Perguntas e Respostas - Tenho Disfunção Eréctil


"Sou homem... e sofro de uma Disfunção Eréctil"

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Sou XXXXXXX

Sou homem, heterossexual nascido a XX/XX/1955, (54 anos) e sofro de uma disfunção eréctil. Este problema apareceu-me aos 47 anos, mas foi-se agravando e agora não consigo mesmo uma pequena erecção.

Comecei por ter várias vezes falta de erecção e quando conseguia verificava que a ejaculação era precoce, mal introduzia o pénis... ejaculava logo de imediato.

O meu médico receitou-me o “CIALIS” que tomei vários anos, agora este medicamento já não me faz qualquer efeito.

Há a salientar que sofro de diabetes tipo 2 e ultimamente a tenho tido problemas de tensão alta.

Gostaria de saber se há quaisquer radiografias a fazer aos tecidos cavernosos do pénis ou outras partes do corpo para conseguir descobrir de onde vem, o mal. Ou se haverá outra solução mesmo com cirurgia para o meu problema, visto que já contactei dois médicos de urologia, e fiquei na mesma.

Solicito resposta


A nossa Resposta


Caro amigo,

na realidade a Diabetes e a medicação para a Hipertensão são factores agravantes para o surgimento de Disfunção Eréctil. Existem diversos exames para avaliar a componente orgânica/fisiológica da Disfunção Eréctil, tais como:
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  • Regiscan
  • Ecógrafo Triplex
  • Doppler colorido do pénis
  • Cavernosometria
  • Entre outros

Os mesmos, deverão ser realizados por um médico especialista (e. g. urologista), que mediante a história da pessoa realiza o(s) exame(s) que considera mais adequados para o problema.

Relativamente aos tratamentos, felizmente, hoje em dia existem diversas alternativas para ajudar a ultrapassar a Disfunção Eréctil. Além do recurso a medicamentos como o Cialis, Viagra ou Levitra, poderá, em conjunto com o seu médico, ponderar sobre o uso de:
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  • Bomba de vácuo com aplicação de anel;
  • Caverjet;
  • Cirurgia vascular;
  • Prótese peniana.

Em algumas situações o processo deverá incluir, para além do médico/urologista, um sexólogo para a realização de uma Psicoterapia ou Terapia Sexual – individual e/ou de casal.

De qualquer forma, será importante falar com o seu médico e procurar em conjunto qual a melhor solução para o seu caso.

Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas e Respostas - Masturbação


"Ele disse-me que não deveria masturbar-me..."

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Boa tarde,

venho novamente colocar-lhe outra questão de cariz mais intimo.

Quando era mais jovem passei por uma fase de bastantes indecisões e resolvi falar com um senhor, em quem tinha muita consideração, para me dar alguns concelhos.

Ele disse-me que não deveria masturbar-me. Por qualquer motivo, a resposta dele para o meu assunto, foi essa... Parar de me masturbar!

Como achei estranho o concelho desse senhor, continuei a masturbar-me, embora com muito menos frequência. O que acontece é que cada vez que o fazia, depois, ficava com um grande sentimento de culpa sobre mim. O que acaba por me deixar triste e com arrependimento pelo que fiz.

Não gosto de me sentir assim!

Tenho momentos, que penso que seja normal, que tenho vontade de me masturbar, mas fico a pensar se o devo fazer ou não. Se terá alguma consequência na minha personalidade ou até mesmo nas minhas decisões futuras...

Peço então, a sua opinião, pois já não sei o que pensar...

Muitíssimo obrigado, com os melhores cumprimentos,
XXXXXXX



A nossa Resposta



Caro amigo,

muitas pessoas crescem com sentimentos negativos relativamente à masturbação, resultando numa tendência para surgirem sentimentos de culpa quando é praticada. Actualmente, sabe-se que a masturbação é normal e não é responsável por qualquer tipo de problema de saúde. É praticada pela maioria das pessoas, de ambos os sexos, e permite a descoberta de novas formas de tirar prazer com o próprio corpo.

Penso que esse senhor terá procurado ajudá-lo da melhor forma que sabia, mas não se esqueça que a masturbação foi vista, durante muito tempo, como algo de muito negativo e prejudicial à saúde. Felizmente, muitos dos mitos, associados à masturbação, foram caindo e cada vez mais é vista de forma positiva. Na verdade, a maioria dos terapeutas sexuais aconselha a masturbação como uma das principais etapas para ultrapassar a maioria das Disfunções Sexuais.

