Mulheres solteiras

"Elas são solteiras porque querem..."
"Há milhares de mulheres felizes sem terem uma relação amorosa estável"


Não há nenhum estudo conhecido sobre a matéria, com dados ou números concretos, mas entre psicólogos e sociólogos a constatação de que há cada vez mais mulheres solteiras por convicção é consensual. Segundo o psicólogo Fernando Mesquita, este comportamento surgiu depois da emancipação das mulheres e generalizou-se com a cada vez maior oportunidade das mulheres assegurarem a sua independência financeira e emocional.

"Agora o destino das mulheres já não é serem mães e donas de casa. Por isso, há cada vez mais mulheres que não escolhem esse destino e consideram antiquado. Agora, há uma dedicação e entrega muito maior ao trabalho", comenta.

Para o especialista, a ausência de uma relação afectiva tem vários aspectos positivos, nomeadamente o facto da solteira "poder fazer o que quer, sem ter de agradar e esperar pela decisão dos outros". "Partilhar uma vida e uma casa com outra pessoa também traz dificuldades e, muitas vezes, as mulheres não querem ter esse trabalho. Isso nota-se, especialmente, nas mulheres que depois de se divorciarem nunca mais investem conscientemente numa relação afectiva estável e duradoura", menciona.

A tolerância, ou falta dela, pode ser a resposta para muitas destas opções. "Se as coisas não estão a correr pelo melhor numa relação, pode ser mais fácil terminar. Infelizmente, ainda continuam a haver muitas mulheres agarradas a amarras culturais, no passado, as mulheres é que tinham de se sujeitar. Hoje já não é assim" garante.

Apesar disso, Fernando Mesquita reconhece que ainda há mulheres "olhadas de lado" pelas opções que tomaram. "A sociedade ainda espera muito que a mulher seja, pelo menos mãe. A parte do não casar já está um pouco ultrapassada porque uma coisa é ser solteira, outra é não ter nenhuma relação afectiva. Agora, uma mulher não ter filhos por opção é que já se torna mais suspeito para a sociedade", acrescenta.

Fernando Mesquita diz que é impossível dizer se uma pessoa solteira é mais, ou menos feliz do que as outras. "A felicidade das pessoas resulta das opções que fazem e da forma como se vive com elas", sublinha.


Entrevista dada a Alexandra Ho, Jornal 24 Horas (30/03/2010)

Voltar a casar com o ex-marido


"Quando isto acontece, o casal deve estar preparado
para uma relação totalmente nova"

O divórcio deve ser aproveitado para descobrir o que havia de errado na relação, diz Fernando Mesquita sobre pessoas que casam com o antigo parceiro pela segunda vez. O terapeuta diz que esta situação acontece, mas não é comum, e lembra que no segundo casamento espera-se que os casais estejam mais conscientes da relação "Caso contrário, estão quase que condenados a uma nova separação".

"Para a relação dar certo é necessário muito diálogo, que sejam honestos com o outro e com eles próprios, e que não evitem falar dos assuntos mais difíceis, mesmo que isso signifique momentos de grande sofrimento para ambos", afirma.

Para o psicólogo, há muitos motivos que levam os casais a dar uma segunda oportunidade à relação e a voltarem a dar o nó: "O medo da solidão, de ficar sozinho ou sem ninguém, principalmente depois de uma certa idade; a esperança de que o outro tenha mudado; a existência de filhos; ainda querer acreditar nos "sonhos construídos" a dois; segurança financeira/económica; o afastamento levá-los a acreditar que o ex afinal era a pessoa certa; encarar uma nova relação com alguém desconhecido como algo de ameaçador" são alguns dos factores que, de acordo com Fernando Mesquita, podem reatar um casamento que tinha sido destruído.

