Desejo Sexual Hipactivo afecta 10% de portuguesas

Cerca de 10 por cento das mulheres portuguesas têm disfunções do desejo sexual, enquanto cinco por cento têm disfunções do orgásmo e dores durante o acto sexual, segundo a Associação Portuguesa de Urologia (APU).

A disfunção sexual feminina vai estar em debate no Congresso Anual da Associação Portuguesa de Urologia, que irá decorrer de 5 a 6 de Junho de 2009, em Torres Vedras, e que reunirá 321 participantes médicos, disse à Lusa o presidente do Congresso, o urologista Vaz Santos.

Vaz Santos comentou que na década de 1950 as disfunções sexuais femininas se classificavam apenas com duas palavras: frigidez e ninfomania. Mas actualmente a realidade das disfunções sexuais femininas é bem mais complexa e dividem-se em desejo, aversão, excitação, orgasmo e dor. Segundo o urologista, a disfunção mais frequente na mulher é aquela que cientificamente é designada por “desejo sexual hipoactivo” (falta de desejo). A este problema acresce a redução dos estrogénios vaginais, capaz de provocar uma maior fragilidade da vagina e a ausência de lubrificação.
Para Vaz Santos, a disfunção sexual deve ser encarada como um problema do casal e não apenas do homem ou da mulher. No entanto, as terapêuticas para a mulher não tiveram ainda um avanço semelhante aos tratamentos dirigidos ao homem.
«O desconhecimento sobre a disfunção sexual feminina impera e a maior complexidade da sexualidade da mulher cria maiores limitações à investigação de fármacos eficazes no tratamento dos diversos tipos de disfunção sexual feminina», segundo a APU.

Outro dos temas que irá ser debatido no congresso é a incidência do cancro da próstata em Portugal, que é a forma mais comum de cancro no homem e a segunda maior causa de morte por cancro. Em Portugal, existem cerca de 1500 novos casos de cancro da próstata e 1800 mortes causadas por este tipo de carcinoma. O cancro da próstata afecta cerca de 30 por cento dos portugueses com idade superior a 50 anos, sendo que 50 a 60 por cento dos casos são diagnosticados demasiado tarde, segundo a APU.

«Apesar dos números apresentados, o número de mortes por este tipo de cancro está bastante abaixo do número de novos casos diagnosticados, o que significa que esta doença apresenta nos dias de hoje um panorama de tratamento favorável e existem cada vez mais meios que permitem proporcionar uma elevada qualidade de vida ao doente», acrescenta a associação.

In Diário Digital/Lusa, 04 de Junho de 2009
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