Mascarados na cama



Para quebrar a rotina da sua vida sexual existem alternativas. Porque não usar uma fantasia de enfermeira ou pedir ao seu companheiro que use uma farda?

Existem muitos casais que para quebrar a monotonia decidem encarnar diferentes personagens, partindo assim para uma nova descoberta no que toca ao sexo. Para os especialistas, esta é uma técnica velha e que pode efectivamente resultar para estimular a relação sexual entre dois amantes, bem como será uma hipótese para aproximar um casal em crise.

"Antes de experimentar este tipo de actividade o casal deve conversar. Ambos devem estar dispostos a alinhar neste jogo amoroso. Só o facto de homem e mulher se sentarem a conversar sobre esta decisão ajuda, sem dúvida, a que o casal se aproxime", explica Fernando Mesquita psicólogo clínico e com mestrado em sexologia clínica.

Na opinião do especialista, encarnar uma pessoa que não se é permite ao homem e à mulher inverter os papéis e faz com que ambos se tornem activos durante o acto sexual. "Dependendo da personagem que se encarna, o homem pode tornar-se o passivo da relação e a mulher a pessoa activa, e vice-versa, o que pode ser muito bom", diz.

Fernando Mesquita considera ainda importante que aqueles que se aventuram a experimentar este tipo de fantasias se lembrem de que o sexo não pode apenas surgir nos momentos em que a fantasia seja usada, ou seja, o casal não deve apenas ter relações sexuais desta forma ilusória.

Homem e mulher devem lembrar-se que o sexo é um momento que vale por si e que nem sempre pode, ou deve, ser provocado por fantasias. "É normal um casal quere fugir à rotina, porém os intervenientes devem lembrar-se de que a mulher vestir-se de médica, ou o homem vestir-se de policia, por exemplo, não pode ser o único mote para que a relação sexual aconteça", avisa o especialista.

Do ponto de vista clínico, homem ou mulher mascararem-se e deixarem-se levar pela imaginação é então visto como sendo uma fuga à rotina que pode ajudar a fomentar a paixão entre o casal. O objectivo e as regras da aventura ficam à imaginação de quem joga em cima de uma cama, mas há que lembrar que ambos os jogadores devem partilhar do gosto pelo jogo.
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Texto adaptado do original de Catarina Martins, Jornal 24 horas (16/04/2010)

Dependência Sexual

A ideia de que alguém pode ter uma dependência de sexo não é totalmente aceite, mesmo entre os profissionais de saúde, alguns dos quais dizem que é mais uma questão de comportamento compulsivo do que um verdadeiro vício.

O que é?

Estima-se que cerca de 6% das pessoas, em algum momento da sua vida, sejam dependentes do sexo - 1 mulher em cada 5 casos.

Se compararmos com os danos físicos causados por outras dependências, tais como a heroína ou a cocaína, o vício no sexo pode parecer, à partida, um problema diferente. No entanto, existem alguns critérios presentes para que o possamos considerar como uma dependência. Tal como noutros vícios, a pessoa é movida por uma compulsão para procurar e iniciar um determinado comportamento mesmo que este lhe possa causar uma perturbação enorme e até danos à sua vida.

Um viciado em sexo considera que precisa de uma quantidade significativamente maior de sexo para se sentir satisfeito. Este sentimento de necessidade de sexo leva a um dispêndio de tempo anormal em actividades necessárias para satisfazer os desejos, ou para se recuperar dos seus efeitos. Como resultado, este vício pode interferir no trabalho, hobbies e nos relacionamentos com familiares e amigos. Em muitos casos, existe um esforço efémero na tentativa de redução ou controlo deste comportamento.

Quais são os sintomas?

Quando podemos dizer que o sexo se tornou num vício, já que a maioria das pessoas gosta dele?

Um indício vem da definição usada frequentemente por especialistas que sugerem que a dependência sexual é qualquer comportamento sexual que se sente fora de controle. Outra característica importante é que, tal como noutros vícios, os afectados encontram uma oscilação intensa de altos e baixos nas suas emoções.

