Ela não quer usar brinquedos sexuais


"Ela recusa usar brinquedos sexuais"

Aqui fica mais um pedido de ajuda de um leitor do nosso BLOG.
Aproveite e dê o seu apoio através de um comentário!

Estes testemunhos são reais e poderão ajudá-l@ a compreender também os seus problemas...
PARTILHE AS SUAS EXPERIÊNCIAS ... AJUDE OS OUTROS !!!

(Nota: alguns destes pedidos serão publicados na Revista ANA de forma anónima)


“Comprei vários acessórios sexuais numa sex-shop e qual não foi o meu espanto quando vi que a minha mulher se recusou a usá-los. Fiquei dececionado e não sei como poderei fazê-la mudar de ideias.”

P.T. - Elvas


A nossa resposta

Caro leitor

os acessórios sexuais podem ajudar a aumentar o prazer sexual e acrescentar novidade e emoção na relação. 

É possível que a sua mulher tenha ficado espantada se comprou esses objetos, sem falar previamente com ela, e os apresentou de “surpresa” durante a relação sexual. Algumas pessoas evitam usar brinquedos sexuais pelo preconceito ou receio de serem “substituídos” pelos mesmos. Tenha uma conversa calma e sincera com a sua mulher e sugira-lhe procurarem “brinquedos sexuais” que sejam do agrado de ambos. 

Quando as pessoas se permitem a explorar a própria sexualidade descobrem que existem outras formas de ter prazer e que os acessórios sexuais podem ser uma ajuda interessante.

Para que a sua mulher se vá habituando a este tipo de materiais, procurem usar acessórios direcionados para outras zonas que não a genital (por exemplo, cremes de massagem, penas para fazer cócegas, velas com aromas, algemas, vendas para tapar os olhos, etc). Até mesmo o vibrador pode ser usado como um massajador para o corpo e não apenas para estimular a zona genital. 

Na maior parte dos casos, o prazer e a excitação devem-se mais ao facto de se estar a experimentar algo diferente do que ao tipo de objetos sexuais. Dê algum tempo à sua mulher para que vá ganhando confiança sexual, pois não faz sentido usar estes “brinquedos” se não estiver confortável com a própria sexualidade.

Obrigado pela sua questão

Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


Veja outras questões dos nossos leitores aqui.
Veja outras respostas nos comentários e aproveite para deixar também a sua ajuda a este leitor.

Importante: se tiver alguma questão a colocar deverá enviar mail para: psicologiananet@gmail.com

Sexo com comida


"Gosto de comer enquanto faço sexo"

Aqui fica mais um pedido de ajuda de um leitor do nosso BLOG.
Aproveite e dê o seu apoio através de um comentário!

Estes testemunhos são reais e poderão ajudá-l@ a compreender também os seus problemas...
PARTILHE AS SUAS EXPERIÊNCIAS ... AJUDE OS OUTROS !!!

(Nota: alguns destes pedidos serão publicados na Revista ANA de forma anónima)


“Tenho uma tendência sexual que acho ser pouco comum:
gosto de comer enquanto faço sexo. Será normal?”


F.S.- Almada


A nossa resposta

Caro leitor,

no mundo diversificado da sexualidade, podemos encontrar uma imensidão de comportamentos. Alguns são mais comuns do que outros mas, só por serem diferentes, não significa necessariamente que sejam errados.

Não é raro que a comida entre nos jogos sexuais dos casais ou até que seja usada como afrodisíaco. Visto que os alimentos não fazem parte do acto sexual em si, não é frequente que as pessoas dependam de comer para sentirem prazer sexual.

Se este tipo de comportamento é obsessivo, ou se só consegue ter prazer sexual desta forma, é possível que tenha esse fetiche. Muitos fetichistas não conseguem ter desejo, excitação e prazer se o objecto de desejo, que no seu caso é comer enquanto faz amor, não estiver presente durante a relação sexual.

