Perguntas & Respostas - "Serei homossexual?"



"Ficar excitado com imagens de homens nus
é sinal que sou homossexual?"


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"Tenho 20 anos e tenho uma dúvida que me atormenta há algum tempo: ficar excitado com imagens de homens nus é sinal que sou homossexual?

Recordo-me que durante a minha infância sempre fui muito gozado por ser gordinho e que já me chamavam, na altura, de ”bichinha”ou “gay”, etc.

Penso que, desde então, criei na minha mente um padrão de beleza e de corpo masculino a ser alcançado que não tenho, mas que me desperta um interesse muito grande."


A nossa resposta

O fato de se interessar pelo corpo masculino não significa, obrigatoriamente, que seja Gay. A sexualidade humana é muito variada, existem imensas fantasias, desde as mais simples às mais complexas e, na maioria das vezes, não são concretizadas.

Se o leitor sente atração, fantasia, deseja, ou tem relações com homens, e existe a possibilidade de optar por uma pessoa do sexo oposto, ai já é diferente.

Recorde-se que a orientação sexual é vista, socialmente, como um contínuo entre dois pólos: o Heterossexual e o Homossexual e que algumas pessoas não se identificam com nenhum destes “rótulos”.

O importante é que saiba respeitar o seu organismo e as suas vontades, sem se culpabilizar por isso. Aceite a sua sexualidade como um aspecto positivo da sua identidade e não se sinta culpado pela sua orientação sexual.

Só assim conseguirá conhecer-se realmente e escolher sua verdadeira sexualidade, quer seja homo, hetero ou outra coisa qualquer.

Obrigado pela sua questão


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas & Respostas - Dor no sexo anal






"Sexo anal ... por vezes, sinto alguma dor."


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"Recentemente, comecei a praticar sexo anal com o meu namorado.
Confesso que não me sinto totalmente confortável pois, por vezes, sinto alguma dor. A minha questão é se essa dor vai deixar de existir, com a prática?"


A nossa resposta

Cara leitora,

o ânus é uma zona altamente concentrada de terminações nervosas. A prática do sexo anal não tem de ser, obrigatoriamente dolorosa. Acontece que o medo, de sentir dor, muitas vezes leva a que as pessoas não consigam relaxar e isso aumenta a possibilidade de desconforto real.

Se o sexo anal for acompanhado por desejo, à vontade, comunicação e confiança entre os parceiros, bem como muito lubrificante, pode ser completamente indolor, extremamente agradável e excitante.

A abertura da entrada do ânus é controlada por dois músculos do esfíncter: os esfíncteres interno e externo. O esfíncter anal interno é controlado pelo sistema nervoso autónomo, enquanto o esfíncter anal externo é de controlo voluntário.

A tensão pode diminuir pela estimulação do clítoris e preparações graduais para a penetração com o pénis. Poderá pedir ao seu namorado que estimule a sua zona perianal, com um dedo, antes de passar à penetração. Já que é uma zona sem humidade natural deverá utilizar bastante lubrificante (por exemplo, gel de base aquosa).

Se sentir dor, o seu corpo está a tentar dizer-lhe que está a fazer algo errado e que é melhor parar e tentar noutra altura. Se ignorar o seu corpo, pode magoar-se e a experiência vai impedi-la de relaxar e desfrutar, noutra ocasião.

Uma tensão anal crónica por obstipação, fissuras anais ou hemorróidas inflamadas são as causas mais comuns de desconforto durante o sexo anal.

Obrigado pela sua questão


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
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Sabe o que é o Viberect?


Dedique algum tempo para pensar sobre qual poderá ser a função do VIBERECT ...


"Pelo seu aspeto, serão poucas as pessoas que conseguem
descobrir para que serve o Viberect."


O Viberect é um dispositivo de estimulação vibratória peniana, fabricado nos EUA, e certificado pela CE e pela FDA, destinado a desencadear ereções, em situações de disfunção eréctil, e a facilitar a ejaculação nos homens com lesão da espinal-medula.

