ORGASMO - "La petite mort"



Muitas pessoas acham que ter orgasmo é ver estrelas, fogo de artificio, ou entrar numa outra dimensão cósmica de euforia. No entanto, a forma como é vivido varia de pessoa para pessoa e sofre a influência de fatores intrínsecos (emoções, sentimentos, experiências sexuais passadas) e extrínsecos (ambiente, tempo e parceria sexual).

Conhecido na literatura francesa, da época Victoriana, como “La petite mort”, o orgasmo pode provocar temporariamente uma perda súbita de consciência. Apesar deste fenómeno não ser a norma, existem algumas explicações para que aconteça em algumas situações:
1) Com o aumento da excitação verifica-se uma aceleração na respiração (algumas pessoas chegam a hiperventilar). Quando isto acontece, os níveis normais de dióxido de carbono descem, o que pode causar tonturas ou desmaios. O abuso de substancias alcoólicas pode provocar ou potenciar este efeito.
2) Outra explicação é o facto do cérebro não receber oxigénio e nutrientes suficientes devido à redução de circulação sanguínea. Isto acontece porque a excitação exige uma maior quantidade de sangue nos orgão genitais que assim não vão para o cérebro e isso pode levar à alteração de consciência e alerta.
3) Algumas pessoas praticam uma parafilia chamada de Asfixia auto erótica, ou Asfixiofilia, que se caracteriza pela privação intencional de oxigénio no cérebro, com o intuito de aumentar o prazer do orgasmo. Esta parafilia é responsável por diversas mortes visto que alguns dos seus praticantes podem desmaiar sem que se consigam libertar da constrição (geralmente usam cintos, laços ou toalhas que envolvem o pescoço).
4) Desmaiar, após o orgasmo, pode ser indicador de um problema de saúde mais grave. Pelo que deverá consultar um médico se for algo que acontece frequente.

Posições Sexuais para cada pénis

Posições que favorecem o prazer sexual

 segundo o tipo de pénis


É certo que cada pessoa tem as suas preferências relativamente às posições sexuais. Há quem goste de lado, de quatro, missionário, etc...  Mas sabia que existem posições que são mais adequadas de acordo com o pénis? Veja algumas das sugestões:

1. Pequeno

A melhor opção para os homens com pénis pequeno é investirem em posições que fiquem no "comando" e tenham espaço para inseri-lo até o fim. A dica é fazer de quatro, de lado ou frango assado - desta forma as pernas da mulher não o impedem de penetrar até o final.




2) Grande

Independentemente de ser fino ou grosso, o comprimento do pénis muitas vezes pode magoar a mulher. Então a melhor coisa a ser feita é ficar ela no comando, assim poderá controlar a profundidade e o ritmo da penetração. As melhores posições nestas situações é a mulher por cima, investindo em movimentos circulares até se acostumar com o tamanho.


3) Grosso
Muitas mulheres sentem desconforto na hora de ter relações sexuais com homens de pénis muito grosso. A dica, além de relaxar, é não ter vergonha de usar lubrificantes para facilitar a penetração. Em relação às posições, quanto mais abertas estiverem as suas pernas, menos doloroso será.

4) Fino

O grande problema de pénis finos é que no começo da relação sexual não faz muita diferença, mas conforme a vagina da mulher vai ficando lubrificada, ela vai dilatando e para de sentir prazer. A dica é usar e abusar de posições com as pernas fechadas, com isso a vagina fica mais apertada e o prazer é garantido.


5) Torto
Tome muito cuidado quando o pénis do homem for torto, seja ele para cima, para o lado ou para baixo, pois eles tendem a lesionar o interior da vagina se penetrados de forma errada. É sempre bom começar com calma e investir em posições em que a mulher fique inclinada para o lado da inclinação do pénis. 

Exercicios Kegel




Ter um sexo melhor e desfrutar de mais prazer é o desejo da maioria das pessoas. Os exercícios Kegel ajudam a tonificar os músculos pélvicos e, consequentemente, melhoraram a sensibilidade das penetrações e facilitam o orgasmo.

Tal como sucede com os restantes músculos do corpo, os músculos da região pélvica, localizados na parte interna da vagina, com o passar do tempo, se não forem exercitados, vão perdendo a tonicidade. A gravidez e o parto natural também podem levar a esta situação, o que faz com que a fricção provocada durante a penetração não seja tão intensa como costumava ser, podendo afetar o prazer sexual.