Se considera que este pode ser o seu caso, se isso o incomoda e se está a interferir na sua vida amorosa e/ou relacional, será importante recorrer uma terapia sexual de forma a dessensibilizar essa dependência.

Obrigado pela sua questão

Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


Veja outras questões dos nossos leitores aqui.
Veja outras respostas nos comentários e aproveite para deixar também a sua ajuda a este leitor.

Importante: se tiver alguma questão a colocar deverá enviar mail para: psicologiananet@gmail.com

"Colchão conchinha" o Colchão dos casais apaixonados

 
O "colchão conchinha" é uma criação que promete facilitar a vida dos casais apaixonados que gostam de dormir agarradinhos na posição "conchinha", mas que acabam por desistir desse romantismo por ficarem rapidamente com os braços dormentes.

Segundo parece, uma fábrica de colchões está disposta a colocar fim a este problema. Com vários cortes na espuma e compartimentos separados por três polegadas, o colchão permite, segundo a fabricante, aguentar a posição por mais tempo, sem que o peso atrapalhe a circulação sanguínea e provoque a sensação de formigueiro.


 O “Colchão Conchinha” ou Cuddle Mattress ainda não começou a ser comercializado e está a ser testado para poder ser colocado à venda no mercado. O seu criador afirmou, em 2007, que o seu produto ajudará na manutenção das relações. “O abraço é a ligação mais íntima entre os seres humanos e, com a invenção, o casal pode ficar mais tempo junto sem que o braço fique dormente”.
 
Fonte: mistureba

Sexo ou Chocolate ?


"Será possível gostar mais de chocolate do que de sexo?"

Aqui fica mais um pedido de ajuda de uma leitora do nosso BLOG.
Aproveite e dê o seu apoio através de um comentário!

Estes testemunhos são reais e poderão ajudá-l@ a compreender também os seus problemas...
PARTILHE AS SUAS EXPERIÊNCIAS ... AJUDE OS OUTROS !!!

(Nota: alguns destes pedidos serão publicados na Revista ANA de forma anónima)


“Há dias, em conversa com amigas, descobri que todas elas preferiam comer chocolate, a ter uma noite de sexo. Achei impressionante e fiquei na dúvida o que faria levar a esta preferência.”

C.M.- Guimarães


A nossa resposta

Cara leitora,

a preferência das suas amigas não é muito diferente da verificada em diversos estudos. Quando questionadas sobre o que consideram irresistível, cerca de 80% das mulheres, refere o chocolate, relegando o sexo para um modesto 5º lugar!

O chocolate possui compostos como a dopamina, a serotonina e a feniletilamina que são substancias produzidas também ao longo da resposta sexual, particularmente na fase de orgasmo, e que proporcionam uma sensação de bem-estar. Esta é a razão porque, muitas vezes, o chocolate serve de compensação nos desgostos amorosos e como afrodisíaco, ou parte dos jogos de sedução, nos casais. No entanto, o chocolate não substitui o prazer sexual e apesar da sua ingestão provocar o aumento de concentração de feniletilamina no sangue, dificilmente atingirá o patamar de prazer e bem-estar provocado por um orgasmo.

Embora numa fase inicial, as sensações provocadas pelo chocolate possam substituir a falta de sexo, pois a feniletilamina controla a passagem da fase do desejo sexual para a fase seguinte, da emoção e do afeto propriamente dito, o organismo desenvolve tolerância aos efeitos da feniletilamina e, com o passar do tempo, torna-se necessária uma maior quantidade do composto para provocar o mesmo efeito. A menos que estas pessoas passem a consumir “doses industriais” de chocolate nunca ficarão saciadas. Esta substância tem um efeito de tal forma positivo no corpo que pode víciar. Além disso interfere na mesma zona cerebral que a cocaína e a heroina.

Cara leitora apesar de tudo o que foi dito, aqui para nós, será que os resultados destes estudos, e a conversa das suas amigas, não está influenciada por aspetos culturais onde, infelizmente, a ideia que a mulher deve controlar os seus impulsos sexuais ainda permanece?