Segundo a Reflexonic (criadores do Viberect), este dispositivo imita movimentos rápidos e repetidos semelhantes aos provocados pela estimulação manual/vaginal no pénis. Por outras palavras, é um vibrador de alta tecnologia ideal para homens que sofrem de disfunção eréctil, leve a moderada (principalmente em casos de pós-prostatectomia), e homens com disfunção ejaculatória devido a lesão medular.

Vantagens do Viberect:
- Não é uma droga/medicamento que requer ser ingerido pelo organismo;
- Fácil de usar;
- Bateria recarregável;
- Aprovado pela FDA

Desvantagens do Viberect:
- Apenas disponível através do site oficial;
- Requer prescrição médica;
- Pode provocar irritação ou úlceras na pele do pénis;
- Pode causar Priapismo (condição médica, geralmente dolorosa e potencialmente danosa, na qual o pénis fica ereto sem voltar ao seu estado flácido, apesar da ausência de estimulação física e psicológica. Se não houver intervenção médica urgente, nestes casos, pode provocar Disfunção Eréctil definitiva devido à danificação das estruturas do pénis).

O Viberect funciona da seguinte forma: ambas as superfícies do pénis devem ser estimuladas, pelo aparelho, cerca de 7 a 10 minutos que provocam uma contração progressiva dos músculos que ajudam no fortalecimento da rigidez peniana.


Confesse ... não estava à espera, pois não?


Ficou curios@, veja como funciona aqui:


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Piercing Genital




"Estou a ponderar meter um piercing nos genitais"


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"Olá estou a ponderar meter um piercing nos grandes lábios. Quais são os riscos?"


A nossa resposta

Embora possam ter um apelo sexual, ou sejam descritos, por algumas pessoas, como intensificadores de prazer, os piercings genitais, se forem colocados por alguém não experiente, ou que não tenha um conhecimento adequado de anatomia, podem tornar-se um sério problema.

Uma vez que a zona da vulva é uma região muito sensível, enervada e irrigada, a colocação de um piercing genital aumenta os riscos de infeção, reação alérgica e dificuldade de cicatrização. Já para não falar que a colocação de um objeto estranho pode potenciar o risco de concentração de bactérias numa zona naturalmente húmida e propensa a bactérias naturais.

Outro fator que deve ter em conta é o tempo que cada região leva para cicatrizar. Enquanto as feridas causadas pela aplicação do adorno não fecharem totalmente, o organismo fica mais exposto às bactérias. Nos pequenos lábios, a cicatrização pode levar até seis semanas. Nos homens, a glande do pénis, por exemplo, pode levar até um ano para sarar por completo.

Deverá também ter em conta o material do próprio piercing, visto que o metal mais usado, que é o níquel, geralmente provoca dermatite: surgem uma bolinhas vermelhas e bolhas na pele, além de comichão. Embora sejam mais caros, os piercings ideais são os de ouro branco.

Uma peça mal colocada pode interferir na sensibilidade, diminuindo o prazer. Existe ainda o risco do piercing provocar dores durante a atividade sexual ou, em alguns casos, rasgar aumentando assim os riscos de transmissão de uma doença sexualmente transmissível.

Se mesmo assim decidir colocar o piercing, deverá redobrar os seus cuidados de higiene e passar a evitar os absorventes internos. O ideal é usar sabonetes com bactericidas, pois são mais eficientes contra microorganismos.

Obrigado pela sua questão


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
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Não tenho ereção nos momentos íntimos




"Não consigo ter erecção nos momentos íntimos"


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Sempre fui uma pessoa ativa e com desejo de ter uma vida sexual tranquila e duradoura. Depois de um relacionamento absolutamente complicado, comecei a perceber que não consigo ter ereções nos momentos íntimos e o mais complicado é que não obtenho resultados importantes mesmo com tratamento e o uso de medicamentos...

Já entendi que é algo emocional, porque quando acordo, após uma noite de sono, tenho erecções quando sinto vontade de urinar, caso contrário não tenho ereção mesmo tendo desejo por uma determinada mulher. O que pode estar a acontecer?