Como treinar os músculos pélvicos?

Primeiro terá que identificar o músculo pubococcígeo (PC) que é o que deverá exercitar. Para tal experimente parar e iniciar o fluxo urinário da próxima vez que for à casa de banho. Os músculos que utilizou serão os que deverá exercitar.

Exercício 1:
- Comece por comprimir e relaxar estes músculos 5 vezes, duas vezes por dia. Aumente 5 contracções por dia em cada exercício até fazer 70 contracções por dia (35 por sessão).

Exercício 2:
- Aguente a compressão dos músculos enquanto conta até 3 relaxando de seguida. Novamente, inicie com 10 contracções diárias (5 por sessão) e trabalhe até atingir 70 contracções por dia (35 por sessão).

Mantenha estes exercícios durante vários meses, salvo se sentir algum tipo de incomodo!


Benefícios dos exercícios Kegel, para as mulheres.


1) Ao tonificar os músculos vaginais, com os exercícios Kegel, vai favorecer a fricção durante a penetração e, consequentemente, facilitar os orgasmos durante o coito.

2) O método Kegel melhora a sensibilidade vaginal, facilitando o prazer não só durante o coito mas também com o uso de brinquedos sexuais e masturbação por penetração.

3) Tonificar os músculos da vagina previne a incontinência e o prolapso uterino, ou seja, a queda do útero na zona da vagina, devido à debilidade dos músculos e estruturas que o sustentam.

4) Incorporar os exercícios do método Kegel à sua rotina facilita a recuperação dos músculos vaginais pós parto. 

5) Ao mesmo tempo que a mulher consegue sentir mais prazer devido a uma maior fricção, durante a penetração, o parceiro também desfruta mais, pois ao ter os músculos vaginais tonificados a sensação durante a penetração é maior.

Os homens que exercitam os mesmos músculos referem sentir ereções mais fortes e controlar mais facilmente a ejaculação.


Gostou? Veja também:
- Ginástica Sexual
- Pompoar - Técnica da musculação sexual
 




Mapa do Prazer Feminino



O psicólogo americano Barry Komisaruk, da Universidade Rutgers, procurou estudar o que acontece na cabeça das mulheres, no momento do orgasmo. Participaram neste estudo 11 mulheres, com idades entre os 23 e os 56 anos.

Recorrendo a um aparelho de ressonância magnética, avaliaram-se as áreas cerebrais que eram ativadas quando as mulheres tocavam na vagina, no clitóris e no colo do útero, com os dedos ou brinquedos sexuais. As imagens do funcionamento do cérebro das mulheres foram publicadas no jornal da Sociedade Internacional de Medicina Sexual e ganharam o apelido de “mapa do prazer feminino”.

Segundo os investigadores, os estímulos na vagina e no clitorís acionam áreas cerebrais diferentes, o que provaria que os orgasmos ligados a essas duas regiões não são iguais. “Ao contrário do que dizem muitos sexólogos – que o clitorís é responsável pela maior parte do prazer feminino –, os estímulos vaginais também produzem ativações fortes no cérebro”, disse Komisaruk.

A conclusão mais interessante do estudo é sobre a sensibilidade dos mamilos, uma área frequentemente menosprezada. Os pesquisadores descobriram que a estimulação dos mamilos ativa as mesmas zonas cerebrais ativadas pelo toque na região genital, embora com uma intensidade menor. Isso explicaria por que algumas mulheres, segundo relatos colhidos pelos cientistas, conseguem ter orgasmos apenas pela estimulação dos mamilos.

Adapatado do original de Humberto Maia Junior, revista Epoca

Homens que não sabem amar


O que se passa na mente dos sedutores incapazes de manter uma relação?


Na hora da conquista eles não medem esforços na sedução.
Mas, após conquistada desaparecem e deixam a dúvida: afinal o que aconteceu?


São cada vez mais as histórias de  mulheres que caíram na rede de homens que fazem de tudo para as conquistar e, depois simplesmente, desaparecem sem darem qualquer explicação. Segundo o especialista, norte americano, Steve Carter, alguns destes homens podem sofrer de fobia ao compromisso.

