HIV-SIDA

PORQUE
Lutar Contra a Sida é importante
(pode conter imagens chocantes para pessoas mais sensíveis)

Em cada 10 segundos morre uma pessoa com SIDA

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Erecções Matinais - "Tesão do Mijo"



As erecções matinais são muito comuns e, normalmente, são conhecidas como "tesão do mijo" porque as pessoas supõem que elas têm alguma coisa a ver com o aumento da pressão na bexiga durante a noite. Mas não há qualquer prova que assim seja.

Para o efeito, vejamos o que se passa durante uma noite.

O sono normal é constituído pela alternância de dois estágios, fisiologicamente distintos, o Sono Paradoxal ou REM (Rapid Eye Movement ou "Movimento Rápido dos Olhos") e o Sono Lento ou NREM (Non Rapid Eye Movement ou "Movimento Não Rápido dos Olhos"). Durante a noite, existem vários períodos de sono lento e de sono paradoxal.

O sono lento, ou NREM, ocupa cerca de 75% do tempo do sono. Durante este período, não existem movimentos nos olhos e os ritmos respiratório e cardíaco são lentos e regulares.

Durante o sono paradoxal, ou sono REM, os ritmos respiratório e cardíaco aceleram e os olhos movem-se para trás e para a frente por detrás das pálpebras cerradas, em movimentos rápidos e irregulares. Existe ainda uma actividade cerebral semelhante à do estado de vigília. Quando acordadas nesta fase, as pessoas tendem a recordar o que estavam a sonhar. Esta fase, representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo.

Durante o sono REM existe ainda uma importante actividade eléctrica muscular, daí surgem as famosas erecções nocturnas/matinais (se acordarmos nesta fase). Nas mulheres, também ocorre um fenómeno semelhante, uma vez que existe uma erecção clitoridiana e também uma vasodilatação vaginal durante o mesmo sono paradoxal. Muitas vezes, a existência deste tipo de erecções permite excluir a hipótese de uma causa orgânica para uma Disfunção Eréctil masculina, indiciando que a causa deve ser provavelmente psicológica.

Ou seja, as erecções nocturnas são um processo totalmente reflexo. Devem-se ao facto de termos 2 sistemas nervosos: o “parassimpático”, que gere o relaxamento do corpo, e o “simpático”, que se ocupa da sua actividade. O “parassimpático” comanda a erecção, enquanto que o “simpático” a anula. Os dois sistemas estão permanentemente em oposição. Durante o sono paradoxal, o sistema nervoso “simpático” fica de vigia, permitindo que o “parassimpático” entre em acção. E é assim que se torna possível o aparecimento da erecção.

Diversos estudos têm demonstrado que quer um homem passe várias semanas sem ter sexo, quer se tenha masturbado pouco antes de adormecer, a duração das erecções nocturnas mantém-se inalterada.

As erecções nocturnas têm como "missão" fazer a "manutenção do pénis". Como o sono paradoxal dura, aproximadamente, vinte minutos por ciclo, e como existem cinco ciclos por noite, temos cerca de cem minutos de erecção por noite em que o organismo se vai auto-regular e "ver se está tudo em ordem".

Quanto à famosa expressão "tesão do mijo" felizmente não tem cabimento, imagine o que seria se sempre que um homem tivesse vontade de urinar tivesse uma erecção...

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Amor Vs Sexo

"Sexo é sexo ... amor é amor... sexo com amor é o ideal...

sexo sem amor é normal ... amor sem sexo é chato"

"Na prática fazemos amor com o que é nosso

e fazemos sexo com o que é dos outros..."

Será preconceito?

Porque é que o homem tem os testículos pendurados?



Esta questão pode parecer um pouco absurda, mas não seria mais cómodo para o homem se os testículos, ao invés de estarem pendurados, ficassem "armazenados" internamente? Acha estranha esta pergunta? Já viu algum crocodilo, elefante, golfinho ou ave com os testículos de fora? Na realidade, milhares de espécies possuem testículos internos que, aliás, não estão forçosamente nas proximidades do pénis. Nos elefantes, por exemplo, os testículos localizam-se no meio do corpo, perto dos rins.

