Perguntas e Respostas - Ejaculo muito rápido



"Tive a minha 1ª relação sexual há 3 semanas e correu muito mal"

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Olá sou o XXXXX e tenho 18 anos.


Desde alguns anos que me masturbava muito. Tive a minha 1ª relação sexual há 3 semanas e correu muito mal pois mal inseri o pénis na vagina da minha ex-namorada ejaculei logo, aliás ela acabou comigo por causa disso.


Penso que tenho ejaculação precoce.... e estou sofrendo muito por causa disso. Sou atraente, muitas raparigas têm vindo tentar passar a noite comigo, mas eu nego, com medo que me aconteça da próxima vez, o que me aconteceu na 1ª vez....


Tenho tentado masturbar-me para treinar e aguentar o máximo tempo possível, mas ejaculo muito rápido. Tenho andado muito mal, não sei mesmo o que faça, ando desorientado, muito deprimido.


O que acha que devo fazer para que isto me passe?


Peço a máxima ajuda que me possam dar.

Cumprimentos



A nossa Resposta


Caro amigo

Utiliza-se o termo de Ejaculação Prematura quando um homem ejacula mais rapidamente do que deseja ou quando a ejaculação está fora do seu controlo. Este
é um dos problemas sexuais mais comuns entre os homens, mas também é um dos mais facilmente ultrapassáveis.

Na maioria das vezes, este problema está associado a questões de ansiedade.

Em alguns casos, esta ansiedade estabelece-se muito cedo através da prática de uma masturbação rápida devido ao receio de se ser apanhado, por exemplo pelos pais. Estas pessoas acabam assim por não aprender a controlar a sua ejaculação, uma vez que este padrão acaba por se estabelecer quando é aprendido.

Noutros casos, os homens tornam-se ejaculadores prematuros porque ficam ansiosos em proporcionar prazer ao parceir@ ou porque se sentem criticados – tornando-se inseguros e ansiosos, quer dentro, quer fora da cama.

Existem, ainda, casos de ejaculação prematura quando um homem está zangado com @ parceir@, mas não tem capacidade para exprimir os seus sentimentos de outra forma. Embora estes casos não sejam os únicos que potenciam a ejaculação prematura, são os mais frequentes.


- TRATAMENTO

Embora o tratamento possa envolver alguma medicação, normalmente, é importante o acompanhamento de uma intervenção psicoterapeutica especializada.

Na maioria das situações é importante o recurso à auto-masturbação. O facto de procurar controlar a ejaculação sozinho, permite-lhe diminuir a ansiedade gerada pela presença de uma outra pessoa. Refere que tenta aguentar ao máximo durante a masturbação, "Óptimo", mas procure não ejacular logo, da seguinte forma:

  • Quando estiver a masturbar-se e sentir que está quase a ejacular pare! aguente alguns segundos (até diminuir a sensação de que está próximo a ejacular) e volte a masturbar-se. Repita este processo umas 3 vezes e só depois ejacule. Este exercício permitir-lhe-á tomar maior consciência na eminência ejaculatória e assim vir a conseguir controlar melhor a sua ejaculação.
Caro amigo, este é apenas um dos vários exercícios que lhe podem ser sugeridos por um sexólogo. Existem muitos que devem ser adaptados a cada caso.

Tal como refere, um problema sexual poderá afectar outras áreas da vida, o seu afastamento de novas experiências é disso um sinal o que não é de todo benéfico. Se sentir que estas dificuldades persistem pondere em procurar ajuda.

Devo ainda referir que é muito frequente as primeiras experiências sexuais não correrem como é desejado. Na verdade, é um momento em que quer o homem, quer a mulher, estão bastante ansiosos. Estão a experimentar algo de novo e querem que tudo corra o melhor possível. Porém, nem sempre o local é o mais indicado, as incertezas são muitas, os "nervos" estão ao rubro... e tudo isso só vai tornar as coisas mais complicadas. Uns ejaculam rapidamente, outros perdem erecção. Mas certamente que nas próximas experiências as coisas podem correr melhor.

Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Estarei disponível para o ajudar se voltar a considerar necessário.

Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221

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Perguntas e Respostas - Falta de desejo



"Ele acha normal ter relações uma vez por mês"

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Boa Tarde,

Eu tenho 26 anos e estou casada há cerca de um ano, gostaria que me ajuda-se numa tentativa de perceber melhor o meu marido em relação a nossa actividade sexual.

Enquanto namoramos (não foi muito tempo) tudo corria bem, porque só estávamos juntos ao fim de semana e tínhamos relações sexuais.O problema é que desde que casamos temos relações com pouca frequência e tudo piorou quando eu comecei a querer saber o porque e a falar sobre o assunto.

Apercebi-me que vivíamos o sexo de maneira completamente diferente no passado (quando não nos conhecíamos)...

Neste momento temos relações uma vez por mês, coisa que ele acha normal. Porém eu não só não o compreendo como tenho necessidade de ter uma vida sexual mais activa, mas sempre que tento conversar com ele sobre o assunto ele não acha normal e gera-se uma discussão. O nosso casamento corre bem a todos os outros níveis, porém esta situação faz com que eu não me sinta desejada, me sinta irritada e muitas vezes de mau humor.

Será que me poderia dar alguma sugestão?!



A nossa Resposta


Cara amiga,

ao
contrário do que muitas pessoas pensam, as questões associadas à Inibição do Desejo Sexual não são da exclusividade do sexo feminino. Na realidade, tenho acompanhado, cada vez mais, casais que se encontram nesta situação. Segundo o DSM-IV-TR, para que seja possível diagnosticar a presença de Inibição do Desejo Sexual deverão estar presentes os seguintes critérios:

  • Critério A – Desejo de actividade sexual e fantasias sexuais persistentemente ou recorrentemente deficientes (ou ausentes). Devem ser tidos em conta diversos factores que afectam o funcionamento sexual, como a idade e o contexto de vida da pessoa.
  • Critério B – A perturbação deve causar acentuado mal-estar ou dificuldade interpessoal.
  • Critério C- A disfunção não se explica melhor por outra perturbação do Eixo I (com excepção de outras disfunções sexuais), e não se deve exclusivamente aos efeitos fisiológicos directos de uma substância (por exemplo, uma droga de abuso, uma medicação) ou a um estado físico geral.

O baixo desejo pode ser:

  • Global – e envolver todas as formas de expressão sexual
  • Situacional – e limitado a um parceiro ou a uma actividade sexual específica (exemplo, relações sexuais mas não masturbação)
Normalmente, os casais procuram ajuda, nestes casos, quando existe um desfasamento entre o desejo dos elementos do casal. Podem ser diversos os motivos para a diminuição do desejo:

  • conflito relacional ou distanciamento emocional
  • stress/cansaço
  • depressão
  • hormonais
  • Vergonha
  • problemas de excitação sexual
  • dificuldades no orgasmo
  • Fraqueza
  • Dor
  • Problemas com imagem corporal
  • Preocupações acerca da sobrevivência (exemplo: desemprego)
  • entre outros
- TRATAMENTO –

Embora o tratamento possa envolver alguma medicação, ou alteração da mesma se estiver a ser medicado, é fundamental o acompanhamento de uma intervenção psicoterapeutica especializada no casal.

É importante que procure falar com o seu parceiro sobre as dificuldades que está a sentir e, quem sabe, sugerir procurarem ajuda especializada para o vosso problema. Existem muitas alternativas que vos poderão ajudar a ultrapassar estas dificuldades. Falem abertamente e escolham a que vos fizer mais sentido.

Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Estarei disponível para vos ajudar sempre que considerem necessário. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Humor: Oração das mulheres resolvidas


Oração das Mulheres Resolvidas
de Júlio Machado Vaz


Que o mar vire cerveja e os homens aperitivo,
que a fonte nunca seque,
e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre...

Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que os nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!

Que Deus abençoe os homens bonitos,e os feios se tiver tempo...

Deus...

Eu vos peço sabedoria para entender meu homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus actos,
porque Deus,
se eu pedir força, eu bato-lhe até matá-lo.

Um brinde...
Aos que temos, aos que tivemos e…
aos que teremos!!!

Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam,
e aos sortudos que ainda vão conhecer-nos!

Que sempre sobrem,
que nunca nos faltem,
e que a gente dê conta de todos!
Amén.

