Perguntas & Respostas - Fimose





"Ele tem dores durante o acto ..."

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"A pele que cobre a cabeça do pénis, do meu namorado, parece uma anilha quando fica com erecção. Ele diz que quando puxa a pele toda para trás, nos contactos mais íntimos, por vezes lhe dói. O que podemos fazer?"
Existe algum tipo de risco?"


A nossa resposta


Em princípio, a situação que descreve, trata-se de uma fimose, que consiste na existência de um prepúcio (pele que cobre o pénis) com diâmetro insuficiente para deixar passar a glande (cabeça do pénis) para fora, quando o pénis fica erecto (ou em casos extremos mesmo flácido).
Esta é uma condição frequente em muitos homens, mas que deve ser corrigida, pois pode causar dores, ou até fissuras, durante as relações sexuais, a masturbação ou em situações em que se faça uma tracção mais forte.

Na maioria dos casos, a solução passa por fazer uma pequena cirurgia, chamada circuncisão, em que se retira o excesso de prepúcio. Existem muitos homens circuncidados e, em alguns países, essa cirurgia é praticada mesmo sem haver uma necessidade fisiológica.

Entretanto, para que esta condição não seja um entrave na vossa sexualidade, procurem recorrer a um gel lubrificante, mesmo que não haja penetração, para que o atrito não seja tão forte.  

Como o esperado, numa relação sexual, é que se tenha prazer, a fimose pode ser um entrave para a qualidade da vida sexual.

Obrigado pela sua questão,


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas & Respostas - Sexo na praia


"Estamos a pensar ter relações na praia ..."

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"Estou a pensar ter relações sexuais com meu namorado numa piscina ou no mar.
Existe algum tipo de risco?"


A nossa resposta


Pode existir o risco de surgir alguma irritação, pois a água diminui a lubrificação natural e por isso provoca algum atrito durante a penetração. Também, é importante lembrar que a água do mar, piscina ou banheira alteram o pH da flora vaginal, o que facilita o aumento de germes pré-existentes na vagina responsáveis por infecções como a candidíase, tricomoníase e vaginites.

Outro risco, muito importante, é o facto de ser quase impossível conseguir fazer penetração com preservativo, pelo que, só deverá ter este tipo de relações, com alguém que tenha plena confiança, pois o risco de gravidez e contágio de Infecções Sexualmente Transmissíveis permanece.

Uma boa alternativa é “brincarem” na água mas deixarem a penetração para a terra.

Obrigado pela sua questão,




Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas & Respostas - Carícias no ânus dele





"O meu namorado gosta que eu lhe acaricie o ânus"

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"O meu namorado gosta que eu lhe acaricie o ânus.

Recuso-me a fazer isso pois acho um absurdo.

Ele terá tendências homossexuais?"





A nossa resposta

 
Erroneamente, as pessoas associam a estimulação anal, nos homens, como uma prática exclusiva dos homossexuais, porém, o prazer sentido com esta prática não tem nada a ver com a orientação sexual.

A região anal masculina é altamente erógena. A estimulação no ânus, recto e alguns órgãos adjacentes, como é o caso da próstata, muitas vezes, é suficiente para provocar um orgasmo no homem.

Seria interessante saber se o seu incómodo se deve a essa dúvida ou se é porque não se sente à vontade para o estimular dessa forma? Procure falar com ele tranquilamente sobre o assunto.

Numa experiência sexual tudo é permitido, desde que ambos estejam suficientemente à vontade e queiram experimentar.

Obrigado pela sua questão,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas & Respostas - Liquido Pré-ejaculatório


"Estávamos nos "amassos" e ele largou um liquido ..."

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Eu e o meu namorado estivemos juntos sem roupa. Embora ele não me tenha penetrado reparei que enquanto estávamos nos “amassos” ele largou um liquido antes de ejacular. Poderia ter ficado grávida se esse líquido toca-se na minha vagina?

Obrigado,



A nossa resposta

Cara amiga,

esfregar os genitais não resultar em gravidez - pelo menos enquanto não existem espermatozóides dentro da vagina ou muito próximo do canal vaginal. O líquido que refere é conhecido como liquido pré-ejaculatório ou das glândulas de Cowper. É um fluido transparente e viscoso que é libertado variavelmente, de homem para homem, quando está sexualmente excitado e/ou prestes a ejacular. Este liquido visa neutralizar a acidez causada pela urina remanescente na uretra, bem como lubrificar o pénis. Embora na sua constituição não estejam presentes espermatozóides, existe a possibilidade de ser libertado com alguns caso se encontrem retidos no canal da uretra. Por isso, embora seja raro é possível existir uma gravidez com este líquido.