O terapeuta acrescenta ainda que o casal deve encarar a relação como um novo recomeço: "Pode haver uma fase inicial de namoro, tal como nas outras relações. Não podemos esquecer que estas duas pessoas estiveram durante um período afastadas e que isso pode ter dado origem a novas amizades, relações amorosas, passatempos e interesses novos. Portanto, embora já tenham tido um passado em comum, este é um novo casal, com duas pessoas com experiências novas."


Entrevista dada a Andreia Caturna Martins, Jornal 24 horas (29/03/2010)

Perguntas e Respostas - Tenho Disfunção Eréctil


"Sou homem... e sofro de uma Disfunção Eréctil"

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Sou XXXXXXX

Sou homem, heterossexual nascido a XX/XX/1955, (54 anos) e sofro de uma disfunção eréctil. Este problema apareceu-me aos 47 anos, mas foi-se agravando e agora não consigo mesmo uma pequena erecção.

Comecei por ter várias vezes falta de erecção e quando conseguia verificava que a ejaculação era precoce, mal introduzia o pénis... ejaculava logo de imediato.

O meu médico receitou-me o “CIALIS” que tomei vários anos, agora este medicamento já não me faz qualquer efeito.

Há a salientar que sofro de diabetes tipo 2 e ultimamente a tenho tido problemas de tensão alta.

Gostaria de saber se há quaisquer radiografias a fazer aos tecidos cavernosos do pénis ou outras partes do corpo para conseguir descobrir de onde vem, o mal. Ou se haverá outra solução mesmo com cirurgia para o meu problema, visto que já contactei dois médicos de urologia, e fiquei na mesma.

Solicito resposta


A nossa Resposta


Caro amigo,

na realidade a Diabetes e a medicação para a Hipertensão são factores agravantes para o surgimento de Disfunção Eréctil. Existem diversos exames para avaliar a componente orgânica/fisiológica da Disfunção Eréctil, tais como:
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  • Regiscan
  • Ecógrafo Triplex
  • Doppler colorido do pénis
  • Cavernosometria
  • Entre outros

Os mesmos, deverão ser realizados por um médico especialista (e. g. urologista), que mediante a história da pessoa realiza o(s) exame(s) que considera mais adequados para o problema.

Relativamente aos tratamentos, felizmente, hoje em dia existem diversas alternativas para ajudar a ultrapassar a Disfunção Eréctil. Além do recurso a medicamentos como o Cialis, Viagra ou Levitra, poderá, em conjunto com o seu médico, ponderar sobre o uso de:
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  • Bomba de vácuo com aplicação de anel;
  • Caverjet;
  • Cirurgia vascular;
  • Prótese peniana.

Em algumas situações o processo deverá incluir, para além do médico/urologista, um sexólogo para a realização de uma Psicoterapia ou Terapia Sexual – individual e/ou de casal.

De qualquer forma, será importante falar com o seu médico e procurar em conjunto qual a melhor solução para o seu caso.

Espero, sinceramente, ter conseguido ajudar. Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas e Respostas - Masturbação


"Ele disse-me que não deveria masturbar-me..."

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Boa tarde,

venho novamente colocar-lhe outra questão de cariz mais intimo.

Quando era mais jovem passei por uma fase de bastantes indecisões e resolvi falar com um senhor, em quem tinha muita consideração, para me dar alguns concelhos.

Ele disse-me que não deveria masturbar-me. Por qualquer motivo, a resposta dele para o meu assunto, foi essa... Parar de me masturbar!

Como achei estranho o concelho desse senhor, continuei a masturbar-me, embora com muito menos frequência. O que acontece é que cada vez que o fazia, depois, ficava com um grande sentimento de culpa sobre mim. O que acaba por me deixar triste e com arrependimento pelo que fiz.

Não gosto de me sentir assim!

Tenho momentos, que penso que seja normal, que tenho vontade de me masturbar, mas fico a pensar se o devo fazer ou não. Se terá alguma consequência na minha personalidade ou até mesmo nas minhas decisões futuras...

Peço então, a sua opinião, pois já não sei o que pensar...

