One night stand - disponiveis para o sexo




Os anglo-saxónicos chamam-lhe one night stand.

Nós dizemos que são relações que se consomem no ato sexual. Em Portugal, há cada vez mais mulheres a ter esta experiência. Outras, a encarar a possibilidade de ter uma.

E você? 


Quando saiu de casa de manhã bem cedo para apanhar o avião, nada fazia prever que iria ter um encontro sexual com um desconhecido. Divorciada recente, Maria S., 37 anos, apenas desejava distrair-se um pouco com aquela viagem de trabalho. Mas “o destino”, como ela diz, trocou-lhe as voltas, e um dia depois de chegar a Paris, após um jantar que juntou vários desconhecidos, viu-se a caminho do hotel com um homem que acabara de conhecer. “Ainda hoje não sei muito bem o que aconteceu!… Falámos tão pouco e, de repente, tudo ficou erotizado, era só desejo. Tive a minha one night stand… E confesso que adorei!”

Nem todas as “relações-relâmpago”, conforme lhes chamam alguns, têm estes contornos cinematográficos, mas há cada vez mais mulheres portuguesas a experienciá-las. Por vezes até mais do que uma vez. E as que nunca a viveram colocam agora essa hipótese com naturalidade. Por fim, há as que a procuram como uma “solução viável”. É o caso de Raquel F., 42 anos. “Quando não tenho ninguém e quero envolver-me sexualmente vou à discoteca. É um ambiente propício para este tipo de relacionamento”, diz.

Afinal, o que está a mudar na sociedade de forma a modificar o comportamento feminino em matéria de sexo ocasional? Deixando-se guiar pelo desejo, onde ficam as emoções?

Na one night stand, “a parte emocional ou afetiva não existe, nem é esse o objetivo”, esclarece Fernando Mesquita, terapeuta especializado em sexologia clínica. O objetivo “é fundamentalmente o prazer sexual, não há partilha de afetos”. Por isso, se os envolvidos não souberem o nome um do outro, ou a história de vida de cada um, também não há problema. Garante que faz parte do jogo.

O mistério da one nignt stand é o mistério do outro, de nada se saber sobre ele. Ora, isso é profundamente excitante! É pura adrenalina! Desvendado o enigma, perde-se o interesse. O especialista em sexologia compara esta situação com a das crianças pelo Natal, a querer abrir os presentes todos: “Depois que os desembrulham e descobrem o que lá está dentro, já não têm nada para saborear ali” e, por vezes, abandonam-nos.




A vontade de se sentirem desejadas leva muitas mulheres a procurar este tipo de relação.

O objetivo é a satisfação imediata. Mas, segundo Fernando Mesquita, isso não invalida que o flirt que antecede o ato não seja agradável. “Ao contrário do que acontece no blind date, na one night stand existe um jogo de sedução entre a presa e o caçador”, esclarece o terapeuta, acrescentando que as personagens podem mudar alternadamente os papéis.

Ana Almeida, psicoterapeuta, diretora da Clínica de Psicologia Psicronos, defende a existência de vários tipos de one night stand. “Um que é mais de engate. Homens e mulheres saem para a noite já com uma predisposição para este tipo de experiência”, diz. Se as coisas correm como o esperado, o engate acontece e dá-se a consumação do ato. E há só sexo. É uma forma de ‘relação-relâmpago’, “um pouco inebriante, que é muitas vezes acompanhada de consumo de álcool ou de drogas”. Aliás, estes são considerados fatores facilitadores da one night stand. E há outra forma de encontro que “é mais calculada e, eventualmente, mais viciante que é a conquista que se faz em sites de encontros”, onde a pessoa tem “uma espécie de catálogo de homens e mulheres que vai podendo selecionar até encontrar alguém com quem marca um encontro, o qual a maior parte das vezes se esgota num único momento sexual”. Ana Almeida explica que neste caso há uma pseudorrelação mínima que se vai desenrolando entre o início do contacto na Internet e o início do flirt. E que a espera gera “uma expectativa ansiosa” de ver como o outro é “no contexto sexual”. Depois, claro, usufrui-se o que há e fica-se por aí mesmo.