A priori, seria mais simples e seguro, para o homem, ter testículos internos. Qual foi o homem que não experimentou aquelas dores terríveis após levar um toque mais forte nos testículos, pelo menos nas brincadeiras quando era mais novo?
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Pois bem, eis aqui duas das hipóteses para o motivo dos homens terem os testículos "ao dependuro", como se diz popularmente.
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Uma das hipóteses, tendo por base a Teoria Evolucionista, é a de que os testículos poderiam ter servido, no passado, como "ornamentos visuais". Ou seja, teriam tido como propósito seduzir as fêmeas, isto muito antes de terem surgido as roupas. Por outras palavras, os testículos eram uma espécie de cauda dos pavões, quanto mais "vistosos", maiores eram as probabilidades do seu "proprietário" acasalar.
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Outra hipótese diz que os testículos se localizam no exterior por uma questão de temperatura: os espermatozoides necessitam de fresco para se produzirem. É verdade que a temperatura no escroto é 4 graus inferior à do corpo. Além disso, sabe-se que, em todas as espécies, com escroto externo, os espermatozoides morrem se os testículos forem aquecidos.

Vejamos ainda outro aspecto: os testículos sobem quando está frio e descem quando está calor, porque a pele do escroto incluí um músculo, o "dartos". É ele que faz dos testículos um verdadeiro termostato para os espermatozoides.

Com efeito, aquela pele "enrugada" que envolve os testículos pode não ser muito estética, mas é bastante útil. Se está calor, o dartos relaxa, o que afasta os testículos do corpo e os arrefece. Além disso, também se distende, aumentando a superfície de troca com o exterior a fim de assegurar a evacuação do calor. Inversamente, sob o efeito do frio, o dartos contrai-se, o que aproxima os testículos do corpo - tornando-os "mais quentinhos".

Adaptado do original de Antonio Fischetti, A angústia do chato antes do coito, Editorial Bizâncio

INFIDELIDADE

- Sexo fora do casamento ... uma massagem ao Ego -
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Uma relação extraconjugal é uma relação sexual entre duas pessoas das quais, pelo menos, uma é casada, ou tem uma relação duradoura, com outra pessoa. Prefiro usar o termo de relacionamento extraconjugal em vez de infidelidade. Isto porque infidelidade muitas vezes implica um juízo de valor (alguém que não cumpriu um compromisso moral ou que não foi fiel ... fiel de fé...).
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Segundo diversos estudos, 80 a 90% das pessoas, no início do casamento, são absolutamente contra qualquer espécie de "infidelidade". No entanto, com o avançar dos anos, da relação, os valores estatísticos diminuem drásticamente.
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Porque será que surge esta necessidade de se ter relações extraconjugais?
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Diversos estudos têm apontado 3 elementos inerentes e que se revelam fundamentais para a existência da necessidade de um relacionamento extraconjugal: o segredo, a excitação e o risco.
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Segundo Reibstein e Richards "o segredo é o centro da maior parte das infidelidades, enquanto a honestidade é suposto ser o centro da maioria dos casamentos". Na realidade, segundo estes autores, quando o relacionamento extraconjugal é descoberto, tem tendência e acabar, por isso mesmo, porque deixou de ser "segredo".
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É o risco associado à relação extraconjugal que a torna tão excitante. Quem nunca ouviu dizer que "o fruto proibido é o mais apetecido..."?. O casamento pode ser emocional, intimo e sexualmente satisfatório. Mas é familiar e não é proibido. Esta familiaridade pode levar ao tédio, desinteresse e estagnação. A infidelidade surge, assim, alimentada por "sede" de excitação.
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O suspense do segredo e a sua partilha são elementos fundamentais e explicam como, muitas vezes, as relações extraconjugais se prolongam para além do suportável.
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A grande motivação masculina será a sexual, enquanto as mulheres se envolvem, sobretudo por problemas emocionais. Os homens habituam-se a um sexo sem afecto, que se reforça na variedade e na novidade. A mulher, por sua vez, é educada para ser mais selectiva. A sua sexualidade desenvolve-se num contexto emocional.
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Diferentes tipos de relações extraconjugais
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De forma geral, considera-se que a existência de uma relação extraconjugal é o sintoma de que alguma coisa falhou no casamento. Sendo assim, podemos encará-la sob 3 perspectivas diferentes:
  • Uma relação extraconjugal de cariz marcadamente sexual aponta para uma sexualidade pouco gratificante no casamento;
  • Uma relação extraconjugal que se reveste de aspectos emocionais é sinal de que não existe uma boa comunicação e a expressão dos afectos no casamento é deficitária;
  • Se a relação extraconjugal é excitante, muito provavelmente, estamos perante um casamento que se tornou monótono.
Porém, não podemos esquecer que, muitas vezes, uma relação extraconjugal é mais o resultado de crises pessoais do que da problemática conjugal. Inseguranças e baixas de auto-estima sempre se compensaram com sexo e amor. Uma relação extraconjugal é, muitas vezes, uma excelente massagem no ego.
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E se acontecer comigo?
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Muitos casamentos não resistem e a sua dissolução é um processo irreversível. Outros sobrevivem, mas através de um processo de recuperação que, com ou sem ajuda externa*, é sempre doloroso. Sobrevive-se, mas as coisas passam a ser diferentes. Piores? Não necessariamente. Apenas diferentes.
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* Caso sintam que não conseguem ultrapassar a situação sozinhos, e se consideram que ainda vale a pena "lutar" pela relação, ponderem procurar a ajuda de um psicólogo ou sexólogo.
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Texto adaptado do original de Francisco Allen Gomes, Paixão Amor e Sexo, Ed. DomQuixote