Importa referir que, caso o homem esteja infectado, este líquido pré-ejaculatório transmite vírus e bactérias responsáveis por Doenças Sexualmente transmissíveis, como os agentes causadores de HIV, herpes, sífilis, cancro mole e gonorreia.

Obrigado pela sua questão,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas & Respostas - "Ejaculação" feminina



"Ela chega a um ponto em que tem vontade de urinar"

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Bom dia Dr Fernando,

a minha companheira tem 23 anos e nunca teve um orgasmo. Tento tudo o que posso e penso que vá ajudar mas é sempre em vão. Usamos "brinquedos", tentamos com penetração e com estimulação do clítoris mas ela nunca consegue atingir aquele ponto. Pelo que ela me descreve, com a penetração chega a um ponto em que sente uma vontade imensa de urinar e tem que se levantar e ir a correr para o wc. Com as estimulação clitoriana, diz que vai acumulando tensão e chega a um ponto em que não aguenta mais e tem de parar pois não tem forças para continuar. Tudo isto faz com que no final destas "sessões" ambos nos sentimos mal, ela desata a chorar, diz que não é normal. Ela masturba-se regularmente.

Será que nos pode ajudar? 

obrigado

A nossa resposta

Caro amigo,


o aparelho genital feminino tem diversos órgãos dos quais podemos destacar, neste caso, o clítoris, a uretra e a abertura vaginal. Uma vez que estão localizados muito perto, durante a relação sexual existe uma estimulação do canal ureteral o que causa, em muitas mulheres, uma sensação muito semelhante à vontade de urinar no momento que antecede o orgasmo. Não é raro que muitas mulheres acabem por parar, tal como faz a sua companheira, com receio ou vergonha que realmente possam urinar e que fiquem constrangidas com o sucedido.

Algumas mulheres libertam um fluído na fase do orgasmo que leigamente se apelida de "ejaculação", mas que não corresponde a uma ejaculação propriamente dita, pois não contém espermatozoides. Diversas pesquisas têm verificado que este liquido também não é urina no seu estado puro. Tal como um orgasmo é descrito, por algumas mulheres, como "ir à lua" e para outras "nem por isso", esta situação varia de mulher para mulher e de situação para situação. Um orgasmo não pode ser avaliado pela quantidade de fluído libertado.

Muitas mulheres acabam por não ter orgasmo porque "não se deixam levar" com receio do que eventualmente possa acontecer. Tentem ultrapassar os vossos limites e permitam-se a viver a vossa sexualidade. Para evitar o receio de que pode urinar, a sua parceira poderá, por exemplo, ir ao WC antes de terem relações sexuais. Tenham uma toalha por perto da cama, caso exista uma maior libertação de fluídos, ou tentem ter relações na banheira. É importante que ela  procure estar mais atenta à forma como o corpo reage às diferentes sensações de prazer e que procure vivenciar isso de forma mais intima. O seu papel também é fundamental, pois só se ela sentir o seu apoio terá coragem para avançar. É importante que, enquanto casal, estejam à vontade com a vossa sexualidade e que não se sintam limitados.

Porém, se essa vontade de urinar surge logo após a penetração, poderá tratar-se de um problema ginecológico ou uma infecção urinária, pelo que deverá procurar uma consulta de ginecologia.

Obrigado pela sua questão,

Abraço,



Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas & Respostas - Traição pela Internet

Traição

"Ele marca encontros através da Internet"

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Estou num momento muito difícil da minha vida, descobri que meu marido tem um comportamento muito diferente do que eu imaginava. Somos casados há 9 anos, eu tenho 32 e ele 35. Descobri que ele marca encontros com outras mulheres através da Internet. Não sei o que fazer, ele disse-me que está arrependido, que me ama e que não se quer separar ... preciso muito de ajuda, estou muito angustiada e não sei como superar isto e enfrentar este momento.