P.S.: Os homens são como um bom vinho: todos começam como uvas e é dever da mulher pisá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.


Perguntas e Respostas - Dor com preservativo


"O preservativo doí ao meter?"

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Olá eu sou uma rapariga muito curiosa e tenho algumas duvidas...
.
sei que podem parecer estúpidas mas penso que mais vale perguntar do que ficar ignorante a vida toda...

gostava de saber se o preservativo doí ao meter e se ele não quiser entrar não devemos forçar não é?


A nossa Resposta



Cara amiga,
.
fiquei na dúvida se a sua questão se prendia com o preservativo masculino ou o feminino. Considerando que é referente ao preservativo masculino, uma vez que é o mais utilizado, aproveitamos a sua questão para colocar uma imagem que permite ajudar a perceber como deve ser colocado.
.
Alguns homens referem perder alguma sensibilidade, no entanto, existem no mercado uma grande variedade de produtos e preservativos que permitem ultrapassar facilmente esta questão. Em muitas situações, o desconforto ou a diminuição de sensibilidade está associada a questões psicológicas ou a algum nervosismo por parte do casal.
.
Existem preservativos de diversos tamanhos. Tal como é apresentado na imagem, o preservativo deve ser introduzido com o pénis erecto e não deverá ficar excessivamente apertado, nem largo. Podem surgir algumas dores se o preservativo estiver excessivamente apertado. Os preservativos masculinos têm como tamanho padrão cerca de 16cm de comprimento e 5,2cm de largura. Existem preservativos de outros tamanhos que mediante o fabricante podem atingir os 18,6cm de comprimento e 5,5cm de largura.
.
Cara amiga, sendo assim, não existe qualquer motivo para surgirem dores ao colocar o preservativo.



Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Estarei disponível para a ajudar sempre que necessário. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Sexo depois dos 60


Aqui ficam alguns dos resultados obtidos no maior estudo realizado, sobre o comportamento sexual do idoso, nos Estados Unidos da América, publicado no The New England Journal of Medicine, onde foram entrevistados mais de 3.000 norte americanos, dos 57 aos 85 anos.

* Verificou-se que a maioria dos americanos continua sexualmente activa aos 60 anos e quase metade continua a ter sexo regularmente depois dos 70.

* Os problemas sexuais mais presentes foram a diminuição de desejo sexual, na mulher, e dificuldades de erecção, no homem.

* Constatou-se que, por diversas razões, as mulheres eram significativamente menos sexualmente activas que os homens depois dos 57 anos.

* Comparativamente com os homens de idades semelhantes, surgiram mais mulheres sem parceiro e com menos prazer sexual.

* Cerca de 84 por cento dos homens, entre os 57 e os 64 anos, relataram ter tido algum tipo de contacto sexual com outra pessoa, no ano anterior, em comparação com 62 por cento das mulheres na mesma faixa etária. Estes números diminuíram para 38 por cento e 17 por cento, respectivamente, em pessoas de com mais de 75 anos.

* Dos entrevistados com vida sexual activa, cerca de dois terços referiu ter relações sexuais pelo menos duas vezes por mês aos 70 anos, e mais da metade continuou nesse ritmo aos 80 anos.

* Quase metade das pessoas, sexualmente activas, relatou pelo menos um problema sexual. Cerca de 43 por cento das mulheres referiu sentir uma diminuição do desejo e 39 por cento secura vaginal. Nos homens as dificuldades de erecção são as mais presentes com cerca de 37 por cento dos casos. No entanto, apenas cerca de um terço dos homens e um quinto das mulheres, com mais de 50 anos, disse ter falado com o seu médico sobre as suas dificuldades sexuais.

Segundo Robert Butler, presidente do International Longevity Center, em Nova York, “Existe a ideia generalizada de que o sexo, de alguma forma, não ocorre nos últimos anos, e este estudo demonstra claramente que a actividade sexual, na realidade, não diminui assim tanto”. Como limitações, para o referido estudo, o mesmo autor acrescenta "As relações humanas, que são tão importantes, não foram envolvidas no estudo”.

Adaptado do original de Benedict Carey

Infidelidade emocional (parte 4)


(continuação)

Deverá um casal partilhar tudo? Desde as mensagens de telemóvel às senhas de e-mail, como incentivo para uma relação aberta e honesta?

