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Fome de AMOR



ESTAMOS COM FOME DE AMOR!


Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. 

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance",  incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? 

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. 

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamo-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. 

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!". 

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. 


TODO MUNDO QUER TER ALGUÉM AO SEU LADO,
 mas hoje em dia é feio, démodé, brega. 


Alô gente! 


FELICIDADE, AMOR, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta. 

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois. 

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". 

Antes idiota que infeliz! 

O Viagra mudou o Mundo?



No inicio dos anos 90, alguns cientistas ingleses desenvolveram um remédio para a hipertensão mas verificaram algo curioso: os homens que tomavam a droga tinham mais ereções

Nascia o Viagra. 

Esta droga ampliou a vida sexual e afastou o fantasma da Disfunção Erétil a muitos homens. E também mexeu com outras coisas... 

O Viagra salvou animais. E também salvou gente! 

Os chineses costumavam importar 20 mil focas e renas do Canadá por ano – porque acreditam que comer os seus órgãos aumenta a potência sexual. Com o surgimento do remédio, o número caiu para zero.

Muitos dos 37 milhões de homens que foram ao médico pedir Viagra descobriram que eram hipertensos ou tinham outra doença crónica que puderam passar a prevenir. 

Além disso, o Viagra reduz os efeitos colaterais da quimioterapia, ajuda fetos prematuros a respirar e combate o cancro da próstata. 

Mas, como nada é perfeito, ele também destruiu casamentos (os divórcios entre idosos cresceram 37% nos EUA) e pode ter ajudado a espalhar infeções sexualmente transmissíveis, por exemplo o HIV/SIDA – triplicou o número de casos entre mulheres acima de 50 anos, possivelmente porque seus maridos passaram a fazer mais sexo fora do casamento.

Fonte: Mega Arquivo

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Sextoys beneficiam a saúde sexual



Todos os dias percebo nos atendimentos que faço que o maior medo da mulher perante um vibrador é o de puro pré-conceito. É preferível dizer “não preciso” a “quero conhecer”. 

O que tento explicar é que o vibrador tem uma função quase que fisiológica numa relação amorosa. É comprovado que a vibração do brinquedo melhora a irrigação sanguínea da região intima (e de toda a área em que for aplicado). E não é obrigatório que o brinquedo tenha de ser introduzindo em orifícios. Você pode utilizá-lo para fazer uma deliciosa e excitante massagem ou para potenciar o momento do sexo oral no parceiro (massajando a zona púbica). O que indico é que cada mulher tem um estilo próprio para os brinquedos eróticos. 

Existem no mercado inúmeros modelos, com texturas diferentes e potenciais incríveis. O importante é seguir duas regras básicas: 

Primeira: se for comprometida, pergunte ao amado (ou amada) o que ele(a) pensa sobre o uso de brinquedos sexuais. Nada de fazer surpresas. Você pode sair surpreendida nesta história. E acredite numa conversa franca e bem humorada a respeito do assunto: sextoys! Isso pode render uma noite inesquecível. 

Segunda: se o parceiro for machista ou “meio Sherek”, prefira objetos que não tenham formato fálico e que sejam pequenos. Homem, na cama, detesta comparação e competição. E saiba conversar! Ninguém fica com ciúmes disto! 

Geralmente, os vibradores achatados e com formato de C são para penetração dupla ou estimulo duplo. Brinquedos com ponta curvada ou com esfera na ponta são destinados ao prazer clitoriano. Os demais acessórios são para estimular a região vaginal, proporcionando maior circulação sanguínea. 

Não esqueça que as mulheres têm uma genitália diferente dos homens, porém a forma de excitação é muito semelhante! Uma "massagem" bem feita e com intensidade vibratória pode ser a condição perfeita para o alcance de um prazer intenso. 

Muitas pessoas pensam que quando é necessário comprar um vibrador para ter prazer é por que a relação “morreu”. Sabemos que as coisas não são bem assim! Diversos estudos referem que a fase de paixão dura apenas 24 meses. O amor, teoricamente, irá florescer junto, mas podem surgir dificuldades para manter o desejo e a novidade dentro da relação. Por isso, visitar uma Sex Shop, pode ser bastante benéfico para os casais. 

Se não tiver muita experiência no assunto, pesquise antes de comprar. Nunca compre apenas por que uma amiga disse que é bom. Lembre-se que o que é bom para umas nem sempre é bom para outras. Cada caso tem a sua particularidade. 