A nossa resposta

Todos os homens, em determinadas situações, acabam por sentir dificuldade em ter, ou manter, uma erecção satisfatória, ao longo da vida. Um homem mais velho não deve esperar ter ereções como tinha na sua juventude, ou pensar que deve ter uma erecção mesmo quando está cansado, ou sem desejo sexual, ou mesmo quando está chateado com a parceira.

Este problema constitui, muitas das vezes, um severo golpe no auto-conceito masculino, estando habitualmente associado a sentimentos de vergonha, frustração, depressão e mesmo ideação suicida. Estes problemas são muito frequentes e podem ser o resultado de um problema biológico, psicológico (ou de ambos) e ainda devido a interacção medicamentosa. Refere que suspeita que o seu problema seja emocional por ter ereções matinais, mas isso não é assim tão taxativo.

Será importante ver se consegue ter (e manter) uma erecção suficientemente rígida durante a masturbação, ou se existem situações em que tem ereções esporádicas, para fortalecer ainda mais esta possibilidade. Se esta dificuldade persistir é necessário o acompanhamento de um especialista.

Actualmente, existem tratamentos para quase todos os tipos de Disfunção Eréctil. Cada tipo de problema exige um tratamento adequado. Para questões emocionais ou psicológicas deverá procurar um Terapeuta Sexual, porém existem casos em que é necessário procurar ajuda de um médico urologista.

Uma das causas mais comuns, para as dificuldades erécteis, é a insuficiência venosa. Nesse caso, o sangue, apesar de afluir ao pénis e permitir alguma erecção, volta a sair por deficiência do sistema natural de “bloqueio” arterio-venoso que não permite a sua retenção e, por isso, a erecção acaba por não se manter. Nestas situações, existe a possibilidade de fazer uma pequena intervenção cirúrgica para corrigir essa deficiência, porém a intervenção pode ser dispendiosa e não resultar totalmente.

Pode optar por algo mais simples e económico: o anel peniano. Consiste numa cinta, aplicada na base do pénis, que é colocada após obter erecção e que serve como garrote para estagnar o sangue no pénis. Outra possibilidade, é recorrer aos diversos medicamentos que existem no mercado que poderão ajudá-lo, sendo necessária uma vigilância e prescrição médica para a sua compra, de forma adequada.

Obrigado pela sua questão


Fernando Eduardo Mesquita
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Ela não quer um "velho e gordo"




"A resposta que tive foi que ela já não queria andar
com um velho e gordo como eu"


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Tenho 46 anos e tive uma relação com uma mulher 20 anos mais nova. Embora sem motivo, pois amava-a de verdade, ela sempre teve muitos ciúmes. Acabámos a relação há cerca de 15 dias. Hoje tentei falar com ela e a resposta que tive foi que já não queria andar com um homem velho e gordo como eu. Senti-me bastante humilhado e deprimido.

Não foi a questão de ser tratado como velho e gordo, mas o fato de que ela sempre disse que me amava assim e que se eu fosse mais novo e esbelto provavelmente não me amaria tanto. O que devo fazer?


A nossa resposta

Muitas mulheres jovens encontram vantagens num homem mais velho, com uma situação bem estabelecida. Os homens perto dos cinquenta anos começam a produzir menos testosterona e vasopressina, aumentando o rácio de estrogénio e oxitocina. Esta mudança na produção hormonal tem efeitos cerebrais tranquilizantes, tornando os homens mais emotivos, fisicamente carinhosos e despreocupados com as aparências. É isto que torna muitos homens, mais maduros, apelativos aos olhos de algumas mulheres, pois  sentem-se atraídas pela protecção e pela segurança que estes lhes transmitem.

Existem muitos casais com grandes diferenças de idade, que se amam de verdade. Embora esta diferença de idade só se torne um problema se for encarada como tal, escolher alguém muito mais novo, pode implicar interesses e níveis de maturidade distintos. É possível que ela se tenha sentido apaixonada por si e que as palavras dela, no passado, tenham sido sinceras.

