Kama-Sutra: A união apoiada



Esta posição também é conhecida como "A Videira" pela forma como a mulher "enrosca" a perna dela à do parceiro.

Para realizar esta posição o casal deverá estar em pé. A mulher encosta-se a uma parede, levantando uma perna para ajudar o parceiro a penetrá-la. O homem segura e eleva uma das coxas da parceira, usando-a para direccionar os movimentos da penetração.

Quanto mais a mulher elevar a perna mais profunda será a penetração.

Caso desejem uma penetração ainda mais profunda, a mulher deve enroscar a perna que está suspensa, na coxa do parceiro. O homem garante o equilíbrio ficando com as pernas ligeiramente afastadas.

Notas:
  • Esta posição é uma das favoritas para as "rapidinhas", pois não é necessário tirar as roupas totalmente.
  • Pode ser complicado fazer esta posição se tiverem alturas muito diferentes. Se surgirem dificuldades em alcançar a posição, experimentem inicialmente com a mulher sentada.

Importante: diga ao/à parceir@ para deixar de fazer este exercício se de alguma forma começar a sentir dor ou desconforto.

Já experimentou esta posição? Então partilhe a sua experiência com os nossos leitores...


Veja mais posições em:

* Kama-Sutra

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São compatíveis na cama?



As pessoas conhecem-se apaixonam-se e iniciam uma relação; mas são compatíveis na cama? Gostam de fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo, ou têm estilos sexuais muito diferentes?

Procure responder sinceramente às seguintes questões e fique a saber...

1) Diria que a sua libido e a do seu parceiro/a são:

a) Praticamente iguais
b) Há algum desequilíbrio, mas sem importância
c) Há um desequilíbrio que poderá causar problemas

2) O seu parceiro/a mostra interesse em sexo anal. Como reage?

a) Acha uma boa ideia, pois interessa-lhe experimentar
b) Sente-se insegura/o mas disposta/o a experimentar
c) Diz-lhe que não está interessado/a

3) O seu parceiro/a sugere que desempenhem determinados papéis para fazer amor de uma forma diferente. Como reage?

a) Veste a roupa e desempenha um papel sensual
b) Concorda em desempenhar o seu papel, mas rejeita o uso de roupa/adereços
c) Acha uma péssima ideia. Prefere ser igual a si próprio/a

4) O seu parceiro/a diz obscenidades quando fazem amor. Como reage?

a) Adora a ideia e retribui
b) Acha que até é divertido
c) Acha embaraçoso

5) A sua posição sexual favorita é:

a) A mesma do seu parceiro/a
b) Diferente, mas ele/ela também gosta da sua
c) Diferente da do seu parceiro/a e ele/ela tenta evitá-la

6) No que toca ao sexo oral, o seu parceiro/a:

a) Dá-lhe prontamente todo o que deseja
b) Surpreende-o/a de vez em quando, e gostaria de mais
c) Necessita de muito incentivo

7) A duração dos preliminares que o seu parceiro/a aprecia é:

a) Exactamente a mesma que satisfaz as suas necessidades: está sempre pronto/a para o sexo no momento exacto
b) Ligeiramente diferente das suas necessidades, mas as divergências são ultrapassadas
c) Totalmente diferentes das suas necessidades. Um está sempre muito mais adiantado

8) Quando o seu companheiro/a o/a masturba, o que faz?

a) Fica deitado/a a gozar aquela sensação maravilhosa
b) Tem prazer, mas guia a mão dele/a, às vezes, para obter maior eficácia
c) Coloca a sua mão sobre a dele/a para sair tudo bem

9) Quando se trata de comandar as operações na cama:

a) Ambos intervêm, dependendo da disposição
b) Um lado é mais activo, mas não há problema
c) O desequilíbrio é de tal ordem que torna o sexo menos agradável

10) Os orgasmos que tem com o seu companheiro/a são:

a) Fantásticos e garantidos
b) Geralmente bastante bons
c) Bons... quando ocorrem

11) Apetece-lhe experimentar fazer amor de pé. O seu parceiro/a:

a) Excitadíssimo/a encosta-o/a à parede
b) Quer experimentar
c) Sugere outra posição da sua preferência