Aproveite para viver a sua sexualidade da melhor forma ...


A MASTURBAÇÃO É UMA DAS MUITAS VARIANTES NA PALETA SEXUAL...


Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas e Respostas - Descobri o prazer do sexo oral



"Quando estou com ela sozinho no quarto ... sinto frequentemente vontade que me faça sexo oral"

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Boa tarde,

sou jovem, tenho 20 anos e namoro com a mesma rapariga há 1 ano. Descobri com ela o prazer do sexo oral... Desde então, quando estou com ela sozinho no quarto ou quando dormimos juntos, sinto frequentemente vontade que ela me faça sexo oral.

O facto que me deixa mais pensativo e envergonhado é que nessas alturas que estou com ela e poderia ser mais romântico ou pensar simplesmente como é bom estarmos ao lado de quem amamos, a minha vontade de ter sexo oral é tanta que se não acontece por algum motivo, eu fico meio triste e acabo por não ser divertido ou mesmo amoroso com a minha namorada. Quando dormimos juntos, por vezes, custa-me a adormecer com a vontade extrema que tenho de ter prazer.

O que me sugere para esta situação?

Desde já, muitíssimo obrigado, com os melhores cumprimentos,
XXXXXX


Obrigado

A nossa Resposta


Caro amigo,

é natural que queira repetir mais vezes um comportamento que descobriu recentemente e que lhe dá prazer. Pense no seguinte caso, quando a primeira experiência sexual é a auto-masturbação, existe uma tendência para a pessoa repetir esse comportamento até adquirir novas formas de satisfação sexual. Estas novas formas de satisfação sexual podem ser, por exemplo, a presença de um/a namorado/a. Isto permite à pessoa tomar consciência que, para além da auto-masturbação, pode ter prazer de outras formas, o que não quer dizer que tenha de abdicar da primeira.

Penso que se poderá estar a passar algo de semelhante consigo. Uma vez que descobriu algo que lhe deu prazer é natural que queira repetir. Fale abertamente com a sua namorada e procurem novas experiências, em que o sexo oral possa estar presente, mas não exclusivamente.

Importante: procurem que o momento da ejaculação não seja durante o sexo oral, de forma a começar a associar o orgasmo a outras actividades sexuais...

Para finalizar: quando refere que aquilo que o deixa mais pensativo e envergonhado é o facto de não ser mais romântico ou de pensar simplesmente como é bom estarem juntos, foi algo que teve consciência por si mesmo? Se assim for, penso que é um óptimo prognóstico, pois revela que está preocupado com a vossa relação e que, muito provavelmente, vai lutar para ultrapassar o problema.


Estarei disponível para vos ajudar sempre que considerarem necessário,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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CIÚME



1. Quem é mais ciumento: o homem ou a mulher?

Embora, culturalmente, se associe o ciúme às mulheres a verdade é que existem muitos homens ciumentos. Considero que é um fenómeno presente tanto em homens como mulheres. O tipo de ciúme, e como se manifesta, é que poderá variar. Diz-se, normalmente, que o receio dos homens é serem traídos fisicamente pela mulher, enquanto que, a mulher teme mais uma traição a nível emocional. Esta traição no homem é interpretada, muitas vezes, como não ser tão homem como o outro (muito ligado à masculinidade). Os homens ciumentos tende a ser mais violentos, ao passo que as mulheres ciumentas têm por comportamento, normalmente, questionar constantemente o parceiro sobre a sua genuína fidelidade e amor por elas.

2. O ciúme atrapalha, de facto, as relações?

Sem dúvida que pode atrapalhar, imagine o que é viver numa relação onde por mais sincera que seja, o outro duvida constantemente da sua verdade. Imagine o que é ser “perseguida 24 horas/dia”. Para não falarmos de situações de violência (verbal ou física) que por vezes podem existir.

3. Que complicações pode trazer os ciúmes para a vida familiar?

O que de início até pode ser agradável, isto é, o outro (o ciumento) “mostrar que gosta de nós” com as ditas “cenas de ciúmes”, perguntando “Onde estivemos? Com quem? A fazer o quê?”, etc. Aos pouco pode levar a um afastamento progressivo e ao término da relação, muitas vezes, de forma agressiva.

4. O ciúme deve ser encarado como uma doença quando obsessivo?

Essa parece-me ser a grande questão: sabermos qual é o limite entre o que é normal e o que é patológico. De qualquer forma, quando este sentimento se torne insuportável para ambas as partes, estamos perante algo que está mais a prejudicar do que a favorecer a relação.