Mas, como podemos identificar, então, se com quem estamos tem boas intenções ou está pronto para fugir a qualquer momento? Existem diferentes padrões de comportamento nestas pessoas: há aquelas que desaparecem no dia seguinte, as que mudam de atitude em pouco tempo durante a relação (geralmente curta), as que transformam as qualidades da mulher em defeitos de um dia para o outro e as que traem compulsivamente. Qualquer que seja a história, fica evidente a falta de compromisso com a relação.
Um homem com fobia ao compromisso é confuso e confunde as mulheres. Ele vive dividido entre a necessidade de amar e um medo incontrolável de se comprometer”, diz Carter no seu livro, "Homens que não conseguem amar". Carter define este perfil de homem com o que chama de “síndrome de perseguição/pânico”. “Isto quer dizer que ele empreende uma perseguição incansável até sentir que o amor e a reacção da mulher encurralaram-no na relação. No momento em que isso acontece, sente a relação como uma prisão que lhe provoca ansiedade; quando não, pânico total. Antes que a mulher saiba o que está a acontecer, o homem já começou a fugir do compromisso, dela e do amor.
Foi o que aconteceu com Luísa, 31 anos, que até hoje não sabe explicar porque motivo terminou a sua relação com Pedro, um homem dez anos mais velho, que ela conheceu na escola de inglês onde trabalhava. Charmoso e sedutor, Pedro foi insistente até convencê-la a sair com ele. Durante os três meses em que ficaram juntos, ele apresentou-a aos amigos e à avó, por quem tinha sido criado, quando criança, desde que os pais morreram. Pedro disse-lhe que ela era a primeira mulher que levava a conhecer a avó. Tudo parecia maravilhoso até à noite em que ele desapareceu. Tinham combinado que ele a iria buscar ao trabalho para jantar. Mas, o Pedro não apareceu! Inicialmente, a Luísa ficou preocupada. Tentou, várias vezes, contactá-lo pelo telemóvel e para o telefone de casa, mas nada! Esperou quatro horas até que, ainda confusa com a situação, decidiu apanhar um táxi e ir para casa. No dia seguinte, nada de notícias. A Luísa mandou diversos e-mails, mas nada! Pura e simplesmente, o Pedro deixou de atender o telefone e de dar sinais de vida.  

Duas semanas depois viu o Pedro, aos beijos, com uma colega de trabalho. Descobriu que estavam a sair já há uma semana e que ele também a tinha levado para conhecer a avó — com a mesma conversa de que era a primeira mulher que lá ia. Resolveu ligar, mais uma vez, para tentar entender o que tinha acontecido. Mas ele não atendeu nem ligou de volta. Poucos meses depois, a Luísa encontrou a tal colega de trabalho e soube que os dois já não estavam juntos. Ainda muito ferida, pela forma como aquele amor, que parecia tão especial tinha terminado, resolveu convidar a colega para um café. Reviu o filme da sua relação nas palavras daquela mulher. As mesmas histórias, as mesmas promessas, o mesmo comportamento de fuga. E, juntas, descobriram que não foram as primeiras a cair no charme de Pedro. E provavelmente não seriam as últimas.
Medo da intimidade 
A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora de diversos livros, entre eles "Mentes perigosas — O psicopata mora ao lado", também reconhece neste tipo de homens que não consegue amar, um padrão de comportamento que prefere chamar de fobia afectiva. Neste cenário, o homem (ou mulher, uma vez que também há mulheres com este tipo de comportamentos), na realidade, tem um medo profundo de ser rejeitado. “Muitas vezes a pessoa quer aquela relação, mas não consegue lidar com a intimidade”, diz. Mas como é possível que um homem com esse grau de insegurança seja capaz de se apresentar tão confiante na fase da conquista? “Por serem profundamente inseguras, estas pessoas tendem a construir a sua auto estima com base numa personagem segura, bem-resolvida, sociável. Mas temem constantemente que, com a intimidade, a sua verdadeira identidade e/ou fraqueza seja descoberta e sejam rejeitadas. O que fazem, então, é terminar a relação antes de serem rejeitados como acreditam que serão”, afirma Ana Beatriz.

