Perguntas & Respostas - "Disse-me que tomava a pílula"



"Confiei na palavra dela, mas passado dois meses,
disse-me que está grávida."


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"Tive uma relação fortuita com uma mulher que me garantiu, na altura, de que tomava a pílula. Confiei na palavra dela, mas agora, passados dois meses, voltou a entrar em contacto comigo, para me dizer que está grávida.

Não quero assumir a paternidade, porque me sinto enganado. O que devo fazer?"

A nossa resposta

Embora a eficácia da pílula seja bastante elevada (aproximadamente 99%), não é totalmente infalível. Não seguir corretamente as indicações do medicamento previstas na bula, como por exemplo, o uso contínuo, diário e no mesmo horário ou o uso de antibióticos ou de outros remédios concomitante ao uso da pílula, são os casos mais frequentes nas situações onde ocorre diminuição da sua eficácia anticoncepcional.

Existem ainda outros fatores que interferem diretamente na fiabilidade da pílula e que muitas mulheres desconhecem tornando-as vulneráveis a uma gravidez indesejada. Por exemplo, a presença de vómitos ou diarreia, até duas horas depois toma da pílula, não permite que o organismo absorva devidamente as hormonas existentes nas pílulas. Quero com isto dizer que não é possível saber até que ponto foi mesmo “enganado” por essa mulher.

Procurem ter uma conversa sincera, sobre o assunto, e aceite que ela pode estar tão assustada, como o leitor, sobre que decisão deve tomar. Uma gravidez ocorre por acção de duas pessoas, em que ambas contribuíram para tal, mesmo que não seja intencionalmente. Desde 1967 que se impõe juridicamente, no registo do recém-nascido, a sua ascendência biológica, mesmo contra a vontade dos progenitores. Se for comprovado que é o pai da criança, legalmente terá de assumir a paternidade.

Obrigado pela sua questão


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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