Existem mulheres que gostam de mais (em quantidade e intensidade) estimulo na região do clitóris outras preferem penetração e outras só alcançam o clímax se estimuladas na região perianal. E há mulheres que precisam de todos os estímulos e carícias juntos! 

Existem vibradores para todos os tipos de mulheres e situações – basta você procurar uma boa loja que tenha artigos de qualidade e obter informações pertinentes ao seu estágio de relacionamento. Procure por modelos silenciosos, discretos e macios. Dê preferência aos acessórios recarregáveis – as pilhas podem falhar no momento menos oportuno! 

Procure ser feliz, realize-se sexualmente, divirta-se, tenha e dê prazer. E se para isso for necessário o uso de algum brinquedo erótico, livre-se deste pudor arcaico embutido pelas gerações e busque a sua forma de liberdade e saciedade.



Fonte: Labareda 


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Fruto proibido melhora vida sexual



De acordo com um estudo italiano, publicado no jornal científico Archives of Gynecology and Obstetrics, as mulheres que consomem maçãs regularmente apresentam uma função sexual maior, com níveis mais elevados de excitação e satisfação na cama. As explicações possíveis para a conclusão incluem os antioxidantes e outras substâncias importantes, como polifenóis, presentes na fruta. 

Os pesquisadores do Departamento de Urologia do hospital Santa Chiara, na Itália, analisaram o hábito de comer maçã de 731 italianas sexualmente ativas ao longo de sete meses, com participantes de 18 e 43 anos sem histórico de disfunção sexual. Elas foram classificadas em dois grupos: as que comiam uma ou duas maçãs por dia e as que não comiam a fruta. Com isso, responderam a um questionário que inclui mais de 12 perguntas sobre desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor. Ao todo, o primeiro grupo atingiu uma pontuação mais elevada do que o segundo, indicando aumento da lubrificação vaginal e da função sexual de maneira geral. 

Vai uma maçã, gatinha? 

Por fim, o estudo conclui que a maçã mostra benefícios sexuais semelhantes ao do vinho tinto e ao do chocolate, que estimulam o fluxo sanguíneo nas zonas genitais, aumentando o prazer. Porém, com efeitos adicionais para a saúde, claro. 

Os pesquisadores, contudo, são rápidos em apontar que, embora os resultados sejam "interessantes", exigem cautela, pois em todo estudo há limitações. De acordo com o levantamento, é possível que os benefícios para a saúde sexual venham mais da casca – que tem alta concentração de compostos fenólicos – do que do próprio fruto. O estudo foi realizado apenas com maçãs não descascadas, e, por isso, os pesquisadores especulam que "seria interessante avaliar mais profundamente e especificamente " o papel da casca em prol do prazer íntimo feminino. Elas agradecem.



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Morte do Cônjuge


A morte do cônjuge é uma realidade que a grande maioria das pessoas tem de atravessar, mas assume perspectivas diferentes em cada situação particular: 
- pode acontecer no início da vida conjugal ou depois de muitos anos de união; 
- dar-se de forma repentina e inesperada ou após um longo período de sofrimento do parceiro; 
- pode ou não deixar filhos órfãos; 
- o casal pode estar junto ou separado e pode ter uma convivência muito boa ou muito má; 
- pode haver grande dependência emocional ou econômica de um em relação ao outro, etc. 

