativo pode retirá-lo rapidamente sem que a parceira saiba se ejaculou) muitas mulheres não se apercebem.
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E já agora... embora ejaculação e orgasmo estejam muito próximos numa relação sexual. Um homem pode ejacular e não ter orgasmo ... e vice-versa!

Adaptado do original de "Sexo com Pecado", Dr.a Pam Spurr, Bertrand Editora



Para mais informações sobre orgasmo veja aqui

10 coisas que você não sabia sobre o orgasmo


Neste vídeo, a psicóloga americana, Mary Roach aprofunda uma área pouco explorada na pesquisa científica e faz 10 afirmações sobre o clímax sexual, indo do bizarro ao hilariante.

Mary Roach já publicou três livros: Stiff: The Curious Lives of Human Cadáveres (2003), Spook: Science aborda o Afterlife (2005) e Bonk: The Curious Coupling of Science and Sex (2008) (informação da Wikipedia).

Atenção: para ver as legendas escolha "View subtitles" e depois "Portuguese (Brazil)"

Perguntas e Respostas - Ejaculação Prematura


Olá!

Estou muito feliz por poder mandar este e-mail. Queria desabafar, pois estou passando um momento muito difícil e agora tenho acesso à Internet para poder procurar ajuda.

Meu nome é xxxxxx, tenho 30 anos, tenho uma companheira há 12 anos, 8 morando juntos. Somos muito felizes mas tem alguma coisa que não esta bem na relação e por isso gostaria de ajuda.

Tenho um problema de ejacular muito rápido já fiz de tudo quando é jeito para treinar a ejaculação. Exercícios através da contracção do ânus, masturbação 1 vez por dia, já pedi para a minha esposa fazer bastante sexo oral, e não consigo demorar muito, sei lá acho que tenho muito esperma, tesão de mais, minha esposa é muito bonita tem um corpo lindo e quando estamos fazendo amor e ela esta gostando muito (gemendo) eu não aguento e ejaculo. Isto é uma derrota muito grande para mim, não sei mais qual desculpa falar com ela, e é uma frustração muito grande para ela que não consegue chegar ao orgasmo.

Nestes anos todos, que estou com minha esposa, ela poucas vezes conseguiu chegar ao orgasmo e nossa relação já não está como antigamente devido a este problema de ejaculação. Dificilmente ela me procura mas quando eu a procuro transamos normalmente. Eu também não procuro ela frequentemente devido a este problema, fico analisando que vamos namorar, tranzar mas quem vai gozar sou eu e ela vai ficar na mão e decepcionada, ás vezes fico reparando na minha esposa que ela já está cansada disto e que pensa em outros homens para sentir prazer, sempre apoiei minha esposa a se masturbar no chuveiro mas já brigámos por isso, ela me disse que só gozava quando masturbava e não quando transava comigo, amo muito minha mulher e temos um filho.

Tivemos uma briga este dia na nossa lan house, pois acho que ela esta a fim de outro homem, fica com liberdade com homens, tipo pegando orkut, vendo vídeos no celular dele. Acho que uma mulher casada não deve ficar de conversa furada e não estou mais suportando isto, discutimos feio falei muita coisa que mulher não gosta de ouvir, e estamos afastados já há uma semana. Estou dormindo no quarto do meu filho e estou louco para fazer Amor com Ela mas não dou o braço a torcer e nem ela vem me procurar.

Fico pensando que a qualquer momento ela vai me procurar pois se trata de uma pessoa muito boa mas infelizmente não é isto que vem acontecendo. Por esta razão que acho que ela não dá mas importância para tranzar comigo.

Quando comecei a namorar com ela era virgem e eu não, mas era muito inexperiente e ela tinha 7 anos vai velha do que eu, tinha na época 16 anos e estava completamente apaixonado em três meses tivemos nossa primeira relação na casa dela na cozinha escondido e ela não gostou mas transavamos todos os dias mas sempre gozava rápido.

Preciso de uma orientação para demorar mais para ejacular, tenho certeza que não é ejaculação precoce acho que é da minha cabeça mas não sei com resolver isto fico pensando se transar é tão bom acho que não esta sendo e sim me dando dor de cabeça pois estou muito triste em não ter um desempenho melhor.

Estou atravessando um momento financeiro muito difícil estou devendo bastante e acho que isto também esta atrapalhando, pois sou muito preocupado e gosto de honrar meu compromisso e ela me cobra, pois também é muito preocupada.