Outra explicação possível, para este tipo de comportamentos, segundo a psiquiatra, é a dependência afectiva da paixão. É possivelmente onde se encaixam as histórias de homens infiéis, que trocam sucessivamente de parceiras. “Existem pessoas viciadas na paixão, naquela sensação do inicio de uma relação, na adrenalina. É quase como uma dependência em drogas ou álcool. Em geral, são aqueles que nunca toleraram a frustração, é como se a vida afectiva tivesse sempre que estar a 200 km/h. Quando a relação começa a entrar na fase madura, quando a paixão vira amor, surge o desinteresse”, diz a especialista. É aquele tipo de pessoa que, sempre que começa uma nova relação, acredita que, finalmente, encontrou o amor da sua vida. “Não fazem isso de forma consciente, não entram na vida de alguém para fazer mal. Apenas acabam por perder o interesse porque a chama virou brasa”, completa ela. 
A paixão, segundo algumas linhas de pesquisa, dura entre nove meses e dois anos. E as pessoas que vivem só de paixões são tipicamente imaturas. Mas isso, ao contrário do que muita gente pensa, não é um desvio de carácter e sim uma deficiência no desenvolvimento emocional e psicológico. É o correspondente masculino à mulher que vive em busca do homem perfeito, do príncipe encantando que não existe. Mas tanto este caso como o dos fóbicos ao compromisso podem ser “curados”. “Em geral, é difícil a pessoa ultrapassar a dificuldade sozinha. Mas como a base deste comportamento está relacionada com conflitos internos, uma vez resolvidas estas questões, geralmente com terapia, eles podem tornar-se homens prontos para o amor maduro”, diz a especialista.

Casos extremos: a psicopatia leve 
Pode não ser fácil, mas estes homens que não sabem amar podem aprender a fazê-lo, já que têm a noção de sentimentos. Entretanto, há casos extremos de homens que simplesmente são incapazes de amar. Podem até saber o significado da palavra amor, mas não conhecem a sensação que provoca — e isso não só nas relações amorosas. Eles simplesmente não conseguem estabelecer relações afectivas com a família, amigos, filhos, etc.
Nascem com um distúrbio, um erro no funcionamento mental que os torna incapazes de compreender sentimentos como empatia, culpa, remorso e amor. E a ausência desses sentimentos é o que caracteriza uma espécie bem mais nociva e perigosa de homens que não sabem amar: os psicopatas leves ou sociopatas. Parece uma terminologia exagerada, já que tendemos a associar psicopatia a casos de assassinos em série ou crimes passionais. Mas os primeiros capítulos do livro "Mentes perigosas" tratam precisamente de um tipo de psicopata menos conhecido e, possivelmente, mais comum do que os que chegam aos jornais. São pessoas que dificilmente teriam coragem de matar alguém, mas que, assim como os outros, agem friamente em benefício dos seus interesses sem se preocuparem nas consequências dos seus atos. “No campo das relações amorosas, um psicopata usa qualquer pessoa como um instrumento ou troféu que ele se orgulha em exibir”, diz Ana Beatriz. “São casos menos comuns do que os com outros tipos de deficiência afectiva, como a fobia ou a dependência afectiva da paixão, mas também são os mais nocivos.
Neste padrão de comportamento, o homem mostra-se bastante amoroso, carinhoso e atencioso até conseguir o que quer. Ele faz de tudo para alcançar o seu objectivo, que pode ser material ou a necessidade de posse (muitas vezes confundida com amor excessivo).
Todos os psicopatas agem num padrão de quatro etapas no processo de caça:
- Na primeira, ele estuda a vítima, conhece os seus gostos e fraquezas. Geralmente procura quem esteja fragilizado, porque é mais fácil de dominar. Uma viúva recente, uma mulher que tenha saído de uma relação difícil, que tenha perdido um ente querido. No fundo, alguém que ele consiga manipular. 
- Depois de estudar a vítima, ele começa a fase da absorção na qual, sabendo o que a vítima quer, faz tudo para a satisfazer, ganhando, assim, a sua confiança e amor. É aqui também que começa o controle excessivo sobre ela, afastando-a dos amigos, do trabalho ou do que quer que seja que possa afastá-la dele e fazê-la desconfiar de suas intenções. 
- O próximo passo é a exploração, em que o psicopata absorve toda a energia psíquica e física da sua presa. Ele reestrutura a vida da parceira segundo os seus interesses. É nessa etapa que a mulher sofre mais, segundo Ana Beatriz, porque começa a perceber que ele não era quem parecia ser, mas ainda não sabe que está a dormir com o inimigo. Acha que ele está infeliz e começa a fazer de tudo para agradá-lo com medo de perder aquele homem que tanto a ama. 
- A última fase é chamada revelação e horror, quando ele se revela. Em geral, ocorre porque o psicopata já esgotou suas possibilidades naquela relação e encontrou outra vítima, ou então já tem um domínio tão grande sobre a mulher que sabe que mesmo mostrando a sua crueldade não irá perdê-la — ou porque já tem um filho, ou por saber que ela depende dele financeiramente, ou ainda porque tem em mãos argumentos de chantagem.