Mesmo numa relação amorosa, as pessoas têm direito a ter alguma privacidade. Partilhar tudo pode ser demasiado.

Dito isto, o acesso às contas de e-mail individuais, das mensagens do telemóvel e contas bancárias, como forma de controlo do parceiro pode revelar-se contraproducente para estabelecer a confiança. Há uma mensagem subjacente no querer ter acesso total aos domínios protegido por senha que diz: "Estou à espera de te apanhar em algo errado."

Além disso, o parceiro/a poderá sentir que está a ser "controlado/a" ou gerido como se fosse uma criança. Isto não é saudável para a relação, nem para a vida sexual, uma vez que faz crescer as acusações mútuas no casal.

Como fomentar uma atmosfera de confiança na sua relação?

- Mantenha as senhas e outras informações essenciais, como registos bancários, num local seguro mas que o seu parceiro possa ter acesso em caso de emergência. Se você não se sentir confortável com essa situação, escolha um amigo ou membro da família para manter essas informações.

- Deixe o seu e-mail aberto, às vezes, no computador para mostrar que não tem nada a esconder. Deixe-o/a ficar com o seu telemóvel quando vai correr ou tomar um duche. Isto cria um ambiente de abertura e confiança.

- Acabe com os chat´s, e-mails, ou chamadas de telefone, de ex-relações e que sinta que poderá ainda haver algo de intenso entre vocês. Diga: "Neste momento estou numa relação que prezo muito. Desejo-te o melhor…"

É normal andar a "bisbilhotar" o parceiro?

Quem já não teve a tentação de saber o conteúdo das mensagens de telemóvel ou de e-mail do parceiro? A curiosidade é normal.

No entanto, passar à acção e começar a “bisbilhotar” as mensagens do seu parceiro porque desconfia que está a ser traído/a é uma questão completamente diferente. Geralmente, se isso acontece é porque você suspeita que alguma coisa não vai bem na relação. Há dois resultados possíveis:

- Você descobre provas de infidelidade.

- Você não encontra nada mas, mesmo assim, continua a sentir-se desconfiado/a.

Como abordar um parceiro quando encontra provas de infidelidade

Independentemente de já desconfiar, ou não, que algo está mal na relação, o confronto com as provas de infidelidade é sempre um choque emocional associado a sentimentos de raiva, tristeza e tudo mais.

Certamente que é uma fase difícil, mas o melhor para si (e para a sua relação) será esperar até se sentir calmo/a para confrontar o/a seu/sua parceiro/a com as respectivas provas.

Eis algumas dicas que poderão ser úteis para quando se sentir preparado/a:

- Aponte os seus pensamentos e objectivos para a conversa;

- Escolha um tempo para falar quando estiverem apenas os dois e sem distracções;

- Admita o que descobriu - não procure “encurralá-lo/a” com perguntas do tipo “tens alguma coisa para me contar?”;

- Diga-lhe como essa descoberta o/a fez sentir. Concentre-se nos seus sentimentos, em vez procurar acusações ou culpas;

- Aceite a possibilidade de existir uma explicação razoável;

- Se o/a seu/sua parceiro/a admitir o comportamento ou a infidelidade, agradeça-lhe a sua honestidade e peça-lhe para continuarem a conversa mais tarde, pois nesse momento deverá sentir uma escalada das suas emoções que não ajudarão a clarificar a situação. Não tente obter todos os detalhes nesse momento;

- Se o/a seu/sua parceiro/a negar ou tentar racionalizar a sua descoberta, continue atenta/o até ter novas provas. Se acredita que sua saúde está em risco, por causa de doenças sexualmente transmissíveis e práticas sexuais inseguras, tome precauções (por exemplo, use preservativo) ou fale com o/a seu/sua parceiro/a directamente dizendo-lhe que está preocupada/o com sua saúde sexual.

Limpar o passado: que detalhes da infidelidade devem partilhar?

Muitos dos parceiros traídos têm um desejo enorme em saber o ínfimo detalhe da situação. O parceiro infiel poderá, por seu lado, procurar evitar dar respostas a estas questões para evitar ainda mais dor e raiva.