Perguntas e Respostas - Transsexualidade

- Pedido de ajuda de um dos nossos leitores -

"Quando o corpo não corresponde com o que somos"

Boa tarde,

Não sei bem a quem me dirigo..

Obrigado desde já por ler minhas palavras... por ler meus desabafos... meu sofrimento.

Chamo-me Carla* mas na verdade gostaria de me chamar Pedro*. Tenho 24 anos e desde a minha infância que me sinto atraído por raparigas mas me sentindo um rapaz. Não me sinto bem com meu corpo, visto roupas de homens, gosto de ver as minhas pernas com os pêlos e não ter que fazer a depilação no Verão para ir à praia por causa das outras pessoas a olharem.

Estou num momento muito dificil para mim... A minha namorada acabou comigo há 2 meses, ela é mais nova que eu e precisava de ter alguém da sua idade, hoje soube que começou a namorar com um rapaz. Ela não sabe quem eu sou, para ela sou o Pedro*. O primeiro relacionamento que tive com uma mulher foi em 2000 quando me apaixonei por uma rapariga. Durante 2 anos não lhe contei quem sou fisicamente... até que um dia tive que contar, foi um grande choque para ela mas continuámos a namorar. No entanto por pressão dos meus pais acabámos passado um ano.

Eu contei aos meus pais por carta como me sinto e foi um grande choque para eles. A Minha mãe chamava-me maluco e cheguei a ir a duas consultas de psicólogo... o meu Pai não me censurou, penso que não me compreendeu bem mas ficou do meu lado, disse para eu tirar o curso, ser maior de idade, ter a minha casa e que aí poderia fazer o que quisesse... infelizmente em 2005 teve um acidente trágico de mota que o matou.

O que me deprime mais é isto... de não poder gritar para o mundo que não me sinto bem como sou, que assim não sou feliz, que pudessem compreender... não sei que dizer mais ... as lágrimas caem umas atrás das outras..

Se obtiver uma resposta... obrigado... eu não sei que fazer...

* Nota: por questões de confidencialidade os nomes foram trocados.

Outros BLOGs com informação sobre Transsexualidade:
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Veja outras questões dos nossos leitores aqui.
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Pegging


PEGGING

O Pegging é uma prática sexual na qual a mulher penetra o ânus do homem com um dildo conhecido como strap-on*. Este tipo de prática sexual não é muito divulgado, talvez, devido ao tabu relacionado com o sexo anal praticado no homem (associado à ideia de homossexualidade), no entanto, isto não quer dizer que muitos casais heterossexuais não o pratiquem "entre quatro paredes".
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A prática de Peeging pode proporcionar prazer físico e psicológico a ambos os parceiros. Em termos físicos, a mulher pode receber estimulação directa com a base do dildo, ou se for um dildo duplo, através de penetração vaginal. A mulher pode também usar um vibrador, entre o dildo e o clítoris. Quanto ao homem, a estimulação no ânus, recto e alguns órgãos adjacentes, como é o caso da próstata, muitas vezes, são suficientes para provocarem um orgasmo. Alguns homens recorrem à masturbação para aumentarem, ainda mais, o seu prazer sexual durante o Pegging.

Numa experiência sexual tudo é permitido, desde que ambos estejam suficientemente à vontade e queiram experimentar. O Pegging proporciona uma experiência única a nível psicológico, pois permite uma "troca real de papeis" (por exemplo, homem/mulher; dominação/submissão). Em alguns casais, para vincar mais este aspecto, durante a actividade sexual o homem pode usar roupa interior feminina, saltos-altos, etc, enquanto que a mulher pode usar fato e gravata masculino. Tudo faz parte da fantasia e do desejo, criados em volta do pegging, pelo casal.