Este tipo de pessoas não tem a noção do sentimento, de compaixão. 
É realmente alguém que não sabe o que é amor. E nunca saberá.



Como identificar um homem que não consegue assumir um compromisso
No inicio da relação ... 
• Ele investe exageradamente e parece estar mais interessado em você do que você nele

• Tem um histórico conturbado com mulheres, mas fá-la acreditar que com você será diferente
• Faz tudo o que pode para impressioná-la: se tem dinheiro, gasta; se tem algum talento, exibe-o; se é inteligente, mostra-o

• Age como se precisasse mais de você do que você dele
Pouco tempo depois ...
• As palavras e acções passam a ser cheias de mensagens ambíguas
• Deixa claro que determinadas áreas importantes da vida dele, como amigos, família e trabalho, são “zonas proibidas” e exclui-a de algumas ou da maioria delas

• Foge dos eventos que incluam a sua família e amigos e evita passar muito tempo com essas pessoas. É como se tivesse certeza de que alguém ali sabe alguma coisa negativa sobre ele 
• Pode deixar pistas de que está interessado ou até mesmo que está a sair com outra mulher

• Se estiver com outra mulher, mente garantindo que você é a pessoa mais importante da vida dele (apesar de não demonstrar isso em gestos e atitudes)

• Apesar de tudo o que diz, nada muda: ele não deixa a relação avançar e recusa-se a falar sobre isso
 “Ele não sabe o que é o amor”
A estudante Camila, 23 anos, aborda até hoje nas suas sessões de terapia a sua experiência amorosa traumática com um homem que se encaixa no perfil de psicopatas leves. O namoro, de sete meses, tinha como marca registrada a manipulação, o interesse e a frieza.
Passei bastante tempo com uma baixa auto estima devido ao meu peso. Estava gorda e isso deixava-me insegura, carente e vulnerável. Quando o Marcos disse que me achava linda e que o meu peso não era importante, é claro que me conquistou. Ele não era bonito, mas era alto, forte, e tinha um porte interessante. Conhecemo-nos por meio de amigos em comum e éramos ambos extrovertidos, gostávamos de sair à noite, enfim, tínhamos afinidades. Eu sempre fui muito mais faladora, falava alto demais, chamo a atenção, mas ele dizia que achava esse o meu charme. A nossa primeira relação sexual foi óptima, combinamos muito no sexo, e isso é algo que valorizo bastante. Não que eu tivesse tido muitos namorados antes dele, mas gosto de sexo e dávamo-nos bem na cama; esse é o principal motivo pelo qual ficámos tanto tempo juntos, imagino. Além disso, todas as mulheres gostam de ser elogiadas e eu ainda mais, pois era muito insegura em relação ao meu corpo. 

Pouco tempo depois, os elogios desapareceram e passaram a defeitos. Todas as declarações de amor transformaram-se em discussões, ciúme excessivo, sentimento de posse e manipulação. Em seguida, vieram as implicações com os meus amigos. Além de pedir para me afastar de muita gente e das brigas sempre que alguém deixava um recado no Orkut — tinha crises de ciúme até do meu sobrinho de cinco anos —, queria-me a viver para ele, em tempo integral. Sabotou a minha alimentação levando-me a comer várias vezes ao McDonald’s "de surpresa, para me agradar", assim como os meus estudos fazendo-me faltar às aulas com chantagens emocionais. 