Depois das emoções fortes vividas na procura de gratificação sexual surgem emoções negativas após o comportamento, tais como:

  • Vergonha;
  • Pesar;
  • Remorso;
  • Ansiedade;

A procura de novas relações sexuais surge como uma forma de aliviar estes sentimentos negativos.

Alguns dos sintomas de alerta de uma dependência de sexo podem incluir:

  • Comportamentos de sexo casual frequente e de risco com múltiplos parceiros;
  • O uso excessivo de pornografia;
  • Sentimentos de preocupação sobre o possível comportamento;
  • Desejar parar ou mudar o comportamento sexual mas não conseguir;
  • Sentir-se incapaz de parar ou mudar o comportamento, apesar de o desejar;
  • Recorrer ao sexo como forma de lidar com outros problemas;
  • Necessitar de mais sexo para obter a mesma satisfação;
  • Viver sentimentos de culpa por não ter conseguido evitar o comportamento;
  • Passar uma grande quantidade de tempo a planear ou a praticar sexo;
  • Faltar a importantes eventos sociais ou mesmo ao trabalho, devido ao sexo
Outras das consequências do vício em sexo podem incluir:
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  • Término de relações significativas;
  • Perda de oportunidades de emprego;
  • Infecções sexualmente transmissíveis;
  • Gravidez indesejada.
A depressão é comum entre os viciados em sexo (que pode até ser um factor que leva ao vício ou agrava o problema) e cerca de um em cada cinco chega a pensar no suicídio.

Obter ajuda

Pode ser muito difícil admitir que se tem um vício sexual e procurar ajuda. Muitas vezes, existem sentimentos de vergonha intensa e relutância em falar sobre esta dependência. Poucas pessoas são capazes de mudar o seu comportamento, sem o apoio de um profissional que lhes ajude a explorar porque desenvolveu esta dependência e como pode ultrapassá-la.

Assim, o primeiro passo é reconhecer que tem um problema e procurar ajuda especializada. Se realmente existir um verdadeiro vício em sexo ou uma forma de comportamento compulsivo, o principal método para o tratamento é o mesmo, e consiste em terapias psicológicas, especialmente a Terapia Cognitiva Comportamental, que envolve a compreensão da sua dependência e formas de lidar/alterar os seus comportamentos e cognições. Em muitos casos é importante conjugar a terapia com medicação, sendo importante, também, a intervenção de um médico psiquiatra.



Texto adaptado do original do Dr. Gill Jenkins (BBC, Março de 2010)
Para mais informações veja aqui
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Pensa bem ...


Teria sexo com uma pessoa que se recusa a fazer o teste para as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST´s)*?


A ignorância é apontada como uma das muitas barreiras na prática de sexo seguro e para a diminuição da transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis, ou seja, muitas pessoas nem sequer sabem que estão em risco de contraírem uma IST.

O que pensar sobre as pessoas que simplesmente se recusam a fazer o teste?

A Sexually Transmitted Diseases Test Express divulgou, recentemente, os resultados de um estudo sobre a saúde sexual e os testes para as IST´s. A pesquisa verificou que um terço dos entrevistados relataram que tiveram relações sexuais com pessoas que se recusam a fazer o teste de IST´s. A principal limitação deste estudo é o facto de ter sido baseado numa amostra de 100 pessoas que não foram escolhidos de forma aleatória. No entanto, torna-se claro que é necessária uma investigação mais profunda a este problema. Será interessante analisar se as pessoas que disseram que fizeram o teste disseram a verdade, bem como, se existem excepções nos casos dos que revelaram ter relações com pessoas que não sabem o seu estado de saúde.

Ser (Seguro) ou não Ser (Seguro) ... não é a questão para todos

Na Sociologia, e provavelmente noutras disciplinas, existe a preocupação da relação entre as diversas forças sociais, às vezes chamadas de estruturas sociais (por exemplo, política, religião, capitalismo), e a agência dos indivíduos, também conhecida como "livre-arbítrio". Embora todos tenhamos algum grau de livre vontade, algumas das coisas que fazemos, e até mesmo algumas do que nós somos, são directamente influenciadas pela sociedade - uma vez que estão parcialmente fora do nosso controle.