Obrigado pela sua questão

Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


Veja outras questões dos nossos leitores aqui.
Veja outras respostas nos comentários e aproveite para deixar também a sua ajuda a este leitor.

Importante: se tiver alguma questão a colocar deverá enviar mail para: psicologiananet@gmail.com

Técnica de Kung-Fu Sexual para Retardar a Ejaculação


Esta técnica é praticada na China há mais de cinco mil anos e ajuda a bloquear a ejaculação. É tão simples e fácil que pode ser praticada rapidamente por qualquer pessoa.

O método consiste em pressionar o períneo (ponto intermédio entre o ânus e os testículos - veja ponto vermelho na imagem), com os três maiores dedos da mão, poucos segundos antes da ejaculação.

Embora seja aprendida facilmente, esta técnica requer alguma prática de coordenação, por isso, não se preocupe se não conseguir bons resultados nas primeiras tentativas.

Como fazer esta técnica:

1º - Identifique a zona do períneo (zona vermelha na imagem);
2º - Use os três dedos maiores da mão (indicador, médio e anelar) para pressionar o períneo moderadamente, ou seja, nem com muita força nem muito levemente;
3º - O dedo médio deve pressionar com mais intensidade;
4º - O bloqueio deve ser feito alguns segundos antes de sentir que está prestes a ejacular e não quando sente que já não consegue controlar a ejaculação.


Importante: deixe de fazer este exercício se de alguma forma sentir dor ou desconforto.


Já experimentou esta técnica? Então partilhe a sua experiência com os nossos leitores...


Técnica do Sexo Oral dos Deuses

Esta técnica deverá ser aplicada durante o sexo oral a uma mulher. O que a torna tão excitante? É que desta forma a mulher terá uma sensação muito diferente daquela que experimenta quando a língua é usada de cima para baixo. Corresponde a uma subtil e geométrica mudança na movimentação da língua de quem está a fazer sexo oral. Para tal deverão ser dados os seguintes passos:
  1. A mulher que vai receber sexo oral deverá deitar-se de costas num local confortável, com os joelhos bem dobrados e com os dois pés firmemente apoiados.

  2. Quem vai fazer sexo oral deverá levar a cabeça até à zona genital da parceira e girar o corpo até ficar numa posição perpendicular a ela.

  3. Deverá então começar a sugar levemente o clítoris, com movimentos da esquerda para a direita.
Importante: se começar a sentir alguma dor ou desconforto peça ao/à parceir@ para parar.

Já experimentou esta técnica? Então partilhe a sua experiência com os nossos leitores...


Sexsomnia - sexo a dormir


"É normal não se lembrar que fizemos amor?"

Aqui fica mais um pedido de ajuda de uma leitora do nosso BLOG.
Aproveite e dê o seu apoio através de um comentário!

Estes testemunhos são reais e poderão ajudá-l@ a compreender também os seus problemas...
PARTILHE AS SUAS EXPERIÊNCIAS ... AJUDE OS OUTROS !!!

(Nota: alguns destes pedidos serão publicados na Revista ANA de forma anónima)


“O meu marido fica excitado enquanto dorme. Por vezes até fazemos amor, mas quando acorda ele não se lembra de nada. É normal acontecer?”

R.A. - Portimão

A nossa resposta

Cara leitora

embora seja uma condição rara, existem pessoas que sofrem de uma perturbação do sono, que as leva a ter relações sexuais, enquanto dormem, chamada de “sexsomnia”. Geralmente, estas pessoas não sabem o que aconteceu até serem confrontadas pelas evidências ou por outra pessoa. Os comportamentos podem ir da masturbação até ao ato sexual em si.

Num estudo realizado, no Canadá, verificou-se que 1 em cada doze pacientes com vários distúrbios do sono (ou seja, não apenas sexsomnia) já tinham tido relações sexuais enquanto estavam a dormir, sem terem consciência das suas ações (a chamada parasomnia).