Obrigada,

A nossa resposta




Cara amiga, a descoberta de uma traição é uma dor muito difícil de suportar, principalmente quando vem de alguém que amamos. Se pretende manter o casamento diga ao seu marido como lhe está a ser difícil lidar com a situação. Existe algo que não se deve comprometer que é “esquecer” o sucedido, pois infelizmente ainda não inventaram uma borracha para apagar os momentos menos bons da vida. Pode-se perdoar, mas esquecer é algo impossível de fazer, pelo menos voluntariamente. A leitora refere que o seu marido está arrependido e que não deseja o divórcio. Procure saber o que o levou a procurar sexo com outras mulheres e qual o motivo para ele não querer o divorcio. Depois vejam o que estão dispostos a fazer para recuperarem a vossa relação. Fique atenta aos pequenos sinais que o seu marido possa dar de que realmente está empenhado em mudar. Entretanto, e porque uma relação não é só sexo, considerem a possibilidade de procurar ajuda especializada para lidarem com este difícil momento para ambos.

Obrigado pela sua questão,

Abraço,


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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- MITOS & FACTOS - Disfunção Eréctil





A sexualidade é um dos temas mais fascinantes e frequentes nos jantares de amigos mas, ao mesmo tempo, um dos que está mais envolto em mitos e crenças erróneas. Seguidamente, são apresentados seis dos mitos mais frequentes sobre a Disfunção Eréctil (DE) e alguns factos que poderão ajudar a dissipar esses rumores.


1º Mito

Depois de certa idade é inevitável a DE e, por isso,
os homens mais velhos devem limitar-se a aprender a viver com ela

Facto: Embora a DE seja mais frequente nos homens mais velhos, isso não a torna "normal", ou algo com que se tenha de sujeitar a viver. Com o avançar da idade, é frequente serem necessários mais estímulos para se conseguir uma erecção do que quando se é mais novo. Porém, não há nenhuma razão para que tenha de aceitar a DE como uma das consequências inevitáveis do envelhecimento. A DE nos homens mais velhos deve-se, essencialmente, a efeitos associados a problemas de saúde, medicação e estilos de vida, do que da própria velhice. A maioria dos homens saudáveis tem erecções até morrer, e você pode ser um deles!

2º Mito

A DE é apenas um problema dos homens mais velhos,
portanto não afecta os homens mais jovens

Facto: Embora a disfunção eréctil possa ser mais frequente nos homens depois dos 75 anos, podem existir dificuldades de erecção em qualquer idade.



3º Mito

A DE pode ser perturbadora mas não há qualquer perigo se surgir

Facto: Embora a DE em si não seja necessariamente perigosa, muitas vezes é um dos primeiros sinais de alerta para outros problemas de saúde subjacentes que podem ser bastante graves. Um dos problemas de saúde associados mais comuns é a Diabetes. As dificuldades de erecção também podem ser um sintoma para problemas cardíacos, tais como a hipertensão (pressão arterial elevada) ou aterosclerose, bem como desequilíbrios hormonais e problemas neurológicos tais como a doença de Parkinson.

Por isso é essencial consultar o seu médico se notar dificuldades de erecção persistentes. Um exame médico minucioso poderá, não só, ajudá-lo a identificar a causa da DE e encontrar um tratamento adequado para que tenha uma vida sexual mais activa, mas também poderá alertá-lo para uma condição de saúde que necessita de tratamento médico urgente.

IMPORTANTE: é normal existirem dificuldade erécteis em diversos momentos da vida de um homem. Apenas deverá ficar preocupado e ter em conta esta recomendação se as suas dificuldades de erecção forem recorrentes e persistentes!


4º Mito

Se não tiver erecção é porque não está atraído pelo/a parceiro/a

Facto: Existem diversas razões responsáveis pelas dificuldades erécteis. Embora a falta de atracão sexual por um parceiro possa ser um deles, na verdade é muito mais provável que seja outra a causa. A DE pode ter origem em diversos factores, tais como:

• Problemas cardíacos, tais como pressão arterial elevada e aterosclerose
• Diabetes – cerca de 35% a 50% dos homens com diabetes apresenta dificuldades erécteis
• Alguma medicação para a pressão arterial, ansiedade e depressão
• Doenças neurológicas, tais como a doença de Parkinson e Esclerose múltipla
• Desequilíbrios hormonais (baixos níveis de Testosterona, por exemplo)
• Humor ou problemas emocionais, como stress, ansiedade e depressão
• Hábitos de vida, tais como beber álcool e tabaco
• Certos tipos de cirurgia da próstata e bexiga