Nem todas as pessoas têm os mesmos recursos e poder, tal como se verifica na prática de sexo seguro e na regularidade dos testes às IST´s . Por exemplo, a Organização Mundial de Saúde verificou que, ainda hoje, existem diferenças na tomada de decisão sobre o uso de preservativo e a regularidade sexual, entre homens e mulheres, em muitos países. Em muitos casos as mulheres ficam sujeitas a um maior risco de consequências indesejadas e indesejáveis da actividade sexual, tal como contrair uma Infecção Sexualmente Transmissível, por não terem um papel activo na tomada de decisão.

É importante notar que a educação sexual, que permite ter acesso a informações precisas sobre saúde sexual, IST´s, saúde reprodutiva e práticas de sexo seguro, não está disponível para todos. Devemos todos nós como defensores da promoção da saúde sexual estar conscientes da relação entre desigualdade e saúde sexual (e da saúde em geral).


Adaptado do original de Eric Anthony Grollman, Kinsey Confidential (16 Março 2010)



* As Infecções Sexualmente Transmissiveis (IST´s) são infecções/doenças que se transmitem através de relações sexuais vaginais, orais e anais, ou de outros contactos íntimos. Possívelmente poderá encontrar, em diversos textos, a designação de Doenças Sexualmente Transmissiveis (DST´s), pois era o termo utilizado anteriormente. Alguns exemplos de IST´s: VIH/SIDA; Clamídia; Gonorreia ou blenorragia ; Herpes genital; Hepatite B; Vírus do Papiloma Humano-HPV; Sífilis e Infecções por tricomonas.

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Fantasie ... mas saiba como



E viveram felizes para sempre. Eis o desfecho da maior parte dos filmes românticos que fazem sonhar muita gente com uma vida amorosa cheia de felicidade. Mas dos ecrãs à realidade vai um passo de gigante e imitar as estrelas pode até dar um resultado nada romântico.

A advertência é do sexólogo Fernando Mesquita, que lembra ao 24horas que a maior parte das pessoas "tem a noção de que a personagem que está no filme é uma realidade construída, inalcançável, enquanto o companheiro ou companheira que está ao lado é que nos dá felicidade real".

Por vezes, a tentação de realizar uma cena de um filme pode parecer tentadora. Mas convém não arriscar. "É preciso que se saiba se a outra parte vai mesmo gostar dessa surpresa. Os casais devem falar sobre o que vêem nos filmes para descobrirem quais as fantasias que partilham", explica o especialista.

Chegar a casa, ver a mesa posta, um jantar feito e velas acesas pode parecer muito bonito para uns, mas uma grande trabalheira para outros. "É preciso ter cuidado. Se estamos à espera que corra tudo tal e qual como aconteceu no filme é capaz de não dar certo e ainda acabar em discussão", alerta o psicólogo clínico.

A ideia de que algumas mulheres controem a ideia de um homem ideal através de peças de um puzzle de actores charmosos do grande ecrã (um pedaço do Brad Pitt com o charme do Sean Connery e uma pitada de...) é para o especialista, "um pouco exagerada". "As mulheres têm uma história pessoal onde vão fazendo uma idealização do homem, uma ideia pré-concebida, vão criando um mapa de referências e valorizam mais um tipo de aspectos do que outros, mas os filmes são apenas uma das fontes", diz.

E não se pense que só as personagens boazinhas interessam às mulheres. "Um estudo recente mostra que também há um fascínio pelos bad boys, os vilões dos filmes. Querem mudá-los ", avança.

Para o sexólogo, há um pormenor muito curioso no que diz respeito aos filmes românticos. "Raramente se faz uma sequela! Seria muito interessante fazer a continuação de muitas dessas histórias, retratando o que acontece três ou quatro anos depois, com o desgaste da relação, os filhos ... muitos seriam dramas!", considera.

A actriz Teresa Rolla, que muitos viram em "Morangos com Açúcar", lembra-se de uma excepção: "Fizeram o "Antes de anoitecer" (2004) depois do "Antes do amanhecer", porque a história não acabava bem no primeiro e a história tinha que acabar bem".