No primeiro tipo de one night stand, o desconhecimento do outro é maior. O segundo pode ser mais viciante. Pelo menos é o que garante Ana Almeida sublinhando que neste último, quando se ‘vai para a cama’ com o outro, “já há uma noção mínima” de quem ele é. A personagem dele “é sustentada em impressões vagas” que se foram captando pela Net. O ‘engate’ presencial, ao contrário do ‘engate’ pela Internet, tem uma forte componente de comunicação corporal. A química é imediata e a personalidade do outro “é sustentada sobre a visualização”. Ambos os tipos têm uma dose de desconhecido muito forte, e de perigo, pelo que correr o risco de ter este tipo de relações é “quase como aderir a um desporto radical: gera adrenalina”.

Mas se é verdade que o sexo pode levar ao amor, até que ponto não haverá nestes atos uma tentativa inconsciente de encontrar um parceiro para a vida? Fernando Mesquita concorda que se corre esse risco, mas assegura que “o risco de vir a sofrer também é maior”, pois enquanto uma das pessoas pode alimentar essa esperança, a outra pode estar interessada apenas na relação puramente sexual.

Para Ana Almeida, uma única one night stand está longe de se transformar numa relação duradoura. O risco está na reincidência desse comportamento. “Quando o encontro sexual é bom, com um erotismo muito forte, as duas pessoas podem querer repetir”, diz, explicando que é por isso que alguns indivíduos têm uma espécie de limite autoimposto de que uma one night stand é o limite. “Esta relação é também muito defensiva.”

Afinal, que tipo de sexo se faz numa relação de uma noite? É mais físico? Onde ficam os afetos? Fernando Mesquita diz que este tipo de relação geralmente permite jogos sexuais que não se praticam numa relação afetiva, funcionando mais como “uma descarga”. Para Ana Almeida, a ‘relação-relâmpago’ é o tipo de “experiência dominantemente sensorial”. Mas depende sempre das pessoas envolvidas. Se uma está muito carente do ponto de vista afetivo, pode tirar alguma “vivência afetiva” mesmo deste tipo de relação. “E pode sentir que o contacto pele a pele, o beijo, minimiza aquilo que ela sente como o seu grande nível de carência”, que pode não ser de sexo, mas de carícias, por exemplo. Isto é mais evidente nas mulheres. “Logo, o que elas retiram de uma relação sexual não é tanto o gozo orgástico, mas o efeito colateral inerente à própria sexualidade”, diz a psicoterapeuta, explicando que muitas mulheres emocionalmente carentes utilizam o sexo como um meio de terem “um benefício afetivo”, mesmo sabendo que o homem não vai querer “nada para além dessa relação fugaz”. Podem ser solteiras e casadas, sendo que estas últimas “não querem mesmo uma intromissão masculina muito grande”.

Em Vergonha, o filme de Steve McQueen que passou recentemente nas salas de cinema, o protagonista também receia as intromissões femininas. O bem-sucedido trintão, defendido por Michael Fassbender, vive no limite entre o medo incontrolável de intimidade e uma obsessão de sexo, que o lança em constantes encontros ocasionais com pessoas que não conhece. Como resultado, Brandon acaba por perder o controlo sobre a sua vida e a sua sexualidade.

Felizmente, a saga dos normais one night stands é bem mais banal.

Fernando Mesquita lembra que muitos destes atos sexuais pontuais são seguidos de consumos de substâncias, “o que faz com que as exigências em termos de parceiro possam diminuir”. E quanto mais a noite avança, “menor também é a escolha” – há menos pessoas nesses ambientes de divertimento. Por outro lado, os consumos podem aumentar o grau de excitabilidade – “perde-se a timidez, vai-se estando mais liberto para as tais aventuras”. No caso dos homens, o consumo de álcool inicialmente pode ser facilitador, mas em excesso torna-se um problema.

As mulheres podem sentir-se desejáveis, mas esquecem-se que os padrões de exigência desses homens também estão mais baixos devido ao consumo, sublinha o especialista em sexologia.

