Quando os casais falam de sexo...


A qualidade comunicacional no casal tem sido apresentada como uma das melhores formas de prever a satisfação conjugal. Grande parte dos estudos sobre os processos de comunicação no casal tem recorrido a gravações de vídeo para analisar as expressões faciais e os comportamentos não-verbais do casal, durante a discussão sobre determinados assuntos.

Os estudos têm revelado que a comunicação dos casais menos felizes é caracterizada por níveis elevados de comportamento negativo (por exemplo, expressões de desdém) e baixos níveis de comportamento positivo (por exemplo, a validação).

Num estudo mais recente, avaliou-se a comunicação de diversos casais quando discutiam assuntos de cariz sexual. Neste estudo, participaram jovens recém-casados, que aceitaram que as suas interacções comunicacionais fossem gravadas, quando falavam sobre questões sexuais e não sexuais, a fim de determinar se estas interacções poderiam prever a satisfação conjugal. Os resultados mostraram que os comportamentos negativos durante as discussões sobre assuntos não sexuais não tiveram um impacto significativo na satisfação conjugal. Em contraste, verificaram-se baixos níveis de satisfação com a relação, principalmente nas mulheres, quando existiram expressões faciais e comportamentos não-verbais negativos, durante a discussão de um problema sexual.


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(Des)uso do preservativo ...

(Des)uso do preservativo nas mulheres que praticam sexo anal

Desde o surgimento do HIV/SIDA, nos anos 80, que as práticas sexuais entre homossexuais e/ou bissexuais têm sido fonte de preocupação em relação à propagação de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Uma grande quantidade de recursos e campanhas têm sido dirigidas a encorajar estas pessoas a usarem preservativo como uma parte normal e regular das suas relações sexuais.

Ultimamente, com o aumento de práticas de "barebacking" - termo normalmente usado para falar de sexo anal sem o uso de preservativo - tem aumentado o receio de uma nova vaga de infecções, em homossexuais e/ou bissexuais, parte de alguns activistas e profissionais de saúde.

Um estudo feito, recentemente, no Departamento de Saúde de Nova York mostrou que menos de um quarto das mulheres heterossexuais (23%) exigem preservativo aos parceiros durante o sexo anal e que também estão menos propensas a realizar testes de HIV. Apenas 11% das mulheres, entre os 18 e os 24 anos, referiu usar preservativo durante o sexo anal, passando para aproximadamente 62,2% nas mulheres com cerca de 45 anos.

Em comparação, cerca de 61% dos gays dizem usar preservativo no sexo anal, 63% afirma realizar frequentemente as análises ao HIV e, entre os homens que praticam sexo anal sem preservativo, 35% dizem fazer o teste regularmente.

Este tipo de investigação leva-nos a enfatizar a importância da utilização de práticas de sexo seguro, independentemente do género e/ou orientação sexual.

É importante relembrar que as várias formas de controle da natalidade, como "a pílula", não protegem as pessoas contra a transmissão de ISTs. Pode ser o caso de muitos heterossexuais que usam o preservativo exclusivamente como método de controle de natalidade, limitando o seu uso à prática de sexo pénis-vagina e, portanto, deixam de tomar as devidas precauções quando praticam sexo anal.

As pessoas devem estar cientes das formas de transmissão das ISTs, e suas consequências, pelo sexo desprotegido quer seja oral, vaginal, anal, ou mesmo noutras formas de sexo sem penetração, e tomarem as medidas necessárias para se protegerem.

Pedido de ajuda...


Alguém pode ajudar este leitor?

Uma vez que não lhe sei dar uma resposta, pois é uma questão essencialmente legal?

"Sou casado faz 25 anos e meu casamento já desgastado há muito tempo. Tenho três filhos com idade entre 21 e 25 anos. Minha esposa saiu de casa em Junho de 2009 residindo bem próximo a minha casa. Ocorre que ela possui um outro companheiro, com quem passeia pelas ruas do bairro e adjacências, onde sou muito conhecido. Solicitei cópias de seus documentos para solicitar o divórcio consensual não obtendo êxito até o momento.