Alem de Orientação que queria receber vou deixar algumas perguntas para quebrar alguns tabus para ver se me ajuda:

  • Preciso de me masturbar para demorar a ejacular?
  • Tenho que tranzar todos os dias e quantas vezes tenho que tranzar para fazer minha esposa gozar?
  • Por que minha mulher não gosta de sexo Anal?
  • Qual a melhor maneira de tocar no clítoris da mulher por que minha esposa fala que eu não sei tocar?
  • O que preciso fazer para não ejacular tão rápido na primeira tranza? Gostaria sinceramente de fazer minha mulher gozar.

Bom acho que me desabafei quase tudo pois é muita coisa gostaria de ajuda concreta e não teoria, realmente se existe alguns remédios para antidepresivo para me relaxar mais não gozar rápido.

Por favor me responda, pois estarei esperando do fundo meu coração estou muito mal comigo,

atenciosamente,

xxxxxxxx

Veja outras questões dos nossos leitores aqui

Desejo Sexual Hipactivo afecta 10% de portuguesas

Cerca de 10 por cento das mulheres portuguesas têm disfunções do desejo sexual, enquanto cinco por cento têm disfunções do orgásmo e dores durante o acto sexual, segundo a Associação Portuguesa de Urologia (APU).

A disfunção sexual feminina vai estar em debate no Congresso Anual da Associação Portuguesa de Urologia, que irá decorrer de 5 a 6 de Junho de 2009, em Torres Vedras, e que reunirá 321 participantes médicos, disse à Lusa o presidente do Congresso, o urologista Vaz Santos.

Vaz Santos comentou que na década de 1950 as disfunções sexuais femininas se classificavam apenas com duas palavras: frigidez e ninfomania. Mas actualmente a realidade das disfunções sexuais femininas é bem mais complexa e dividem-se em desejo, aversão, excitação, orgasmo e dor. Segundo o urologista, a disfunção mais frequente na mulher é aquela que cientificamente é designada por “desejo sexual hipoactivo” (falta de desejo). A este problema acresce a redução dos estrogénios vaginais, capaz de provocar uma maior fragilidade da vagina e a ausência de lubrificação.
Para Vaz Santos, a disfunção sexual deve ser encarada como um problema do casal e não apenas do homem ou da mulher. No entanto, as terapêuticas para a mulher não tiveram ainda um avanço semelhante aos tratamentos dirigidos ao homem.
«O desconhecimento sobre a disfunção sexual feminina impera e a maior complexidade da sexualidade da mulher cria maiores limitações à investigação de fármacos eficazes no tratamento dos diversos tipos de disfunção sexual feminina», segundo a APU.

Outro dos temas que irá ser debatido no congresso é a incidência do cancro da próstata em Portugal, que é a forma mais comum de cancro no homem e a segunda maior causa de morte por cancro. Em Portugal, existem cerca de 1500 novos casos de cancro da próstata e 1800 mortes causadas por este tipo de carcinoma. O cancro da próstata afecta cerca de 30 por cento dos portugueses com idade superior a 50 anos, sendo que 50 a 60 por cento dos casos são diagnosticados demasiado tarde, segundo a APU.

«Apesar dos números apresentados, o número de mortes por este tipo de cancro está bastante abaixo do número de novos casos diagnosticados, o que significa que esta doença apresenta nos dias de hoje um panorama de tratamento favorável e existem cada vez mais meios que permitem proporcionar uma elevada qualidade de vida ao doente», acrescenta a associação.

In Diário Digital/Lusa, 04 de Junho de 2009

Prazer no Feminino


Com terapias e drogas que aumentam o desejo e estimulam o orgasmo, a ciência avança no campo até recentemente inexplorado da satisfação sexual das mulheres

O estudo da sexualidade da mulher, até recentemente restrito aos profissionais do divã, começa a avançar impulsionado pela medicina. A cada dia, pesquisadores descobrem novas causas orgânicas para os problemas femininos mais comuns quando o assunto é prazer: falta de desejo, ausência de orgasmo, dificuldade em chegar à excitação e dor durante o sexo convencional.

São queixas que atrapalham, em média, a vida sexual de 54% das mulheres. O que a medicina pode fazer por elas? No campo das promessas, muito, muitíssimo, mas é muito pouco, se a referência for o que a medicina já pode fazer pelos homens.