12) Gosta de fazer amor:

a) Em qualquer altura
b) Nem sempre às mesmas horas que o seu companheiro/a
c) A horas diferentes do seu companheiro/a

13) As posições que mais gostam são:

a) Muitas e variadas
b) Previsíveis mas satisfazem
c) Previsíveis e monótonas

14) Quando se trata de discutir a vossa vida sexual:

a) Acha fácil falar com o seu companheiro/a
b) Fala apenas quando há um problema
c) Acha difícil falar com o seu companheiro/a



RESPOSTAS

Se deu mais respostas (A) - São um casal perfeito. Dão-se bem e não têm qualquer problema em falar sobre sexo ou em experimentar coisas novas. É uma relação equilibrada, com muita variedade, e há disponibilidade, de parte a parte, para dar resposta às necessidades sexuais um do outro. Ambos são pessoas seguras e conseguem comunicar honestamente. Cada um conhece bem o corpo do parceiro e podem contar um com o outro para que o sexo continue a satisfazê-los plenamente.

Se deu mais respostas (B) - Formam um belo par e gozam uma vida sexual satisfatória, embora pudessem trabalhar um pouco mais no sentido de "apimentar" as coisas de vez em quando. Estão dispostos a aceitar novos desafios e preocupam-se com as necessidades um do outro. Contudo, se conversarem sobre os vossos desejos sexuais e destinarem mais tempo para estarem verdadeiramente juntos, melhorarão o que acontece na cama. Possivelmente, a iniciativa no sexo está um pouco desequilibrada. Se for esse o caso, tentem funcionar à vez e quem estiver um pouco nervoso (seja um ou o outro) em breve se tornará mais confiante.

Se deu mais respostas (C) - Esta relação tem possibilidades, mas precisam de falar sobre sexo e perceber o que cada um procura quando faz amor. Se a relação estiver no início, não há motivo para não se esforçarem no sentido de virem a conseguir uma vida sexual mutuamente satisfatória. Talvez sejam as vossas inibições que estão a interferir. Dediquem algum tempo para falarem dos vossos medos e necessidades. O estabelecimento de uma relação sexual confiante pode levar vários meses até descobrirem o que realmente funciona convosco.


Adaptado do original de Anne Hooper, SEXO perguntas e respostas, Editora Civilização


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Como reduzir as inibições?


Os problemas sexuais surgem, muitas vezes, em consequência de certas inibições. As mais comuns incluem:

  • Preocupação com os odores corporais;
  • Não querer ser visto nu/nua;
  • Ansiedade em relação a determinadas partes do corpo;
  • Nervosismo a propósito de certo comportamento sexual (por exemplo, sexo oral);
  • Sentir-se demasiado exposto/a durante o sexo

A Terapia Sexual, com base numa intervenção Cognitiva e Comportamental, procura ajudar as pessoas a superarem estas, e outras, inibições. Para esse efeito, é proposto que a pessoa, com estas dificuldades, se vá expondo à fonte de inibição, numa série de passos controlados. Por exemplo, alguém que fica nervoso por fazer amor com as luzes acesas poderá começar por experimentar iluminar o quarto com uma única vela. Quando se sentir mais confortável, a luz pode ser aumentada para várias velas, depois para um candeeiro de cabeceira e, finalmente, para uma luz mais forte. A ideia é ir ganhando confiança progressivamente e, sempre que a pessoa se sentir insegura numa determinada fase, volta simplesmente à anterior até ficar mais à vontade.


A Terapia Comportamental recorre também a outras técnicas para a descontracção, como exercícios de relaxamento muscular e respiração profunda.


Adaptado do original de Anne Hooper, Sexo - perguntas e respostas, Civilização Editores


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Perguntas & Resposta - Problemas na Erecção

"Perco a erecção quando vou penetrá-la..."

Boa tarde,

Gostaria de expor a minha situação para que analisem e me digam o que se passa comigo!

Tenho 21 anos e namoro com a mesma pessoa há mais de um ano. Desde que começámos a namorar até a data foi tudo normal, gostamos os dois bastante de sexo e praticávamos com regularidade, mais que 2 vezes por dia!