Por motivos a me preservar solicitei desde o inicio que ela não morasse perto de mim, pois há a sensação de certa provocação quanto a situação que vivo. Hoje não há como conviver próximo a ela, mas não sou dono da verdade nem quero viver à margem do que diz a lei. Só quero orientações de como posso obter esse divórcio já que ela não me entrega os documentos necessários e, talvez, relute em assinar documentos de cartório.

Há, ainda, a legislação do Fundo de Saúde do meu trabalho que diz que meus filhos perdem o direito ao plano caso deixem de viver sob as minhas expensas e, mesmo sendo maiores de idade a mais velha, 25 anos é estudante universitária tendo direito além dos descontos da Universidade possui o direito ao atendimento médico-odonto-hospilar. O mesmo ocorre com outro filho de 21 anos que é portador do Lúpus, doença que lhe obriga ao uso permanente de medicamentos e os mesmos atendimentos médicos anteriormente descritos. Pergunto se há a possibilidade de me responsabilizar pelos dois e, se mesmo, contra vontade de alguns deles posso solicitar que fiquem comigo e, como faço para que o processo seja agilizado nas esferas jurídicas?

Grato"

O AMOR de Helen Fisher




A antropóloga Helen Fisher fala sobre um assunto um tanto complicado -- O AMOR-- e explica a sua evolução, as funções bioquímicas e a sua importância social. Finalmente, termina com um aviso sobre o potencial desastre inerente ao abuso de substâncias anti-depressivas.

Atenção: para ver as legendas escolha "View subtitles" e depois "Portuguese (Brazil)"

Mitos sexuais ...

O tamanho das mãos é proporcional ao tamanho do pénis! - FALSO - Esqueça os mitos que relacionam partes do corpo tais como pés, mãos, pescoço, nariz, punho ao tamanho do pénis.

O pénis pode ficar preso na vagina durante o coito! - FALSO - Não existe nada na vagina que permita prender um pénis nem o pénis tem qualquer tipo de ventosa para ficar preso.

Os homens carecas são potentes! - FALSO - A associação entre a calvice e a potencia deve-se à ideia de que os carecas teriam mais testosterona, a hormona masculina responsável tanto pelo desejo sexual quanto pela calvice.

Engolir sémen alimenta - FALSO - É verdade que o sémen contém proteínas, mas elas não são suficientes para alimentar uma pessoa.

Na primeira relação sexual é impossível engravidar - FALSO - Existe sempre risco quando não se utiliza um método contraceptivo, por isso, é possível gravidar em qualquer relação sexual. .

Na gravidez a penetração faz mal ao feto - FALSO - O sexo na gravidez é completamente seguro sempre que não exista restrição médica.

A sexualidade de uma mulher termina com a menopausa - FALSO -
O sexo durante a menopausa é muito gratificante e, mesmo depois dela, pode ser vivido plenamente.

Quanto maior o pénis, maior o prazer da mulher - FALSO - A parte mais sensível da mulher é no primeiro terço da vagina e não podemos esquecer o clítoris que até fica na parte exterior.

As mulheres atingem o orgasmo apenas com a penetração - FALSO - Algumas mulheres têm orgasmos quando são penetradas e a grande maioria precisa de estimulação directa no clitóris.

Ter relações sexuais durante a menstruação não é saudável - FALSO - Infelizmente ainda subsistem, hoje em dia, muitos mitos associados a esta questão.

Uma masturbação excessiva na puberdade diminui a potencia sexual na vida adulta- FALSO

A masturbação frequente provoca mudanças físicas e acne - FALSO
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Quando alguém se masturba demais, é porque tem problemas na sua vida sexual ou porque o seu parceiro não o satisfaz - FALSO

A masturbação causa infertilidade - FALSO
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Os pedófilos são homossexuais - FALSO - os pedófilos existem independentemente da sua orientação sexual. Na verdade, a maior parte dos casos de pedofilia está associada a relações heterossexuais com crianças.
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Homossexualidade é uma doença - FALSO - e como tal não existe qualquer tipo de tratamento para a homossexualidade.
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Divorciados fazem mais sexo


Uma pesquisa realizada pelo jornal Britânico The Sunday Telegraph, com cerca de 1800 participantes, indica que os divorciados tendem a ter mais relações sexuais do que os casados ou solteiros.