No dia seguinte, as reações masculinas e femininas também tendem a distanciar-se, concordam os dois especialistas. Eles têm tendência a acordar e sentirem-se bem com a relação, muitas delas sentem-se usadas e algumas admitem vergonha e culpa. É claro que isso não invalida que venham a ter novas relações de uma noite.

De acordo com Ana Almeida, o desejo de se sentirem desejadas leva muitas mulheres a procurar este tipo de relação, mesmo quando têm um compromisso com um namorado ou um marido. Basta que não sintam este desejo revelado pelo parceiro.

“Muitas das vezes o sexo é ansiolítico. Há homens e mulheres que utilizam a atividade sexual como se usa a ginástica, passa a ser um modo de libertar a tensão”, prossegue. No entanto, no caso das mulheres, “este relaxamento pode ser seguido, na manhã seguinte, de uma tensão adicional”. É o momento da “autocensura, em que o valor narcísico que tiveram na noite anterior é substituído por uma perda narcísica”. De acordo com a psicoterapeuta, algumas mulheres têm a autoperceção de não conseguirem melhor do que aquelas relações puramente sexuais de uma noite.

Independentemente da forma como as mulheres vão gerindo o dia seguinte, a verdade é que estes encontros estão a acontecer com mais regularidade também no universo feminino. No geral, podemos dizer que há mais relações de uma noite porque vivemos mais sozinhos e sem compromissos – há muitas mulheres nesta situação, atualmente –, casamos mais tarde e divorciamo-nos mais e até mais tarde na vida, e porque as relações no geral são mais transitórias, flexíveis. Fernando Mesquita diz que é sobretudo “resultado da sociedade de consumo que dita que quanto mais tivermos, melhor nos vamos sentir”. Mas também o facto de haver cada vez mais pessoas que “não estabelecem relações amorosas e cada vez mais a partilha dos afetos estar diminuída”. Alerta para o facto das relações também já não serem para toda a vida, mas até que as pessoas se sintam felizes nelas. Ana Almeida diz que a sociedade atual “tem um valor supremo que é o individualismo, baseado no gozo e nas necessidades” imediatas. Neste sentido, há cada vez mais pessoas a procurar realizar essa satisfação. “Este tipo de relação [one night stand] satisfaz bem o individualismo porque permite a aproximação, algum grau de intimidade, mas também o afastamento e a manutenção do eu individual”, resume.


PROTEJA-SE!

Fernando Mesquita, especialista em sexologia clínica, deixa alguns conselhos.

. Use preservativo: é a única forma de evitar contrair doenças sexualmente transmissíveis.
. Previna-se contra a Sida e outras doenças muito frequentes, como o herpes e o papiloma vírus (esta pode degenerar em cancro do colo do útero).
. Pondere o risco: ter uma relação com alguém que não se conhece pode influenciá-la a fazer alguma coisa que não queira, como certo tipo de jogos sexuais para os quais não estava preparada.
. Atenção com quem se envolve. Por exemplo, evite ter uma one night stand com um colega de trabalho


Fonte: Texto de Júlia Serrão, Revista Máxima

Só me quer para sexo!




"Só me quer para sexo"


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Estes testemunhos são reais e poderão ajudá-l@ a compreender também os seus problemas...
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(Nota: alguns destes pedidos serão publicados na Revista ANA de forma anónima)


"O meu marido é uma ótima pessoa, mas tenho muitas discussões com ele porque não quer fazer nada em casa, só se lembra de mim para fazer sexo. Não sei o que fazer para que ele comece a cooperar comigo"

R.S. – Barcelos



A nossa resposta

Cara leitora

uma relação amorosa deve servir para os elementos do casal se complementarem.

Compreendo que seja frustrante estar sempre a pedir para partilhar as tarefas domésticas e não se sentir ouvida, porém as discussões, muitas vezes, apenas servem como um braço de ferro que não levam a lado nenhum.

Geralmente, se um dos elementos do casal fica sobrecarregado de tarefas domésticas é porque também não exige um maior esforço ao outro.