Quando o ciumento duvida constantemente do parceiro, entra num ciclo com receio de perder o outro e procurar controlá-lo cada vez mais. Isto poderá fazer com que o/a companheira/o sinta que o seu espaço pessoal está a ser invadido, sentindo-se magoado/a pelo comportamento que o ciumento está a ter o que poderá fazer com que se afaste progressivamente da relação. É nesta altura que ciumento começa a sentir este afastamento e investe ainda mais no controlo do outro e no seu receio de ser abandonado, podem surgir pensamentos como “tinha razão, ela já não me liga”; “ela anda com outro de certeza…”,etc. Muitas vezes, este ciclo acaba num grande sofrimento de ambas as partes.

Se o ciúme surge do desejo pelo outro, o que o alimenta é a frustração de não conseguir controlá-lo. Em casos extremos, esta noção de que não se consegue controlar o outro pode dar azo à violência ou até mesmo ao crime, aí sem dúvida, estamos perante um fenómeno patológico.


5. Muitos encaram o ciúme como prova de honra. Concorda?

Normalmente, o ciúme é alimentado pelo medo de perder algo que se tem, ou se deseja ter. Isso pode significar que existe um interesse no compromisso e na continuação da relação. Atenção, refiro “interesse” e não “amor”, pois pode haver interesse mas não haver amor, mas também pode ser um ciúme por amor. Ou seja, nem todos os ciumentos estão perdidos de amor pela/o companheiro/a, pode haver uma ciúme ligado a outros aspectos, tais como dificuldade em lidar com a rejeição, receio de ficar sozinho, insegurança, interesses financeiros, etc.

Existem mesmo pessoas que consideram que onde há amor tem de haver ciúme … porque este representa o sentimento de posse e de não querer perder o que se tem.




Nota: este texto é parte de uma entrevista que dei à jornalista Andreia Martins do Jornal 24 horas

Perguntas e Respostas - Não consigo ter relações sexuais


"As erecções que tenho não são suficientemente duras nem contínuas..."

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Ola ...

Tenho 16 anos e não consigo ter relações sexuais com a minha namorada, as erecções que tenho não são suficiente duras nem continuas a fim de haver penetração. Já desde Janeiro que isto acontece, eu anteriormente tive uma infecção urinaria a qual deixei retardar uma semana o seu tratamento, talvez seja por isso, ou talvez seja psicológico, o que é o mais certo...

Aguardo resposta brevemente...

Obrigado
A nossa Resposta

Caro amigo,
responda às seguintes questões:

  1. Consegue obter uma erecção, suficientemente rígida e prolongada para uma penetração, quando está sozinho, ou a ver algo que seja mais excitante para si?

  2. Se se masturba: Tem dificuldades na masturbação? Consegue ejacular/atingir o orgasmo sem perder a erecção?

  3. É frequente acordar com erecção de manhã?

Se responder afirmativamente a pelo menos uma destas questões, muito provavelmente o seu problema é psicológico. Se assim for, tente falar calmamente com a sua namorada, procurem apenas voltar a tentar numa altura em que estejam TOTALMENTE à vontade, sem medo de serem surpreendidos por alguém, com tempo ... etc. Uma boa opção é combinarem não terem relações sexuais nas próximas duas/três vezes que tiverem uma boa oportunidade, aproveitem para estar próximos e tirarem prazer sem penetração. Estabeleçam como regra "NAS PRÓXIMAS 2/3 VEZES NÃO VAI HAVER PENETRAÇÃO", nem se deverão preocupar se não existir erecção. GOZEM APENAS O MOMENTO ... !

Estarei disponível para vos ajudar sempre que considerarem necessário,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Perguntas e Respostas - Sexo uma vez por semana

"Uma vez por semana e ele teima que é normal..."

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Bom dia,
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sou mulher e tenho 22 anos, mas o problema surge por parte do meu namorado que tem 24 anos. Durante o nosso primeiro ano de namoro estava tudo perfeito tínhamos relações todos os dias, e às vezes até embirrava por ser de mais, mas agora ele desde á três meses que começou a diminuir as vezes que tínhamos relações, recusa-me cada vez que eu tomo iniciativa, só chegamos a ter relações uma vez por semana e ele teima que é normal.
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Como posso resolver este assunto explicar-lhe que não me sinto bem com isto?
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Obrigada

A nossa Resposta
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Cara amiga,

penso que será importante falar com o seu namorado sobre o porquê da diminuição da frequência da vossa actividade sexual. Infelizmente, os dados que nos apresenta são muito vagos, (por exemplo, vivem juntos? já falaram sobre estas dificuldades? se sim, qual o feedback que teve do seu namorado? houve alguma alteração na vossa relação? etc.).