5º Mito

Se tiver disfunção eréctil tenho de tomar comprimidos o resto da vida

Facto: Há muitas opções para o tratamento da DE:

- Os medicamentos aprovados especificamente para o seu tratamento são eficazes para muitos homens. Estes incluem medicamentos tomados por via oral (Viagra®, Cialis®, Levitra®), injectados directamente no pénis (Caverjet®; Prostaglandina E1), ou inseridos na uretra (MUSE ®- Medicated Urethral System for Erection; Alprostadil Transuretral).


Exemplo de aplicação de Prostaglandina E1

- Existem também Dispositivos de Vácuo e Tratamentos Cirúrgicos que podem ser úteis para homens com dificuldades erécteis.

- Como a DE pode-se dever a uma condição médica subjacente como aterosclerose ou pressão arterial elevada, o tratamento da doença pode ajudar a aliviar as dificuldades erécteis.

- Se suspeita que está a tomar um medicamento que lhe provoca dificuldades de erecção, fale com o seu médico sobre a possibilidade de mudar para outro fármaco. ATENÇÃO: Não pare de tomar qualquer medicamento antes de falar com seu médico!

- Deve fazer algumas mudanças de estilo de vida pouco saudáveis. Parar de fumar, perder peso, ou diminuir o consumo de álcool pode ajudá-lo a melhorar significativamente as suas erecções.

- A Terapia Sexual continua a ser um método bastante eficaz em grande parte das situações.



6º Mito

É possível tratar a disfunção eréctil recorrendo
apenas a remédios de ervas e suplementos

Facto: Existem diversos riscos se optar por tomar suplementos para a DE. O conteúdo exacto de muitos dos suplementos vendidos para a DE não é conhecido, e é possível que possam conter compostos perigosos ou ingredientes que podem interagir com outros medicamentos que esteja a tomar.

Além disso, muitos sites não alertam sobre os potenciais riscos e efeitos colaterais de tomar os remédios que vendem. E, claro, tomar suplementos sem falar com o seu médico significa que não estão a ser examinado para doenças como diabetes e doenças cardíacas que podem contribuir para a DE.

A melhor opção para o tratamento, com sucesso, da DE é consultar o seu médico, que, caso considere necessário, poderá encaminhá-lo para um especialista.


Texto adaptado do original de Louisse Chang, WebMD


 
Veja aqui outras informações sobre Disfunção Erectil


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221

- Qual o Período Fertil na mulher ? -



Um ciclo menstrual é o período de tempo que ocorre desde o 1º dia da menstruação até ao dia antes da menstruação seguinte. Geralmente, um ciclo dura 28 a 32 dias, mas existem ciclos relativamente maiores ou mais pequenos, dependendo de mulher para mulher, e na própria mulher, ao longo da vida. Antes de abordar o período fértil é importante falar sobre as fases do ciclo menstrual:

1) Fase folicular – é a fase do ciclo menstrual que leva à ovulação. Embora ocupe, geralmente, a primeira metade do ciclo, a sua duração pode variar (1 a 5 dias). Começa no primeiro dia da menstruação. No início desta fase, o útero menstrua, apresentando uma parede (endométrio) muito fina. O ovário nesta fase está em repouso. A glândula pituitária (hipófise), que se localiza no sistema nervoso central, começa a aumentar a produção de uma hormona chamada Hormona Foliculostimulante (FSH), que como o próprio nome indica, estimula os folículos do ovário. Na presença do FSH, os folículos desenvolvem-se, crescem e amadurecem.

Aproximadamente, sete dias após o início do ciclo, é possível detectar na ultrassonografia do ovário vários folículos com cerca de 9 a 10 milímetros. Estes folículos passam a produzir Estrogénio. Conforme os níveis de estrogénio aumentam, um dos folículos torna-se dominante e desenvolve-se mais rapidamente que os outros, que na verdade, param de crescer e começam a involuir. Este folículo dominante será o responsável por libertar o óvulo no momento da ovulação. Além do desenvolvimento do folículo dominante, o estrogénio também provoca alterações a nível do útero, preparando-o para uma eventual gravidez. A membrana da parede do útero, chamada de endométrio, começa a proliferar, adquire camadas e torna-se mais espessa.