Tentar minimizar, esconder ou não revelar a verdade de um caso apenas irá causar mais danos à relação, talvez de forma irremediavel:

Esclareçam, com detalhe, os seguintes pontos;

- Quando começou;

- Quem iniciou;

- Existiu contacto sexual?

- Que tipo de comunicação foi (e como foi) partilhada, e-mails, chat´s, mensagens, chamadas telefónicas ou cartas?

- Que “omissões” foram feitas: dizia que estava a trabalhar, ou no computador, até tarde?

- Inventou histórias para estar com essa pessoa?

- Terminou, ou pretende terminar, essa relação extra-conjugal?

Top 10 das emoções de um parceiro traído

As emoções andam à solta depois da descoberta de uma traição. Muitas pessoas descrevem a sensação como irreal, como se estivessem a viver a vida de alguém, uma vez que tanta coisa é posta em causa depois de descobrirem que o/a parceiro/a foi infiel.

Mais comummente, os parceiros traídos sentem:

- Extrema ansiedade e/ou pânico;

- Depressão (incluindo as alterações do sono e do apetite);

- Raiva

- Tristeza;

- Medo de perder o/a parceiro/a;

- O desejo de divórcio ou de deixar a relação;

- Mudanças repentinas de emoções;

- Pensamento obsessivo sobre o assunto;

- Aumento do desejo sexual pelo/a parceiro/a;

- Desgosto com a possibilidade de vir a haver sexo com o/a parceiro/a;

- Falta de confiança no/a parceiro/a

Embora estas emoções possam surgir de forma poderosa e esmagadora, é importante saber que elas vão diminuir com o tempo. Evite fazer decisões precipitadas nas primeiras semanas. Além disso, evite dizer palavras desagradáveis de que poderá vir a arrepender-se.


Adaptado do original de GoodInBed.com.

Infidelidade Emocional (parte 3)

(Continuação)


Pode haver traição sem sexo?

SIM! O cérebro é o maior órgão sexual e a maioria dos affairs começa precisamente na mente.

A atracção é ampliada pela presença de uma relação emocional. Quando um parceiro, ou parceira, se dedica mais a outra pessoa, fora da relação, existirá um distanciamento na base do casal que facilitará a criação de uma nova relação.

Uma das bases fundamentais nas relações é a comunicação, baseada na partilha de informação exclusiva entre os elementos do casal. Algumas destas informações são, aparentemente, insignificantes, pois são baseadas em detalhes do dia-a-dia, como o caos que esteve no trânsito, a caminho do trabalho, ou o que foi o almoço. Outras vezes, são informações mais profundas, tais como desejos, medos e objectivos de vida. Com o desenvolvimento de uma relação emocional extra-conjugal, muitas destas partilhas deixam de ser transmitidas ao parceiro, ou parceira, e passam para esta nova relação.

Um casal com pouca, ou nenhuma, partilha de momentos íntimos tem uma maior probabilidade de sofrer um eventual affair emocional. Nestes casos, existe uma maior tendência para se idealizar ou fantasiar se o sexo com a outra pessoa será agradável. Tal como nas relações amorosas, a infidelidade que tem início numa ligação emocional antes de avançar para o sexo é, muitas vezes, mais difícil de terminar e mais nociva para o casal.

Flirting: 3 questões para identificar se é inofensivo ou prejudicial

Podemos encontrar várias definições para flirt: segundo algumas pessoas, é parte integrante da sua personalidade e por isso fazem-no, muitas vezes de forma inconsciente; para outras pessoas, é um sinal de interesse sexual que abre portas ao desejo.

O flirt poderá ser inofensivo, para o casal, se não lhe for atribuído qualquer significado. No entanto, se o flirt estiver associado a uma atracção sexual, em conjunto com outros ingredientes da infidelidade emocional, tais como o segredo e o aumento de intimidade, já deverá ser motivo de preocupação.

Algumas perguntas úteis para identificar se o flirt poderá ser, ou não, inofensivo:

- Eu agiria assim se o/a meu/minha parceiro/a estivesse presente?

- Eu importar-me-ia se o/a meu/minha parceiro/a agisse desta forma com outra pessoa?

- Ao flertar tenho segundas intenções, tais como esperança em conhecer melhor essa pessoa?

As pessoas com relações felizes também traem?