Afinal, lidar com a morte em geral é mais difícil quando se conviveu com a outra pessoa por longo tempo, seja qualquer forma de convivência que tenha havido. Imagine-se o que se passa, então, a um casal unido! A grande maioria das pessoas não escapará de enviuvar, mas reagirá à situação de maneiras distintas em cada caso específico. 
A morte de um dos parceiros que formam um casal em geral provoca um grande impacto no membro sobrevivente, com manifestações físicas e emocionais importantes e, não raro, patológicas. As primeiras reações à perda do companheiro, sobretudo se repentina, costumam ser de poderosa negação. O sobrevivente tem a sensação de que não aconteceu e que poderá ainda reencontrar o companheiro no cômodo ao lado ou tornar a vê-lo executando as tarefas de que tanto gostava. Esta fase de choque, ocasionada pela perda, pode durar horas ou dias, constituindo-se de atitudes de desespero, raiva, irritabilidade, amargura, isolamento e comportamentos emocionais irrazoáveis. 
Só aos poucos e com grande sofrimento o parceiro sobrevivente passa a tomar a perda como fato real. Muitas vezes ele conviveu com um longo período de doença, sofrimento do seu par e pode ter ido se “desligando” dele aos poucos e, em alguns casos, ter até mesmo desejado que sua morte fosse apressada. Tal reação, apesar de normal, pode desencadear posteriormente intensos sentimentos de culpa. 
A elaboração do luto posterior parece implicar numa separação gradativa da pessoa ausente e do seu modo de vida. Os rituais funerais e os outros ligados à morte parecem ter a finalidade de ajudar nesse processo. A missa católica de sétimo dia, por exemplo, à parte o sentido religioso que seja atribuído a ela, é uma importante etapa no encerramento desse processo e uma ocasião para que o sobrevivente receba o conforto e a solidariedade dos amigos. No entanto, embora esse procedimento pareça ajudar na elaboração e encerramento do luto, pode também desencadear recidivas de saudade e depressão que o recrudescem. 
Na verdade, esse luto não tem data para terminar, podendo durar meses ou anos e mesmo nunca acabar, na dependência das características individuais ou de fatores culturais. Em algumas aldeias interioranas portuguesas, as viúvas ainda hoje se vestem de preto o resto da vida. Normalmente, com o passar do tempo o cônjuge sobrevivente vai se desligando do morto e de seus antigos costumes, a menos que se envolva num luto patológico, de grande intensidade e duração indeterminada. Terminado o luto, muitos parceiros iniciam uma nova vida, em outras bases e muitas vezes se ligam novamente a outras pessoas, construindo uma vida feliz, embora sempre à sombra da morte ocorrida. Em resumo, tudo consiste na atitude assumida pelo sobrevivente de “permanecer no passado” ou “continuar a viver”.
O luto pelo cônjuge é complicado pelo fato de quase sempre atingir uma pessoa idosa, já sem condições de fazer grandes mudanças na vida. A depressão e a entrega impotente podem ser as piores reações, mas não são incomuns. 

Original em: ABC.MED.BR

Nomofobia


Medo de viver sem telemóveis está a transformar-se 

numa patologia


Novo medo afecta cerca de 66% dos jovens adultos



Os novos distúrbios emocionais são o reflexo do estilo de vida cada vez mais autocentrado que levamos. Nos últimos anos, a tecnologia aproximou as pessoas, mas também as tem afastado.

Nos dias que correm, imperam a carreira profissional, o estatuto social, as relações virtuais e as gratificações fáceis e imediatas, pelo que importa conhecê-los.
E se há atitudes que conseguem incomodar profundamente, pegar num smartphone para enviar um SMS ou espreitar o que está a acontecer nas redes sociais durante um jantar entre amigas, é uma delas.
Já perdi conta ao número de vezes em que deparei com a minha amiga Catarina Pires (nome fictício) a distanciar-se da conversa do grupo para enviar (mais) um SMS, ler um e-mail ou para responder a um dos amigos que está online numa das várias aplicações de conversação que tem instaladas no seu smartphone.
Eu só dou por mim a questionar-me, mas porquê tantos chats? Se a melhor forma de comunicar com alguém continua a ser através de um simples telefonema ou, sempre que possível, cara a cara. Pelo menos, para mim. Mas, parece que para a Catarina Pires, não. Nem para ela, nem para uma grande maioria. Estudos internacionais recentes revelam que mais de metade da população receia ficar sem telemóvel.
Falamos de nomofobia, um novo medo que afecta cerca de 66 por cento dos jovens adultos, sobretudo mulheres e que se enquadra no âmbito das perturbações do controlo dos impulsos, tal como a compulsão por compras ou a compulsão sexual. Perturbações cada vez mais relatadas dentro dos consultórios de psicologia, que podem ter consequências nefastas.
O aumento da utilização dos smartphones e a necessidade de ligação constante às redes sociais acentuou a prevalência da nomofobia, «um desconforto causado pela incapacidade de comunicar por telemóvel, que pode dar origem a um medo patológico de ficar incontactável, que se enquadra nas perturbações do controlo dos impulsos», refere Cláudia Sousa, psicóloga clínica.
«Pode surgir associado a quadros de depressão ou ansiedade generalizada, mas também em pessoas saudáveis», alerta a psicóloga. Um estudo recente, realizado no Reino Unido, revelou que mais de metade das pessoas confessam que têm medo de perder o telemóvel (cerca de 66 por cento). Os adolescentes e os jovens adultos (principalmente mulheres) são os mais afectados.
Os sinais do medo
Caracteriza-se por uma sensação de pânico e de impotência, tremores, suores frios, falta de ar, náuseas, taquicardia e dores de cabeça. «Nos casos mais graves, pode chegar à depressão e à perturbação de pânico», alerta a psicóloga clínica Cláudia Sousa.
Actualmente, todos nós estamos permanentemente ligados, pelo telemóvel ou pelas redes sociais, mas, como acontece com qualquer outra perturbação psiquiátrica, o comportamento passa a ser patológico, quando interfere significativamente com os compromissos da pessoa.