2) Fase ovulatória – no momento de concentração máxima de estrogénio, que ocorre no dia anterior à ovulação, existe a libertação de outra hormona da hipófise: a Hormona Luteinizante (LH), a qual culmina com a expulsão do óvulo maduro através da cápsula do ovário. Estamos agora exactamente no meio do ciclo, 14º dia em casos de ciclos menstruais de 28 dias. O pico de estrogénio e o surgimento do LH, fazem com que a mulher comece a produzir um muco viscoso, chamado de muco fértil, que favorece a mobilidade dos espermatozóides. A presença de LH facilita o processo de maturação do folículo dominante e, aproximadamente 36 horas depois, ocorre a rotura do folículo e a libertação do óvulo, ou seja, a mulher ovula.

3) Fase Lútea – após a ovulação, a formação e a manutenção do corpo lúteo, bem como a sua produção de Progesterona tornam-se as características funcionais dominantes. A fase lútea dura, normalmente, 14 +/- 2 dias. Se não ocorrer uma gravidez, o corpo lúteo regride espontaneamente e o desenvolvimento folicular prossegue para o ciclo seguinte.

4) Fase Menstrual – o primeiro dia da menstruação marca, de facto, o início de mais um ciclo. O fenómeno conhecido como menstruação é, essencialmente, um acontecimento endometrial devido à perda do suporte da progesterona do corpo lúteo. A ovulação ocorre 14 dias antes do primeiro dia da próxima menstruação. Portanto, se você menstruou, conte 14 dias para trás e saberá quando ovulou. Se o óvulo for fecundado, o embrião começa a produzir uma hormona chamada gonadotropina coriónica, responsável por manter o corpo lúteo e a produção de progesterona activos. Os testes de gravidez são baseados na dosagem das concentrações de gonadotropina. Atenção: esta fase ocorre durante a fase folicular (1ª Fase) , apenas a colocámos separada para facilitar a sua compreensão.


Como calcular o período fértil?

Não é fácil ter a certeza absoluta do momento exacto da ovulação, mas é possível saber retrospectivamente quando uma mulher ovulou. Basta retroceder 14 dias (mais ou menos 2 dias) ao primeiro dia da menstruação. Ou seja, se tiver um ciclo regular de 28 dias, a sua ovulação será no 14º dia após o início do ciclo. Porém, apenas uma em cada dez mulheres está nesta situação, pois os ciclos são muito variáveis (entre os 25 e os 31 dias).

Por exemplo, uma mulher com um ciclo menstrual de 30 dias que tenha o início da menstruação no dia 15 de Junho, a próxima menstruação será no dia 15 de Julho, então 15 menos 14 dá 01, o dia da ovulação será dia 01 de Julho.

Nas situações de ciclos irregulares deve anotar o primeiro dia da menstruação durante vários meses e calcular a duração de cada ciclo. Seguidamente, faça a média de pelo menos três/quatro meses para ficar a saber a duração aproximada dos seus ciclos. Subtráia 14 à média e esse será, o dia aproximado da última ovulação. A esse dia some o valor da média e ficará a saber quando será a próxima ovulação.


Outras formas de saber o seu período fértil:

O muco vaginal/fértil – durante a ovulação é eliminada pela vagina uma secreção que fica diferente, transparente, elástica, tipo clara de ovo. A presença deste muco significa que a ovulação acabou de ocorrer. Também se chama a esta secreção de “muco fértil”, pois favorece a mobilidade dos espermatozóides em direcção ao útero e às trompas. Muitas mulheres conseguem detectar as alterações nas características, do seu muco, colocando-a entre os dedos indicador e polegar e esticando-a ao máximo sem que se rompa, no dia em que ela estiver mais longa é o dia da ovulação. A capacidade de esticar chama-se filância, então no dia de maior filância temos o dia da ovulação.


Curva da temperatura basal – após o pico de LH que induz a ovulação, a temperatura corporal das mulheres, que ronda os 36,2ºC, aumenta discretamente, cerca de 0,5ºC, e permanece assim cerca de 10 dias. Como este aumento de temperatura ocorre cerca de 2 dias após a ovulação, e como o óvulo vive 12 a 24 horas, quando se identifica este aumento de temperatura, praticamente o óvulo já não está viável. Este método pode ajudar a saber se a mulher ovulou recentemente, mas não permite saber a altura ideal para ter uma relação sexual, se pretender engravidar.

