Disfunções Sexuais


Fernando Eduardo Mesquita
Psicologia/Sexologia Clínica
Terapia conjugal e/ou individual



O que é a Terapia Sexual?
Muitos problemas relacionados com a sexualidade podem ser resolvidos ou melhorados facilmente. A falta de informação é muitas vezes apontada como causa para o agravamento de diversas Disfunções Sexuais. A Terapia Sexual procura ajudar a compreender os processos intra e interpessoais. O recurso a uma abordagem terapêutica baseada nas mais avançadas Técnicas Cognitivas e Comportamentais permite obter melhorias em poucas sessões terapêuticas.


Em que situações deverá recorrer a uma Terapia Sexual?
Uma disfunção sexual pode ser consequência de determinados factores físicos ou psicológicos; muitos problemas sexuais resultam de uma combinação de ambos. Por exemplo, um problema físico pode levar a problemas psicológicos, como ansiedade, medo ou stress, e os problemas psicológicos agravam muitas vezes um problema físico.


A Terapia Sexual está indicada para as mais diversas áreas da sexualidade:
  • Perturbações do desejo sexual - O desejo pode ser desencadeado por pensamentos ou sinais visuais ou verbais. Uma perturbação do desejo sexual corresponde a uma diminuição ou ausência de fantasias sexuais e do desejo de ter actividade sexual.
  • Perturbações de dor sexual – ocorrência de dor genital durante o coito, gerando muitas vezes o evitamento da actividade sexual.

  • Perturbações da excitação sexual – Durante a excitação existe um aumento da quantidade do sangue que flui para a área genital, que provoca a erecção no homem e o aumento do clítoris, a congestão das paredes da vagina e o incremento das suas secreções na mulher. Um exemplo de uma perturbação de excitação sexual é a disfunção eréctil.

  • Perturbações do orgasmo – O orgasmo é o ponto máximo ou clímax da excitação sexual. Durante o orgasmo, tanto os homens como as mulheres experimentam um aumento da tensão muscular em todo o corpo e a contracção dos músculos pélvicos. Para a maior parte das pessoas, o orgasmo é altamente aprazível. Uma perturbação a este nível é caracterizada por um atraso, ou ausência persistente ou recorrente de orgasmo, após uma fase normal de excitação sexual. Nos homens pode ainda haver a situação inversa que é a ocorrência de orgasmo e ejaculação com estimulação mínima antes, durante ou logo após a penetração e antes que o indivíduo o deseje (vulgar ejaculação precoce/prematura).
  • Questões relacionadas com a Homofobia Internalizada – numa sociedade em que domina o mito da Família Heterossexual, torna-se difícil saber lidar com algumas situações do dia-a-dia, no relacionamento com a família, amigos, colegas de trabalho, etc. Só um técnico especializado na área terá capacidade para compreender determinados fenómenos específicos da comunidade LGBT. Neste sentido, podem ser realizadas algumas intervenções ao nível da Psicologia Afirmativa e na gestão de conflitos de casais LGBT.

Como é a Terapia Sexual?
Primeiras 2/3 sessões iniciais – Realização de uma avaliação cuidadosa da disfunção através do preenchimento de questionários e entrevistas com o casal, com vista à elaboração de um plano de intervenção. Em alguns casos, poderá haver a necessidade de realizar sessões individuais adicionais. Nesta fase poderá ser necessário recorrer a uma especialidade médica (exemplo: urologista, ginecologista, endocrinologista ou andrologista), para uma despistagem de causa orgânica para o problema.

Se a Terapia Sexual for a mais indicada para a Disfunção em causa, dar-se-á início ao processo terapêutico com o casal. Nas restantes sessões o psicólogo apresentará actividades para serem realizadas quer no gabinete, quer em casa do casal. Estas actividades visam, não só, resolver a Disfunção Sexual em si, bem como, aumentar a capacidade comunicativa do casal.

A meio do processo terapêutico poderá haver necessidade novas consultas individuais para avaliar a evolução de determinados aspectos da própria relação.

Qual a duração de uma Terapia Sexual?
Na maioria dos casos são necessárias 4 a 12 visitas, com periodicidade semanal, quinzenal ou mensal. No entanto, cada caso tem a sua particularidade. Existem situações que podem ser pontuais e outras em que se torna necessário fazer uma adaptação de comportamentos, o que poderá tornar o processo mais moroso.


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