Parece-me que no fundo até gostava da frequência de relações sexuais que tinham no início da relação (tal como refere "estava tudo perfeito") embora "embirra-se por ser demais"... Será que ele não diminuiu a frequência porque pensou que era isso que desejava?

Estarei disponível para vos ajudar se considerarem necessário,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221
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«Não me faças essa cara!»




Actividade neural pode ajudar a regular
expressões faciais negativas entre parceiros




Todos nós já tivemos uma discussão com alguém que amamos. Como é que nos sentimos? Como é que nos comportámos? Os conflitos podem deixar-nos frustrados e fazer com que tenhamos comportamentos menos apropriados.

Após uma discussão, um dos parceiros poderá amuar, bater a porta e conduzir até um bar e afogar as mágoas em álcool. Estes dramas são estereotipados e um novo estudo, publicado na «Biological Psychiatry», sugere que o Córtex Lateral Pré-frontal (LPFC – Lateral Prefrontal Cortex) é uma região do cérebro que pode ajudar as pessoas a controlar reacções emocionais e expressões faciais negativas em parceiros românticos.

Christine Hooker, do departamento de Psicologia da Universidade de Harvard (EUA), e colegas, recrutaram participantes adultos, saudáveis e que mantivessem uma relação amorosa de compromisso com alguém para o estudo. Os investigadores avaliaram expressões façais positivas, negativas e neutras durante um ‘scanning’ cerebral. Os voluntários registavam a ocorrência de conflitos num diário, assim como os níveis de humores negativos, ruminações e o uso de substâncias.

A equipa de investigação chegou à conclusão que a actividade do LPFC em resposta ao desafio afectivo do laboratório previa auto-regulação, após um conflito interpessoal diário. Quando não havia conflito interpessoal, a actividade LPFC não aparecia relacionada com humor ou comportamento, no dia seguinte. No entanto, quando ocorria, nesse caso já se verificava uma relação com o mau humor e comportamento. Portanto, uma menor actividade foi ligada a maiores níveis de mau humor, ruminação e uso de substâncias.

Segundo os resultados, uma baixa actividade no LPFC pode representar um factor de risco para problemas de humor e comportamentais, após uma situação de stress interpessoal. A gestão construtiva de estados emocionais negativos que emerge inevitavelmente de relações românticas pode ser crítica para se conseguir lidar com o mundo.


Refúgio emocional

Este tipo de relações é normalmente um refúgio emocional para as tensões no mundo laboral. No entanto, também podem aumentar o stress e quando isso acontece, comportamentos problemáticos, tais como excessos alimentares e abuso de substâncias, podem aumentar.

John Krystal, editor da «Biological Psychiatry», comentou a importância da descoberta e refere que “quando activada no contexto de emoções intensas, o LPFC pode ajudar a gerir a intensidade de sentimentos negativos que surgem numa relação social. Quando esta região do cérebro não é activada de forma eficiente ou a intensidade do conflito é demasiado grande, as pessoas precisam de aprender estratégias comportamentais para lidar com respostas emocionais". O responsável editorial explica ainda que "a estratégia pode ser tão simples como contar até dez antes de fazer alguma coisa de que se podem arrepender mais tarde”.

Contudo, o estudo levanta importantes questões: Como é que os clínicos podem melhorar a função do LPFC quando este está comprometido? Estratégias cognitivas e comportamentais podem ser fulcrais no tratamento.

Christine Hooker sublinha que “a imagem pode fornecer informações potencialmente úteis sobre quem pode estar vulnerável ao humor e problemas de comportamento após uma discussão”. Acrescenta: “Esperamos que futuras investigações possam trabalhar esta ideia e explorar formas em que a imagem possa ser usada para informar as pessoas sobre suas vulnerabilidades emocionais".

Adaptado do original de cienciahoje, 03-03-2010

Dia Europeu da Vítima de Crime



O Dia Europeu da Vítima de Crime é assinalado esta segunda-feira, dia 22 de Fevereiro, quando se regista um aumento de mulheres afectadas por crimes, principalmente de violência doméstica.

A
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) assinalou 6539 mulheres afectadas por crime em 2009, uma média de 18 por dia, a maioria entre 26 e 45 anos, num total de 7639 vítimas apoiadas pela entidade.