Agora, neste momento, não sei o que se passa comigo, tenho falta de desejo sexual, não tenho aquela vontade de fazer, talvez também porque me tem acontecido eu perder a erecção ao penetrá-la. Na masturbação ou no sexo oral não perco a erecção, mas quando vou penetrá-la perco, estou a ficar bastante constrangido e sem saber o que fazer, começo a ter receio de estar com ela e de fazer amor com ela!

Por favor peço que me ajudem!

Veja outras questões dos nossos leitores aqui

Veja as respostas nos comentários e aproveite para deixar também a sua ajuda a este leitor.

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Dor e Prazer de mãos dadas?



Porque gostamos de morder o/a parceiro/a enquanto fazemos amor?
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É um facto: a cópula provoca muitas vezes vontade de morder, chupar, arranhar ... Que o digam muitas das pessoas adúlteras desmascaradas por chupões ou lacerações nas costas. Talvez se possa dizer que o acto amoroso desperta uma pulsão global e bucal, herdada do acto de mamar. Possuir é ingurgitar.

Porém, talvez haja outra explicação, mais fisiológica. Pode acontecer que a dor e o prazer não sejam assim tão diferentes. Imagine o rosto de uma pessoa com prazer ou que está a sofrer. A semelhança é perturbadora, não acha? O mesmo se passa com o som. Os gritos de dor e de prazer confundem-se. A etimologia caminha no mesmo sentido. A palavra "orgasmo" significou até ao Séc. XVII "acesso de cólera" e só ganhou um sentido sexual em finais do Séc. XVIII.

Fisiologicamente, sabe-se que o prazer atenua a dor. O que destrói o argumento da enxaqueca: pelo contrário, uma relação sexual tem um efeito analgésico. Acresce que a dor também pode criar uma forma de prazer. Mais precisamente, liberta opióides, substâncias que actuam como morfina. É por isso que, por exemplo, muitas vitimas de acidentes de viação podem estar bastante feridos mas a sua preocupação recai sobre a carroçaria, como se nada se tivesse passado. É possível que os masoquistas utilizem este fenómeno. O efeito analgésico da estimulação sexual associado ao dos opióides libertados pela dor, poderá explicar certas práticas - laceração dos seios, perfuração dos testículos, etc.

Como se não bastasse, os receptores cerebrais de dor e prazer são os mesmos. Com efeito, encontra-se uma região comum, no cérebro, entre a dor e o prazer. Essa região, chamada de córtex cingular, situada no meio do cérebro, intervém nomeadamente na pulsão que dá vontade de passar à acção. Ainda não existe nada de definitivo e as investigações, neste campo, ainda agora começaram. Importa não concluir pela existência de um único centro cerebral de prazer, tanto mais que, durante o orgasmo, o cérebro passa por um caos que se assemelha a uma espécie de epilepsia parcial, afirmam os neurologistas.

Adaptado do orignal de, Antonio Fischetti, A angústia do chato antes do coito, Editorial Bizâncio
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Veja outras curiosidades sobre sexo aqui
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Estatísticas sexuais



Quantas vezes fazemos sexo por ano? Qual o país onde se faz mais vezes sexo? Quem pensa mais em sexo? Onde fazemos mais vezes sexo (sem ser na cama, claro!)? Com que idade, normalmente, se começa a fazer sexo? Estes são apenas alguns dados curiosos e valem o que valem... O importante é adaptarmos a nossa vida sexual às nossas necessidades pessoais e do/a nosso/a parceiro/a...



Quantas vezes?

Em média, os homens fazem sexo 104 vezes por ano e as mulheres 101. Um em cada cinco adultos faz sexo 3 a 4 vezes por semana e 5% faz sexo uma vez por dia. Os relatórios variam quanto aos números exactos de cada grupo etário, mas não há uma grande diferença de frequência entre os 20 e os 45 anos, rondando as 108 a 112 vezes.


O país mais excitado?

Os Gregos parecem fazer mais sexo, 138 vezes por ano, e os Japoneses menos, 45 vezes por ano (a culpa talvez seja das viagens para o trabalho, tensão laboral, longos horários e casas pequenas que os casais costumam partilhar com os pais).


Quem está obcecado?