O Marcos acabou por perder o emprego e era eu quem pagava tudo: viagens, saídas, etc. Cheguei a levá-lo a diversas entrevistas de emprego que ele não mostrava o mínimo esforço para conseguir. Acho que esperava alguma ajuda do meu pai, parecia que achava que era nossa obrigação ajudá-lo — eu a pagar as contas e meu pai a procurar emprego para ele. Descobri que ele andava a mentir quando disse que tinha entrado na faculdade ... nem sequer tinha terminado a secundária. Mesmo assim, incentivei-o a completar os estudos, paguei a matrícula e ofereci-me para estudar com ele. 

Era quase um parasita que paralisava a minha vida, sugava as minhas energias, o meu amor, sem dar nada em troca. É claro que, na época, eu não percebia nada disso. Achava que ele me amava demais. Na verdade, imaginava que nenhum outro homem poderia amar-me tanto, tão baixa que era a minha auto estima. Até o dia em que me obrigou a ter sexo, mesmo sabendo que eu estava com uma infecção urinária fortíssima, que me causava dores, e o médico tinha recomendando não termos relações sexuais por algum tempo. 

Parece que comecei a perceber que o que eu achava que era machismo era, na verdade, sadismo. Não se preocupava com o meu bem-estar. A ficha foi caindo aos poucos... Tinha medo de ficar sozinha, sentia-me culpada de deixar um homem que me amava tanto. Mas parece que naquela noite em que me forçou a fazer sexo me fez perceber que tinha chegado ao limite. É claro que não foi fácil livrar-me dele. 

Quando terminei ele passou a ligar para a minha melhor amiga, para o meu cunhado e até para o meu pai como vitima. Mas um dia explodiu e ameaçou-me de morte. Disse que se não fosse dele, não seria de ninguém. Fiz queixa na policia e consegui uma ordem que o obrigava a manter-se afastado de mim no mínimo 200 metros. Meses depois, desapareceu. 

Hoje, olhando para trás, vejo que me sentia culpada de terminar a relação mesmo sabendo que me fazia mal. Sentia-me culpada de fazê-lo sofrer porque eu realmente o amava. Não sei dizer se o que ele sentia por mim também era amor. Não consigo saber até hoje o que era. Na verdade, acho que ele não sabe o que é amor.


Adaptado do original de Mayra Stachuck, publicado na revista Marie Claire

Sexo na Nova Era


Sexualidade e sexo são conceitos que podem andar de “mãos dadas
mas não são a mesma coisa!

A sexualidade não é “genital dependente”, envolve a capacidade de nos sentirmos seres sexuados, de manifestarmos emoções e sentimentos, e de nos entregarmos ao prazer físico e mental. Está ligada a uma energia inerente ao ser humano através de imagens, pensamentos, sentimentos, emoções, desejos e fantasias. Apoiada no Outro, a sexualidade é um precioso instrumento de auto conhecimento. Muitas pessoas preferem dizer “vamos fazer amor” a “vamos fazer sexo”, pois consideram que o primeiro não se limita ao descarregar de tensões e satisfação de desejos egocêntricos, sem se importar com quem é partilhada essa experiência. Nesta perspetiva “fazer amor” pressupõe um nível mais profundo, uma simbiose de energias, uma entrega erótica física e espiritual ao outro. “Fazer amor” seria assim, para alguns, uma espécie de “fazer sexo” gourmet!

Culturalmente, ao longo de séculos, foi-nos transmitida a ideia que a infidelidade fazia parte da natureza do homem, ao passo que, para as mulheres, o conceito de amor e sexo seriam inseparáveis. Desta forma, homens e mulheres limitaram a sua autonomia e liberdade sexual, uma vez que, por um lado as mulheres viram restringido o seu leque de oportunidades de experiências sexuais, e por outro, os homens pagaram um alto preço com a premissa de “não poderem falhar sexualmente” para se sentirem socialmente adequados.