No balanço da sua actividade no ano passado, a APAV aponta um acréscimo de 1,3 por cento dos processos de apoio, que totalizaram 10 132, com o número de pessoas ajudadas a ultrapassar 20 mil. No total, foram registados 17 628 crimes, a maior parte (90 por cento) de violência doméstica.

O número de idosos vítimas de crime atingiu 642, ou seja, uma média de dois por dia, uma situação próxima da que se regista entre as crianças, com 610 vítimas.

A data será também aproveitada pela APAV para reforçar a campanha nacional «
Se pode complicar, para quê facilitar?», que visa prevenir e sensibilizar os portugueses para os crimes contra o património, «carjacking» (roubo de viaturas com violência) e «homejacking» (roubo de casas com violência), assim como para a segurança pessoal, segurança na rua, nas zonas residenciais e de trabalho, nos transportes e áreas de acesso púbico.



Adaptado do original de diario.iol.pt

"Tomates Cheios"



Já alguma vez ouviu alguém dizer que "tem os tomates cheios"? Será que existe alguma sabedoria nesta expressão popular? Vejamos a verdade!


"Ter os tomates cheios" é uma expressão, normalmente, usada quando um homem tem um periodo de abstinência sexual. O homem produz, diariamente, cerca de cem milhões de espermatozoides, por testículo. Estes espermatozoides acumulam-se numa zona chamada de "epidídimo", situada entre a saída dos testículos e a base do canal deferente, o canal que permite a ejaculação.

Nesta expressão, fica subentendido que, uma vez que não existe libertação de espermatozoides, os testículos ficariam inchados de tanta acumulação. Quem ejacula uma vez por semana liberta mais espermatozoides que quem ejacula duas vezes por dia. Este facto permite pensar que, se a abstinência prosseguir, o teor em espermatozoides aumentará cada vez mais. Mas será mesmo assim?

Na realidade não é isso que se verifica. O teor em espermatozoides aumenta nos quatro ou cinco primeiros dias de abstinência e depois estabiliza, o que significa que os espermatozoides não se acumulam indefinidamente no epidídimo. A verdade é que, ao cabo de vários dias, são evacuados para a uretra ou destruídos por outras células, os chamados "macrófagos".

Outro aspecto interessante é que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os testículos apenas produzem 5% do esperma ejaculado, o resto provém da próstata (25%),e principalmente das vesículas seminais (70%).

Um homem muito excitado pode ejacular uma maior quantidade de esperma, dando a impressão de ter um reservatório cheio. Porém, é uma ilusão. Com efeito, o volume ejaculado depende da contracção da vesícula seminal, a tal ponto que uma forte excitação estimula mais o músculo que desencadeia a abertura dessa glândula, libertando mais esperma: o que poderia justificar a expressão "ter os tomates cheios", quando, afinal, a quantidade disponível é a mesma.
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O esperma é mais rico após uma abstinência de alguns dias. No entanto, devemos ter em conta que, embora um pouco de abstinência aumente o número de espermatozoides, uma abstinência a mais torna-os inoperantes, ou seja, perdem a sua mobilidade e qualidade. Segundo os especialistas, o melhor esperma é o que corresponde a cerca de cinco dias de abstinência. Em linhas gerais, deve-se fazer amor uma ou duas vezes por semana... o que calha bem, porque é mais ou menos a média dos casais!


Adaptado do original de Antonio Fischetti, A Angústia do Chato antes do Coito, Bizâncio

DST´s = Doenças Sexualmente Transmissiveis

SIDA: Situação em Portugal é "alarmante"

A situação do VIH/SIDA em Portugal é "alarmante", dado que o país é o penúltimo da Europa em termos de capacidade de resposta a esta epidemia, afirmou hoje o professor Joaquim Machado Caetano.

"A prevalência da SIDA em Portugal continua a ter os mais altos níveis da Europa e o único país com pior estatística do que o nosso é a Estónia, no Leste europeu, o que significa que não conseguimos pôr em marcha nestes anos todos um projecto nacional seguro e eficaz para reduzir a prevalência dos casos de VIH/SIDA", disse à agência Lusa o presidente das I Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas sobre Infecção VIH/SIDA.

Portugal regista, "anualmente, um crescimento muito grande da epidemia, particularmente em jovens e em mulheres, para além do grupo de risco agora muito atingido: o grupo de homossexuais masculinos".

Lisboa, 05 Jan 2010(Lusa)