De acordo com a especialista, os primeiros sinais que indiciam esta fobia são a necessidade de estar constantemente a olhar para o telemóvel, verificar obsessivamente se existem chamadas perdidas, sms ou emails, deixar de fazer algo importante para atender uma chamada e, caso se esqueça do telemóvel em casa, voltar atrás para o ir buscar, pondo em causa um compromisso importante.


Original em: Mulher.sapo
Texto: Sofia Cardoso com Ana Cristina Almeida (psicóloga clínica e directora clínica da Clínica Psicronos em Lisboa), Cláudia Sousa (psicóloga clínica no Instituto Cuf) e Fernando Mesquita (psicólogo clínico e sexólogo)
Edição internet: Luis Batista Gonçalves

O segredo dos casais felizes

Apesar da ciência comportamental não ser a mais exata das ciências, isso não significa que as pesquisas realizadas não revelem dados bastante interessantes. Veja alguns dos resultados mais surpreendentes de alguns destes estudos:

TAXA DE INTERAÇÕES POSITIVAS




Os casais mais felizes têm 5 interações positivas por cada interação negativa. Já os casais que se divorciam têm apenas 0.8 encontros felizes por cada interação negativa.


Antes de gastar dinheiro numa grande festa, avalie como está a vossa relação – vocês são bons amigos ou passam o tempo todo a discutir? Não adianta insistir na ilusão de que tudo vai melhorar. Tem que ser bom agora.


Não é tão difícil ter mais interações positivas do que negativas numa relação; mas é preciso um pouco de esforço de ambas as partes.

COMPARTILHE


Positiva ou negativa, uma nova interação também pode ser igualmente eficiente.

Compartilhar novos momentos é muito simples: os casais podem fazer coisas fáceis que nunca fizeram juntos, como caminhar à noite ou ir a um restaurante que ainda não conhecem na sua própria cidade, bem como planear coisas mais elaboradas, como viajar para um lugar novo ou fazer um curso juntos.

Rir em conjunto pode ajudar mais ainda. Numa pesquisa, os casais que precisaram de se lembrar de uma história que envolveu “risada compartilhada” relataram estar mais satisfeitos com seu relacionamento do que casais que tiveram que lembrar apenas interações positivas da relação.

ENTRE QUATRO PAREDES


A intimidade do casal desempenha um grande papel na felicidade do casamento. Como diversos estudos já mostraram, o sexo tem inúmeras vantagens – inclusive deixar um relacionamento mais bem sucedido.

APOIO CRUCIAL


As pesquisas indicam que a forma como as pessoas celebram as boas novidades do parceiro é crucial para fortalecer os laços numa relação. Isso significa, na prática, que queremos estar com alguém que deseje o melhor para nós, que nos apoie e que fique feliz com nossas conquistas.

Quando ouvem uma boa notícia do seu(ua) parceiro(a), os casais felizes:
  • Mostram entusiasmo;
  • Fazem perguntas;
  • Elogiam e parabenizam;
  • Revivem sua experiência ao lado da pessoa.

Um estudo mostrou que as pessoas que tiverem essa atitude 3 vezes por dia durante uma semana se sentiram mais felizes e menos deprimidas ao final desse período.
Apoiar seu parceiro vai além de ajudar o outro – é bom para ambos.