* O strap-on dildo (também conhecido como "cintaralho") é um brinquedo erótico, geralmente um pénis artificial, que pode ser amarrado ao quadril de uma mulher para que esta faça as vezes do homem numa relação sexual entre duas pessoas do sexo feminino, ou mesmo entre sexos diferentes. Pode possuir uma saliência que penetra na vagina e/ou estimula o clítoris da mulher que o usa, para que esta também tenha prazer no acto. Á medida que a mulher que o usa vai tendo prazer, este brinquedo pode libertar líquidos vaginais, para simular o esperma libertado pelo pénis. Também pode ser usado na masturbação feminina.

Para mais informações consulte:

Perguntas e Respostas - Será homossexual?


Pedido de ajuda de um dos nossos leitores

"Boa tarde...

Estou a escrever-vos porque estou um bocado desesperada, vivo na zona interior do País, uma zona um bocado limitada em termos de médicos e especialistas em algumas áreas, onde temas como os que quero tratar continuam a ser "tabus" e não merecem sequer grande relevância...

Namoro há cerca de 1 ano e meio com um rapaz que amo muito, ultimamente ele teve uma situação um bocado estranha com um rapaz mais novo que ele, em que houve uma troca de mensagens de teor homossexual, o meu namorado jurou-me que não houve contacto físico, mas disse-me que se tivesse oportunidade não sabe como agiria...

Ele tem 34 anos, já não está na fase da adolescência em que as pessoas ficam confusas e por vezes não sabem bem o que querem, embora ele já me tenha confessado que nessa fase teve algumas experiências "normais" para a idade entre amigos, de estimulação em conjunto...

Acontece que estamos a pensar casar para o ano e estas coisas não me saem da cabeça, o meu pedido de ajuda é no sentido de me indicar se existe algum meio de saber a orientação do meu namorado, ou melhor, se existe uma forma de através de conversa ou testes poder determinar isso, é um passo muito importante e não gostaria de o dar sem ter a convicção e a certeza que aquele episódio que ele viveu não passou apenas de uma fantasia ou se poderá ser algum desejo escondido...não sei se me faço entender...

Peço que me dê todas as informações e contactos que julgar necessários para que possamos fazer algo, estou meio desorientada é uma situação nova e não sei nem a quem recorrer para ser sincera...

Estou desesperada, peço-vos encarecidamente que me ajudem! Desde já obrigada pela vossa ajuda."


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Fetichismo


Fetichismo ou Feiticismo


"Um homem de 32 anos e a esposa, de 28, procuram ajuda de um sexólogo por terem problemas de relacionamento. A esposa refere que os dois estão casados há seis meses e que namoraram durante 2 meses antes de casarem. Durante todas as relações sexuais, o marido insistia para que ela usasse botas com saltos muito altos. Embora ela inicialmente considerasse sexy esse comportamento, agora teme que o marido tenha atracção pelos sapatos e não por ela. Acha "grotesto" esse comportamento e pediu ao marido que parasse, o que ele se recusou a fazer. O marido afirma que não consegue ter erecção ou orgasmo sem a presença dos sapatos. Diz que sapatos de salto alto sempre fizeram parte dos jogos sexuais para ele. Não sente vergonha nem culpa por esse comportamento, embora esteja preocupado por isso estar a causar problemas na relação."

Este é um exemplo de um caso de Fetichismo. A palavra Fetish vem do termo "feitiço", em que é atribuído um significado místico e mágico a algo como, por exemplo, neste caso, umas botas de salto alto (este passa a ser o objecto-fetiche, ou seja, o objecto que enfeitiçou a pessoa).


Existe uma vasta gama de possíveis objectos-fetiche, tais como:
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  • zonas específicas do corpo - por exemplo, pés ou as nádegas (chamados fetiches corporais);
  • objectos inanimados - por exemplo, sapatos ou roupa interior usada (cuecas e meias);
  • ou certos materiais - como por exemplo a borracha ou o couro.

Muitas pessoas coleccionam os seus objectos fetiche e utilizam-nos para se masturbarem enquanto seguram, esfregam, ou cheiram o objecto-fetiche. Caso o fetiche seja uma determinada característica corporal, podem escolher os seus parceiros de acordo com essa característica (por exemplo, cabelos compridos, seios muito grandes, etc.). As pessoas fetichistas necessitam da presença do objecto-fetiche para conseguirem ficar sexualmente excitadas e atingir o orgasmo. O fetichismo é muito mais frequente em homens do que em mulheres.

O fetichismo pode ser causa de sofrimento psicológico, principalmente se o indivíduo considerar que o seu comportamento não é normal (neste caso diz-se que é egodistónico). O fetichista pode também recear a rejeição por parte de parceiros sexuais ou amorosos, caso estes descubram a sua preferência. Em alguns casos, o fetiche é partilhado com o parceiro habitual que pode aceitá-lo e até colaborar na procura dos referidos objectos. Existem sites na Internet, revistas, filmes e clubes especializados em inúmeros fetiches diferentes que procuram ir ao encontro de interesses específicos dos indivíduos que os procuram.