54% dos homens e 19% das mulheres pensam em sexo todos os dias, ou várias vezes por dia.


Quando perdemos a virgindade?

A idade média nos homens é aos 16.9 e nas mulheres é aos 17.4.


Quem é heterossexual, gay, bissexual?

Noventa por cento dos homens entre os 18 e os 44 anos consideram-se heterossexuais, 2.3% consideram-se gay, 1.8% considera-se bissexual e 3.8% considera-se "outra coisa?". Noventa por cento das mulheres entre os 18 e os 44 também se consideram heterossexuais, 1.3% gay, 2.8 considera-se bissexuais e 3.8 considera-se "outra coisa". Vinte por cento dos homens gay tiveram um casamento heterossexual.


Quando é mais provável casarmos?

A tendência é casar, pela primeira vez, no final dos 20, ou início da dos 30 anos. Uma vez dado o nó, 45% faz sexo algumas vezes por mês, 34% faz sexo 2 a 3 vezes por semana e apenas 7% faz sexo 4 ou mais vezes por semana. Treze por cento dos homens casados e 12% das mulheres casadas só fizeram sexo algumas vezes no ano anterior.


Quantos parceiros ao longo da vida?

A Durex diz que a média para homens e mulheres é de 9 (10.2 para os homens e 6.9 para as mulheres).


Taxa de masturbação?

98% dos homens e 44% das mulheres masturbam-se. Os homens fazem-no dúzias de vezes por mês e as mulheres cerca de 5 vezes. Cerca de 85% dos homens e 45% das mulheres, que vivem acompanhados, dizem que ainda se masturbam a solo.


Onde fazemos sexo?

Fora da cama, o local mais comum é no carro (50%), seguido da casa de banho (39%), do quarto dos pais (36%) e do parque (31%). Apenas 15% das pessoas fizeram sexo no local de trabalho, 22% dos americanos e canadianos fizeram sexo em frente a uma câmara.


Estamos satisfeitos com as nossas vidas sexuais?

44% dos adultos estão satisfeitos com as suas vidas sexuais. 41% dos homens e 29% das mulheres gostavam de fazer sexo mais vezes. Quatro em cada 10 desejam ter novas experiências sexuais.


O que agrada às mulheres?

É mais provável que as mulheres tenham um orgasmo sozinhas do que com um companheiro, 75% dos homens e 29% das mulheres têm sempre orgasmos com os parceiros.


Quem faz mais sexo seguro?

As mulheres têm menos tendência a correrem riscos do que os homens - 45% elas e 48% eles. Quanto mais idade tiverem, mais provável é que corram riscos - 65% entre os 45 e os 55 anos fizeram sexo desprotegido contra 33% entre os 16 e os 20 anos. Os Gregos, Noruegueses e Suecos usam menos vezes o preservativo. Na Índia, Hong Kong e Espanha é mais provável usarem o preservativo.


Adaptado do original de Tracey Cox, Tracey Cox - Sexo em Êxtase, Civilização Editores
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Micropénis e Pénis Pequeno


- MICROPÉNIS E PÉNIS PEQUENOS-

O comprimento médio do pénis português é de 9,85 centímetros, quando flácido, e de 15,82 centímetros, em estado erecto. No entanto, podemos encontrar uma grande variedade de tamanhos e feitios:

  • Micropénis (6,2 centímetros flácido e 10,9 centímetros em estiramento);
  • Pénis pequeno (entre 6,3 e 8 centímetros em flacidez e 11 e 13 cm em estiramento);
  • Pénis normal (entre 8,1 e 11,7 cm em flacidez e 13,1 e 17,2 cm em estiramento);
  • Pénis grande (entre 11,8 e 13,5 cm flácido e 17,3 e 19,4 cm em estiramento);
  • Mega-pénis (mais do que 13,6 cm flácido e mais do que 19,5 cm em estiramento).

Em Portugal, existem 180 mil homens com micropénis (3,6% da população), enquanto 18,3% (915 mil) têm o pénis pequeno.

O micropénis é um pénis que, por razões enzimáticas ou hormonais, se desenvolveu muito pouco, sendo muito difícil a sua correcção. As consequências funcionais e psicossociais são muitas vezes tremendas, podendo interferir fortemente na personalidade do indivíduo e, até, na construção da sua identidade sexual.