Nos últimos anos tem-se verificado uma reformulação dos aspetos básicos das relações humanas. Com o avanço tecnológico vimos a entrada das mulheres no mercado de trabalho e a eliminação da divisão de tarefas. Este foi um passo importantíssimo na afirmação da autonomia e liberdade feminina que terá desferido, nos anos 60, um enorme golpe no sistema patriarcal, com o advento de novos anticoncecionais eficazes. Inevitavelmente, alguns valores morais, que ao longo de séculos, através dos seus códigos, julgaram e subjugaram o prazer das pessoas, começaram a ser abalados. Nos últimos anos tem emergido uma reflexão sobre as relações entre homens e mulheres, o amor, o casamento e a sexualidade.

Atualmente, o respeito da individualidade do outro e a comunicação são vistos como pilares para uma conjugalidade duradoura. Vivemos assim numa época com as devidas condições para uma maior aproximação emocional entre as pessoas. Esta pode ser uma grande oportunidade para que cada pessoa possa ver respeitadas as suas formas de expressão e particularidades, sem ter de se adaptar forçosamente a modelos impostos pela sociedade. Porém, ao mesmo tempo, com o surgimento das novas tecnologias, em que se destaca a Internet, vemos uma mudança na forma de estar com os outros e o próprio.

Passou-se a “socializar” mais com máquinas que pessoas de “carne e osso”. Consideram-se “amigos” aqueles que fazem um “like” num rol de indivíduos que apenas tem em comum uma conta aberta numa rede social (e.g. “FaceBook”). Muitas relações são alimentadas a milhas de distância, em que as pessoas acreditam faltar apenas o toque para se sentirem concretizadas, numa vinculação meramente virtual. Hoje em dia, vivem-se relações recicláveis que se constroem e destroem através de mensagens escritas, o que causa a sensação (nem que seja ilusória) de uma proteção a situações que seriam incómodas olhos nos olhos. Além disso, a oferta de sexo descartável prolifera em sites de “engate” onde se esperam momentos de prazer fugazes e, provavelmente, sem o mínimo de envolvimento emocional ou afetivo.

Naturalmente que a indústria farmacêutica não ficou alheia a este fenómeno e, após anos a “dissecar” a anatomia e a fisiologia sexual, apresenta, nos anos 90, o primeiro fármaco para a Disfunção Erétil. Estavam assim dados os primeiros passos para uma nova era no processo da medicalização da sexualidade. Em pouco meses estas drogas passaram a ser das mais faladas e vendidas de todos os tempos. Porém, atualmente, o seu consumo não se limita a quem realmente necessita, muitos jovens recorrem a este tipo de medicação para fazerem “maratonas sexuais", sem terem em conta os malefícios que daí podem advir.


A ciência conquistou a sexualidade!

Hoje em dia procura-se um comprimido “similar” para o sexo feminino. Algo que provoque o Desejo Sexual e o Orgasmo, sem respeitar a necessidade de intimidade emocional de proximidade e carinho. O polémico Ponto G, que ainda não é consensual que exista, reflete bem esta azafama em encontrar uma espécie de “botão mágico” que provoque prazer à mulher sem a necessidade de “grande esforço”. Esta perspetiva esquece-se que o corpo não é uma máquina com peças a funcionar isoladamente, mas sim como uma orquestra que tem de trabalhar em conjunto para ser bem afinada.

O que antes era proibido passou a ser quase que obrigatório. Não são raros os relatos de jovens que se sentem excluídos, pelos seus pares, se não iniciarem a vida sexual, cada vez mais cedo. Aos idosos é imposta a normatividade do sexo, para a sua idade, não lhes sendo permitido aproveitar as limitações físicas, inerentes à velhice, para se reencontrarem a um nível mais intimo e espiritual que físico.

Vivemos num mundo materialista que dá primazia à quantidade em detrimento da qualidade. Repleto de excessos, de prazeres fugazes e de relações ténues que se dissipam nas primeiras dificuldades. Uma sociedade em que as pessoas nunca se satisfazem completamente. Onde existe sempre a sensação de que se precisa de um pouco mais para se ser feliz. Em que as pessoas são tratadas como bens “descartáveis”, que se consomem enquanto libertarem “sumo” e, seguidamente, são substituídas por outras, tal como uma criança faz perante o excesso de prendas numa noite de Natal. Este fato não é mais que o reflexo do nosso dia-a-dia, cheio de estímulos em que pouco valor se dá ao que se tem, pois está-se constantemente a pensar no que se quer.