Cerca de 68% dos divorciados têm relações sexuais de seis a 20 vezes por mês - uma proporção maior do que entre os casados (44%), solteiros (38%) ou casais em união (43%). De acordo com a pesquisa, as pessoas casadas fazem sexo, em média, nove vezes por mês e cerca de 11% dos divorciados chegam a ter relações sexuais mais de 21 vezes por mês.

Os investigadores referem que o stress laboral e familiar também é responsável pela frequência sexual, uma vez que, os aposentados têm duas vezes mais relações sexuais do que pessoas mais jovens que trabalham.

Cerca de 34% dos britânicos disse que a melhor fase de sua vida sexual foi entre os 25 e 34 anos, enquanto que 23% disseram que foi entre 18 e 24 anos.

A confiança foi considerada o aspecto mais importante de um relacionamento - mais do que companheirismo ou estabilidade financeira. No total, um quarto dos participantes disseram que foram infiéis aos parceiros. O sexo ficou em quinto lugar.

Mascarados na cama



Para quebrar a rotina da sua vida sexual existem alternativas. Porque não usar uma fantasia de enfermeira ou pedir ao seu companheiro que use uma farda?

Existem muitos casais que para quebrar a monotonia decidem encarnar diferentes personagens, partindo assim para uma nova descoberta no que toca ao sexo. Para os especialistas, esta é uma técnica velha e que pode efectivamente resultar para estimular a relação sexual entre dois amantes, bem como será uma hipótese para aproximar um casal em crise.

"Antes de experimentar este tipo de actividade o casal deve conversar. Ambos devem estar dispostos a alinhar neste jogo amoroso. Só o facto de homem e mulher se sentarem a conversar sobre esta decisão ajuda, sem dúvida, a que o casal se aproxime", explica Fernando Mesquita psicólogo clínico e com mestrado em sexologia clínica.

Na opinião do especialista, encarnar uma pessoa que não se é permite ao homem e à mulher inverter os papéis e faz com que ambos se tornem activos durante o acto sexual. "Dependendo da personagem que se encarna, o homem pode tornar-se o passivo da relação e a mulher a pessoa activa, e vice-versa, o que pode ser muito bom", diz.

Fernando Mesquita considera ainda importante que aqueles que se aventuram a experimentar este tipo de fantasias se lembrem de que o sexo não pode apenas surgir nos momentos em que a fantasia seja usada, ou seja, o casal não deve apenas ter relações sexuais desta forma ilusória.

Homem e mulher devem lembrar-se que o sexo é um momento que vale por si e que nem sempre pode, ou deve, ser provocado por fantasias. "É normal um casal quere fugir à rotina, porém os intervenientes devem lembrar-se de que a mulher vestir-se de médica, ou o homem vestir-se de policia, por exemplo, não pode ser o único mote para que a relação sexual aconteça", avisa o especialista.

Do ponto de vista clínico, homem ou mulher mascararem-se e deixarem-se levar pela imaginação é então visto como sendo uma fuga à rotina que pode ajudar a fomentar a paixão entre o casal. O objectivo e as regras da aventura ficam à imaginação de quem joga em cima de uma cama, mas há que lembrar que ambos os jogadores devem partilhar do gosto pelo jogo.
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Texto adaptado do original de Catarina Martins, Jornal 24 horas (16/04/2010)

Dependência Sexual

A ideia de que alguém pode ter uma dependência de sexo não é totalmente aceite, mesmo entre os profissionais de saúde, alguns dos quais dizem que é mais uma questão de comportamento compulsivo do que um verdadeiro vício.