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Para que se possa considerar a presença de Fetichismo existem 3 critérios, segundo o DSM-IV TR*:
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  • As fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais intensos e recorrentes, durante um período de pelo menos seis meses, envolvendo a utilização de objectos inanimados (por exemplo, roupa interior feminina).
  • As fantasias, impulsos sexuais ou comportamentos provocam mal-estar clinicamente significativo ou dificuldades no funcionamento social, ocupacional ou noutras áreas importante.
  • Os fetiches não se limitam a peças de vestuário feminino utilizado no travestismo ou a objectos concebidos para a estimulação táctil dos genitais (por exemplo, vibrador)
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Veja mais informações sobre Fetichismo aqui
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*Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais, da APA (American Psychiatric Association)

Ginástica Sexual


GINÁSTICA SEXUAL

Não é novidade nenhuma que a capacidade sexual dependente, em grande parte, da saúde física. Seguidamente sugerimos alguns exercícios que o(a) podem ajudar na sua vida sexual. Entretanto, procure, juntamente com o seu médico, uma forma de exercício físico que goste, tal como caminhada, corrida, natação, ou qualquer tipo de desporto, e pratique-a com regularidade.
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Exercícios Kegel

Estes exercícios foram concebidos pelo Dr. Arnold Kegel para ajudar as mulheres a recuperar a função do músculo pélvico após o parto. No entanto, podem melhorar o prazer sexual tanto do homem como da mulher. Para as mulheres, os exercícios não só melhoram a capacidade para atingir o orgasmo mas também permitem a estimulação do pénis do seu parceiro durante a penetração. Para os homens, estes exercícios ajudam a controlar a ejaculação e a ter erecções mais fortes.

Estes exercícios trabalham os músculos pélvicos que estão entre a zona do osso púbico e o cóccix. Pense nos músculos que usa quando retém a urina (são precisamente esses que tem de trabalhar). Uma vez identificados deve controlar o número de contracções que faz gradualmente. Comece por fazer dez contracções duas vezes por dia, e mantenha o músculo contraído dois ou três segundo de cada vez. Não contraia com força. Estabeleça como objectivo, por exemplo, três séries de vinte contracções por dia e verá a diferença em poucas semanas.

Uma das vantagens destes exercícios é que pode fazê-los quando quiser, por exemplo, sentado à secretária, no banho, na cama ou até enquanto está a ver televisão.

O facto de o orgasmo masculino não estar intrinsecamente ligado à ejaculação, já era conhecido na China antiga e foi agora redescoberto pelo Ocidente. Portanto, se os homens conseguirem controlar o músculo pélvico é possível que consigam atingir o orgasmo sem ejacularem. MAS se se sentir ansioso por dar prazer ao seu parceiro ou pelo seu corpo, por favor, não se entregue a pressões adicionais ao tentar esta técnica.

Exercícios de Inclinação Pélvica



Para manter movimentos seguros, os homens e as mulheres precisam de nádegas e dorsais fortalecidos. Os exercícios de inclinação pélvica podem ajudar. Deite-se de costas e posicione os pés no chão, com os joelhos dobrados num ângulo confortável. Com as mãos na zona do estômago e sem levantar as costas do chão, incline a pélvis para cima, em direcção ao tecto, mantenha a posição e conte até cinco. Relaxe, voltando a posicionar direita a pélvis. Repita dez vezes. Pode aumentar para cerca de vinte vezes por dia.
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A postura do GATO




Para uma zona lombar com maior flexibilidade, experimente o seguinte exercício. Posicione-se de gatas, mantendo os joelhos alinhados com as ancas. Posicione-se de gatas, como um gato, e volte a endireitá-las lentamente. Arqueie devagar as costas, como um gato, e volte a endireitá-las, lentamente. Repita cinco vezes e, quando se sentir confortável, passe a fazer o exercício dez vezes. A postura de gato ajuda-o a relaxar a zona lombar e a dar-lhe mais flexibilidade.

O Aperto

Para ter ainda mais controlo e força vaginal, a mulher pode praticar o "aperto", mantendo um dildo ou vibrador desligado no interior da vagina e apertando-o como se praticasse os exercícios Kegel. Pode, então, contrair o pénis do seu parceiro durante a penetração, o que lhe causará sensações excelentes.
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Veja também informações sobre a Técnica de Pompoar aqui


Adaptado do original de "Sexo com Pecado", Dr.a Pam Spurr, Bertrand Editora