Muitíssimo obrigado, com os melhores cumprimentos,
XXXXXXX



A nossa Resposta



Caro amigo,

muitas pessoas crescem com sentimentos negativos relativamente à masturbação, resultando numa tendência para surgirem sentimentos de culpa quando é praticada. Actualmente, sabe-se que a masturbação é normal e não é responsável por qualquer tipo de problema de saúde. É praticada pela maioria das pessoas, de ambos os sexos, e permite a descoberta de novas formas de tirar prazer com o próprio corpo.

Penso que esse senhor terá procurado ajudá-lo da melhor forma que sabia, mas não se esqueça que a masturbação foi vista, durante muito tempo, como algo de muito negativo e prejudicial à saúde. Felizmente, muitos dos mitos, associados à masturbação, foram caindo e cada vez mais é vista de forma positiva. Na verdade, a maioria dos terapeutas sexuais aconselha a masturbação como uma das principais etapas para ultrapassar a maioria das Disfunções Sexuais.

Aproveite para viver a sua sexualidade da melhor forma ...


A MASTURBAÇÃO É UMA DAS MUITAS VARIANTES NA PALETA SEXUAL...


Um abraço,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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Perguntas e Respostas - Descobri o prazer do sexo oral



"Quando estou com ela sozinho no quarto ... sinto frequentemente vontade que me faça sexo oral"

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Boa tarde,

sou jovem, tenho 20 anos e namoro com a mesma rapariga há 1 ano. Descobri com ela o prazer do sexo oral... Desde então, quando estou com ela sozinho no quarto ou quando dormimos juntos, sinto frequentemente vontade que ela me faça sexo oral.

O facto que me deixa mais pensativo e envergonhado é que nessas alturas que estou com ela e poderia ser mais romântico ou pensar simplesmente como é bom estarmos ao lado de quem amamos, a minha vontade de ter sexo oral é tanta que se não acontece por algum motivo, eu fico meio triste e acabo por não ser divertido ou mesmo amoroso com a minha namorada. Quando dormimos juntos, por vezes, custa-me a adormecer com a vontade extrema que tenho de ter prazer.

O que me sugere para esta situação?

Desde já, muitíssimo obrigado, com os melhores cumprimentos,
XXXXXX


Obrigado

A nossa Resposta


Caro amigo,

é natural que queira repetir mais vezes um comportamento que descobriu recentemente e que lhe dá prazer. Pense no seguinte caso, quando a primeira experiência sexual é a auto-masturbação, existe uma tendência para a pessoa repetir esse comportamento até adquirir novas formas de satisfação sexual. Estas novas formas de satisfação sexual podem ser, por exemplo, a presença de um/a namorado/a. Isto permite à pessoa tomar consciência que, para além da auto-masturbação, pode ter prazer de outras formas, o que não quer dizer que tenha de abdicar da primeira.

Penso que se poderá estar a passar algo de semelhante consigo. Uma vez que descobriu algo que lhe deu prazer é natural que queira repetir. Fale abertamente com a sua namorada e procurem novas experiências, em que o sexo oral possa estar presente, mas não exclusivamente.

Importante: procurem que o momento da ejaculação não seja durante o sexo oral, de forma a começar a associar o orgasmo a outras actividades sexuais...

Para finalizar: quando refere que aquilo que o deixa mais pensativo e envergonhado é o facto de não ser mais romântico ou de pensar simplesmente como é bom estarem juntos, foi algo que teve consciência por si mesmo? Se assim for, penso que é um óptimo prognóstico, pois revela que está preocupado com a vossa relação e que, muito provavelmente, vai lutar para ultrapassar o problema.