Testes de ovulação – existem à venda, em farmácias, alguns testes de ovulação que indicam se a mulher está a ovular ou se já ovulou. É a forma mais simples para saber qual o período fértil, porém é caro.

Dor - Algumas mulheres apresentam dor no momento da ovulação. A ruptura do folículo ovariano para libertar o óvulo, pode causar uma discreta irritação do peritónio, provocando dor na parte inferior do abdómen do lado onde se deu a ovulação. Esta síndrome é chamada de mittelschmerz, que significa em alemão dor no meio (do ciclo, entre o 13 e 14 dia). Esta dor pode durar algumas horas e costuma ser cíclica, ocorrendo praticamente todos os meses.




IMPORTANTE!!!

- O óvulo tem uma duração de vida entre 12 a 24 horas após a ovulação, portanto uma relação sexual um dia após a ovulação pode resultar numa gravidez.

- Os testículos do homem produzem cerca de 1000 espermatozoides por segundo. A qualidade do esperma depende do estilo de vida do seu proprietário (tabaco; álcool; banhos quentes e roupa interior apertada; o café por sua vez ajuda os espermatozóides a irem mais longe mais depressa e com mais intensidade).

- Os espermatozóides conseguem sobreviver no sistema reprodutivo feminino cerca de 3/4 dias, portanto, o período fértil vai do 3º/4º dia antes da ovulação até um dia após a mesma. Existe uma maior possibilidade de fecundação quando há coito 1 ou 2 dias antes da ovulação, pois o ideal é que já existam espermatozóides à espera do óvulo nas trompas.

- Para casais que querem engravidar, indica-se o coito dia sim, dia não, ou a cada 2 dias, iniciando-as logo após o fim da menstruação. Embora alguns especialistas aconselhem um intervalo de 2 a 3 dias, entre as relações sexuais, para que os espermatozóides sejam de maior qualidade, existem estudos que consideram este facto como importante, apenas, quando a qualidade espermática não é boa.

- Cerca de 50 a 60% dos casais saudáveis demora em média seis meses a engravidar.

ATENÇÃO:

- É normal existirem algumas alterações no ciclo menstrual associado a situações de stress, doenças e alterações na rotina e/ou alimentação, porém se esta situação se prolongar deverá falar com o seu médico/ginecologista e alertá-lo para essa condição.

- Se os seus ciclos são muito longos (acima de 36 dias), ou muito irregulares, poderá ter ciclos anovulatórios, ou seja, sem ovulação. Nestes casos deve consultar o seu médico ginecologista para fazer exames hormonais.

- Se tem ciclos inferiores a 24 dias a sua Fase Lútea (que vai da ovulação ate o dia anterior à próxima menstruação) está muito curta, esta situação dificulta a fixação do embrião e poderá ser causada por uma deficiência de progesterona. Convém fazer uma dosagem dessas hormonas no sangue no 7º dia depois da ovulação, que é quando ela atinge seu pico.

- Nas adolescentes os primeiros ciclos menstruais podem ser muito irregulares, não constituindo razão para preocupações. No entanto, se o ciclo menstrual continuar a ser muito irregular para além do prazo de dois anos, é aconselhável consultar um médico ginecologista.

- Se tem dificuldade em engravidar, o ideal é que este processo de acompanhamento da ovulação seja acompanhado por um médico numa consulta de infertilidade.

- Dá-se o nome de Menarca à 1ª menstruação que surge por volta dos 13 anos, porém existem casos de meninas em que surge aos 9 ou só aos 16 anos. É normal que o ciclo menstrual não seja regular, nas primeiras menstruações, podendo ocorrer duas no mesmo mês, ou passarem 2 ou 3 meses sem existir perda de sangue.

- Por volta dos 45/55 anos, inicia-se um processo gradual, da cessação do ciclo menstrual, e consequentemente do período reprodutivo para o não reprodutivo, devido à diminuição das hormonas sexuais produzidas pelos ovários, a que se dá o nome de Climatério.  O climatério dura cerca de um ano, mas pode variar entre seis meses a mais de cinco anos. Chama-se Menopausa à última menstruação da mulher.