A questão é que nem todas as pessoas lidam da mesma forma com a ruptura de uma relação. Algumas pessoas sentem uma angústia e raiva tão grande, por verem o fim da relação, que apenas pensam em “magoar” o ex-companheiro. É evidente que ela teve essa necessidade e soube precisamente como feri-lo de forma mais intensa, pois era algo que já tinham falado e ela sabia que o inquietava.

Perceba que a paixão dela por si acabou (se alguma vez existiu). Afaste-se desta relação, visto que, tal como está actualmente, não deverá trazer nada de benéfico no futuro.

Se sentir necessidade procure ajuda de um psicólogo.


Fernando Eduardo Mesquita
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Fortes dores na penetração





"Nas relações sexuais sinto fortes dores na penetração, idênticas à experiência da primeira penetração"


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Tomei conhecimento da consulta do Dr. Fernando Mesquita recentemente, bem como da Psicologia na Net. O motivo do meu contacto prende-se com uma questão que tem vindo a ser alvo de algum desconforto da minha parte.

O meu nome é XXXX, tenho 22 anos e iniciei a minha vida sexual aos 19 anos. Já tive diferentes parceiros desde então mas em todas as relações sexuais sinto fortes dores na penetração, idênticas à experiência da primeira penetração. Já falei desta questão à minha ginecologista habitual, que refere ser uma resposta natural do corpo por ainda ser cedo. Em conversa com amigas, todas me disseram não ter qualquer tipo de problema, algumas inclusivamente com menos actividade sexual.

Outra das hipóteses já colocadas foi não estar descontraída, contudo mesmo sentido-me completamente à vontade com o parceiro, num ambiente calmo e procurando reforçar os preliminares, as dores continuam. Não tenho problema de falta de lubrificação vaginal também. Não percebo o motivo destas dores e é algo que me transtorna pois o parceiro acaba por se aperceber que algo não está bem e, mais importante, incomoda-me pois sinto desejo mas na sua satisfação, acabo por ter grande desconforto. Para além de não sentir prazer, acabo cheia de dores e ardor.


A nossa resposta


Cara leitora,

é normal ocorrerem contrações dos músculos da região da vagina durante e após a relação sexual. O orgasmo, por exemplo, é um momento em que ocorrem contrações rítmicas da musculatura vaginal, acompanhadas por um momento de prazer intenso. Torna-se um problema quando estas contrações são de tal forma intensas que causam dor ou desconforto durante ou após o coito.

Tendo em conta que já foi observada por uma ginecologista, e que esta não reportou qualquer tipo de problema orgânico, levanto a possibilidade da presença de espasmos involuntários, dos músculos perineais durante o coito (geralmente, chamamos de vaginismo). Em alguns casos, além deste espasmo, a mulher diante da simples aproximação do parceiro, contrai os músculos adutores das coxas, a ponto dos joelhos ficarem como que colados um contra o outro. Noutros casos, é possível a penetração vaginal, ainda que incompleta.

Tal como refere, geralmente, o desejo, excitação e/ou orgasmo não são afectados.

Muitas vezes, a causa destas situações prende-se como situações de “medo” que podem ter origem numa educação restritiva ou punitiva, vivências sexuais dolorosas, experiências passadas de situações traumáticas, tentativas de violação, visualização de cenas de sadismo, relatos distorcidos sobre a vida sexual, etc.

Procure variar de posições sexuais e verifique se existe alguma onde sinta um desconforto menor (geralmente, mulher por cima é mais fácil, visto que está a “controlar” o ritmo e profundidade da penetração).

O vaginismo é uma disfunção relativamente fácil de tratar, porém pode afectar seriamente a vida sexual do casal, pelo que deverá procurar ajuda de um terapeuta sexual, se a condição persistir.


Fernando Eduardo Mesquita
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Ele dá-me tudo excepto atenção e respeito




"Ele dá-me tudo o que preciso,
excepto atenção e respeito"


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"Estou a viver uma situação muito complicada no meu casamento. O meu marido é um reconhecido empresário, com capacidade financeira muito acima da média. Por questões de trabalho, raramente está em casa e bebe demais.