"A culpa é dos filmes da Walt Disney, que nos vendem os sonhos na infância. Mas quando chegamos a uma certa idade encaramos a vida e vemos que não é bem assim, que a realidade é diferente", diz Teresa Rolla.

Nada que aflija a actriz, agora estudante de Filosofia: "Não podia ser tudo sempre bom, de outro modo não conhecíamos o mal".



Entrevista dada a Ricardo Vilhena, Jornal 24 horas (12/04/2010)

Quando perder a virgindade?



A iniciação sexual em Portugal começa nos rapazes por volta dos 17 anos e nas raparigas na casa dos 20 anos. Os dados são oficiais, do Instituto Nacional de Estatística (2001). E embora a tendência seja para a vida sexual se iniciar cada vez mais cedo, para o sexólogo Fernando Mesquita a idade é indiferente: "Não há idade certa... o importante é que considerem que estão preparados e desejam começar a sua vida sexual. Na realidade, muitos dos jovens que não iniciam a sua vida sexual apontam como aspectos o facto de ainda não terem encontrado a pessoa certa, porque se sentem demasiadamente novos para tal ou, pura e simplesmente, porque ainda não tiveram oportunidade para isso".

Além disso, salienta a importância de ser um acto planeado: "É importante que seja uma decisão pensada e tomada pelos dois, não porque apenas um deles quer mas sim porque é desejado por ambos. Normalmente, existe uma grande pressão, por parte do rapaz, para iniciarem a vida sexual, muitas vezes a rapariga acaba por "ceder" ao que considera ser uma prova de amor, embora nem sempre se sinta preparada para tal".

Outro factor importante que o sexólogo saliente é haver entre o casal uma relação afectiva forte: "O início da vida sexual é usado como uma descoberta da sexualidade e do corpo do/a parceiro/a. Penso que é importante que os jovens aprendam a valorizar a parte afectiva da relação e que não a encarem somente como algo mecânico ou apenas como uma "curte" ou "ficar com". Se tiverem uma relação afectiva bem estabelecida, se algo correr mal "na primeira vez", será mais fácil ultrapassarem essa dificuldade".

Se não houver essa afectividade e a primeira relação sexual não correr bem, o que ocorre, normalmente, é "haver rejeição e critica".

A virgindade já não tem o mesmo peso de há 15 ou 20 anos, mas Fernando Mesquita afirma que ainda existe preconceito na sociedade. "Infelizmente, muitos adultos ainda não estão preparados para aceitarem essas diferenças, e isso faz com que muita informação que seria importante chegar a estes jovens acabe por ser escondida", refere.

Mafalda Teixeira defende que ainda há um atraso na mentalidade dos portugueses e que não interessa a idade com que se inicia a vida sexual: "Depende de mulher para mulher. Independentemente da evolução dos tempos, cada qual o faz de acordo com a sua formação, educação, e quando se achar preparado".

A actriz refere que é importante a informação sexual junto dos mais jovens. "Há casos de raparigas que são mães aos 13 e aos 14 anos, e isso é muito cedo. Acho que não idade para iniciar a vida sexual, mas ser mãe é outro assunto. Por isso, penso que deveria haver mais informação junto dos jovens", adianta.

Para Mafalda Teixeira, a primeira vez foi muito especial: "Acho que tem que ser especial, é uma parte da nossa vida que fica para sempre marcada e que devemos recordar de forma bonita". A minha primeira vez foi pensada e estava numa relação estável, acho que foi de encontro com as circunstâncias que estava a viver", remata.
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Entrevista dada a Andreia Caturna Martins, Jornal 24 horas (09/04/2010)


Perguntas e Respostas - Não tenho desejo


"Quando fazemos é um espetáculo... mas fujo das situações..."

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Olá,

Aviso desde já que não sei bem como isto funcionará, mas espero que seja algo deste género.

Dr. Mesquita, deve ouvir isto muitas vezes, mas não é nada fácil para mim contactá-lo por esta via. O meu nome é XXXXXX, tenho 25 anos, sou médico XXXXX, exercendo há cerca de 2 anos e meio. Tenho uma relação estável com a minha namorada há cerca de 2 anos e vivemos juntos há aproximadamente um. A minha namorada tem a minha idade e está a acabar o seu curso. Entendemo-nos muito bem, e, com a devida ressalva de que muitas vezes os nossos planos saem ao lado, é com ela que quero partilhar o resto da minha vida. E ela é linda!