Negociar é, em muitas situações, a melhor alternativa. A negociação é um jogo psicológico onde não é importante “o que se pede” mas sim “como se pede”. Procure um momento tranquilo para ter uma conversa sincera com o seu marido. Diga-lhe que como vivem na mesma casa e, já que são os dois a sujá-la, ambos são responsáveis por mantê-la limpa. 

Uma vez que na vida e nos negócios as pessoas tendem a dar menos do que lhes é pedido, o “segredo” está em pedir mais do que quer, pois quanto mais pedir, maiores serão as possibilidades de ele fazer o que pretende.

No seu caso, por exemplo, se quiser que o seu marido despeje o lixo, peça-lhe para ir limpar a sala, arrumar a dispensa, despejar o lixo e ir passear os cães. Não tenha medo de pedir muito mais do que está disposta a aceitar. Se ele lhe disser que não consegue fazer tudo de uma vez, diga-lhe "Ok ... mas pelo menos vai despejar hoje o lixo...".

Pense até que ponto o seu marido não poderá estar a usar a mesma "estratégia" relativamente à vossa frequência sexual?

Obrigado pela sua questão


Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Importante: se tiver alguma questão a colocar deverá enviar mail para: psicologiananet@gmail.com


Clítoris, prazer proibido

   
 
O documentário "Clítoris, Prazer Proibido" explora o órgão cuja única função é proporcionar prazer às mulheres. Médicos, educadores sexuais, estudiosos do comportamento e mulheres em geral dão depoimentos sobre o tema.

Ao longo de séculos, o clítoris conseguiu a façanha de aparecer e desaparecer diversas vezes. O primeiro anatomista a fazer referência a esta parte do corpo feminino foi Ronaldo Columbus, em 1559, quando o descreveu como a "cidade do amor". O filósofo francês René Descartes, 100 anos depois, achou que tivesse feito a descoberta. Para ele, sem o prazer clitoridiano, as mulheres não se submeteriam à maternidade. Mas depois disso, o clitóris caiu no esquecimento por muitos anos, até que em 1884, George Cobald publicou uma série de desenhos que não poderiam mais ser negligenciados pela ciência.

Uma das entrevistadas no documentário é a médica Helen O´Connell, pesquisadora de Melbourne considerada uma das especialistas no clítoris. Ela explica o funcionamento do órgão e afirma que não há um "ponto G". Segundo a entrevistada, o clítoris é maior do que se pensa, e está ligado a todo o orgasmo feminino.
 
 

As mulheres e o orgasmo

 
 
 Estudo revela

"Como as mulheres experienciam o orgasmo"

 

Num estudo, realizado em 2006, foram encontrados alguns dados interessantes sobre a forma como as mulheres experienciam o orgasmo.

- A média de idades com que as mulheres, desta amostra, iniciou a vida sexual, com coito, foi de 16 anos. Porém, em média, só tiveram o primeiro orgasmo aos 18 anos. Cerca de 3% refere nunca ter tido orgasmo.
-  Nas mulheres mais novas (idades entre os 18 e os 24 anos), o primeiro orgasmo foi através da auto masturbação. Nas mulheres mais velhas (idades entre os 66 e os 74 anos), o primeiro orgasmo foi através do coito.

- 57% da amostra referiu ter orgasmo através da penetração vaginal;
- 21% refere que tem dificuldade para ter orgasmo;
- 31% refere que a penetração não tem impacto na qualidade do orgasmo;
- 69% prefere a estimulação do clítoris como forma de masturbação.


 
 
 
 

Serão os homofóbicos homossexuais?

 
 


Pequeno trecho do documentário

Middle Sexes Redefining He and She

 
Neste pequeno vídeo podemos ver um lado menos conhecido da homofobia...

SINOPSE: Baseando numa pesquisa realizada nos anos 90, o documentário Middle Sexes Redefining He and She, exibido pela HBO, constata uma realidade, no mínimo, curiosa: os homofóbicos têm fortes probabilidades de serem gays não assumidos.

