Cientistas descobrem genes da primeira menstruação

Cientistas britânicos anunciaram ter descoberto, nos cromossomas seis e nove, dois genes que estariam ligados ao surgimento da menarca (primeira menstruação).

A descoberta é importante porque o início da idade reprodutiva na mulher está associado ao desenvolvimento, décadas mais tarde, de condições como a diabetes e/ou cancro da mama. O trabalho, publicado na revista científica Nature Genetics, também ajuda a explicar por que é que as raparigas que são mais baixas e mais pesadas tendem a iniciar a sua vida reprodutiva meses antes das colegas: os genes estão localizados ao lado do DNA que controla o peso e a altura.

Outro estudo, publicado na mesma revista, também conclui que um dos dois genes identificados no primeiro estudo desempenha um papel-chave no início da puberdade de rapazes e raparigas.

No Ocidente, cada vez mais, as raparigas estão a chegar à puberdade mais cedo, algumas delas aos sete anos de idade. Há outras, no entanto, que o seu ciclo reprodutivo inícia-se bem mais tarde, aos 17 anos.

"Menstruar mais cedo é uma questão de saúde porque, além de ser uma surpresa inconveniente para a menina e os seus pais, a menstruação prematura também está associada a riscos mais altos de várias doenças e problemas psicológicos", disse Aric Sigman, médico, psicólogo e integrante da Royal Society of Medicine.

"As meninas que amadurecem mais cedo estão mais propensas à depressão, delinquência, agressividade, alcoolismo, fumo, consumo de drogas e baixa auto-estima, são menos sociáveis, têm dificuldade para dormir e são mais propensas a tentar o suicídio."

"Também há mais probabilidade de que elas tenham um mau desempenho académico na secundária do que as colegas que amadureceram no período normal ou mais tarde", acrescentou.

Adaptado do original, In BBC Brasil, 18Maio2009
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