Não tenho problemas de saúde diagnosticados à excepção de algumas perturbações de ansiedade devido a uns projectos que tenho vindo a desenvolver nos últimos tempos.

Quando fazemos amor corre tudo bem, não tenho problemas fisiológicos, no entanto já de algum tempo para cá noto que o meu desejo sexual tem vindo a diminuir, ou seja quando fazemos é um espectáculo, mas muitas vezes “fujo” das situações, evito o desenrolar das situações, parece que qualquer coisa me bloqueia...

Ela já começou a notar e tem-se queixado (com razão) o que me parece tem vindo a agravar ainda mais a situação. Isto nunca me aconteceu já tive vários relacionamentos e sempre foi um rapaz sexualmente bastante activo.

Não sei muito bem como lidar com isto mas tenho que me resolver antes que isto nos afecte ainda mais.

Agradecia as suas orientações.

Sem mais assunto de momento, fico a aguardar a sua resposta e desde já o meu obrigado.

XXXXXX



A nossa Resposta

Caro amigo,

a falta de desejo é um problema que, cada vez mais, afecta muitos homens. As exigências do dia-a-dia, o stress, o cansaço, entre muitos outros factores, podem estar na origem do seu problema. Não devemos esquecer a possibilidade da existência de causas biológicas, como é o caso de um baixo nível de Testosterona (a hormona, por excelência, do Desejo Sexual).

O "evitar" por vezes também está associado a uma monotonia na iniciativa sexual, por exemplo, ser sempre no quarto, à noite, etc.. Procurem variar os vossos encontros sexuais e experimentem coisas novas, como por exemplo, posições, uso de instrumentos, criação de fantasias, etc...

Não podemos esquecer que quando a relação não está bem, (como é o caso de falta de confiança, diálogo, etc.) a diminuição do desejo é um dos primeiro sintomas a surgir, como que um grito de alerta para algo que não está a correr bem!

Importa, também, que avalie as seguintes situações:

  • Quando tem relações sexuais sente prazer e fica satisfeito com as mesmas? Por exemplo, é frequente homens que tenham Ejaculação Prematura, ou Disfunção Eréctil, passado algum tempo começarem a perder o Desejo, uma vez que as relações lhes causam alguma frustração/angustia.
  • Deseja realmente a sua parceira?
  • Sente desejo por outras pessoas?
  • Como vai a sua auto-estima?
  • Fale abertamente com a sua namorada, o facto de referir que "ela começa a notar", faz-me supor que ainda não falaram sobre este assunto. Lembre-se que, como não sabe, ela poderá começar a "criar fantasias" sobre as causas do seu afastamento que podem não corresponder à realidade e isso levar a um afastamento, cada vez mais progressivo entre vocês dois.
Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Estarei disponível para o ajudar sempre que necessário. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Sexo na gravidez


"A mulher deve aceitar as mudanças do seu corpo
e desfrutar do acto de fazer amor"


"Algumas mulheres podem sentir-se gordas e pouco atraentes. É importante que nesta fase procurem estabelecer uma auto-imagem física mais positiva", afirma o sexólogo Fernando Mesquita. Este não foi o caso de Sylvie Dias, mãe de Afonso, de 10 meses: "Foi a altura em que mais me senti mais bonita, imensas vezes ficava a namorar o meu corpo em frente ao espelho", conta a actriz ao 24horas.

Mas quando isso não acontece, o especialista refere que as mulheres "devem falar com amigas que tenham passado pela mesma situação para saber o que elas passaram e sentiram nessa altura. Não se podem esquecer de partilhar esses sentimentos com o parceiro para que ele perceba o que ela está a passar e que não exista um afastamento progressivo".

Cuidados a ter

Esta auto-estima é uma das preocupações dos médicos durante uma gravidez. Os casais demonstram ainda algumas dúvidas quanto ao relacionamento sexual. "Salvo as situações em que o médico considera que existe algum tipo de risco, um casal pode levar uma vida sexual normal. Os últimos três meses tendem a ser os mais complicados, mas apenas porque existe um aumento de volume por parte da mulher, esta poderá sentir-se mais cansada e a sua mobilidade diminuir", explica o sexólogo.