Realizada pela Universidade de Georgia, a pesquisa selecionou 64 universitários e dividiu-os em dois grupos: o primeiro com rapazes que mostravam ser homofóbicos e o segundo grupo com rapazes indiferentes à orientação sexual alheia. Em seguida, ambos os grupos assistiram a um filme gay pornográfico. Todos os rapazes foram ligados a aparelhos que medem o nível de excitação sexual. E o resultado foi, no mínimo, curioso: o grupo dos homofóbicos mostrou maiores níveis de excitação sexual com as imagens homoeróticas. Mesmo com a constatação, eles afirmaram não sentir qualquer tipo de excitação com o filme.

GAYS HOMOFÓBICOS

Segundo o psicólogo e terapeuta sexual João Pedrosa, o gay homofóbico ataca os homossexuais e a homossexualidade como forma de esconder sua verdadeira orientação sexual. É comum ouvirmos a afirmação de que o homofóbico é um gay latente. Não podemos generalizar ao afirmar que todos os homofóbicos são gays, mas parece que em muitos casos esta afirmação é verdadeira.

Muitos homossexuais não vivenciam sua homossexualidade, mesmo que clandestinamente, com medo da punição social. Estas pessoas, procuram assim prevenirem-se dos estímulos aversivos que são gerados pela punição à homossexualidade atacando os homossexuais. Esta contra-agressão é um comportamento de esquiva da sua própria orientação sexual. Estes são os homossexuais latentes. Rigidamente, a maioria, reprime a sua homossexualidade ao extremo. Ligam-se a organizações políticas, grupos reacionários ou religiosos que perseguem os homossexuais.

Para este fenómeno, nós psicólogos analistas do comportamento, usamos o termo fazer uma reação, que é quando uma pessoa se empenha num comportamento que é incompatível com o comportamento que tem consequências tanto reforçadoras (sinto vontade de fazer sexo gay) como aversivas (caso faça sexo gay poderei ser descoberto e punido).

O exemplo a seguir ilustra bem este conceito: um alto comandante do exército do Rio de Janeiro era conhecido no quartel pela feroz perseguição aos homossexuais: declarações homofóbicas; piadas de mau gosto; isolamento dos possíveis gays, dentre outros. Até que um dia, uma conhecida revista brasileira publica que este militar foi surpreendido pela polícia fazendo sexo com um rapaz dentro do seu carro numa rua deserta do subúrbio do Rio de Janeiro. Foi um estrondoso escândalo de caserna.

Outro exemplo recente é a do pastor evangélico americano Ted Haggard, conhecido pela sua cruzada contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele foi acusado de fazer sexo com um prostituto.

Fazer uma reação pode ser interpretado, também, como um comportamento que remove estímulos que tornam o comportamento punível provável (não farei sexo gay para não ser descoberto e punido). O comportamento de fazer uma reação funciona como autocontrole. Ao fazer uma reação a pessoa controla a tendência de praticar o sexo homossexual, fazendo campanhas públicas contra os homossexuais. Agindo assim, é pouco provável que pratique o sexo gay e se sua campanha homofóbica ganha destaque e aprovação (é reforçada pela comunidade e média) a vontade de praticar o sexo gay será enfraquecida, mas não eliminada.
 
 

Morreu Virginia Johnson




Morreu Virginia Johnson,

a cientista que ajudou a descobrir a fisiologia do orgasmo

 
Virginia Johnson, que com o seu marido William Masters formou a equipa que revolucionou o estudo da sexualidade a partir do final da década de 1950, morreu aos 88 anos, em Saint Louis (EUA), foi anunciado esta quinta-feira pelo seu filho.

O ginecologista e obstetra William Masters contratou-a para a Universidade Washington em Saint Louis em 1957, quando ela tinha 30 anos, para poder desenvolver os seus estudos de larga escala sobre a sexualidade humana. Mais tarde, acabariam por formar um casal (em 1972 casaram-se), e divorciar-se (em 1993), embora continuassem a trabalhar em conjunto.

O estudo da sexualidade humana não estava muito desenvolvido em meados do século XX – a excepção era o trabalho de Alfred Kinsey, na Universidade de Indiana, também nos EUA, que tinha publicado dois livros com a sua investigação sobre a sexualidade masculina e feminina, em 1948 e 1953 – mas os planos de Masters eram ambiciosos. Queria fazer “a maior experiência sexual da história dos Estados Unidos”, relata a Associated Press. A Virginia Johnson cabia o trabalho de analisar os estudos de caso, e fazer as perguntas desconfortáveis.