Ultimamente, ele atira-me à cara que eu engravidei para o obrigar a ficar comigo, que ele não queria ter filhos, que não gosta de mim e que mantém o casamento por causa da nossa filha de três anos.

Apesar de tudo, não quero perdê-lo, pois dá-me tudo o que preciso excepto atenção e respeito. O que posso fazer?"


A nossa resposta


Cara leitora,

ao longo da vida, fazemos diversas escolhas, que nem sempre são as melhores. Reconhecer que se errou e procurar mudar, para que não se volte a cair no mesmo equívoco, faz parte da aprendizagem humana. Agora, errar, reconhecer que se errou e insistir, ou persistir, nesse erro já é uma atitude auto-mutilante.

Uma mente saudável não desrespeita nem humilha, mas também, não aceita desrespeitos ou humilhações. Pelo que descreve, restam poucas dúvidas que já não existe amor ou respeito no vosso casamento. No fundo, parece-me que estão juntos por “conveniência”, no seu caso monetária e na dele, talvez, social.

Dedique algum tempo para ver se realmente quer manter essa relação como está, e se aquilo que recebe lhe “paga” a falta de atenção e respeito que sente. Independentemente da decisão que tomarem, penso que não é justo apontar a vossa filha como motivo para continuarem o casamento.


Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
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Fetiche por pés




"Ele gosta de ver imagens de pessoas
a receberem cócegas nos pés"


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"Tenho 19 anos, o meu namorado 22. Somos os dois virgens. Namoramos há 7 meses. Desde o início da relação, que ele fez questão de me contar que era virgem e que tinha um fetiche por pés. No entanto, o fetiche dele por pés não está ligado a nada sexual; ele não pesquisa na internet vídeos de nudez ou porno relacionados com isso. Apenas gosta de ver imagens ou vídeos de pessoas a serem "torturadas" (receberem cócegas) nos pés.

À medida que os meses passaram, eu comecei a ir a casa dele e, um dia, enquanto estávamos a ver um filme no sofá, ele não resistiu à ideia de eu estar sozinha com ele, pegou num óleo específico e numa pena, prendeu-me as mãos e fez-me imensas cócegas. Eu adorei e desde aí temos repetido a experiência várias vezes. No entanto, um dia ele disse-me que não gostava de me torturar. Fiquei confusa com o que ele disse, porque pareceu-me que gostava.

Esta semana, quando eu estava no facebook, uma rapariga da faculdade dele enviou-me uma imagem que mostra ele a pedir-lhe para ela lhe mostrar os pés pela câmera. Ela não foi a primeira rapariga a quem ele pediu isto. Eu sempre soube que ele via vídeos e imagens de pés na internet, mas nunca esperei que ele fosse pedir a raparigas que conhece estas coisas. Ele sempre me disse que se controlava.

Confrontei-o com esta história, no início ele negou e disse que alguma rapariga devia ter algo contra ele, mas no dia seguinte admitiu o que fez e prometeu não o fazer mais. Eu sei que quando ele promete alguma coisa a cumpre mesmo. Disse-lhe que não havia problema em continuar a ver imagens na internet, mas que não queria que falasse com ninguém sobre isso. Sei que ele não me traiu fisicamente, isso ele nunca faria, tenho a certeza absoluta. Mas fiquei magoada com a atitude dele.

Tive uma conversa séria com ele e disse-me que não sente excitação sexual quando olha para pés. Disse-me que é "apenas curiosidade e um vício" que ele preferia não ter. No entanto, disse-me que os meus pés são os únicos que o excitam de forma sexual, algo que, segundo ele, nunca tinha sentido antes. Perguntei-lhe se ele já teve um orgasmo ao brincar com os meus pés e a resposta foi "sim, às vezes tenho e de cada vez que isso acontece tenho de ir ao wc para espairecer porque acho vergonhoso". Perguntei-lhe porque achava vergonhoso e respondeu-me: "não sei, não estou habituado, não gosto do que sinto e acho vergonhoso". Ele também disse que já nem sequer precisa de ver ou tocar nos pés para se sentir excitado, basta estar sozinho comigo, coisa que antigamente não sentia. Sempre tivemos problemas por causa de sexo.