No seu livro "Not Just Friends", Shirley Glass, refere que 82 por cento das pessoas foram infiéis com pessoas conhecidas, tais como, vizinhos ou colegas de trabalho. Por outras palavras, muitas das pessoas que são infiéis não andam à procura de uma relação extra-conjugal ou à “caça” em bares. A traição simplesmente acontece.

Geralmente, a infidelidade emocional ocorre quando a comunicação do casal está enfraquecida, ou quando não houve partilha sobre o que é considerado um comportamento infiel para cada um dos parceiros. Em alguns casos, o sentimento de frustração sexual, frequente numa relação duradoura, é subitamente aliviado por uma atracção nova e emocionante.

7 formas para proteger a sua relação da infidelidade

Algumas estratégias podem ajudar um casal a evitar a infidelidade emocional. O melhor plano é baseado na prevenção:

- Discutam sobre o que consideram ser infidelidade emocional, para que ambos os parceiros estejam cientes de que mesmo sem sexo pode existir uma traição;

- Falem sobre como o trabalho e a Internet podem favorecer um affair emocional;

- Pensem duas vezes antes de voltarem a falar com parceiros do passado. Os sites de redes sociais e chat´s facilitam o reencontro com os parceiros do passado, permitindo um aumento da intimidade nestes meios;

- Partilhem mais informações sobre o dia-a-dia, bem como os vossos desejos e frustrações, mais do que com qualquer outra pessoa ou amigo;

- Prefiram amizades com pessoas que apoiam a vossa relação. Os amigos que incentivam logo à partida o fim da relação, sem procurarem outras soluções, podem ser perigosos;

- Compreendam que é normal sentirem-se atraídos por outras pessoas e que isso não é sinal de que a vossa relação está mal ou que não tem futuro;

- Tenham expectativas realistas para a vossa relação. Com o passar dos anos as relações tendem a ser cada vez menos emocionantes, mas mais amorosas. Não queiram continuar a sentir eternamente aquelas “borboletas” no estômago que pertencem aos primeiros momentos das relações.

(continua ...)

Adaptado do original de GoodInBed.com.

Infidelidade Emocional (parte 2)

(continuação)




6 vulnerabilidades na relação que podem gerar infidelidade emocional

Na realidade, a maioria das pessoas não anda "à caça" de affairs emocionais. Pelo contrário, eles simplesmente acontecem, geralmente como um efeito bola de neve que tem início numa amizade e que se transforma em algo mais significativo.

Um erro comum é julgar-se que este tipo de situações apenas ocorre em relações infelizes. Na verdade, muitos homens e mulheres que têm affairs emocionais dizem estar muito felizes, nas suas relações, quando se envolveram com outras pessoas. Ao invés de procurarem amor (ou sexo), os parceiros infiéis gradualmente esbatem as fronteiras entre a amizade e a intimidade, durante um prolongado período de tempo.

Dito isto, há uma variedade de factores que podem predispor as pessoas para um affair emocional:

- conflitos conjugais ignorados ou não resolvidos;
- distanciamento do casal por períodos de tempo prolongados, muitas vezes devido a questões laborais ou outras obrigações;
- casamentos centrados nos filhos que geram negligência no relacionamento amoroso, pois dão pouco lugar às oportunidades de romance e de partilha de tempo no casal;
- frequência ou prazer sexual insatisfatório, muitas vezes devido a desejos sexuais diferentes ou preferências sexuais distintas;
- falta de interesses e de partilha de momentos agradáveis em conjunto;
- desequilíbrio de poder na relação, por exemplo, se um dos parceiros é responsável pela maior parte das tarefas domésticas, ou se tem e exclusividade nas decisões financeiras

Porque é que o local de trabalho é uma zona de risco para a infidelidade emocional?

Talvez o lugar mais arriscado para uma descoberta inesperada de “química” com outra pessoa seja no local de trabalho. Nos dias de hoje, as pessoas passam mais horas no local de trabalho do que em casa ou com o parceiro.

As pessoas passam diversas horas no local de trabalho, em prol de objectivos comuns, o que gera uma intimidade difícil de combater, inclusive para o próprio parceiro. Para além disso existem os almoços, happy hours, viagens de negócios, entre outros, que são um excelente rastilho para algo mais íntimo, se já existir algum tipo de atracção.