Entre 1957 e 1965, Masters e Johnson mediram a excitação sexual em seres humanos, em 382 mulheres e 312 homens, em observação directa e com métodos de medição que eles próprios desenvolveram. Fizeram uma série de descobertas em termos fisiológicos e anatómicos: descreveram os mecanismos da lubrificação vaginal e do orgasmo, afastando a ideia de que o orgasmo vaginal (durante uma relação sexual) seria diferente do clítorico (durante a masturbação).

Descobriram também que as mulheres podem ter vários orgasmos, pois não têm, como os homens, um período em que não conseguem ejacular. Foram também os primeiros investigadores a descrever o fenómeno das contracções rítmicas do orgasmo em ambos sexos, medindo a velocidade e a intensidade com que se repetem.

Uma herança duradoura da investigação de Masters e Johnson na ciência da sexualidade humana foi a determinação de que os seres humanos sentem os orgasmos de forma semelhante e que a excitação sexual pode ser descrita em quatro fases distintas: fase de excitação, de plateau, orgásmica e de resolução. Masters e Johnson publicaram a sua investigação em livros que se tornaram clássicos: Human Sexual Response e Human Sexual Inadequacy, publicados em 1966 e 1970.

Foram best-sellers, menos polémicos que o trabalho de Kinsey, mas mesmo assim denunciados por “porem a tónica na mecânica sexual e não no compromisso amoroso com um parceiro e por não condenarem a actividade homossexual”, recordou o New York Times em 2001, quando morreu William Masters.

Surgiram também algumas críticas ao trabalho, por exemplo a que de algumas das mulheres que participaram nos estudos eram prostitutas, pelo que as suas atitudes face ao sexo seriam diferentes das de outras mulheres. Também polémico foi o programa que o Instituto Masters e Johnson teve entre 1968 e 1977 para converter homossexuais ou curar a homossexualidade. Esse programa reportou uma taxa de sucesso de 71,6% durante um período de seis meses. Mas em 2009, numa biografia sobre o casal de cientistas intitulada Masters of Sex e num artigo na revista Scientific American, o seu autor Thomas Maier sugeriu que “Virginia Johnson tinha grandes reservas sobre este programa e suspeitava de que estes resultados teriam sido manipulados por William Masters”.

Este livro, Masters of Sex, está a ser transformado numa série de televisão do canal de cabo norte-americano Showtime, com data de estreia prevista para 29 de Setembro.

Fonte: Texto de Clara Barata, 25 julho 2013, Publico Ciência
 

Abuso sexual de menores


Como proceder perante um possível caso de abuso sexual?
A pessoa a quem a vítima confia a sua experiência tem obrigação de:
- Acreditar na criança
- Ouvir com calma e sem dramatizar
- Dar-lhe apoio emocional
- Usar as palavras da criança ao falar com ela
- Transmitir confiança
- Dizer-lhe que não tem culpa
- Fazer-lhe sentir-se orgulhoso/a por ter feito a confidência
- Expressar afecto
- Falar do que aconteceu e do agressor
Na escola, deve contactar o/a Director/a de Turma, o Conselho Executivo, o Director/a de Escola ou Coordenador/a de Estabelecimento.
Fora da escola, deve comunicar o abuso à Família ou a uma das instituições seguintes:
- Centro de Saúde
- Comissão de Protecção de Menores - Tel: 21 311 49 00
- Polícia Judiciária
Uma informação do Ministério da Educação
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Love Dolls

Bonecas de silicone "substituem" mulheres reais

Apesar do seu elevado preço (cerca de 7.000,00 €), as Love Dolls, ou "bonecas do amor", estão a entrar na moda, pelo menos no Japão e nos Estados Unidos.

Estas bonecas são a encarnação moderna das velhas bonecas insuflaveis. No Japão, o negócio cresceu tanto que já foi criada uma revista especializada sobre o tema, a "I-dolid". Numa dessas publicações, é referido que, além do crescente numero de vendas das "love dolls", já existem algumas "inovações" que incluem, por exemplo, alugar quartos e serviços de "acompanhantes", para os que querem ter sexo com estas bonecas.