Desde os 3 meses de namoro que lhe falo em sexo e ele nunca gostou da conversa. No início achei que ele era asexual ou mesmo que eu não o atraía sexualmente. A resposta foi: "eu sinto-me muito atraído por ti, mas não estou preparado para fazer sexo neste momento. Tens de esperar". Pelo que entendi da conversa que tive com ele há poucos dias, ele sente excitação quando está comigo, tem vontade de fazer sexo, mas não o faz porque tem vergonha de admitir que quer e porque supostamente nunca tinha tido orgasmos antes de mim e não gosta de sensação.

Ele esteve em duas relações antes de mim, ambas aos 18 anos, e apenas duraram 3 meses. Ele nunca esperou que eu ficasse tanto tempo com ele, daí nunca ter pensado em sexo. Ele está a ser seguido por um psicólogo devido a problemas de auto-estima que já vêm de quando ele era pequeno, mas que só agora eu o consegui convencer a tratar. No entanto, ele continua a ter um problema qualquer com sexo que eu não entendo.

E também tenho algumas dúvidas em relação a nunca ter tido um orgasmo antes e só sentir excitação sexual comigo em relação ao fetiche dele. Se só sente excitação comigo, porque razão foi pedir a outras raparigas para ver pés? Ele diz que apenas tem "curiosidade e imagina-se a fazer-lhe cócegas mas nada que envolva parte sexual".

Ele é ateu, não acredita em nada de religião, por isso esse não é o problema dele. Também não sofreu nenhum tipo de violação quando era criança. Foi sim vítima de bullying e durante muitos anos sofreu com a ausência dos pais, que trabalhavam bastante, e sempre pensou que não gostavam dele.

Qual acha que seja o problema dele? O que devo fazer?


A nossa resposta


Um fetiche (palavra que tem origem no termo português “feitiço”) é, sobretudo, uma espécie de obsessão por um objecto, uma situação, pessoa, ou parte da pessoa, a que se atribuem “poderes mágicos ou sobrenaturais”, positivos ou negativos.

O fetiche por pés é mais frequente do que se pensa. Um fetichista de pés é conhecido, normalmente por podólatra ou podófilo (*). Cerca de 50% dos fetiches, com partes do corpo, envolvem os pés e quase 2/3 dos fetiches com objectos estão relacionados com os pés, como sapatos e meias.

Freud chegou a dizer que as pessoas “sexualizam” os pés porque estes se assemelham a um pénis. Recentemente, o neurocientista americano, Ramachandran disse que ao estudar a síndrome do membro fantasma – condição que leva pessoas amputadas a sentirem os seus membros em falta - resolveu o mistério dos fetiches por pés. Segundo o mesmo, esta condição deve-se à proximidade das áreas cerebrais, associadas à genitália e aos pés, no mapa da imagem corporal. “Talvez alguns de nós, chamados de ‘pessoas normais’, tenham um pouco dessas ligações cerebrais, o que explicaria por que gostamos de ter os nossos pés sugados”, afirma Ramachandran.

O fetichista responde ao pé de forma similar à que outras pessoas respondem a nádegas ou seios. Mas é de notar que, no caso do podólatra, esse desejo adquire o caráter pronunciado de uma fixação e pode tornar-se uma obsessão ou a única forma de ter prazer.

Existem diversas variantes de podolatria:

- Feet worship – obtenção de prazer em lamber, chupar e beijar pés ou de ter os pés adorados desta forma por outros.

- Smelly feet/Chulé - prazer em cheirar pés, aqui a excitação está mais no odor dos pés.

- Huge feet / Bare feet - prazer em observar pés grandes e/ou descalços.

- Calçado – prazer em ver, cheirar ou lamber calçado.

- Socks (meias) – prazer em ver, tocar ou cheirar meias, ou pés dos outros com meias, que podem ser sociais, desportivas ou de uma cor específica (geralmente, pretas).