Este século é visto como um momento de rutura em que os aspetos básicos das relações humanas estão a ser reformulados. Esta mutação da história da humanidade pode não ser facilmente percetível mas está em movimento. Curiosamente, ao mesmo tempo em que vivemos num mundo repleto de soluções tipo “fast food”, são cada vez mais as pessoas que se empenham num processo de descoberta interior para a resolução das suas dificuldades inter e intra pessoais.

Os pedidos de ajuda relacionados com a necessidade de aprender a estabelecer, desenvolver, manter e aprofundar relações erótico-afetivas, começam a ter uma percentagem expressiva nas consultas de psicoterapia. Após anos em que dedicaram “corpo e alma” às novas tecnologias, muitas pessoas não sabem expressar as suas emoções, ou pior nem sequer conseguem identificá-las! Muitas sentem um enorme vazio que não conseguem preencher com bens materiais.

As novas intervenções psicoterapêuticas (conhecidas como terapias de 3ª geração) têm-se mostrado promissoras na autoaceitação e conhecimento. É uma perspetiva diferente do que se tem vindo a fazer, pois estas intervenções visam contradizer a tendência que as pessoas têm de estar desatentas ou de se perderem em julgamentos e reflexões que as alienam do mundo que as cerca.

Destas novas terapias destaca-se o Mindfulness onde se procura ajudar a pessoa a ter consciência plena do “aqui e agora” aprendendo a viver o momento. O Mindfulness é uma prática milenar com base em conceitos e princípios da filosofia Budista que visa ajudar a pessoa a desenvolver a capacidade de atenção plena, concentração no momento atual, intencional, sem juízos de valor e sem se deixar envolver em recordações ou pensamentos sobre o futuro. O seu efeito terapêutico tem sido demonstrado em variadíssimas patologias físicas e psicológicas. Esta pode ser uma importante viragem na forma de estar com os outros e com nós próprios, na forma como encaramos as relações, o dia-a-dia, a sexualidade…

No fundo, tal como referiu o filosofo, Gaston Bachelard, “Devemos olhar para o futuro não como aquilo que vai acontecer mas o que vamos fazer com ele”.


Fernando Eduardo Mesquita
(este artigo foi publicado na revista "Nova Era" 1ª edição)

O começo de uma nova vida

 
A conceção é o início da gravidez e acontece quando
um espermatozoide fertiliza um óvulo...
 
 

Filha quer ver o meu pénis


"A minha filha quer ver o meu órgão genital"

Aqui fica mais um pedido de ajuda de um leitor do nosso BLOG.
Aproveite e dê o seu apoio através de um comentário!

Estes testemunhos são reais e poderão ajudá-l@ a compreender também os seus problemas...
PARTILHE AS SUAS EXPERIÊNCIAS ... AJUDE OS OUTROS !!!

(Nota: alguns destes pedidos serão publicados na Revista ANA de forma anónima)


“Sou casado, tenho uma filha de três anos
e estou um pouco chocado com uma situação.
Ela pediu-me que lhe mostrasse o pénis.
Eu não sei se o devo permitir, pois sinto-me muito atrapalhado.”
C.P. - Fafe


A nossa resposta

Caro leitor

a idade dos três anos é, geralmente, uma época em que aumenta a curiosidade sobre a diferença de géneros (os meninos e as meninas). Esta será uma primeira conversa, entre muitas, que terá pois as crianças questionam-se constantemente sobre o mundo que as rodeia. É normal as crianças quererem conhecer a anatomia do sexo oposto, não só para satisfazerem a curiosidade sobre os seus pares, mas também sobre os seus próprios corpos.

A sua filha tem uma vulva tal como tem um cotovelo, um ombro e um nariz, e o leitor um pénis. Se não se sente confortável em mostrar o seu corpo e julga que se irá sentir atrapalhado, será melhor informá-la recorrendo a um bom livro de educação sexual adequado para a idade dela.

Os comentários negativos ou o pouco à vontade que possa ter nestas situações enviam a mensagem que as funções corporais são desagradáveis. A forma como abordar esta questão vai determinar o quão confortável ela se sentirá, no futuro, em fazer-lhe perguntas e partilhar informações sobre a sexualidade.

Obrigado pela sua questão

Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Importante: se tiver alguma questão a colocar deverá enviar mail para: psicologiananet@gmail.com