Num vídeo divulgado pela agência Reuters podemos ver um homem de 45 anos, no Japão, que já gastou cerca de 150 mil euros, em mais de 100 bonecas. "As mulheres de verdade podem trair, estas são 100% minhas", declara o cidadão.




Mas não é só no oriente que a moda pegou. Nos Estados Unidos, a empresa Real Doll vende estas bonecas, por cerca de US$ 6500. Um documentário de 2006, do Chanel 5 americano, refere que existem pelo menos 3 mil bonecas, deste tipo, por todo o planeta. Em 1996, a tal empresa resolveu investir no negócio e hoje vende cerca de 400 modelos por ano, para o mundo todo.

Um dos entrevistados, do documentário, diz que tinha dificuldade nas relações com as mulheres reais e que a boneca veio completar sua vida. "Ela fica 99% do tempo dentro do meu quarto e os meus pais não aceitam que eu tenha uma namorada que não é viva. Mas ela é a minha âncora e sei que estaremos sempre presentes um para o outro", diz um deles. Outro assume que o dinheiro pode mesmo comprar o amor e que a boneca melhorou a sua qualidade de vida. "Pelo menos eu não tenho de me preocupar se ela vai engravidar ou se tem algum tipo de doenças", completa.



No site da Real Doll a empresa explica que as bonecas são dotadas de um mecanismo que provoca um vacuo, no seu interior, dando um poderoso efeito de sucção durante o ato sexual. O efeito é maior durante o sexo oral, mas o vaginal e o anal também podem ser realizados. A textura e forma do corpo das bonecas é especialmente desenvolvida para dar uma sensação mais realista possível.


Atualmente, a empresa começa a pensar trabalhar num modelo masculino...


 

Pénis preso

Bombeiros usam serra elétrica para libertar pénis de alemão

Um alemão de 51 anos de idade precisou dos "serviços" dos bombeiros de Ibiza (Espanha), após prender o pénis num brinquedo sexual, fazendo com que fosse necessária uma equipe dos bombeiros, uma serra e duas horas para que finalmente ficasse com o orgão sexual a salvo.

O aparato que, de acordo com o jornal “Diario de Mallorca”, tinha 15 cm de diâmetro e tratava-se de uma espécie de “armadura peniana”. Uma vez que os médicos não conseguiram remover o brinquedo, foi necessária a intervenção dos bombeiros que trouxeram uma serra circular para auxiliar no resgate. Os bombeiros precisaram de duas trocas de bateria e outra lâmina para finalmente libertar a genitália do senhor. O procedimento tornou-se complicado e delicado, já que o pénis estava a “inchar muito”.

Após o procedimento, o alemão, que não quis revelar o nome, ficou em observação no hospital Can Misses e teve alta no dia seguinte.

Pénis pequeno e Musculação

Estudo associa a obsessão pela prática de musculação

 com o tamanho do pénis

Um estudo recente concluíu que os homens se preocupam mais, em relação ao tamanho do pénis, quando se comparam com outros homens do que por causa das parceiras. A competição não fica por aqui, segundo esta pesquisa, para compensar a ideia de terem um pénis pequeno, muitos acabam por ficar obcecados pelo culto do corpo e da musculação.

A doutora Annabel Chan Feng Yi, da universidade de psicologia de Victoria, entrevistou 738 homens entre 18 e 76 anos sobre imagem corporal. A maioria dos entrevistados mostrou-se inseguro em relação ao peso, forma física e tamanho do pénis. Boa parte, dos participantes, admitiu que a principal preocupação com o tamanho do pénis era em relação ao que os amigos pensam, e não tanto em relação às namoradas ou mulheres.

"A preocupação dos homens com o tamanho do pénis pouco tem a ver com o desempenho sexual. Na verdade, tem muito mais a ver com competição com outros homens. A maioria sente insegurança em lugares que outros homens possam ver o seu pénis, como balneários, mas é confiante na cama", refere a autora do estudo.