O micropénis é uma anomalia congénita pouco frequente, cuja prevalência está habitualmente estimada em cerca de 1 a 4% da população masculina.

A correcção do micropénis é muito complexa e controversa. Se existe alguma unanimidade entre os especialistas é a de que as consequências de um verdadeiro micropénis podem ser, e quase sempre são, dramáticas para o futuro pessoal, social, sentimental e sexual do indivíduo. Como tal é muito importante que se tente corrigir a malformação, recorrendo a terapêuticas médicas ou, em algumas situações, a terapêutica cirúrgica.
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Adaptado do original de Nuno Monteiro Pereira, "O Pénis ", Lidel Edições Técnicas Lda
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HIV-SIDA

PORQUE
Lutar Contra a Sida é importante
(pode conter imagens chocantes para pessoas mais sensíveis)

Em cada 10 segundos morre uma pessoa com SIDA

Veja mais informações sobre HIV/SIDA aqui

Erecções Matinais - "Tesão do Mijo"



As erecções matinais são muito comuns e, normalmente, são conhecidas como "tesão do mijo" porque as pessoas supõem que elas têm alguma coisa a ver com o aumento da pressão na bexiga durante a noite. Mas não há qualquer prova que assim seja.

Para o efeito, vejamos o que se passa durante uma noite.

O sono normal é constituído pela alternância de dois estágios, fisiologicamente distintos, o Sono Paradoxal ou REM (Rapid Eye Movement ou "Movimento Rápido dos Olhos") e o Sono Lento ou NREM (Non Rapid Eye Movement ou "Movimento Não Rápido dos Olhos"). Durante a noite, existem vários períodos de sono lento e de sono paradoxal.

O sono lento, ou NREM, ocupa cerca de 75% do tempo do sono. Durante este período, não existem movimentos nos olhos e os ritmos respiratório e cardíaco são lentos e regulares.

Durante o sono paradoxal, ou sono REM, os ritmos respiratório e cardíaco aceleram e os olhos movem-se para trás e para a frente por detrás das pálpebras cerradas, em movimentos rápidos e irregulares. Existe ainda uma actividade cerebral semelhante à do estado de vigília. Quando acordadas nesta fase, as pessoas tendem a recordar o que estavam a sonhar. Esta fase, representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo.

Durante o sono REM existe ainda uma importante actividade eléctrica muscular, daí surgem as famosas erecções nocturnas/matinais (se acordarmos nesta fase). Nas mulheres, também ocorre um fenómeno semelhante, uma vez que existe uma erecção clitoridiana e também uma vasodilatação vaginal durante o mesmo sono paradoxal. Muitas vezes, a existência deste tipo de erecções permite excluir a hipótese de uma causa orgânica para uma Disfunção Eréctil masculina, indiciando que a causa deve ser provavelmente psicológica.

Ou seja, as erecções nocturnas são um processo totalmente reflexo. Devem-se ao facto de termos 2 sistemas nervosos: o “parassimpático”, que gere o relaxamento do corpo, e o “simpático”, que se ocupa da sua actividade. O “parassimpático” comanda a erecção, enquanto que o “simpático” a anula. Os dois sistemas estão permanentemente em oposição. Durante o sono paradoxal, o sistema nervoso “simpático” fica de vigia, permitindo que o “parassimpático” entre em acção. E é assim que se torna possível o aparecimento da erecção.

Diversos estudos têm demonstrado que quer um homem passe várias semanas sem ter sexo, quer se tenha masturbado pouco antes de adormecer, a duração das erecções nocturnas mantém-se inalterada.

As erecções nocturnas têm como "missão" fazer a "manutenção do pénis". Como o sono paradoxal dura, aproximadamente, vinte minutos por ciclo, e como existem cinco ciclos por noite, temos cerca de cem minutos de erecção por noite em que o organismo se vai auto-regular e "ver se está tudo em ordem".

Quanto à famosa expressão "tesão do mijo" felizmente não tem cabimento, imagine o que seria se sempre que um homem tivesse vontade de urinar tivesse uma erecção...

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