SEXO & DROGAS



A procura de formas para despertar o desejo, melhor a performance, ou exacerbar o prazer sexual, é uma história que se tem repetido ao longo dos anos nos “quatro cantos do mundo”. Desde rituais e oferendas a Deuses, passando por poções mágicas e supostas pílulas milagrosas, tem-se procurado encontrar algo que aumente miraculosamente o desejo, a excitação, a capacidade sexual e as sensações de prazer sexual.
O recurso a drogas, sintéticas ou naturais, não é exceção a este fenómeno, mas vejamos alguns exemplos e suas consequências.
Álcool
O recurso a bebidas alcoólicas é um dos desinibidores mais conhecidos. Enquanto usado em doses pequenas, o álcool pode ter um efeito psicológico positivo e por isso ser considerado um afrodisíaco, pois permite relaxar, atenuar as inibições e estimular a fantasia. Os problemas surgem quando se abusa cronicamente porque o álcool pode ser um travão da sexualidade diminuindo a capacidade de excitação e de prazer. Estas dificuldades manifestam-se através da Disfunção Erétil no homem e dificuldades de lubrificação na mulher. O excesso de álcool faz com que o sangue em vez de ir para os genitais, seja dirigido para o sistema gastrointestinal e para a cútis, que causa o conhecido ruborizado quando se bebe em excesso.

Heroína

As moléculas de opiáceos como a morfina, a metadona, mas sobretudo a heroína, ligam-se ao cérebro nos mesmos recetores que “as moléculas de bem-estar”, as endorfinas.
A heroína é muito mais potente que a endorfina natural e leva a uma diminuição dos recetores destas moléculas. Assim, não só se aumenta a dose de droga, mas também impede que as endorfinas naturais dêem prazer. Com o prolongar desta pratica, além do resto, os opiáceos inibem a produção de hormonas sexuais pelo próprio organismo. A heroína provoca ausência de Desejo Sexual a curto prazo, enquanto a longo prazo pode provocar Disfunção Eréctil, problemas de orgasmo, ejaculação e fertilidade.
Cocaína

A cocaína age, ao contrário, sobre uma outra “molécula do prazer”, a dopamina, um neuro-transmissor cujos efeitos são a promoção e depois a atuação do comportamento sexual. A dopamina desperta a procura de novidade, de novos estímulos e aventuras, e a cocaína acelera a sua utilização. Numa primeira fase, pode, portanto, ser um potente estimulante sexual mas, uma vez que a dopamina disponível foi consumida, dela nada resta. A cocaína pode provocar ejaculação ou orgasmo retardado. O consumo a longo prazo resulta, muitas vezes, em falta de interesse e de Desejo Sexual.

Alucinogénios

Os alucinogénios como o Lsd, agem sobre os mecanismos da fantasia. Durante uma relação sob o efeito do Lsd, não se está com o parceiro, mas com uma alucinação, um fantasma produzido pela mente.

Ecstasy

Um efeito semelhante é produzido pelo ecstasy que, afrouxando os mecanismos naturais de vigilância, pode levar a fazer coisas que não deseja fazer e das quais, infelizmente, talvez venha a arrepender-se. O ecstasy provoca sentimentos emocionais calorosos mas podem não se  traduzir em sentimentos sexuais.

Poppers

O nitrato de amilo (“Poppers”) é usado especificamente para realçar o momento do orgasmo, mas pode ser perigoso, especialmente para pessoas com problemas cardíacos.

Haxixe e Marijuana

O haxixe e marijuana podem amplificar as sensações proveniente do exterior e atingem, assim, um eco maior e não natural.  A cannabis realça o estado de espírito do consumidor. Caso se sinta excitado, fumar um charro poderá aumentar essa excitação, mas se estiver com sono, fica de rastos. O consumo a longo prazo diminui a produção de hormonas sexuais e, consequentemente, diminui as capacidades sexuais.

Concluindo

Todas as drogas artificiais acabam sempre por ter um forte impacto psicológico negativo: substituem-se ao interesse pelo sexo e ocupam o seu lugar no cérebro. É necessário que o nosso cérebro saiba produzir, sozinho, no momento oportuno, as drogas de que necessita. E não esqueçamos os sentimentos: o orgasmo é a nossa heroína, a curiosidade é a nossa cocaína, o namoro o nosso Lsd, a amizade a nossa ectasy e a paixão a nossa marijuana.