Sem querer expor demasiado a sua vida intima, Sylvie Dias revela que durante a gravidez as palavras sexy e sensual não são as mais apropriadas: "Sentia-me bonita mas acho que sexy e sensual não serão bem as palavras certas. Acho que essa é uma imagem demasiado forte para uma grávida", diz, acrescentado que na vida intima a gravidez "decorreu normalmente".

Na sexualidade do casal, Fernando Mesquita aponta alguns cuidados a ter: "As relações sexuais e o orgasmo são seguros no início da gravidez. Devido ao aumento de determinadas hormonas, algumas mulheres podem sentir dor nos peitos durante o primeiro trimestre. Se for esse o caso, para que os momentos íntimos não se tornem desagradáveis, deverão falar com o parceiro para que ele evite estimular os peitos e tome mais atenção a outras zonas erógenas. A posição de missionário (homem por cima) deve ser evitada se o homem for muito pesado e poderá tornar-se difícil depois do quarto mês".
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Entrevista dada a Andreia Caturna Martins, Jornal 24 horas (05/04/2010)

Perguntas e Respostas - Sou tímido


"Tenho muita dificuldade em exprimir sentimentos..."

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Ola,

sou rapaz tenho 20 anos e ainda sou virgem, pois tenho dificuldade em exprimir sentimentos. Estou ciente disso por ser um pouco tímido e com alguma falta de confiança e auto-estima. Tento procurar conhecer novas raparigas mas estranhamente deixo de ter contacto com as elas depois de um primeiro encontro sem eu às vezes perceber porquê.

Tenho um grupo de amigos com quem nunca falei disto, mas ao contar a amigas mais chegadas ficam admiradas porque acham que sou giro atraente etc.. Recomendam-me que saia mais, nomeadamente a noite, mas essas saídas a mim não me dizem nada, sempre deixei isto andar sem me preocupar muito porque sempre pensei que um dia iria conhecer alguém que mudasse a minha vida, mas quando pensei que isso estava acontecer foi um desgosto onde fiquei triste e sai um pouco magoado.

Ultimamente tenho pensado mais nisto já me passou de tudo pela cabeça, e neste momento é algo que me incomoda, porque tenho vontade e saudades de estar com uma rapariga que me de carinho e atenção, mas ao mesmo tempo tenho receio de como será a minha primeira vez. Quando estou na presença de uma rapariga que gosto por vezes fico meio atrapalhado e envergonhado, chego até a gaguejar, mas eu não sei porque é que isto acontece, e quando vou para casa pensar no que se passou, fico com vontade de voltar atrás e fazer tudo o que me vai na cabeça, só que no momento não consigo... é como se estivesse bloqueado.


A nossa Resposta
Caro amigo,

parece-me que o seu maior bloqueio, neste momento, é a pressão que sente de querer ter uma "namorada" aliada ao "tal receio da primeira vez". É uma situação que muitas pessoas passam, embora poucas tenham a coragem de dizer (sim nem todos falam com os amigos/as sobre estas dificuldades, como foi o seu caso, esse foi um grande acto de coragem que mostrou).
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A melhor forma de ultrapassar? Bem penso que primeiro terá de ganhar a tal coragem e começar a conhecer novas pessoas. Não tem obrigatoriamente de ir a discotecas ou bares à noite, pois muito provavelmente irá conhecer pessoas que gostam desse estilo de vida que a si "não lhe diz grande coisa". Procure frequentar os locais que gosta e terá grande probabilidade de conhecer pessoas com gostos semelhantes.
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Depois a confiança é algo que vamos ganhando com a prática, as primeiras vezes podem não correr muito bem mas deverá pensar "o mais importante é que tentei", valorize antes as suas tentativas ao invés dos sucessos/insucessos dos seus "avanços". Cada tentativa deve ser considerada uma vitória. Já agora, procure conhecer outras pessoas que não apenas as "potenciais companheiras", desta forma está a treinar para quando surgir "a tal".
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Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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