Tome-se o exemplo do Viagra que ajudou a melhorar a vida sexual de mais de 13 milhões de homens em todo o mundo. A pílula contra a Disfunção Eréctil recuperou casos médicos considerados perdidos, levantou a auto-estima de muitos homens, pôs um brilho nos olhos de idosos que já tinham desistido de certos prazeres da vida. As mulheres assistiram a essa reviravolta com uma ponta de inveja e um bocado de esperança.

É natural que se perguntem por que é que, afinal, ninguém ainda inventou um Viagra para elas. Como o efeito da droga e dos seus similares é, basicamente, aumentar o fluxo sanguíneo para o pénis – procedimento que resulta na erecção –, os "Viagras femininos" procuram seguir o mesmo padrão, intensificando o volume de sangue nos órgãos genitais da mulher. Desta forma, provocariam o intumescimento do clitóris e o aumento da lubrificação vaginal. No entanto, as mulheres têm menos dificuldades em atingir este estado naturalmente do que os homens de conseguir a erecção.

O que a maioria das mulheres quer é algo que:
1) as ajude a ter mais desejo e
2) facilite atingirem o orgasmo.

Para ajudá-las, a ciência tem de ser capaz de resolver mais do que o problema quase mecânico da lubrificação: precisa desvendar os meandros do complexo processo da sexualidade feminina, a começar pela orquestra hormonal que rege o prazer da mulher, muito mais intrincada e flutuante que a masculina. A maioria dos tratamentos pró-sexuais que já existem no mercado visa justamente nas alterações hormonais que podem comprometer a satisfação da mulher. A testosterona que dispara o gatilho do desejo, o estrogénio que prepara o corpo para o sexo – tudo isso, já se sabe, diminui na menopausa. É através da análise destes efeitos que a medicina tem procurado compensar os desequilíbrios hormonais, e os laboratórios têm desenvolvido métodos cada vez mais eficientes de repor o que falta. Os benefícios estendem-se às mulheres com disfunções nessa área em todas as faixas etárias.

Os problemas sexuais da mulher têm uma multiplicidade de causas. As dificuldades de irrigação sanguínea, as descompensações hormonais e outras disfunções fisiológicas têm como agravantes as barreiras psicológicas. Quase meio século depois da revolução de costumes que abriram as portas do prazer sexual à mulher, as "vozes" da repressão instaladas no fundo da psique feminina ainda emperram o caminho da satisfação. Isto sem contar, ainda, com alguns homens que, espantosamente, continuam ignorantes do bê-á-bá do orgasmo feminino.

Uma em cada duas mulheres tem algum tipo de queixa na área da satisfação sexual em determinada fase da vida. Três em cada dez desconhecem o orgasmo na relação sexual – proporção que aparentemente se manteve estável nas últimas décadas. O que mudou, segundo o diagnóstico traçado nos consultórios dos especialistas, foi a disposição feminina de procurar soluções. A diferença é que elas agora reclamam.

Por que é que eles têm mais facilidade em chegar ao prazer do que elas?

Para os especialistas, uma das respostas decorre do facto de que a maioria das mulheres ainda desconhece o seu próprio corpo – situação que, para os homens, ocorre menos vezes. Desde muito cedo, eles têm uma relação muito mais explícita com os seus genitais, já que podem vê-los, tocá-los e senti-los. As mulheres, em compensação, estão destinadas a conviver com uma sexualidade mais oculta sob uma conformação que esconde e dissimula. "Elas só vão saber que têm vagina lá pelos 8 anos, e que têm clitóris por volta dos 13. E, mesmo assim, se forem muito curiosas", afirma a psicóloga Aparecida Favoreto, directora do Instituto Paulista de Sexualidade.

O bombardeio de informações de conteúdo erótico, em vez de ajudar, pode até atrapalhar, especialmente os jovens com pouca ou nenhuma experiência sexual. As repetidas cenas de sexo mostradas no cinema e na televisão parecem o sonho do Ejaculador Prematuro: poucos ou nenhum preliminares e tudo numa questão de trinta segundos, com os dois a alcançarem o prazer. Jaqueline Brendler, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, costuma citar o filme Lendas de Paixão como exemplo crasso da deseducação sexual. No filme, a cunhada do personagem interpretado por Brad Pitt tem com ele a sua primeira relação sexual. Num celeiro, de pé, atinge o orgasmo. Diagnóstico da médica: tudo é completamente improvável. "O orgasmo na primeira relação já é uma ocorrência raríssima", afirma. Sem preliminares, sem estimulação do clitóris e em posição tão pouco confortável, fica praticamente inviável. Nem com Brad Pitt.