As substâncias mais aproximadas dos afrodisíacos, que têm a aprovação da classe médica, são alguns medicamentos como Viagra®; Levitra® e Cialis®, para os homens e a Testosterona para as mulheres, as quais deverão ser sempre tomadas sob vigilância médica.


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Testículos - "As jóias da coroa"


Os homens podem adorar o pénis, mas são bastante protectores em relação aos testículos. Há poucas coisas que um homem mais tema do que uma valente pancada nas “partes baixas” e por bons motivos.

Eis alguma informação útil sobre estas verdadeiras “jóias da coroa” masculina:

- os testículos são um par de corpos ovais e ligeiramente achatados que medem cerca de 4cm de comprimento e 2,5cm de diâmetro. Situam-se, juntamente com o epidímio, no escroto, um saco extra-abdominal localizado abaixo do pénis;

- os testículos, no homem, têm duas funções distintas, a espermatogénese (gerar espermatozóides) e a produção de esteróides sexuais (androgénios: Testosterona);

- 90% da hormona masculina – Testosterona – tem origem nos testículos antes de entrar no fluxo sanguíneo e viajar pelo organismo;

- o testículo esquerdo fica mais abaixo e é maior do que o direito em 75% dos homens, porque é o primeiro a descer durante o parto, para além disso, não seria confortável para o homem se estivessem ao mesmo nível, pois tornar-se-ia doloroso, ou quase impossível andar confortavelmente;

- os testículos ficam pendurados fora do corpo e sobem e descem para a virilha, graças aos escroto, mediante a temperatura. A sobrevivência dos espermatozóides é muito sensível à temperatura, devendo estar aproximadamente 4º abaixo da temperatura corporal normal (veja mais informações aqui);

- os testículos são muito sensíveis à dor, mas a sensibilidade varia individualmente, tal como os peitos femininos. Alguns homens pagam para que lhes ponham pesos nos testículos e os estiquem ao ponto de quase tocarem os joelhos. Outros desatam a correr se lhes tocar nem que seja com um dedo;

- os homens não valorizam tanto o tamanho dos testículos como do pénis, mas não se importam se lhes disser que os tem grandes (se os tiver). A expressão “é preciso tomates” equipara-os à coragem (veja mais informações aqui).
Cuidados a ter:

- o cancro dos testículos é a malignidade mais vulgar nos homens na faixa etária dos 20-40 anos. A incidência do tipo mais prevalecente de cancro dos testículos, os tumores das células germinativas, tem aumentado ao longo das ultimas décadas, acontecendo o mesmo com o factor de risco mais prevalecente – a não descida dos testículos (criptorquidia - veja mais informação aqui). Isto sugere que o numero de homens afectados com cancro dos testículos irá continuar a aumentar nos próximos tempos;

- o auto-exame dos testículos, através da palpação, permite que o homem verifique se existem alterações anatómicas nos mesmos. Para tal, aconselha-se que esta prática seja feita desde a adolescência, geralmente 15 em 15 dias, para que o homem comece a ter noção da consistência normal dos seus testículos e assim consiga identificar mais facilmente qualquer alteração;

-se identificar qualquer tipo de alteração à palpação normal, por exemplo, alteração do tamanho, formato, peso, inchaço ou ponto doloroso, deve procurar um médico para o observar;

- embora o tratamento deste tipo de cancro seja, actualmente, bastante eficaz, uma intervenção precoce apresenta sempre maior possibilidade de sucesso;

Curiosidades:


as vítimas de Elefantíase do Escroto, uma doença causada pela obstrução dos vasos dos testículos, podem inchar os testículos até ao tamanho de uma melancia. O maior testículo registado pertencia a um Africano, pesava 70Kg e media mais de meio metro de diâmetro. Felizmente, há um medicamento chamado diethylcarbamazina que consegue reduzir os testículos para o seu tamanho normal;

- a presença de mais do que 2 testículos é chamada de poliorquidismo. É raro, mas existem cerca de 75 casos registados até hoje de indivíduos com 3 testículo. No entanto, também há casos de pessoas que nascem com 4 ou até 5 testículos, mas são extremamente raros;


 
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