Outras desordens desta categoria incluem o sonambulismo, os pesadelos nocturnos e bruxismo (ranger dos dentes). As pessoas com sexsomnia costumam ter uma ou mais destas desordens. O tratamento pode implicar o uso de máquinas para a apneia do sono e alguma medicação.

Obrigado pela sua questão
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


Veja outras questões dos nossos leitores aqui.
Veja outras respostas nos comentários e aproveite para deixar também a sua ajuda a este leitor.

Importante: se tiver alguma questão a colocar deverá enviar mail para: psicologiananet@gmail.com




"Como fazer um bebé"

 
O fotógrafo canadiano Patrice Laroche certamente não vai ter problemas para explicar aos seus filhos como nascem os bebés. Durante a gravidez da sua esposa Sandra, o artista criou uma série de fotos intitulada "Como Fazer Um Bebé". O casal realizou o seu projecto durante toda a gravidez, com fotos exactamente no mesmo lugar.



Porém, nem tudo foram explosões e gargalhadas. Patrick perdeu os óculos de sol numa das viagens e foi obrigado a sacrificar a continuidade conceptual à quarta foto. A mulher também teve de se descalçar, pois já não aguentava as botas por ter os pés inchados.

As primeiras quatro fotos foram obtidas com o temporizador marcado para os dez segundos, mas as últimas duas – com a bebé Justine – tiveram de ser tiradas por um amigo.

Mas que interessam esses detalhes quando o resultado é espirituoso e cheio de humor?

Patrice partilhou a sequência no Facebook e o sucesso foi estrondoso. Aconteceu então o habitual quando algo se torna viral na Internet: os media tradicionais repararam e fizeram uma reportagem. Pouco menos de um ano depois da primeira foto ser tirada (27 de dezembro de 2011), o pai babado foi contactado por Steve Robson, correspondente do Daily Mail em Nova Iorque, interessado em apurar a história.

A peça foi publicada a 8 de dezembro, as fotos tornaram-se mundialmente conhecidas e estes momentos de felicidade e orgulho do casal são agora do domínio público

Nota: Isto explica porque é que a natalidade está a diminuir em Portugal. É que em 90% dos postos de combustível a bomba de ar está avariada!
 
Fonte: bitaites.org

One night stand - disponiveis para o sexo




Os anglo-saxónicos chamam-lhe one night stand.

Nós dizemos que são relações que se consomem no ato sexual. Em Portugal, há cada vez mais mulheres a ter esta experiência. Outras, a encarar a possibilidade de ter uma.

E você? 


Quando saiu de casa de manhã bem cedo para apanhar o avião, nada fazia prever que iria ter um encontro sexual com um desconhecido. Divorciada recente, Maria S., 37 anos, apenas desejava distrair-se um pouco com aquela viagem de trabalho. Mas “o destino”, como ela diz, trocou-lhe as voltas, e um dia depois de chegar a Paris, após um jantar que juntou vários desconhecidos, viu-se a caminho do hotel com um homem que acabara de conhecer. “Ainda hoje não sei muito bem o que aconteceu!… Falámos tão pouco e, de repente, tudo ficou erotizado, era só desejo. Tive a minha one night stand… E confesso que adorei!”

Nem todas as “relações-relâmpago”, conforme lhes chamam alguns, têm estes contornos cinematográficos, mas há cada vez mais mulheres portuguesas a experienciá-las. Por vezes até mais do que uma vez. E as que nunca a viveram colocam agora essa hipótese com naturalidade. Por fim, há as que a procuram como uma “solução viável”. É o caso de Raquel F., 42 anos. “Quando não tenho ninguém e quero envolver-me sexualmente vou à discoteca. É um ambiente propício para este tipo de relacionamento”, diz.

Afinal, o que está a mudar na sociedade de forma a modificar o comportamento feminino em matéria de sexo ocasional? Deixando-se guiar pelo desejo, onde ficam as emoções?