DISCUTIR OU BRIGAR?
O “estilo” com que os casais discutem também importa – e muito – na felicidade da relação.
Quando os casais felizes brigam, eles tendem a diminuir a tensão
  • Usando o humor;
  • Expressando carinho;
  • Cedendo a alguns argumentos de seu(ua) parceiro(a).
Quando casais infelizes brigam, eles
  • Criticam;
  • Mostram desprezo;
  • Reviram os olhos;
  • Agem defensivamente;
  • Partem para ofensas;
  • Ignoram.
ESTATISTICAS


Segundo um estudo britânico de 20 anos, as pessoas mais felizes no casamento:
  • Estavam casadas por 5 anos ou menos;
  • Não tinham filhos;
  • Tinham diploma universitário;
  • O homem estava empregado.
Independentemente desses fatores, no entanto, outra pesquisa mostrou que casais que sabem ver o lado positivo do seu casamento têm 94% mais chances de ter um futuro feliz juntos.

FILHOS


Por ser uma parte tão importante da vida dos casais, eles também influenciam bastante na felicidade do relacionamento. 

Adaptado do original de HypeScience


Síndrome do Principe Encantado



A síndrome do Príncipe Encantado afeta mulheres geralmente com mais de 30 anos, e costuma apresentar-se em 6 de cada 10 mulheres. Tem a ver com a crença ou ilusão de que existe um homem ideal e perfeito que as tornará completamente felizes. No entanto, quando estão perante homens de carne e osso, com seus defeitos e virtudes, sentem-se frustradas e decepcionadas. 

A seguir, são apresentadas algumas características da síndrome do Príncipe Encantado.
Instruções
1) Relações curtas. As relações não costumam durar muito tempo, já que rapidamente encontram defeitos no seu parceiro. Por mais superficiais e pequenos que sejam os defeitos, geram um sentimento de decepção que as levam a terminar a relação.

2) Exigências. Durante o período que dura a relação amorosa, são muito exigentes em relação a questões banais. Não admitem que seu parceiro esqueça nenhum detalhe, por menor que seja.

3) Ressentimento para com os homens. Consideram que todos os homens são iguais e costumam cultivar e reforçar um forte ressentimento em relação a eles.

4) Modelo paternal. Costumam procurar um homem que tenha as mesmas características que o pai. Há uma forte identificação com o modelo parental considerado o homem ideal.

5) Homens inatingíveis. Tendem a procurar relações com homens que estão casados ou que moram longe, considerando-os ideais para elas.

6) Sentimento de solidão. As mulheres que têm a síndrome do Príncipe Encantado costumam sentir-se muito sozinhas e têm medo de conhecer novos homens pelo medo de que não cumpram com suas expectativas.



                                                               Adaptado do original de Sara Viega em umcomo


Esposa ou Amante?




Certo dia um homem pergunta a um sábio se deveria escolher ficar com a esposa ou com a amante. O sábio mostrou-lhe uma rosa e um cacto e perguntou ao homem:

- Se eu te der uma destas flores qual escolhes? 

O homem sorriu e disse:- A rosa é lógico! 

Resposta do sábio: "Resposta imprudente. Às vezes somos movidos pela beleza externa ou pelo mundano e escolhemos o que parece brilhar mais. A rosa pode ser mais bela, mas morre logo. O cacto, por sua vez, independentemente do tempo ou clima permanece o mesmo, verde com espinhos, e um dia dará a flor mais bonita que já vimos. 

A sua esposa conhece os seus defeitos, suas fraquezas, seus erros. Com ela você grita seus momentos ruins e ela está sempre pronta a te ajudar. Sua amante quer seu dinheiro, sua felicidade, seus espaços, fantasias e sorrisos, na primeira dificuldade não hesitará em te trocar por outro amante jovem, feliz e com dinheiro 



Agora diga-me homem, com quem você quer ficar?

Dê valor a sua mulher sem se importar como ela é por fora, pois o que vale mesmo é o que de bom ela é por dentro."


As leis da atração

Química. Já quase toda a gente a sentiu, mas dificilmente alguém a sabe explicar. É aquele click inexplicável faz soar alarmes e acender luzes, as borboletas no estômago e o sorriso tolo na cara, aquela sensação de ter havido alguém que acampou dentro da nossa cabeça e se recusa a sair de lá. Mas porque sentimos nós estas coisas - e tantas outras - com umas pessoas e não as sentimos com outras? Quais são (será que as há?) as leis da química e da atração?