Estarei disponível para vos ajudar sempre que considerarem necessário,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221



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CIÚME



1. Quem é mais ciumento: o homem ou a mulher?

Embora, culturalmente, se associe o ciúme às mulheres a verdade é que existem muitos homens ciumentos. Considero que é um fenómeno presente tanto em homens como mulheres. O tipo de ciúme, e como se manifesta, é que poderá variar. Diz-se, normalmente, que o receio dos homens é serem traídos fisicamente pela mulher, enquanto que, a mulher teme mais uma traição a nível emocional. Esta traição no homem é interpretada, muitas vezes, como não ser tão homem como o outro (muito ligado à masculinidade). Os homens ciumentos tende a ser mais violentos, ao passo que as mulheres ciumentas têm por comportamento, normalmente, questionar constantemente o parceiro sobre a sua genuína fidelidade e amor por elas.

2. O ciúme atrapalha, de facto, as relações?

Sem dúvida que pode atrapalhar, imagine o que é viver numa relação onde por mais sincera que seja, o outro duvida constantemente da sua verdade. Imagine o que é ser “perseguida 24 horas/dia”. Para não falarmos de situações de violência (verbal ou física) que por vezes podem existir.

3. Que complicações pode trazer os ciúmes para a vida familiar?

O que de início até pode ser agradável, isto é, o outro (o ciumento) “mostrar que gosta de nós” com as ditas “cenas de ciúmes”, perguntando “Onde estivemos? Com quem? A fazer o quê?”, etc. Aos pouco pode levar a um afastamento progressivo e ao término da relação, muitas vezes, de forma agressiva.

4. O ciúme deve ser encarado como uma doença quando obsessivo?

Essa parece-me ser a grande questão: sabermos qual é o limite entre o que é normal e o que é patológico. De qualquer forma, quando este sentimento se torne insuportável para ambas as partes, estamos perante algo que está mais a prejudicar do que a favorecer a relação.

Quando o ciumento duvida constantemente do parceiro, entra num ciclo com receio de perder o outro e procurar controlá-lo cada vez mais. Isto poderá fazer com que o/a companheira/o sinta que o seu espaço pessoal está a ser invadido, sentindo-se magoado/a pelo comportamento que o ciumento está a ter o que poderá fazer com que se afaste progressivamente da relação. É nesta altura que ciumento começa a sentir este afastamento e investe ainda mais no controlo do outro e no seu receio de ser abandonado, podem surgir pensamentos como “tinha razão, ela já não me liga”; “ela anda com outro de certeza…”,etc. Muitas vezes, este ciclo acaba num grande sofrimento de ambas as partes.

Se o ciúme surge do desejo pelo outro, o que o alimenta é a frustração de não conseguir controlá-lo. Em casos extremos, esta noção de que não se consegue controlar o outro pode dar azo à violência ou até mesmo ao crime, aí sem dúvida, estamos perante um fenómeno patológico.


5. Muitos encaram o ciúme como prova de honra. Concorda?

Normalmente, o ciúme é alimentado pelo medo de perder algo que se tem, ou se deseja ter. Isso pode significar que existe um interesse no compromisso e na continuação da relação. Atenção, refiro “interesse” e não “amor”, pois pode haver interesse mas não haver amor, mas também pode ser um ciúme por amor. Ou seja, nem todos os ciumentos estão perdidos de amor pela/o companheiro/a, pode haver uma ciúme ligado a outros aspectos, tais como dificuldade em lidar com a rejeição, receio de ficar sozinho, insegurança, interesses financeiros, etc.

Existem mesmo pessoas que consideram que onde há amor tem de haver ciúme … porque este representa o sentimento de posse e de não querer perder o que se tem.




Nota: este texto é parte de uma entrevista que dei à jornalista Andreia Martins do Jornal 24 horas

Perguntas e Respostas - Não consigo ter relações sexuais


"As erecções que tenho não são suficientemente duras nem contínuas..."

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Ola ...

Tenho 16 anos e não consigo ter relações sexuais com a minha namorada, as erecções que tenho não são suficiente duras nem continuas a fim de haver penetração. Já desde Janeiro que isto acontece, eu anteriormente tive uma infecção urinaria a qual deixei retardar uma semana o seu tratamento, talvez seja por isso, ou talvez seja psicológico, o que é o mais certo...