Na one night stand, “a parte emocional ou afetiva não existe, nem é esse o objetivo”, esclarece Fernando Mesquita, terapeuta especializado em sexologia clínica. O objetivo “é fundamentalmente o prazer sexual, não há partilha de afetos”. Por isso, se os envolvidos não souberem o nome um do outro, ou a história de vida de cada um, também não há problema. Garante que faz parte do jogo.

O mistério da one nignt stand é o mistério do outro, de nada se saber sobre ele. Ora, isso é profundamente excitante! É pura adrenalina! Desvendado o enigma, perde-se o interesse. O especialista em sexologia compara esta situação com a das crianças pelo Natal, a querer abrir os presentes todos: “Depois que os desembrulham e descobrem o que lá está dentro, já não têm nada para saborear ali” e, por vezes, abandonam-nos.




A vontade de se sentirem desejadas leva muitas mulheres a procurar este tipo de relação.

O objetivo é a satisfação imediata. Mas, segundo Fernando Mesquita, isso não invalida que o flirt que antecede o ato não seja agradável. “Ao contrário do que acontece no blind date, na one night stand existe um jogo de sedução entre a presa e o caçador”, esclarece o terapeuta, acrescentando que as personagens podem mudar alternadamente os papéis.

Ana Almeida, psicoterapeuta, diretora da Clínica de Psicologia Psicronos, defende a existência de vários tipos de one night stand. “Um que é mais de engate. Homens e mulheres saem para a noite já com uma predisposição para este tipo de experiência”, diz. Se as coisas correm como o esperado, o engate acontece e dá-se a consumação do ato. E há só sexo. É uma forma de ‘relação-relâmpago’, “um pouco inebriante, que é muitas vezes acompanhada de consumo de álcool ou de drogas”. Aliás, estes são considerados fatores facilitadores da one night stand. E há outra forma de encontro que “é mais calculada e, eventualmente, mais viciante que é a conquista que se faz em sites de encontros”, onde a pessoa tem “uma espécie de catálogo de homens e mulheres que vai podendo selecionar até encontrar alguém com quem marca um encontro, o qual a maior parte das vezes se esgota num único momento sexual”. Ana Almeida explica que neste caso há uma pseudorrelação mínima que se vai desenrolando entre o início do contacto na Internet e o início do flirt. E que a espera gera “uma expectativa ansiosa” de ver como o outro é “no contexto sexual”. Depois, claro, usufrui-se o que há e fica-se por aí mesmo.

No primeiro tipo de one night stand, o desconhecimento do outro é maior. O segundo pode ser mais viciante. Pelo menos é o que garante Ana Almeida sublinhando que neste último, quando se ‘vai para a cama’ com o outro, “já há uma noção mínima” de quem ele é. A personagem dele “é sustentada em impressões vagas” que se foram captando pela Net. O ‘engate’ presencial, ao contrário do ‘engate’ pela Internet, tem uma forte componente de comunicação corporal. A química é imediata e a personalidade do outro “é sustentada sobre a visualização”. Ambos os tipos têm uma dose de desconhecido muito forte, e de perigo, pelo que correr o risco de ter este tipo de relações é “quase como aderir a um desporto radical: gera adrenalina”.

Mas se é verdade que o sexo pode levar ao amor, até que ponto não haverá nestes atos uma tentativa inconsciente de encontrar um parceiro para a vida? Fernando Mesquita concorda que se corre esse risco, mas assegura que “o risco de vir a sofrer também é maior”, pois enquanto uma das pessoas pode alimentar essa esperança, a outra pode estar interessada apenas na relação puramente sexual.

Para Ana Almeida, uma única one night stand está longe de se transformar numa relação duradoura. O risco está na reincidência desse comportamento. “Quando o encontro sexual é bom, com um erotismo muito forte, as duas pessoas podem querer repetir”, diz, explicando que é por isso que alguns indivíduos têm uma espécie de limite autoimposto de que uma one night stand é o limite. “Esta relação é também muito defensiva.”