O que é?

Estima-se que cerca de 6% das pessoas, em algum momento da sua vida, sejam dependentes do sexo - 1 mulher em cada 5 casos.

Se compararmos com os danos físicos causados por outras dependências, tais como a heroína ou a cocaína, o vício no sexo pode parecer, à partida, um problema diferente. No entanto, existem alguns critérios presentes para que o possamos considerar como uma dependência. Tal como noutros vícios, a pessoa é movida por uma compulsão para procurar e iniciar um determinado comportamento mesmo que este lhe possa causar uma perturbação enorme e até danos à sua vida.

Um viciado em sexo considera que precisa de uma quantidade significativamente maior de sexo para se sentir satisfeito. Este sentimento de necessidade de sexo leva a um dispêndio de tempo anormal em actividades necessárias para satisfazer os desejos, ou para se recuperar dos seus efeitos. Como resultado, este vício pode interferir no trabalho, hobbies e nos relacionamentos com familiares e amigos. Em muitos casos, existe um esforço efémero na tentativa de redução ou controlo deste comportamento.

Quais são os sintomas?

Quando podemos dizer que o sexo se tornou num vício, já que a maioria das pessoas gosta dele?

Um indício vem da definição usada frequentemente por especialistas que sugerem que a dependência sexual é qualquer comportamento sexual que se sente fora de controle. Outra característica importante é que, tal como noutros vícios, os afectados encontram uma oscilação intensa de altos e baixos nas suas emoções.

Depois das emoções fortes vividas na procura de gratificação sexual surgem emoções negativas após o comportamento, tais como:

  • Vergonha;
  • Pesar;
  • Remorso;
  • Ansiedade;

A procura de novas relações sexuais surge como uma forma de aliviar estes sentimentos negativos.

Alguns dos sintomas de alerta de uma dependência de sexo podem incluir:

  • Comportamentos de sexo casual frequente e de risco com múltiplos parceiros;
  • O uso excessivo de pornografia;
  • Sentimentos de preocupação sobre o possível comportamento;
  • Desejar parar ou mudar o comportamento sexual mas não conseguir;
  • Sentir-se incapaz de parar ou mudar o comportamento, apesar de o desejar;
  • Recorrer ao sexo como forma de lidar com outros problemas;
  • Necessitar de mais sexo para obter a mesma satisfação;
  • Viver sentimentos de culpa por não ter conseguido evitar o comportamento;
  • Passar uma grande quantidade de tempo a planear ou a praticar sexo;
  • Faltar a importantes eventos sociais ou mesmo ao trabalho, devido ao sexo
Outras das consequências do vício em sexo podem incluir:
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  • Término de relações significativas;
  • Perda de oportunidades de emprego;
  • Infecções sexualmente transmissíveis;
  • Gravidez indesejada.
A depressão é comum entre os viciados em sexo (que pode até ser um factor que leva ao vício ou agrava o problema) e cerca de um em cada cinco chega a pensar no suicídio.

Obter ajuda

Pode ser muito difícil admitir que se tem um vício sexual e procurar ajuda. Muitas vezes, existem sentimentos de vergonha intensa e relutância em falar sobre esta dependência. Poucas pessoas são capazes de mudar o seu comportamento, sem o apoio de um profissional que lhes ajude a explorar porque desenvolveu esta dependência e como pode ultrapassá-la.

Assim, o primeiro passo é reconhecer que tem um problema e procurar ajuda especializada. Se realmente existir um verdadeiro vício em sexo ou uma forma de comportamento compulsivo, o principal método para o tratamento é o mesmo, e consiste em terapias psicológicas, especialmente a Terapia Cognitiva Comportamental, que envolve a compreensão da sua dependência e formas de lidar/alterar os seus comportamentos e cognições. Em muitos casos é importante conjugar a terapia com medicação, sendo importante, também, a intervenção de um médico psiquiatra.



Texto adaptado do original do Dr. Gill Jenkins (BBC, Março de 2010)
Para mais informações veja aqui
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