Segundo Shirley Glass, no seu livro “Not just friends”, 46% das mulheres e 62% dos homens já traiu o seu parceiro com alguém que conheceram no trabalho. Muitas pessoas sentem uma ligação que cresce lentamente e quase sem esforço no trabalho. Além disso, as desculpas profissionais justificam facilmente o tempo passado fora de casa e os telefonemas tardios.

Porque motivo a Internet é um risco para a infidelidade emocional?

Normalmente, existe uma idealização do outro numa amizade através de chat´s. A partilha de dados pessoais, e desejos, é muitas vezes mais fácil pela Internet do que cara a cara. Isto permite que se crie um intenso sentimento de intimidade entre duas pessoas que não se conhecem na realidade.

Desta forma, uma pessoa pode sentir que conhece melhor o amigo virtual do que o seu próprio parceiro. Em muitos casos existe um sentimento de liberdade para explorar outras partes de si, enquanto que na vida real (e numa relação amorosa concreta) pode existir um sentimento de sufoco. Esta sensação artificial de intimidade, aliada à parte excitante por ser um “segredo”, pode começar a consumir os pensamentos de uma pessoa.


(continua ...)

Adaptado do original de GoodInBed.com.

Infidelidade Emocional (parte 1)


Infidelidade Emocional

Cada vez mais a infidelidade emocional surge como uma ameaça real às relações amorosas. Geralmente, a infidelidade emocional tem início numa amizade, muitas vezes com colegas ou através de chat´s online que, aparentemente, são inofensivos mas que podem dar origem a uma relação mais intensa. A indefinição gradual das linhas entre a amizade e uma intimidade mais profunda pode levar a que as pessoas, mesmo estando em relações amorosas felizes, se envolvam em relações que à partida não estariam à espera.

Muitas pessoas associam a infidelidade a alguém que inicia um caso de amor e/ou sexual quando já existe uma relação amorosa estável, passando a viver uma vida dupla até que seja descoberto. A infidelidade emocional é diferente e isso gera uma forte vulnerabilidade nos casais que receiam os seus efeitos prejudiciais.

A melhor defesa do casal contra a infidelidade emocional é conhecê-la e, então, fortalecer a sua própria relação contra ela. No entanto, se você já viveu uma situação de infidelidade emocional, existem algumas lições que deve aprender para tornar a sua relação mais forte.

O que é a infidelidade emocional?

A infidelidade emocional é uma daquelas áreas “cinzentas” nas relações amorosas. Geralmente, ocorre quando alguém que tem uma relação amorosa estável cria um profundo apego a uma pessoa por quem se sente intimamente atraído, mas sem actividade sexual. Pelo menos inicialmente. Frequentemente, nestas relações, os assuntos emocionais são o precursor para, gradualmente, surgirem os assuntos sexuais.

A infidelidade, hoje em dia, tende, cada vez mais, a começar nas relações de amizade, ao invés da atracção puramente sexual. Desta forma, o prazer sexual tem sido substituído pelo coração e mente como percursores da infidelidade, tanto nos homens como nas mulheres.

Até que ponto é perigosa a infidelidade emocional?

Este tipo de relações absorve bastante energia às pessoas envolvidas, uma vez que redirecciona a sua atenção para outro “mundo”. O forte sentimento de ligação e intimidade pode, ou não, evoluir para o sexo. Na verdade, a falta de sexo num caso emocional pode ser mais prejudicial do que a própria infidelidade de cariz sexual, pois existe um intenso acumular de energia sexual não consumada.

Qual é a diferença entre atracção e infidelidade emocional?

Todos nós, enquanto seres vivos, somos seres sexuais. A atracção não termina quando se inicia uma relação amorosa. Mesmo nos casais mais felizes, existe a possibilidade de surgir atracção por outras pessoas. No entanto, se sentir atracção é um facto inevitável, agir sobre ela já é diferente.

A atracção é um ingrediente da infidelidade emocional. Para que a atracção dê origem a uma infidelidade emocional, existe ainda a necessidade de desenvolver o sentimento de intimidade e, eventualmente, de ligação com a pessoa que substitui o seu actual parceiro.