- Footjob (masturbação com os pés) – estimulação dos genitais do/a parceiro/a com os pés até ao orgasmo, sem que haja penetração.

- Tickling (cócegas eróticas) - onde os participantes obtêm excitação sexual em fazer, ou sentirem, cócegas. As cócegas eróticas podem envolver a restrição física da submissão por um dominador, sendo os pés o principal alvo. Este será, provavelmente, o caso do seu namorado.

No podólatra, o objecto de fetiche tem conotação sexual e não representa a pessoa que está por trás desse objecto. Acredito que, como ele a deseja, os seus pés sejam um foco de maior desejo, porém, quando o seu namorado refere que a atitude dele, em procurar esse tipo de imagens, na Internet, não tem conotação sexual, pode não corresponder totalmente à verdade, visto que este é o seu objecto de prazer.

Deixe-me perguntar-lhe … Se ele fosse à Internet ver seios ou nádegas de mulheres, qual seria a sua reacção? E se ele tivesse feito o mesmo com “amigas” ou pessoas conhecidas? O que faria? Como procuraria lidar com a situação?

Fale com ele, tente perceber se há algo mais que ele possa dizer e que a ajude a percebê-lo. Se as dificuldades persistirem, deverão procurar um terapeuta sexual para vos ajudar a encontrar um equilíbrio saudável no vosso relacionamento.

(*) - embora o termo podófilo seja mais frequente em Portugal, optei pelo uso de podolatria para evitar a confusão com o termo pedófilia.

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo - Sexólogo Clínico
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Humor - Sexóloga Stressada


HUMOR
Dicas de uma sexóloga sarcástica, radical e stressada,
respondendo às perguntas dos ouvintes:




1 - Tenho 20 anos e sou virgem porque gostaria que a 1ª vez fosse com um namorado fixo. O que devo fazer?
R: A minha 1ª vez também foi com um namorado fixo. Amarrei-o na cama.

2 - O que fazer para surpreender meu marido que é meio tímido?
R: Apareça com um amante.

3 - Tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pénis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
R: Mande pra cá que eu testo por si.

4 - Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
R: Tire a roupa! Se ele não a agarrar, esqueça que é gay.

5 - Terminei com meu ex porque ele é muito abutre e agora estou com outro. Mas ainda gosto do meu ex e às vezes ainda estou com ele! O que devo fazer?
R: Quem é mesmo abutre nesta história?

6 - Quero saber como enlouquecer meu namorado só nos preliminares.
R: Diga baixinho no ouvido dele: " o período está atrasado.."

7 - Sou feia, pobre e chata. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
R: Ficar bonita, rica e ser divertida, obviamente.

8 - O rapaz com quem tenho saído é muito divertido, mas está a dar sinais de ser alcoólico. O que faço?
R: Não o deixe conduzir.

9 - Porque é que, na hora do sexo, quando estamos no vai e vem, na hora em que o corpo entra em atrito e faz aquele barulho de quem está a bater palmas, nós ficamos mais excitados?
R: É porque parece que tem uma claque, percebe? Da próxima vez grite pra malta.

10 - Apesar do meu tamanho, tenho apenas 15 anos, não tenho uma cara propriamente linda. O que devo fazer para conseguir comer umas gatas?
R. Nesta idade você tem de comer Chocapic, entende?

11 - Sou virgem e aconteceu, pela primeira vez fazer sexo oral. Acabei por engolir o esperma e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!
R: Claro que corre o risco de ficar grávida. E a criança vai sair pelo seu ouvido.

12 - A primeira vez dói? Tenho 21 anos e ainda sou virgem porque tenho medo que doa e não aguentar.
R: Dói tanto que você vai ficar em coma e NUNCA mais se vai levantar. Veja se deixa de ser fresca, e dê de uma vez, ó Cinderela!

13- Posso tomar anticoncepcional com diarréia?
R: Eu tomo com água, mas a opção é sua. Espero que use um copo descartável!


As minhas favoritas foram a 6 e a 10 ... e as vossas?




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