A frase "houve uma química entre nós" pode ter um sentido bastante mais literal do que aquele com o qual se habituou a olhá-lo. Estrogénio, testosterona, dopamina, serotonina, norepinefrina e adrenalina: eis uma grande parte da explicação para o que está a acontecer no seu corpo e no seu cérebro quando se sente atração por alguém. De certa forma, sentir-se atraído por alguém é uma experiência semelhante a estar sob a influência de certas drogas. Porque na realidade, está mesmo.

Provavelmente quase todos os dias conhece pessoas novas, cruza-se diariamente em todos os locais que frequenta com centenas de pessoas. Porque é que umas lhe são indiferentes e outras despertam o seu interesse e a fazem sentir-se atraídas por elas? Provavelmente já pensou sobre isto e pergunta-se o que será que essas pessoas têm de especial, mas na realidade essa é uma pergunta incompleta... A questão correta é: o que é que a atração por uma determinada pessoa diz sobre si.

A resposta começa no universo dos sentidos, afinal são eles que nos permitem o contacto com tudo e todos à nossa volta, como refere o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita. E, como explica, privilegiamos por norma os sentidos da distância, considerados nobres – ver e ouvir –, enquanto aqueles que exigem proximidade (o gosto, o olfato e o tato) foram classificados como inferiores. "Os outros têm o direito a me ver e ouvir, mas não têm o direito de me saborear ou cheirar a menos que eu queira. Mas se temos uma relação amorosa não basta ver e ouvir, queremos acima de tudo cheirar, saborear, tocar e acariciar", conclui o sexólogo. Quer isso dizer que a atração é marcada por tudo isso que nos é agradável: o que vemos, ouvimos, cheiramos, saboreamos e tocamos.

Fernando Mesquita refere as muito faladas feromonas, apesar de todo o ceticismo no que concerne à sua influência nos humanos. Alguns estudos defendem que os humanos, à semelhança de outros animais, têm a capacidade inata de identificar, através do cheiro e, portanto, das feromonas, sistemas imunitários diferentes dos seus, que são sempre os preferidos na altura de escolher um companheiro e que estão ligados a comportamentos primitivos essenciais à preservação da espécie. De resto, é essa mesma atracão primitiva, que tem origem no hipotálamo, que marca o comportamento "dos homens que sentem atracão por mulheres com peito grandes e ancas largas (características associadas à fertilidade), tal como o caso de mulheres que sentem atração por homens com características associadas à força e poder", explica Fernando Mesquita.

Por fim, também a β-feniletilamina, uma hormona conhecida como a "anfetamina do amor", cumpre o seu papel neste cocktail bioquímico dentro de nós: é uma hormona que "faz desaparecer bloqueios, inibições e censuras e provoca o aumento da produção de dopamina [libertada em situações de prazer]. Este neurotransmissor também é, em certa parte, responsável pelo estado de euforia vivido na fase de paixão", refere o sexólogo.

As nuances da atração

Sabia que os homens podem interessar-se por mulheres diferentes dependendo se é manhã ou tarde? E que as mulheres podem sentir-se atraídas por homens de tipos muito distintos consoante a altura do mês? É a química a funcionar e, embora não se saiba ainda "da missa a metade", já muito é explicável e até mensurável. Um estudo realizado no Face Research Lab da Universidade de Glaslow, na Escócia, pelo psicólogo Benedict Jones, defende que, nos homens, as oscilações nos níveis de testosterona que ocorrem ao longo do dia têm uma influência decisiva na escolha de uma parceira: no início da manhã, quando o organismo masculino tem níveis mais altos de testosterona, as probabilidades indicam que optará por uma mulher de traços suaves, delicados e femininos, à tarde, com os valores mais baixos é bem possível que lhe chame a atenção uma mulher de rosto mais "pesado" e traços mais masculinos.

Já esta "matemática hormonal" feminina sofre alterações ao longo do mês, acompanhando a fase do ciclo menstrual. Os níveis hormonais de estrogénio, progesterona e testosterona sobem e descem drasticamente ao longo do mês. As consequências práticas destas alterações de valores refletem-se também naquilo que chama a atenção da mulher: os investigadores referem que do primeiro ao quinto dia do ciclo a mulher está menos disponível para sexo, razão pela qual se fizer escolhas sobre um parceiro, estas vão tender para o homem pacato e com feições suaves. Do quinto dia para a frente, os níveis de estrogénio e de testosterona começam a aumentar e, no período de ovulação, a partir do 14º dia, são os homens com um ar mais másculo e feições marcadas, como o queixo proeminente, que dominam a atenção feminina.