Por outras palavras, atracção + intimidade + ligação = infidelidade emocional. Se tirarmos um destes ingredientes teremos apenas uma relação inócua.

Os três ingredientes do affair emocional

Muitas vezes a infidelidade emocional surge com o sentimento de se querer mais de alguém por quem se tem uma atracção sexual.

Segundo o Dr. Shirley Glass, a infidelidade emocional é marcada por três características distintas:

- Forte amizade e intimidade emocional - a infidelidade emocional muitas vezes tem início numa amizade. Enquanto que a amizade, em si só, não é significado de infidelidade, um forte sentimento de necessidade de proximidade e de compreensão partilhada, pode ser o ponto de partida para a infidelidade emocional.

- A atracção sexual - a infidelidade emocional é alimentada por sentimentos de atracção entre duas pessoas.

- Sigilo - é aqui que a amizade e a atracção se cruzam. Num affair emocional, cada pessoa deixa de partilhar certos aspectos com o seu parceiro, ou parceira, e começa a confiar mais no "amigo".

5 sinais de alerta para a possibilidade do parceiro estar num affair emocional

Numa última análise, só você pode saber o que a sua intuição lhe diz. Aqui ficam alguns sinais de alerta que podem justificar um olhar mais atento:

- Ele/ela parece distante e distraído, e quando questionado sobre isso, fica com raiva ou na defensiva.

- Ele/ela de repente mudou a forma como passa o tempo: Pode começar a “fazer mais horas” no trabalho, ou passar a noite toda no computador. De repente, um novo foco começa a consumir-lhe o tempo mas quando questionado sobre isso dá poucos detalhes.

- Ele/ela tornou-se mais envolvido em pagar as contas ou transferiu as contas para o escritório, assim você não tem acesso à conta do telefone, transacções bancárias, etc..

- Ele/ela de repente começou a ter mais cuidado com o corpo, começou a fazer exercício físico, a comprar novas roupas, passa horas ao espelho, etc.

- Ele/ela de repente perdeu o interesse sexual ou começou a teve um aumento de desejo como você já não via à séculos.


(continua...)


Adaptado do original de GoodInBed.com.

O que é "Ter Sexo"?



Um estudo realizado recentemente pelo Instituto Kinsey verificou que os homens gay no Reino Unido e nos E.U.A. diferem no que consideram como “ter sexo”. Neste estudos participaram 180 homens do Reino Unido, com idades entre os 18 e os 56 anos, e 190 homens dos E.U.A com idades entre os 18 e os 74 anos.

Quase todos os inquiridos concordaram que o sexo anal (pénis no ânus) é “ter sexo”. No entanto foram encontradas diferenças noutras práticas sexuais.

No geral, os homens gay do Reino Unido encaram a prática sexual de forma mais lata.

- 84.9% encara o sexo oral (pénis na boca) como “ter sexo”, enquanto apenas 71.6% dos homens gay dos E.U.A. avaliaram como tal;

- a doação e a recepção da estimulação oral-anal é considerado como “ter sexo” por 78.4% dos homens gay do Reino Unido e 61.2% dos homens gay dos E.U.A.;

- dar e receber estimulação manual-anal foi considerado como “ter sexo” por 70.9% dos inquiridos no Reino Unido ao passo que apenas 53.4% dos inquiridos nos E.U.A. concordaram;

- a grande diferença, deste estudo, reside no uso de objectos/brinquedos sexuais (e.g. dildos, vibradores), cerca de 77.1% dos participantes do Reino Unido e apenas 55% dos participantes E.U.A. concordaram que essa prática era uma forma de "ter sexo".

Este tipo de estudos é importante, pois alerta para a necessidade da definição de conceitos como é o caso de “TER SEXO”. Não podemos esquecer que muitos estudos na área da saúde que visam avaliar aspectos tão variados como “comportamentos de risco” e “frequência sexual” não têm em conta estas diferenças culturais.

É também importante que os investigadores e técnicos de saúde (e.g. médicos, psicólogos, enfermeiros) não pressuponham que a sua ideia de “ter sexo” é a mesma que a dos inquiridos, principalmente quando se trata de analisar comportamentos para avaliar o risco de transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis.


Adaptado do original de Celeste Lavin, 28Jul2010