Afinal, que tipo de sexo se faz numa relação de uma noite? É mais físico? Onde ficam os afetos? Fernando Mesquita diz que este tipo de relação geralmente permite jogos sexuais que não se praticam numa relação afetiva, funcionando mais como “uma descarga”. Para Ana Almeida, a ‘relação-relâmpago’ é o tipo de “experiência dominantemente sensorial”. Mas depende sempre das pessoas envolvidas. Se uma está muito carente do ponto de vista afetivo, pode tirar alguma “vivência afetiva” mesmo deste tipo de relação. “E pode sentir que o contacto pele a pele, o beijo, minimiza aquilo que ela sente como o seu grande nível de carência”, que pode não ser de sexo, mas de carícias, por exemplo. Isto é mais evidente nas mulheres. “Logo, o que elas retiram de uma relação sexual não é tanto o gozo orgástico, mas o efeito colateral inerente à própria sexualidade”, diz a psicoterapeuta, explicando que muitas mulheres emocionalmente carentes utilizam o sexo como um meio de terem “um benefício afetivo”, mesmo sabendo que o homem não vai querer “nada para além dessa relação fugaz”. Podem ser solteiras e casadas, sendo que estas últimas “não querem mesmo uma intromissão masculina muito grande”.

Em Vergonha, o filme de Steve McQueen que passou recentemente nas salas de cinema, o protagonista também receia as intromissões femininas. O bem-sucedido trintão, defendido por Michael Fassbender, vive no limite entre o medo incontrolável de intimidade e uma obsessão de sexo, que o lança em constantes encontros ocasionais com pessoas que não conhece. Como resultado, Brandon acaba por perder o controlo sobre a sua vida e a sua sexualidade.

Felizmente, a saga dos normais one night stands é bem mais banal.

Fernando Mesquita lembra que muitos destes atos sexuais pontuais são seguidos de consumos de substâncias, “o que faz com que as exigências em termos de parceiro possam diminuir”. E quanto mais a noite avança, “menor também é a escolha” – há menos pessoas nesses ambientes de divertimento. Por outro lado, os consumos podem aumentar o grau de excitabilidade – “perde-se a timidez, vai-se estando mais liberto para as tais aventuras”. No caso dos homens, o consumo de álcool inicialmente pode ser facilitador, mas em excesso torna-se um problema.

As mulheres podem sentir-se desejáveis, mas esquecem-se que os padrões de exigência desses homens também estão mais baixos devido ao consumo, sublinha o especialista em sexologia.

No dia seguinte, as reações masculinas e femininas também tendem a distanciar-se, concordam os dois especialistas. Eles têm tendência a acordar e sentirem-se bem com a relação, muitas delas sentem-se usadas e algumas admitem vergonha e culpa. É claro que isso não invalida que venham a ter novas relações de uma noite.

De acordo com Ana Almeida, o desejo de se sentirem desejadas leva muitas mulheres a procurar este tipo de relação, mesmo quando têm um compromisso com um namorado ou um marido. Basta que não sintam este desejo revelado pelo parceiro.

“Muitas das vezes o sexo é ansiolítico. Há homens e mulheres que utilizam a atividade sexual como se usa a ginástica, passa a ser um modo de libertar a tensão”, prossegue. No entanto, no caso das mulheres, “este relaxamento pode ser seguido, na manhã seguinte, de uma tensão adicional”. É o momento da “autocensura, em que o valor narcísico que tiveram na noite anterior é substituído por uma perda narcísica”. De acordo com a psicoterapeuta, algumas mulheres têm a autoperceção de não conseguirem melhor do que aquelas relações puramente sexuais de uma noite.