Será então justo afirmar que, no campo da química, nada é controlado pela nossa racionalidade e são as hormonas que mandam em nós? Felizmente, não. Muito embora na fase da paixão percamos um pouco a capacidade de pensar racionalmente (daí que seja tão difícil ver defeitos no outro quando estamos apaixonados), não somos guiados apenas por instintos, até porque algures no nosso subconsciente existe, para cada um de nós, um modelo já construído daquele que será o parceiro ideal.

Como nos explica o psicólogo e sexólogo Fernando Mesquita, como seres racionais que somos, os nossos comportamentos e decisões não se limitam a questões bioquímicas. "Está comprovado que, apesar de toda a importância da dita 'química', as vivências prévias e os fatores psicológicos são um fator determinante na seleção do (ou da) 'tal'", conclui o sexólogo. No fundo, remata, Fernando Mesquita, apesar do amor produzir reações químicas cerebrais específicas, a ligação afetiva entre duas pessoas não se limita exclusivamente a consequências biológicas.

Da atração ao amor, do amor à atração

A fase inicial da atração, do desejo, da paixão, bem sabemos que é maravilhosa, mas não dura para sempre. Nem podia: ninguém resistiria por muito tempo ao coração a bater descompassado, ao aumento da pressão arterial e da frequência respiratória, aos tremores e à falta de apetite, de concentração e sono! Estamos por isso programados para passar à fase seguinte, de mais estabilidade e de uma afeição mais tranquila para a nossa mente e para o nosso corpo. Ou seja, para passarmos da paixão ao amor e vinculação.

"Passada a fase de excitação, instala-se no cérebro um estado chamado de 'euforia-dependência', cuja presença da pessoa amada proporciona alegria interior e serenidade, e que se torna cada vez mais indispensável", explica Fernando Mesquita. De acordo com o sexólogo, quem ama, vive "drogado" de endorfina (morfina produzida pelo próprio corpo). "Mas, ao contrário do que acontece com os toxicómanos que precisam de doses cada vez maiores de morfina, o nosso organismo tem um limite na produção de endorfinas. E é neste ponto que alguns casais acabam a relação pois a quantidade de endorfinas produzida deixa de ser suficiente para saciar esta dependência", conclui. Como contrariar então esta quebra e acender o desejo nas relações de longa duração?

A terapeuta sexual e investigadora Esther Perel dedica-se há vários anos a estudar questões relacionadas com o desejo, amor e erotismo, sobretudo nas relações de longa duração. "Porque é que o amor e a intimidade não garantem bom sexo?", "Podemos querer aquilo que já temos?" ou "Porque é que aquilo que é proibido é tão erótico?" são algumas das perguntas de partida da sua investigação.

Mas, afinal, porque é tão difícil manter o desejo e o erotismo nas relações de longa duração? Esther Perel defende que na origem desta dificuldade está o desafio de conciliar duas necessidades humanas muito diferentes: a segurança, estabilidade e previsibilidade das quais precisamos e que são próprias de uma relação duradoura e de confiança e, por outro lado, a necessidade de aventura, novidade e mistério, características do desejo e do início de relação.

Porque, na verdade, muitas vezes, os ingredientes que alimentam o amor - como a responsabilidade e a preocupação - são os mesmos que matam o desejo. A investigadora concluiu que os casais que, passado décadas, ainda mantém a paixão e o erotismo na sua relação são aqueles que mantém alguma privacidade e espaço individual; que entendem que os preliminares não algo que é feito cinco minutos antes do sexo, mas antes uma coisa que começa logo no fim do orgasmo anterior; que entendem que a paixão, como a lua, tem fases, não é constante e aceitam isso, mas sabem como a trazer de volta porque abandonaram o mito da espontaneidade e sabem que a vida sexual exige presença, foco e intencionalidade.

Fontes:
- Fernando Mesquita, psicólogo e sexólogo
- Esther Perel, The secret to desire in a long-term relationship
- Gildersleeve, LM DeBruine, MG Haselton, DA Frederick, IS Penton-Voak, BC Jones & DI Perrett (2013). Shifts in Women's Mate Preferences Across the Ovulatory Cycle: A Critique of Harris (2011) and Harris (2012). Sex Roles, 69: 516-524.


Escrito por  Sofia Teixeira com entrevista a Fernando Mesquita, psicólogo e sexólogo