Aguardo resposta brevemente...

Obrigado
A nossa Resposta

Caro amigo,
responda às seguintes questões:

  1. Consegue obter uma erecção, suficientemente rígida e prolongada para uma penetração, quando está sozinho, ou a ver algo que seja mais excitante para si?

  2. Se se masturba: Tem dificuldades na masturbação? Consegue ejacular/atingir o orgasmo sem perder a erecção?

  3. É frequente acordar com erecção de manhã?

Se responder afirmativamente a pelo menos uma destas questões, muito provavelmente o seu problema é psicológico. Se assim for, tente falar calmamente com a sua namorada, procurem apenas voltar a tentar numa altura em que estejam TOTALMENTE à vontade, sem medo de serem surpreendidos por alguém, com tempo ... etc. Uma boa opção é combinarem não terem relações sexuais nas próximas duas/três vezes que tiverem uma boa oportunidade, aproveitem para estar próximos e tirarem prazer sem penetração. Estabeleçam como regra "NAS PRÓXIMAS 2/3 VEZES NÃO VAI HAVER PENETRAÇÃO", nem se deverão preocupar se não existir erecção. GOZEM APENAS O MOMENTO ... !

Estarei disponível para vos ajudar sempre que considerarem necessário,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221


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Perguntas e Respostas - Sexo uma vez por semana

"Uma vez por semana e ele teima que é normal..."

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Bom dia,
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sou mulher e tenho 22 anos, mas o problema surge por parte do meu namorado que tem 24 anos. Durante o nosso primeiro ano de namoro estava tudo perfeito tínhamos relações todos os dias, e às vezes até embirrava por ser de mais, mas agora ele desde á três meses que começou a diminuir as vezes que tínhamos relações, recusa-me cada vez que eu tomo iniciativa, só chegamos a ter relações uma vez por semana e ele teima que é normal.
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Como posso resolver este assunto explicar-lhe que não me sinto bem com isto?
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Obrigada

A nossa Resposta
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Cara amiga,

penso que será importante falar com o seu namorado sobre o porquê da diminuição da frequência da vossa actividade sexual. Infelizmente, os dados que nos apresenta são muito vagos, (por exemplo, vivem juntos? já falaram sobre estas dificuldades? se sim, qual o feedback que teve do seu namorado? houve alguma alteração na vossa relação? etc.).

Parece-me que no fundo até gostava da frequência de relações sexuais que tinham no início da relação (tal como refere "estava tudo perfeito") embora "embirra-se por ser demais"... Será que ele não diminuiu a frequência porque pensou que era isso que desejava?

Estarei disponível para vos ajudar se considerarem necessário,

Fernando Eduardo Mesquita
Psicólogo/Sexólogo Clínico
Tel: 969091221
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«Não me faças essa cara!»




Actividade neural pode ajudar a regular
expressões faciais negativas entre parceiros




Todos nós já tivemos uma discussão com alguém que amamos. Como é que nos sentimos? Como é que nos comportámos? Os conflitos podem deixar-nos frustrados e fazer com que tenhamos comportamentos menos apropriados.

Após uma discussão, um dos parceiros poderá amuar, bater a porta e conduzir até um bar e afogar as mágoas em álcool. Estes dramas são estereotipados e um novo estudo, publicado na «Biological Psychiatry», sugere que o Córtex Lateral Pré-frontal (LPFC – Lateral Prefrontal Cortex) é uma região do cérebro que pode ajudar as pessoas a controlar reacções emocionais e expressões faciais negativas em parceiros românticos.

