Infidelidade Emocional (parte 2)

(continuação)




6 vulnerabilidades na relação que podem gerar infidelidade emocional

Na realidade, a maioria das pessoas não anda "à caça" de affairs emocionais. Pelo contrário, eles simplesmente acontecem, geralmente como um efeito bola de neve que tem início numa amizade e que se transforma em algo mais significativo.

Um erro comum é julgar-se que este tipo de situações apenas ocorre em relações infelizes. Na verdade, muitos homens e mulheres que têm affairs emocionais dizem estar muito felizes, nas suas relações, quando se envolveram com outras pessoas. Ao invés de procurarem amor (ou sexo), os parceiros infiéis gradualmente esbatem as fronteiras entre a amizade e a intimidade, durante um prolongado período de tempo.

Dito isto, há uma variedade de factores que podem predispor as pessoas para um affair emocional:

- conflitos conjugais ignorados ou não resolvidos;
- distanciamento do casal por períodos de tempo prolongados, muitas vezes devido a questões laborais ou outras obrigações;
- casamentos centrados nos filhos que geram negligência no relacionamento amoroso, pois dão pouco lugar às oportunidades de romance e de partilha de tempo no casal;
- frequência ou prazer sexual insatisfatório, muitas vezes devido a desejos sexuais diferentes ou preferências sexuais distintas;
- falta de interesses e de partilha de momentos agradáveis em conjunto;
- desequilíbrio de poder na relação, por exemplo, se um dos parceiros é responsável pela maior parte das tarefas domésticas, ou se tem e exclusividade nas decisões financeiras

Porque é que o local de trabalho é uma zona de risco para a infidelidade emocional?

Talvez o lugar mais arriscado para uma descoberta inesperada de “química” com outra pessoa seja no local de trabalho. Nos dias de hoje, as pessoas passam mais horas no local de trabalho do que em casa ou com o parceiro.

As pessoas passam diversas horas no local de trabalho, em prol de objectivos comuns, o que gera uma intimidade difícil de combater, inclusive para o próprio parceiro. Para além disso existem os almoços, happy hours, viagens de negócios, entre outros, que são um excelente rastilho para algo mais íntimo, se já existir algum tipo de atracção.

Segundo Shirley Glass, no seu livro “Not just friends”, 46% das mulheres e 62% dos homens já traiu o seu parceiro com alguém que conheceram no trabalho. Muitas pessoas sentem uma ligação que cresce lentamente e quase sem esforço no trabalho. Além disso, as desculpas profissionais justificam facilmente o tempo passado fora de casa e os telefonemas tardios.

Porque motivo a Internet é um risco para a infidelidade emocional?

Normalmente, existe uma idealização do outro numa amizade através de chat´s. A partilha de dados pessoais, e desejos, é muitas vezes mais fácil pela Internet do que cara a cara. Isto permite que se crie um intenso sentimento de intimidade entre duas pessoas que não se conhecem na realidade.

Desta forma, uma pessoa pode sentir que conhece melhor o amigo virtual do que o seu próprio parceiro. Em muitos casos existe um sentimento de liberdade para explorar outras partes de si, enquanto que na vida real (e numa relação amorosa concreta) pode existir um sentimento de sufoco. Esta sensação artificial de intimidade, aliada à parte excitante por ser um “segredo”, pode começar a consumir os pensamentos de uma pessoa.


(continua ...)

Adaptado do original de GoodInBed.com.
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