Independentemente da forma como as mulheres vão gerindo o dia seguinte, a verdade é que estes encontros estão a acontecer com mais regularidade também no universo feminino. No geral, podemos dizer que há mais relações de uma noite porque vivemos mais sozinhos e sem compromissos – há muitas mulheres nesta situação, atualmente –, casamos mais tarde e divorciamo-nos mais e até mais tarde na vida, e porque as relações no geral são mais transitórias, flexíveis. Fernando Mesquita diz que é sobretudo “resultado da sociedade de consumo que dita que quanto mais tivermos, melhor nos vamos sentir”. Mas também o facto de haver cada vez mais pessoas que “não estabelecem relações amorosas e cada vez mais a partilha dos afetos estar diminuída”. Alerta para o facto das relações também já não serem para toda a vida, mas até que as pessoas se sintam felizes nelas. Ana Almeida diz que a sociedade atual “tem um valor supremo que é o individualismo, baseado no gozo e nas necessidades” imediatas. Neste sentido, há cada vez mais pessoas a procurar realizar essa satisfação. “Este tipo de relação [one night stand] satisfaz bem o individualismo porque permite a aproximação, algum grau de intimidade, mas também o afastamento e a manutenção do eu individual”, resume.


PROTEJA-SE!

Fernando Mesquita, especialista em sexologia clínica, deixa alguns conselhos.

. Use preservativo: é a única forma de evitar contrair doenças sexualmente transmissíveis.
. Previna-se contra a Sida e outras doenças muito frequentes, como o herpes e o papiloma vírus (esta pode degenerar em cancro do colo do útero).
. Pondere o risco: ter uma relação com alguém que não se conhece pode influenciá-la a fazer alguma coisa que não queira, como certo tipo de jogos sexuais para os quais não estava preparada.
. Atenção com quem se envolve. Por exemplo, evite ter uma one night stand com um colega de trabalho


Fonte: Texto de Júlia Serrão, Revista Máxima

Só me quer para sexo!




"Só me quer para sexo"


Aqui fica mais um pedido de ajuda de uma leitora do nosso BLOG.
Aproveite e dê o seu apoio através de um comentário!

Estes testemunhos são reais e poderão ajudá-l@ a compreender também os seus problemas...
PARTILHE AS SUAS EXPERIÊNCIAS ... AJUDE OS OUTROS !!!

(Nota: alguns destes pedidos serão publicados na Revista ANA de forma anónima)


"O meu marido é uma ótima pessoa, mas tenho muitas discussões com ele porque não quer fazer nada em casa, só se lembra de mim para fazer sexo. Não sei o que fazer para que ele comece a cooperar comigo"

R.S. – Barcelos



A nossa resposta

Cara leitora

uma relação amorosa deve servir para os elementos do casal se complementarem.

Compreendo que seja frustrante estar sempre a pedir para partilhar as tarefas domésticas e não se sentir ouvida, porém as discussões, muitas vezes, apenas servem como um braço de ferro que não levam a lado nenhum.

Geralmente, se um dos elementos do casal fica sobrecarregado de tarefas domésticas é porque também não exige um maior esforço ao outro.

Negociar é, em muitas situações, a melhor alternativa. A negociação é um jogo psicológico onde não é importante “o que se pede” mas sim “como se pede”. Procure um momento tranquilo para ter uma conversa sincera com o seu marido. Diga-lhe que como vivem na mesma casa e, já que são os dois a sujá-la, ambos são responsáveis por mantê-la limpa. 

Uma vez que na vida e nos negócios as pessoas tendem a dar menos do que lhes é pedido, o “segredo” está em pedir mais do que quer, pois quanto mais pedir, maiores serão as possibilidades de ele fazer o que pretende.

No seu caso, por exemplo, se quiser que o seu marido despeje o lixo, peça-lhe para ir limpar a sala, arrumar a dispensa, despejar o lixo e ir passear os cães. Não tenha medo de pedir muito mais do que está disposta a aceitar. Se ele lhe disser que não consegue fazer tudo de uma vez, diga-lhe "Ok ... mas pelo menos vai despejar hoje o lixo...".

Pense até que ponto o seu marido não poderá estar a usar a mesma "estratégia" relativamente à vossa frequência sexual?

Obrigado pela sua questão


Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


Veja outras questões dos nossos leitores aqui.
Veja outras respostas nos comentários e aproveite para deixar também a sua ajuda a este leitor.

Importante: se tiver alguma questão a colocar deverá enviar mail para: psicologiananet@gmail.com