Jaqueline Brendler, analisou durante três anos 35 pacientes portadoras de anorgasmia primária, ou seja, que nunca tiveram um orgasmo – nem durante o acto sexual nem por masturbação. Concluiu que, fisiologicamente, nenhuma delas tinha nenhum problema. Em compensação, todas apresentavam um ponto em comum: "Cem por cento delas tinham registos de uma educação familiar opressiva, que vinculava sexo a pecado, dor, sofrimento ou perda do autocontrole", diz a médica.

Com os rapazes, ocorre o inverso. O tio pede ao sobrinho para "mostrar o documento". O pai "atiça" o filho quando vê uma rapariga bonita a passar. Tudo converge para uma espécie de salvo-conduto que permite aos homens exprimirem os seus desejos. Mesmo num ambiente mais liberal, é raríssimo, quase inexistente, que as meninas sejam estimuladas à experimentação sexual. Ao contrário, são alertadas para os riscos da gravidez indesejada, os perigos das doenças sexualmente transmissíveis e os problemas que a troca constante de parceiros pode causar.


PASSO-A-PASSO DE UM ORGASMO (caso de vida)
1. Aos 34 anos de idade, casada há cinco, S. nunca tinha tido um orgasmo. Proveniente de uma família de classe média alta, teve formação católica. "Em casa sempre ouvi os meus pais dizerem que a masturbação era pecado", conta. Casou-se com o primeiro namorado. "Sempre amei o meu marido, mas o sexo com ele era praticamente uma obrigação", conta.

2. O nascimento do primeiro filho desencadeou uma profunda depressão pós-parto. A falta de desejo transformou-se em aversão ao sexo. O casamento ficou tremido. "Eu achava que era anormal ou, então, que todas as minhas amigas eram mentirosas. Não entendia por que é que não conseguia sentir o que elas sentiam."

3. S. decidiu procurar ajuda. Consultou um ginecologista e um terapeuta sexual. O exame clínico revelou que, além de depressão, ela sofria de hipotiroidismo, disfunção que pode afectar o desejo sexual.

4. Juntamente com o tratamento de saúde, S. começou a fazer terapia sexual específica. Numa das primeiras consultas, o terapeuta pediu-lhe para que ela reservasse meia hora por dia, em casa, para observar o seu corpo através de um espelho, procurando identificar a vagina e o clitóris e o que lhe poderia dar prazer.

5. O marido de S. também entrou na terapia. Sempre que iam juntos ao consultório, saíam de lá com "tarefas de casa". Numa delas, deveriam preparar-se caprichosamente para um jantar durante o qual nenhum dos dois falaria de problemas. De regresso a casa, poderiam fazer o que quisessem no campo das carícias, com excepção do acto sexual em si.

6. Durante uma das sessões de terapia de casal, S. decidiu confessar que a obesidade do marido era uma das coisas que contribuíam para a sua falta de desejo. Generoso e compreensivo, o marido começou a fazer dieta.

7. O primeiro orgasmo ocorreu um mês depois do início do tratamento, pelo método mais eficiente. "Estava sozinha em casa a fazer os exercícios de toque. Não queria acreditar quando aconteceu, fiquei louca de alegria. Pensei: é isto o que eu quero."

8. O prazer com o marido ocorreu posteriormente. "Depois de conseguir sozinha, ganhei coragem e comecei a dizer-lhe o que era bom para mim e de que forma gostaria que ele me tocasse."

9. Hoje, S. está curada da depressão e continua a usar os medicamentos para controlar o hipotiroidismo. O marido já perdeu 20 quilos. A vida sexual, diz, melhorou cem por cento. "Mas ainda sou uma aprendiz. Dou graças a Deus por ter tido a coragem de procurar ajuda. Olho para as minhas primas e tias e tenho certeza de que elas estão a perder a mesma coisa que eu perdi durante tanto tempo. Sinto muita pena delas."

Adaptado do original de Thaís Oyama, revista Veja Edição 1 702 de 30Mai2001