Christine Hooker, do departamento de Psicologia da Universidade de Harvard (EUA), e colegas, recrutaram participantes adultos, saudáveis e que mantivessem uma relação amorosa de compromisso com alguém para o estudo. Os investigadores avaliaram expressões façais positivas, negativas e neutras durante um ‘scanning’ cerebral. Os voluntários registavam a ocorrência de conflitos num diário, assim como os níveis de humores negativos, ruminações e o uso de substâncias.

A equipa de investigação chegou à conclusão que a actividade do LPFC em resposta ao desafio afectivo do laboratório previa auto-regulação, após um conflito interpessoal diário. Quando não havia conflito interpessoal, a actividade LPFC não aparecia relacionada com humor ou comportamento, no dia seguinte. No entanto, quando ocorria, nesse caso já se verificava uma relação com o mau humor e comportamento. Portanto, uma menor actividade foi ligada a maiores níveis de mau humor, ruminação e uso de substâncias.

Segundo os resultados, uma baixa actividade no LPFC pode representar um factor de risco para problemas de humor e comportamentais, após uma situação de stress interpessoal. A gestão construtiva de estados emocionais negativos que emerge inevitavelmente de relações românticas pode ser crítica para se conseguir lidar com o mundo.


Refúgio emocional

Este tipo de relações é normalmente um refúgio emocional para as tensões no mundo laboral. No entanto, também podem aumentar o stress e quando isso acontece, comportamentos problemáticos, tais como excessos alimentares e abuso de substâncias, podem aumentar.

John Krystal, editor da «Biological Psychiatry», comentou a importância da descoberta e refere que “quando activada no contexto de emoções intensas, o LPFC pode ajudar a gerir a intensidade de sentimentos negativos que surgem numa relação social. Quando esta região do cérebro não é activada de forma eficiente ou a intensidade do conflito é demasiado grande, as pessoas precisam de aprender estratégias comportamentais para lidar com respostas emocionais". O responsável editorial explica ainda que "a estratégia pode ser tão simples como contar até dez antes de fazer alguma coisa de que se podem arrepender mais tarde”.

Contudo, o estudo levanta importantes questões: Como é que os clínicos podem melhorar a função do LPFC quando este está comprometido? Estratégias cognitivas e comportamentais podem ser fulcrais no tratamento.

Christine Hooker sublinha que “a imagem pode fornecer informações potencialmente úteis sobre quem pode estar vulnerável ao humor e problemas de comportamento após uma discussão”. Acrescenta: “Esperamos que futuras investigações possam trabalhar esta ideia e explorar formas em que a imagem possa ser usada para informar as pessoas sobre suas vulnerabilidades emocionais".

Adaptado do original de cienciahoje, 03-03-2010

Dia Europeu da Vítima de Crime



O Dia Europeu da Vítima de Crime é assinalado esta segunda-feira, dia 22 de Fevereiro, quando se regista um aumento de mulheres afectadas por crimes, principalmente de violência doméstica.

A
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) assinalou 6539 mulheres afectadas por crime em 2009, uma média de 18 por dia, a maioria entre 26 e 45 anos, num total de 7639 vítimas apoiadas pela entidade.

No balanço da sua actividade no ano passado, a APAV aponta um acréscimo de 1,3 por cento dos processos de apoio, que totalizaram 10 132, com o número de pessoas ajudadas a ultrapassar 20 mil. No total, foram registados 17 628 crimes, a maior parte (90 por cento) de violência doméstica.

O número de idosos vítimas de crime atingiu 642, ou seja, uma média de dois por dia, uma situação próxima da que se regista entre as crianças, com 610 vítimas.

A data será também aproveitada pela APAV para reforçar a campanha nacional «
Se pode complicar, para quê facilitar?», que visa prevenir e sensibilizar os portugueses para os crimes contra o património, «carjacking» (roubo de viaturas com violência) e «homejacking» (roubo de casas com violência), assim como para a segurança pessoal, segurança na rua, nas zonas residenciais e de trabalho, nos transportes e áreas de acesso púbico.



Adaptado do original de diario.iol.pt